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O projecto de Lopetegui: a mudança!

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Desde meados dos anos noventa que o FC Porto tinha como objectivo a construção de um centro de treinos e de formação desportiva que possibilitasse uma aposta mais séria e eficaz no âmbito da formação portista. Tal Centro (CTFD), localizado em Gaia, haveria de ser inaugurado em 2002, sendo considerado um dos mais modernos da Europa.

A “derradeira” aposta na formação viria a acontecer em 2006, através da criação do “Projecto Visão 611”. Este ambicioso projecto encontrava-se assente em três grandes pilares: “Rendimento, Desenvolvimento e Recrutamento”. Por outras palavras, tinha como principal propósito reestruturar os diferentes escalões do futebol, no espaço temporal 2006-2011, de modo a que 6 jogadores da formação pudessem vir a ser integrados no plantel principal em 2011. No entanto, o ‘Visão 611’ viria a demonstrar-se um fracasso evidente, com o clube a não conseguir potenciar nenhum dos seus jogadores a ponto destes se tornarem uma solução ou alternativa válida para o plantel principal. Pelo contrário, na sua grande maioria, estes jogadores foram emprestados a clubes de menor envergadura, sendo, como é de resto habitual nestas situações, “esquecidos” no mundo do futebol.

Se olharmos atentamente, veremos que, actualmente, as circunstâncias da criação do novo projecto da formação azul e branca são em tudo semelhantes aos motivos que levaram à implementação, no passado, do ‘Projecto Visão 611’.

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‘Projecto Visão 611’
Fonte: newsletters.ipvc.pt

Em 2005, vivia-se um grande período de prosperidade e estabilidade financeira, fruto das conquistas da Taça UEFA e da Liga dos Campeões (2003 e 2004, respetivamente), pelo que aconteceu um grande investimento no plantel – Diego, Luís Fabiano, Seitaridis, Ricardo Quaresma e Hélder Postiga (regressado de uma má experiência em Inglaterra) são alguns dos nomes que reforçaram o FC Porto nessa temporada. No entanto, apesar do plantel de qualidade, o FC Porto mudou, nessa época, três vezes de treinador – Del Neri, Victor Fernández e José Couceiro. O ano de 2005 revelou-se então um ano de poucas conquistas, destacando-se a Taça Intercontinental. Na temporada seguinte, com a chegada de Co Adriaanse ao comando da equipa azul e branca e de mais reforços de qualidade – Lucho Gonzalez, Lisandro Lopez, Pepe e o “novo Ronaldinho”, Anderson -, o FC Porto haveria de vencer o campeonato; porém, obteve um dos piores resultados na Liga dos Campeões, terminando em 4º lugar na fase de grupos (campanha que incluiu uma derrota por 2-3 contra o Artmedia, de Bratislava). O desfecho deste conjunto de “infelizes” resultados para o clube levou à criação do ‘Projecto Visão 611’.

Mais recentemente, o FC Porto tem feito uma aposta contínua em treinadores portugueses; todavia, estes entram no clube com uma “lápide pouco afiada”, no que concerne à experiência no contexto dos “grandes” do futebol. Ainda que em 2011 se tenha assistido a um ano de ouro para o clube, com a conquista de todas as competições em que estava inserido, a partir dessa data foi sempre “a descer”. Vítor Pereira, apesar de ter conquistado o campeonato, não se conseguiu afirmar, quer nas competições europeias, quer nas restantes competições nacionais. Depois disso, na época passada, com a breve passagem de Paulo Fonseca (que acabou por sair a meio da época, facto que já não sucedia desde 2005), o FC Porto terminou o campeonato a treze pontos do campeão. Por conseguinte, é notória, à semelhança do que sucedeu no passado, a urgência de uma mudança! Uma mudança que garanta que o FC Porto volte a triunfar nas competições nacionais e europeias e que não seja uma réplica do ‘Projecto Visão 611’!

Com a chegada de Juan Pabro Sanz para o comando da formação portista, o FC Porto procura uma nova abordagem nos diferentes escalões da sua formação, apostando num processo inovador, que visa incutir em todas as idades o mesmo método técnico e táctico, permitindo que mais facilmente prodígios, como Ruben Neves, possam transitar para a equipa principal. A mudança!

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Antigo Estádio da Constituição, hoje ‘Vitalis Park’
Fonte: maisfutebol.iol.pt

No entanto, existem ainda outros aspetos a modificar. Interroguemo-nos sobre a necessidade de gastar fundos na compra de um jogador brasileiro para a equipa principal, quando clubes internacionais prestigiados procuram os jogadores da nossa formação! Para que um jogador se desenvolva técnica e tacticamente é necessário que o clube lhe dê uma oportunidade, por forma a que este possa demonstrar as suas capacidades. Se temos os nossos “canteranos” – em quem investimos durante anos – porquê substitui-los por outros jogadores? A primeira mudança tem obrigatoriamente de vir de dentro! Lopetegui tem demonstrado uma especial preocupação com a aposta na formação azul e branca, e quem sabe se não teremos jovens portistas a bater recordes na Liga dos Campeões todos os anos!

Outro aspeto de interesse é a quantidade de jogadores estrangeiros que o FC Porto tem integrado na equipa B – 13 em 30 jogadores, sendo que, do onze inicial, 5 são, precisamente, não nacionais. Será que o investimento nestes jogadores é compensado em qualidade, gerando a expectativa de poderem vir a ser integrados na equipa A? Se olharmos o panorama geral, também estes acabam por não ter sucesso!

Só o futuro dirá se o “Projecto de Lopetegui” germinou e deu frutos, podendo então fazer uma comparação justa com o passado! Certo é que seja no futebol, na política ou na história, sempre que se perde uma grande batalha, é necessária uma mudança para que se possam ultrapassar os obstáculos! Vamos acreditar que, nesta mudança, o clube vai sair vitorioso, preservando o seu nome e conseguindo superar as barreiras! Se já temos o segundo estádio mais temido do mundo, por que não elevar o clube a esse mesmo patamar?! Somos Porto!

Uma questão (de) central

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paixaovermelha

Nas últimas semanas de mercado, um pouco por toda a blogosfera futebolística, era unânime entre a crítica que o Benfica necessitava de reforçar o meio-campo (ainda mais depois da lesão de Rúben Amorim) e, também, o setor ofensivo. Se para o centro do terreno a direção benfiquista ofereceu, a Jorge Jesus, o grego Samaris e o italiano Cristante, para a frente de terreno não chegou nenhum avançado (o que não deixa de causar perplexo, uma vez que dispuseram de cerca de seis meses para encontrar o substituto de Rodrigo). Sabendo da importância que o segundo-avançado – ou 9,5, como Jesus lhe titulou – no esquema tático encarnado, não estranhei o aviso que o treinador português deixou à direção, há poucas semanas, sobre a “necessidade” de contratar um jogador à imagem de Rodrigo ou, até, de Saviola. Esta é uma falha que apenas com o avançar das competições se irá revelar fulcral ou não.

Porém, há uma outra falha no plantel do Benfica, que, curiosamente, foi pouco abordada durante a “silly season”: a questão dos centrais. Mais do que falar dos (baixos) valores da venda de Garay, importava perceber como iria Jorge Jesus colmatar a saída do titularíssimo internacional argentino. Jardel, César, ou Lisandro Lopez? A resposta foi dada nos quatro jogos oficiais realizados até ao momento: Jardel.

A iniciar a sua quinta temporada na Luz, Jardel foi o substituto de Garay e/ou Luisão em 88 partidas (77 como titular e 11 como suplente utilizado). Com o central brasileiro em campo, o Benfica tem uma percentagem de vitórias de 67% (59 vitórias, 18 empates e 11 derrotas), com um “goal-average” de 171-64. Os números servem para evidenciar a prestação do central na equipa mas não explicam o porquê da aposta a titular, por parte de Jorge Jesus, num jogador que sempre foi visto como suplente. A razão é simples e prende-se, obviamente, com questões táticas. César, é um jogar acabado de chegar da Série B do Campeonato Brasileiro. Se isso não fosse suficiente para causar dúvidas, os jogos realizados na Taça de Honra e na Emirates Cup confirmaram que está longe de ser uma aposta para o presente.

A disponibilidade física é uma das armas de Jardel Fonte: UEFA
A disponibilidade física é uma das armas de Jardel
Fonte: UEFA

O caso de Lisandro é diferente. É um jogador com características interessantes… para o lugar de Luisão. Aliás, na altura da sua contratação, muito se falou da possibilidade do argentino vir substituir o capitão do Benfica. Parece-me o mais lógico. Do pouco que vi de Lisandro (lento e a pouco ágil), rapidamente percebi que uma dupla Lisandro-Luisão seria excelente… para os adversários.

Jardel é, portanto, a escolha natural. Não só pelo que referi acima mas principalmente pela cultura tática que o brasileiro já possui sobre equipas de Jorge Jesus. A defesa em profundidade, a marcação, o pressing, a reorganização defensiva em transição, as dobras, enfim, o comportamento de jogo do Benfica no momento defensivo é um livro sem segredos para Jardel.

O único grande e grave problema do defesa brasileiro relaciona-se com o foro técnico: tanto a nível defensivo como no transporte de bola (algo que Garay fazia com distinção e segurança). Aí, sim, é um jogador com claras limitações – esse defeito já por diversas vezes colocou o Benfica em situações de perigo. Continuo a achar Jardel curto, em termos de qualidade, para se afirmar como titular do Benfica. Mas, no fundo, perante todas as evidências, Jardel acaba por ser um mal menor na defesa do Benfica – pelo menos enquanto tiver Luisão como parceiro.

Sem desculpa para falhar… o Campeonato!

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atodososdesportistas

Com o rufar dos tambores que anunciava o encerramento do mercado de transferências, os adeptos do Futebol Clube do Porto puderam suspirar de alívio, por não verem uma incursão de última hora de nenhum clube por Jackson, Danilo, Alex Sandro ou Herrera. Mas suspiraram igualmente por não verem chegar aos rivais (principalmente ao Benfica, que era o clube que mais necessitava) um jogador de topo, um avançado de 20 golos ou um central que garantisse não deixar fugir pontos (estilo Garay ou Rojo). Todavia, isto trouxe também uma maior responsabilidade ao reino do Dragão: não temos desculpa se não formos campeões!

Analisando os onze-base dos três grandes do futebol português, creio que é uma questão de senso comum afirmar que a equipa do norte tem mais qualidade, mais opções e mais dinâmicas de jogo do que os seus rivais de Lisboa. É o conjunto que melhor defende, que melhor troca bola e que melhor decide qual o melhor momento do jogo para pressionar ou esperar pelo adversário. Peca ainda na desafinação no momento de fazer o último passe para finalização (algo natural numa equipa toda renovada), isto é, às vezes parece que a equipa quer entrar dentro da baliza com a bola… Não pense o leitor que com isto estou a desvalorizar o Benfica ou o Sporting, nada disso: as águias só podem melhorar com a inclusão de Júlio Cesar e Sílvio, tendo ainda Cristante (que sinceramente não conheço, mas de quem se espera muito), sendo que me parece evidente a falta de um ‘homem de área’; já os leões mantiveram a estrutura da época passada, aguentaram William e Slimani (os dois maiores reforços do defeso) mas a defesa tem transparecido alguma ‘tremideira’ quando pressionada (Sarr tem potencial mas não é, de todo, Rojo).

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“Eu fico”, afirmou Jackson, para descanso do universo portista
Fonte: madeirafutebol.com

É por tudo isto que acho que o FC Porto está mais capaz de lutar pelo título, e tem de o assumir! Manter a matriz de jogo até então demonstrada, incluir Aboubakar e Otávio aos poucos para assimilarem processos de jogo e ser mais assertivo na hora de fazer o último passe é fundamental para que realmente esta equipa trilhe o caminho do sucesso. Não será um campeonato ganho “a passear”, por certo… E por isso espero ver estes (maioritariamente) jovens jogadores a saberem o que é ser Dragão, o que é sentir a responsabilidade de representar um clube, em termos de vitórias recentes, a anos-luz dos outros.

Ao dizer isto, devo também confessar que não estou igualmente confiante numa grande campanha europeia (espero estar enganado!), uma vez que a pressão da liga milionária pode trazer problemas a certos jogadores preponderantes mas ainda jovens e inexperientes nestas andanças (Fabiano, Indi, Neves, Brahimi ou Óliver).

O optimismo é algo de que sempre fui partidário, mas o realismo também… E temos de estar precavidos para tudo, caros portistas! Devemos saber que o nosso primeiro e real objectivo é voltar a conquistar o ceptro que nos pertenceu meritória e maioritariamente nos últimos longos anos: o de campeão nacional! Tudo o que vier a mais será, portanto, muito bem-vindo (Champions, Taça de Portugal ou até mesmo a Taça da Liga)!

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Neste inicio de temporada, Maicon tem estado em plano de destaque
Fonte: campeoesfcporto.blogspot.com

Por último, devo também deixar aqui o meu mea culpa em relação às críticas que teci a Maicon num texto anterior. Parece que o central brasileiro leu o que escrevi e ganhou uma maturidade que até então não demonstrava. Tem sido um jogador de 90 minutos sem falhas de concentração, tem evitado protagonizar os passes longos que tanto o caracterizavam (pela negativa) e está a ser uma autêntica “torre de menagem” no castelo defensivo dos azuis-e-brancos, com Indi a ser um soldado de primeira linha, e tanto Alex Sandro como Danilo a tomarem conta das travessias entre defesa-ataque, sendo que a baliza, à guarda do Rei Fabiano (sim, admito o exagero nesta parte da analogia), tem sido um autêntico túmulo impenetrável, que assim espero que continue!

Arturo Vidal, o Box-to-Box Perfeito!

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Se Andrea Pirlo é o arquitecto daquele meio-campo fenomenal da Juventus, Arturo Vidal é o motor do mesmo. Compilando notáveis atributos de construção e destruição de jogo, Vidal é, tal como ele próprio disse – e bem -, o melhor box-to-box do futebol mundial. Arturo confere uma intensidade e uma dimensão física ao jogo, minuto após minuto, que o fazem parecer inesgotável, oferecendo à vechhia signora uma área de actuação quase total no campo.

Heatmap de Arturo Vidal na vitória da Juventus por 3-1 sobre o Inter em Fevereiro. Fonte: Goal.com
Heatmap de Arturo Vidal na vitória da Juventus por 3-1 sobre o Inter em Fevereiro.
Fonte: Goal.com

Vidal tem grande importância na manobra defensiva da sua equipa. Aliando uma força e uma resistência tremendas a uma capacidade de desarme muito apurada e a uma “raça” notável, Arturo torna-se um dos principais obstáculos pelos quais os adversários têm de passar. As estatísticas do chileno demonstram perfeitamente isso, pois ao longo da época passada o chileno completou 96 desarmes e alcançou 39 intercepções. Se Vidal fosse forte apenas nessa vertente já seria um jogador incrível e desejável para muitos treinadores; no entanto, combina uma preponderância elevada na manobra defensiva da vechia signora com uma igual ou ainda superior na manobra ofensiva. Essa preponderância advém de ser um excelente distribuidor e transportador de jogo, e ainda um bom finalizador.

O 23 da Juventus possui uma excelente capacidade de passe, uma técnica individual e um primeiro toque de elevado nível e ainda boa finalização com ambos os pés. Assim, é frequente vermos Vidal em tarefas de transporte de bola, a realizar brilhantes passes de rotura, fruto de uma visão de jogo fantástica e a aparecer à entrada da área para explorar o seu excelente remate. Mais uma vez, os números de Arturo atestam os seus atributos: o chileno criou 47 oportunidades de golo, completou 1229 de um total de 1469 passes executados, apresentou uma média de 81% de passes certos a longa distância e marcou ainda 11 golos na época passada. Por tudo isto, na minha opinião, Vidal não só é o melhor box-to-box do campeonato italiano, mas de todo o mundo. Vidal trata a bola de forma bela e é monstruoso a recuperá-la, e isso faz dele o melhor de entre os melhores.

O impossível só existe para quem nunca tentou

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cab futebol feminino

O sorteio efectuado em Nyon ditou que o Atlético Ouriense irá defrontar o Fortuna Hjorring, da Dinamarca, nos dezasseis avos. A tarefa não se revela fácil: esta equipa encontra-se no quinto lugar do ranking, é presença assídua nesta fase da Liga dos Campeões (sendo até finalista vencida em 2003 aquando da versão anterior da competição) e foi três vezes campeã do seu país nos últimos seis anos.

É certo que as estatísticas se encontram do lado das dinamarquesas e que, sem qualquer dúvida, ficaram agradadas por ter de disputar a presença nos oitavos-de-final com uma equipa estreante na competição. Ainda assim, a bola é redonda, e no futebol tudo pode acontecer. O favoritismo atribuído ao conjunto dinamarquês pode até ser benéfico para o Ouriense, na medida em que uma abordagem mais descontraída por parte das jogadoras do país nórdico pode ser aproveitada pelas atletas portuguesas. Desta forma, penso que o Ouriense poderá fazer uso do factor surpresa para tentar superar a experiência do seu adversário e conseguir alcançar mais um feito para Portugal.

Será que o Atlético Ouriense vai continuar a fazer história? Fonte: Uefa.com
Será que o Atlético Ouriense vai continuar a fazer história?
Fonte: UEFA.com

Os jogos realizar-se-ão em Outubro, sendo que a primeira mão será disputada no dia 8 ou 9, enquanto a segunda mão da eliminatória está marcada para dia 15 ou 16.

A equipa que conseguir superar esta fase poderá defrontar, nos oitavos-de-final, o Ryazan VDV (Rússia) ou o Rosengard (Suécia), onde actua Marta, a super estrela do futebol feminino.

Dragão na Champions: o que esperar?

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Com a vitória frente ao Lille, o FC Porto garantiu a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões! Esta conquista permitiu ao conjunto portista tornar-se num dos clubes recordistas no que ao número de presenças na prova diz respeito – agora 19 – juntando-se a Real Madrid, Barcelona e Manchester United. Cumpriu-se assim um objectivo de toda a nação portista e, naturalmente, de Lopetegui, vincando o desejo de conseguir em 2 jogos o que não foi alcançado na época transacta de forma directa – a 19ª presença!

No que concerne ao sorteio da Liga dos Campeões, o FC Porto acabou por ser feliz, tendo-lhe calhado em sorte o Shakhtar Donetsk, do pote 2, o Atlhetic de Bilbao, do pote 3 e o Bate Borisov, do pote 4.

Após a desastrosa época passada, o Porto iniciou a nova época a vencer em todas as frentes, e a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões é apenas uma das primeiras conquistas que poderão surgir! Enquanto cabeça de cartaz e depois do vasto investimento feito no plantel, o FC Porto torna-se assim o favorito para assumir a liderança do grupo H!

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Equipa do Shakhtar Donetsk
Fonte: altavoz.pe

Assim, fazendo uma breve análise aos adversários dos portistas, o primeiro encontro será com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Sumariamente, esta equipa não é desconhecida para o clube português – FC Porto e Shakhtar já se defrontaram por 4 vezes para as competições europeias, nos últimos anos, logrando o Dragão 3 vitórias, 1 empate e zero derrotas. Ainda que os resultados sejam animadores, os ucranianos são uma equipa que não deve ser menosprezada, sendo o seu ponto forte os jogos em casa devido ao grande apoio dos seus adeptos. Porém, tal adversidade será, este ano, atenuada, em face do conflito existente actualmente entre a Ucrânia e a Rússia, e que levará a que as equipas ucranianas tenham de atuar fora do seu país nas competições europeias. Relativamente ao seu plantel, sobressai o facto de 12 dos seus jogadores serem de nacionalidade brasileira, sendo as suas principais estrelas Ismaily – um velho conhecido dos portugueses (jogou no Olhanense e Braga) –, Srna – um croata com uma larga experiência internacional – e a tal franja de brasileiros, composta por Douglas Costa, Alex Teixeira, Taison, Bernard e Luís Adriano. Para além destes, o clube da cidade de Donetsk conta ainda com a presença do central Rakitskiy, do guarda-redes Pyatov e do médio Stepanenko, todos eles presenças assíduas na seleção Ucraniana. Para encerrar o capítulo dedicado ao Shakhtar, resta acrescentar que o Porto beneficia ainda da vantagem deste encontro, no leste da Europa, estar agendado para o inicio do Outono (30 de Setembro), evitando assim aquele que poderia ser um grande obstáculo – as baixas temperaturas. O Shakhtar, por sua vez, deslocar-se-á a terras lusitanas um mês depois, devendo ser este duplo confronto com os ucranianos crucial para a qualificação do FC Porto.

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Equipa do Athletic de Bilbao
Fonte: weltfussball.de

O adversário de maior grau de dificuldade para o FC Porto será, talvez, o Athletic de Bilbao. Lopetegui irá regressar à sua terra natal e terá que trazer consigo mais do que recordações para que o clube saia vitorioso deste encontro. À semelhança do que acontece com o Shakhtar, o Bilbao é também um clube muito forte a jogar em casa. No que diz respeito ao ‘score’ de encontros com equipas espanholas, o Porto parte em desvantagem, com um total de 25 derrotas, 6 empates e 14 vitórias. O histórico de jogos diante do Athletic limita-se a uma eliminatória, tendo o conjunto basco sido o primeiro adversário da história do FC Porto na Liga dos Campeões. Este clube conta ainda com a particularidade de 96% dos elementos do seu plantel serem naturais do País Basco (política estabelecida pelo clube), destacando-se, na defesa, Iraloa, San José, Laporte, Aurtenetxe; no meio campo, Marcos, Iturraspe, Etxebarria; e no ataque, Ibai Gomez, Aduriz e o “bola de ouro” da equipa, o jovem Muniain. O FC Porto recebe o Athletic de Bilbao a 21 de Outubro e, duas semanas depois, desloca-se ao San Mamés – estes jogos, situados na 3ª e 4ª jornadas, poderão, eventualmente, começar a definir os lugares de qualificação.

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Equipa do BATE Borisov
Fonte: planotatico.com

Os últimos são os primeiros! O BATE Borisov foi a última equipa ‘a cair’ no grupo H e, no entanto, será o adversário do jogo de estreia do FC Porto na Liga milionária. Atual e único campeão nacional neste grupo, é desconhecido para a maioria dos clubes europeus e é também a primeira vez que defronta o FC Porto. Portanto, será a imprevisibilidade o seu fator-chave, dado que é pouco conhecido técnica e taticamente. Poderá ou não ser uma surpresa na Liga dos Campeões – e, por isso, tal como em relação a outros conjuntos, sempre se especulará em torno do seu rendimento. Sabe-se, porém, que a ida à Bielorrússia está marcada para 25 de novembro e que, desta vez, o Porto só por milagre evitará as baixas temperaturas.

 

Por último, e tudo somado, o FC Porto tem grandes possibilidades de se qualificar em primeiro lugar no grupo H, sobrando para Shakhtar Donetsk e Athletic de Bilbao a disputa do outro lugar de qualificação para os oitavos de final da maior prova de futebol da Europa. Nos jogos no Dragão, o FC Porto deverá mostrar o seu favoritismo; nos jogos fora, talvez o confronto mais complicado seja aquele em Bilbao. Porém, na Liga dos Campeões, não existem jogos fáceis, e, portanto, o FC Porto terá de dar o seu melhor para passar à fase seguinte. Esperemos que os Dragões consigam uma boa prestação, ao nível dos maiores feitos do clube, e que consigam elevar mais uma vez o nome do futebol português.

Santo Gaal

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Na conferência de imprensa que antecedia o encontro frente ao Sunderland (relativo à segunda jornada, há cerca de uma semana), questionado sobre as hipóteses de o “seu” Manchester United poder conquistar a Premier League deste ano, Louis Van Gaal, num registo surpreendente, disse que seria preciso um milagre para que isso se verificasse.

Uma afirmação, no mínimo, polémica. Não só pelo passado recente da competição, que se pauta pela hegemonia dos red devils (venceram 13 ligas inglesas nas últimas 21 edições) e pelo peso histórico da camisola do Manchester United, mas também pelo dinheiro gasto nas contratações até então feitas – Luke Shaw chegou por 30 milhões de euros, Ander Herrera por 36 e Marcos Rojo por 16 –, pelo “desafogo” que constitui a ausência de jogos relativos às competições europeias (emocional e fisicamente sempre desgastantes), pela qualidade que já habitava em Old Trafford antes de o holandês assumir o comando técnico (Rooney, Van Persie e Juan Mata são os exemplos maiores) e por uma pré-época que fez sonhar os adeptos (o United venceu a International Champions Cup, onde se destacou a derrota imposta por 3-1 ao Real Madrid), que fazia antever um United em ruptura completa com aquele que se apresentou no ano passado.

É certo que o jogo inaugural, com o Swansea, tinha deixado péssimas indicações, com a equipa a apresentar-se completamente desprovida de personalidade, cometendo inúmeros erros, sobretudo nas transições ofensivas. Mas esse foi um problema que também assistiu, por exemplo, a Arsenal e Liverpool e que normalmente assola as equipas grandes, mormente aquelas que são submetidas a alterações tácticas significativas. O United encaixa-se neste padrão, e caso não se vencesse os compromissos seguintes, isso deveria ser encarado com relativa tranquilidade, até porque certamente os processos, semana após semana, deveriam ser adquiridos com maior ou menor dificuldade.

Para além disto, Van Gaal sabe como se pode relativizar os maus inícios de campeonato, porque ele próprio, enquanto comandante do Bayern Munique rumo ao topo da hierarquia do futebol europeu, teve dois começos de época desastrosos. O último originou o seu despedimento por divergências com Rummenigge, mas o primeiro foi apenas a tempestade antes de uma bonança generosíssima: uma Bundesliga e a final da Champions, perdida para o Inter de Mourinho.

O United ainda não melhorou os processos de jogo relativamente ao encontro com o Swansea e continua a praticar um futebol arrastado, desprovido de alegria e que parece sobreviver dos rasgos de genialidade de Wayne Rooney, ao mesmo tempo que grita por outro agitador. Não o teve em Di María (que chegou, entretanto, por 70 milhões) no jogo com o Burnley…

…ainda. Porque o argentino tem um poder: o de criar o caos na tranquilidade táctica imposta pelos contrários, de virar qualquer jogo “amorfo” num festival de bom futebol, arrastando a equipa consigo, sobretudo se partir do meio, lugar que Van Gaal aparentemente lhe reservou.

Se não for ele, será Juan Mata, vindo do meio ou da ala, a trazer consigo o meio-campo ao encontro de uma frente de ataque que terá dois dos melhores avançados do mundo, Wayne Rooney e… Radamel Falcao.

Falcao poderá ser o ‘milagre’ de Van Gaal Fonte: Getty Images
Será Falcao o ‘milagre’ de Van Gaal?
Fonte: Getty Images

Assim, num 3x1x4x2, com Mata e Dí Maria a transportar e a agitar o jogo (poderão perfeitamente “furar” pelo meio, ou dirigir-se às alas procurando o jogo aéreo dos seus companheiros), para aquela que será, teoricamente, uma das melhores duplas de ataque deste século (Rooney atrás de Falcao) e com o auxílio de alas rápidos (Ashley Young e talvez Luke Shaw possam desempenhar esse papel), não será preciso um milagre para que o United marque muitos golos de forma regular.

Ora, o objectivo do futebol é esse mesmo. E quantos mais se marcarem mais hipóteses se tem de ganhar. Posto isto, teoricamente é facilmente concebível que o United possa vir a vencer muitos encontros. Vencendo-os, torna-se possível, de facto, vencer a Premier League… sem ser preciso milagres.

Poderá alegar-se falta de sinergia e entrosamento, tal como se verificou com o Chelsea no ano passado (conforme afirmei no meu espaço de opinião do Bola na Rede, em Maio último), completamente sem critério no seu processo ofensivo, mas os blues não tinham a qualidade de que dispõe o United.

Entendo que Van Gaal queria sacudir a pressão que tem sobre os seus ombros para os dos colegas, mas, perante uma declaração tão descabida, não creio que tenha saído a ganhar no pontapé de saída dos mind games 2014/2015 da Premier League e acredito que, se lhe perguntarem sobre as hipóteses dos red devils, a sua resposta será diferente (Falcao ou Angel Di Maria podem ser os seus “milagres”. O United só não será candidato ao título por incompetência técnica – do treinador ou de dois ou mais jogadores decisivos).

Vencê-lo é outra história, mas o treinador de um candidato a um título jamais conceberá como miraculosa a sua conquista… a menos que queira ter a legitimidade (no seu estranho mundo) de se auto-proclamar “santo”.

Benfica 1-1 Sporting: É justo

cabeçalho benfica

Domingo, final de tarde, dia de dérbi. Benfica e Sporting, sempre um jogo que nos prende. Onde os nossos amigos estão do outro lado da barricada, onde as emoções estão ao rubro. E no início do campeonato ainda mais apetecível se torna. Benfica e Sporting encontravam-se na Luz numa fase onde ambas as equipas ainda não se encontraram. O Benfica tinha vencido os dois primeiros jogos mas mostrava ainda precisar de reforços. O Sporting também ainda procurava a melhor forma.

O jogo começou mexido. Slimani, Talisca e Luisão animaram as bancadas como se de um aviso se tratasse para o que aí vinha. Minuto 12, jogada fantástica de equipa entre Salvio, Maxi e Enzo, acaba em Gaitan a rematar, e o primeiro estava feito. Patrício ainda toca mas não conseguiu travar. Estava feito o mais difícil, e era o Benfica que estava melhor. O golo fez bem à equipa. O Sporting tentou reagir, teve em Carrillo o mais mexido, mas se há alguém a quem os adeptos do Sporting devem agradecer não é a um jogador do Sporting. Eliseu atrasa para Artur, este, pressionado por Carrilo, tenta pontapear a bola, mas esta acaba por bater em Carrillo e sobrar para Slimani, que só tinha de encostar. Sete anos depois, o Sporting marcava na Luz. Erro de Artur, que poderia ter feito bem melhor. O guarda-redes gelou as bancadas na Luz, e o fantasma da pré-época voltava a pairar. O golo fez bem à equipa do Sporting, que esteve melhor na primeira parte. E depois daquele erro, todos os lances em direcção à baliza de Artur eram sinónimo de calafrios nas bancadas. Um canto, um atraso, um cruzamento bastava para colocar todos os adeptos benfiquistas nervosos. Artur ainda teve outro lance em que saiu e falhou a bola, mas Sarr não chegou a tempo de desviar, e o jogo foi empatado para o intervalo. Um resultado que se aceita face ao que se viu no relvado. O Benfica até entrou bem, mas o golo sofrido tirou o ânimo à equipa e motivou o Sporting.

O erro de Artur Fonte: Zerozero/Carlos Alberto Costa
O erro de Artur
Fonte: Zerozero/Carlos Alberto Costa

O intervalo só fez bem aos encarnados, que entraram pressionantes. Por várias vezes a baliza de Rui Patrício foi ameaçada mas sem efeitos prácticos. O Sporting parecia não se ter encontrado ainda no jogo mas não tardou a equilibrar a partida. Seria esta a toada do jogo. Apesar de algumas oportunidades para ambas as equipas, acabou por ser um jogo morno. O empate aceita-se num jogo que mostrou claramente que as duas equipas ainda procuram a melhor forma. Ainda há um longo caminho pela frente, principalmente para o Sporting, que mostrou iniciativa, teve bola, mas nem sempre soube o que fazer com ela.

A Figura:

Nico Gaitán – Sempre uma flecha apontada à baliza de Rui Patrício. Marcou o golo, tinha sempre iniciativa. Das peças fundamentais deste Benfica e que todos esperamos que não saia.

O Fora de jogo:

Artur –Arrisco-me a dizer que voltámos aos tempos de Roberto. Cada lance de bola parada, cada cruzamento ou atraso mete os adeptos benfiquistas receosos. Verdade que teve dois lances em que salvou o Benfica e mostrou que entre os postes continua a ser bom. Mas a insegurança que transmite à equipa é notória e isso não favorece em nada o plantel. Não está na sua melhor forma e precisa de ser substituído. Veremos se Julio César é a melhor opção.

Ser Porto

amarazul

Anos passam, épocas dão-se por enterradas, títulos vão para o entretanto criado museu. Ainda assim, o espanto é muito quando, por vezes, alguém que me rodeia é elucidado em relação à minha preferência clubística. Como, quando, porquê Porto? Ser portista no meio de Lisboa nem sempre é fácil e, apesar de cada vez menos, é ainda algo incomum. Mas, acima de tudo, muito divertido.

A última palavra do primeiro parágrafo é essencial no desenvolvimento não só deste texto como também de todas as variantes de episódio com que me vejo confrontado. ‘Sou do Porto porque cresci com o Porto; cresci com o Porto a jogar e com o Porto a ganhar’, respondo. Para admiração de muitos.

Cresci com o Porto de Mourinho a apresentar-se à Europa enquanto se preparava para a conquistar, desde Costinha a correr em Old Trafford a Deco a brilhar na Champions ou Pedro Emanuel e o seu tão memorável voo no Japão. Cresci assim, no meio de vitórias. Por isto, por ser tão pouco comum um ano da minha vida terminar sem o Futebol Clube do Porto um troféu conquistar, cresci com o Porto a ganhar. Consequentemente, e claro entre outros factores, sou do Porto porque ganha.

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No ‘Teatro dos Sonhos’, Costinha abraçou a realidade
Fonte: Getty Images

Não tenho medo de o dizer. Porque teria? Vemos futebol para ganhar, para festejar. Eu escolhi os que mais me encantavam e que, simultânea e felizmente para mim naquele momento, eram também os que ganhavam. Escolhi o Porto que ganha e encanta.

‘Mas vives em Lisboa’, insistem. ‘Vivo, pois. Numa Lisboa de um Portugal sem fronteiras à qual chegou o Porto de 2003. E o de 2004. E por aí fora. Vivo numa Lisboa onde, pelo que o Porto é e os outros não, aprendi a amar o Porto. A ordem de trabalhos, a organização, o azul. Porto. Simplesmente Porto.’

FC Porto 3-0 Moreirense: Jackson e Brahimi, dupla anti-autocarro

eternamocidade

O FC Porto arrancou a ferros a vitória por 3-0 frente ao Moreirense, esta noite, no Estádio do Dragão. O resultado folgado dos dragões é enganador face às dificuldades que os portistas sentiram para derrubar a muralha montada por Miguel Leal.

No onze inicial confirmaram-se as expetativas: Lopetegui é um treinador que potencia a rotação no plantel, o que levou às entradas de José Angel, Quaresma e Adrián López para os lugares de Alex Sandro, Rúben Neves e Herrera. As alterações no onze do Dragão levaram a que o jogo portista se desenvolvesse maioritariamente pelas faixas, com Brahimi e Oliver Torres a funcionarem como âncoras no jogo ofensivo azul e branco. Do lado do Moreirense, as coisas não começaram bem; a lesão de Bolívia logo aos três minutos levou o treinador Miguel Leal a colocar o experiente Vítor Gomes em campo. Ainda assim, a mexida em termos concretos não alterou em nada a estratégia do Moreirense: uma equipa a procurar jogar sempre em ritmo baixo e a tentar, sempre que o árbitro Bruno Esteves assim o permitia, o anti-jogo. Durante o primeiro tempo, o FC Porto nunca conseguiu derrubar a muralha defensiva da equipa de Moreira de Cónegos: Danilo e José Angel não se incorporaram da melhor forma na combinação com os extremos, enquanto Quaresma e Adrián López eram inconsequentes nos desequilíbrios pelas alas. Nos primeiros quarenta e cinco minutos, poucos foram os lances de real perigo junto das balizas de Marafona e Fabiano, pelo que o nulo era mais do que justo face ao que se tinha visto no relvado do Dragão.

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No 1º golo portista, Brahimi confundiu a defensiva do Moreirense e ofereceu o golo a Oliver
Fonte: maisfutebol.iol.pt

No segundo tempo, tal como se esperava, tudo mudou: o FC Porto entrou muito mais forte, mais pragmático e mais pressionante perante um Moreirense que continuava a não criar perigo e apenas à espera de que os minutos passassem. Brahimi e Óliver Torres entraram muito mais no jogo ofensivo, enquanto Adrián e Quaresma começaram a criar desequilíbrios na defensiva contrária. Ainda assim, o forte balanceamento portista teimava em não ter efeitos práticos, pois Jackson Martinez continuava muito sozinho na área adversária. Aos 62 minutos, e quando o Dragão já dava sinais de alguma impaciência, finalmente o “autocarro” verde e branco se desmoronou: Brahimi serpenteou a defensiva contrária e encontrou Oliver, que se limitou a empurrar para o 1-0. A partir do primeiro tiro no porta-aviões de Moreira de Cónegos, tudo se tornou mais simples. O FC Porto encontrou muitos mais espaços na defensiva contrária, e por isso não foi de estranhar que a equipa portista chegasse a mais golos, com Jackson como protagonista em duas ocasiões. Na primeira tentativa, o colombiano aproveitou o lance de Oliver e o erro de Marafona para faturar; na segunda vez, e depois de Quintero falhar uma grande penalidade, o avançado aproveitou a assistência de Adrián para fechar em 3-0 uma vitória suada perante um Moreirense muito defensivo.

A Figura

Brahimi/Jackson Martínez – Num jogo como o de esta noite, era impossível não optar por duas figuras em vez de uma. O argelino e o colombiano foram sempre os mais expeditos no ataque à baliza de Marafona, revelando-se decisivos para a vitória portista, com Jackson inclusive a bisar na partida.

O Fora-de-Jogo

Casemiro – A excelente exibição frente ao Lille não fazia esperar um jogo tão pobre do brasileiro esta noite. Usou e abusou do passe longo e acabou por ser surpreendido algumas vezes pelos médios do Moreirense.