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Fábio Espinho e a mudança do FC Porto para o Espinho: «Via pessoas com dificuldades em pagar uma casa ou um carro, mesmo a ir buscar os filhos. É a vida normal do ser humano»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Antigo jogador recordou mudança do FC Porto para o Espinho.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Antigo jogador recordou transição do FC Porto, onde fez toda a formação, para o Espinho.

«Foi uma transição muito difícil. Desde os seis ou sete anos que jogava no FC Porto e não conhecia outra casa nem outras condições. No FC Porto tinha à minha disposição as melhores condições possíveis. Com todo o respeito pelo meu Espinho, sou espinhense, adoro o clube e estará sempre no meu coração, mas foi um choque de realidades. Se calhar fez-me bem na altura passar pelo Espinho e ter em conta essas debilidades de infraestruturas, de condições e de visão. Fez de mim melhor profissional e melhor homem e provavelmente deu-me outra motivação para pedalar e ir atrás do meu sonho, que era ser profissional de futebol. Ainda estava no início da minha carreira e tudo pode acontecer», salientou o antigo jogador, que contou pormenores da mudança.

«O maior salto que se dá é de juniores para seniores. A diferença é muito grande. Eu acho que não fiz essa transição porque dos juniores saltei para a equipa B e é muito parecido. Jogamos contra jogadores mais experientes, contra equipas mais agressivas, na Segunda B, que hoje seria a 3.ª Divisão, mas o núcleo e os jogadores transitam praticamente todos dos juniores para a equipa B. Não se notam tanto as diferenças. Foi no Espinho que fiz essa transição, dois anos mais tarde. Acabou por ser impactante. Fez-me ver as coisas de outra forma, lidar com pessoas no balneário que eram pais, alguns com dificuldades financeiras. Vamos absorvendo coisas que no FC Porto não fazia ideia que era possível. Via pessoas com dificuldades em pagar uma casa ou um carro, mesmo a ir buscar os filhos. É a vida normal do ser humano, mas quando somos jovens não temos essa perceção», destacou Fábio Espinho, cujo apelido vem precisamente da terra onde cresceu e onde acabou por representar em campo.

«Sempre tive uma grande ligação ao Espinho, principalmente do meu pai, que já faleceu. Tenho um irmão mais velho e quando éramos pequeninos acompanhávamos o Espinho para todo o lado, na 1.ª ou na 2.ª Divisão. O meu avô também era funcionário no clube, varria e limpava as bancadas. Tinha alguma ligação ao clube. A primeira abordagem para ir para o Espinho foi com o Vítor Pereira. Estava na praia de férias depois de sair do FC Porto, já tinha terminado o contrato, e foi um convite quase em forma de brincadeira porque já nos conhecíamos. As coisas acabaram por surgir e fiquei feliz. Sabia das dificuldades do clube, mas fiquei feliz porque queria ficar em casa, dava sempre prioridade em estar por perto. Também via no Vítor um treinador com potencial e que me podia ajudar a chegar a outros voos, que era o meu objetivo», recordou o antigo jogador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.

Fábio Espinho estava na equipa B quando FC Porto venceu Champions League: «Íamos ao Dragão ver praticamente todas as eliminatórias. A Família Portista estava imbuída no espírito»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Antigo jogador jogava no FC Porto B em 2004, ano da Champions League.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico estava no FC Porto B em 2004, quando a equipa principal venceu a Champions League.

«Inevitavelmente quem vive ali diariamente sente e é algo que tem impacto grande. A verdade é que somos jovens e, quando somos jovens, não temos muito o sentimento de responsabilidade. As coisas passam-nos em frente dos olhos e não temos bem a perceção do que está a acontecer. Foi algo que já se passou há muitos anos, há coisas de que não me recordo, mas é uma situação impactante. Na altura estávamos na equipa B e íamos ao Dragão ver praticamente todas as eliminatórias. A Família Portista, com todo o staff e jogadores das camadas jovens, estava imbuída no espírito. Não é todos os dias que se ganha a Liga dos Campeões, ainda para mais porque falamos de uma equipa portuguesa. Benfica e FC Porto têm duas Champions, mas infelizmente é uma situação que não acontece frequentemente com equipas portuguesas», destacou o treinador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.

Fábio Espinho fez toda a formação no FC Porto: «Para mim o FC Porto foi uma história bonita, foram muitos anos e foi uma escola para a vida»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Antigo jogador fez toda a formação no FC Porto.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico recordou percurso de formação realizado no FC Porto, ainda que não tenha acabado na equipa principal.

«Acrescenta muita coisa. No fundo, tudo o que eu transportei para a minha carreira a nível de valores e de regras, muitos vieram também da educação que os meus pais me deram, mas muito do que fui como jogador foi-me passado nesse tempo todo no FC Porto. O querer ganhar, o jogar para ganhar não é a mesma coisa de jogar para não perder. São coisas completamente diferentes. A exigência, o treinar sempre bem, o estar sempre focado e não poder facilitar em nada são coisas que vamos adquirindo e transportando para a carreira profissional. Felizmente, consegui fazê-lo, há tantos outros que não o conseguem. Para mim o FC Porto foi uma história bonita, foram muitos anos e foi uma escola para a vida», agradeceu o antigo jogador que depois de 14 anos, acabou por deixar o clube na equipa B.

«Fui passando de escalão em escalão até chegar à equipa B e infelizmente não consegui dar o pequeno salto. Era um salto grande, na verdade, mas era curto porque era já o próximo. Cheguei a treinar com a equipa principal, fiz três ou quatro treinos, mas nunca joguei. Não senti grande responsabilidade. Quando somos jovens, somos irreverentes e não sentimos bem o que é a responsabilidade. Quando estava na equipa B do FC Porto apanhámos uma super-equipa que tinha o Mourinho como treinador e coincidiu com o ano em que o FC Porto ganhou a Liga dos Campeões. A fasquia estava muito elevada e era muito difícil um jovem dar o salto para a equipa principal», vincou Fábio Espinho que, na época seguinte, chegou a treinar com a equipa A.

«Recordo-me e tenho a vaga ideia de achar que todos eram maravilhosos. Eram craques. Maniche, Deco, Vítor Baía, Jorge Costa, Alenichev, Costinha. Todos eram espetaculares e cada um me marcou à sua maneira. Não fui lá muitas vezes e fui já no ano a seguir [à conquista da Champions League]. Havia jogadores que até acho que já tinham saído. Quando fui treinar com a equipa principal era o Victor Fernández o treinador, portanto o Mourinho já tinha saído e dois ou três jogadores tinham sido vendidos. Grosso modo o plantel ficou e quando um jovem jogador é chamado à equipa principal é sempre um momento marcante», analisou o antigo jogador.

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Fábio Espinho usa Luís Esteves para contrapor desaparecimento do 10: «. Olho para o protótipo de jogador e vejo um 10. Revejo-me muito no que ele é como jogador»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Antigo jogador deixou elogios a Luís Esteves e apontou semelhanças.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Antigo jogador e número 10 recusou desaparecimento do 10 no jogo e usou Luís Esteves, médio do Gil Vicente, para a explicação… e comparação.

«Isso cada vez depende mais da ideia do treinador. Podemos ter um 10 numa ideia de jogo em que o treinador queira os alas por dentro. Joguei nessa posição e é praticamente a mesma função, mas um pouco mais lateralizada e menos central. Acaba por ser muito parecido. Ou então é um 10 fixo como o Luís Esteves do Gil Vicente. Olho para ele e acho que é um 10, mas tiramos mais rendimento dele a jogar de trás para a frente, como um 8. Olho para o protótipo de jogador que é o Esteves e vejo um 10. Revejo-me muito no que ele é como jogador. Também me sentia confortável a jogar de trás para a frente, porque estamos a ver o jogo de frente e jogadores técnicos e com visão têm sempre mais facilidade em jogar. São jogadores inteligentes. A 10, estamos muitas vezes de costas e sem ver o jogo de frente. É mais desconfortável. Para ir de encontro ao que me perguntaste, acho que depende muito do que é a ideia e o modelo de jogo de cada treinador e da atualidade do futebol. O que hoje está em vias de extinção não quer dizer que volte a aparecer daqui a um, dois, três anos. Isto está sempre em constante crescimento e modernização. A não ser que mudem as regras, que fazem com que mudanças aconteçam, não há, à exceção da posição de líbero, qualquer posição que desapareceu», recusou Fábio Espinho.

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Já reunidos: Eis o reencontro de Paulinho com a Seleção Nacional no México

Paulinho já está reunido com a Seleção Nacional no México. Portugal joga contra o México no dia 29 de março.

Paulinho já se reuniu com a Seleção Nacional. Presentes no México para o jogo de preparação na madrugada de sábado para domingo, o avançado do Toluca já se encontra com a restante comitiva da Seleção Nacional.

Esta quarta-feira, foi partilhado um vídeo através da conta de Portugal, em que se pode ver o reencontro de Paulinho com vários jogadores, num ambiente descontraído entre abraços e sorrisos. «Agora, todos juntos. Bem-vindo de volta, Paulinho», pode ler-se.

Nesta temporada, Paulinho regista até ao momento 26 golos e cinco assistências em 38 jogos ao serviço do Toluca. Em 2024/25, primeira época pelo emblema do México, o avançado português de 33 anos marcou 29 golos e fez oito assistências em 43 jogos.

Fábio Espinho olha para o Académico de Viseu e conta história com André Clóvis: «Mostrámos-lhe esse vídeo e foi impactante. Saiu de lá a chorar e a dizer que precisava mesmo daquilo e agradeceu»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Técnico falou no Académico de Viseu e em André Clóvis.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico garantiu que espera ver o Académico de Viseu subir de divisão e falou em André Clóvis, avançado do clube.

«Sabemos como é a Segunda Liga e temos vários exemplos de clubes que andam no cimo da tabela e no último terço do campeonato têm quebras e quem vem de baixo vem lançado e consegue apanhar esses clubes. É verdade que estão num bom momento e chegam depois de uma grande vitória contra o líder [Marítimo] e abriram ainda mais a margem para o terceiro e quarto classificado. Acredito que sim. O Viseu é um clube que confere de boas condições, tem excelentes pessoas e profissionais à frente do clube, com visão. Tem tudo para subir de divisão e é merecido pelo investimento e por tudo o que têm feito, mas por um ou outro fator não têm conseguido. Acredito piamente que este ano são um forte candidato a subir de divisão», enalteceu Fábio Espinho, que falou de André Clóvis.

«Há fatores e coisas que a gente não controla. Houve um investimento forte no André Clóvis e temos de perceber a situação do clube. Tenho uma boa relação com ele e é um avançado com quem dá gosto trabalhar. É muito aplicado, tenta ser melhor a cada dia que passa. A nossa passagem por lá coincidiu com uma fase menos boa no que toca a exibições e a golos. Andávamos a pensar numa estratégia para tentar tirar o máximo de rendimento do André Clóvis, não só de jogo jogado, mas de golos e números. Era importante porque tudo somado ajuda a equipa. Era uma fase em que a bola não entrava, não conseguia fazer golo e via-se o nervosismo e a ânsia de querer. Nós, equipa técnica, fizemos-lhe um vídeo individual. Combinei com o analista e pedi-lhe para sacar os 30 e tal golos que ele tinha marcado na temporada passada e fazer um compacto de vídeo com esses golos para lhe tentar despertar alguma coisa na parte emocional. Mostrámos-lhe esse vídeo e foi impactante. Saiu de lá a chorar e a dizer que precisava mesmo daquilo e agradeceu. Isto para dizer que tenho uma relação com ele. Há duas ou três semanas mandei-lhe uma mensagem a parabenezá-lo pela época que está a fazer e pelos golos que está a marcar. Ele respondeu e disse que também foi trabalho meu. Como treinadores gostamos de ouvir o reconhecimento do outro lado, mesmo que seja 1 ou 2%. Sei que não tive influência nenhuma, além do mais nem estou lá, mas é bom receber esse feedback. Sabe sempre bem receber este tipo de mensagens», destacou o treinador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.

Fábio Espinho e a época complicada do AVS SAD: «Eu cheguei em agosto e havia alguns atrasos no que diz respeito à chegada de jogadores. Acho que isso atrasou um bocadinho o processo»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Técnico abordou temporada complicada do AVS SAD.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico analisou a época do AVS SAD, último classificado da Primeira Liga, e falou na temporada difícil do clube.

«Eu cheguei já com a época praticamente a começar, em agosto e na semana em que ia começar o campeonato. Havia alguns atrasos no que diz respeito à chegada de jogadores. Acho que isso atrasou um bocadinho o processo. Entrou-se ali numa espiral de derrotas e é difícil sair do buraco. Aumenta a responsabilidade, aumenta a pressão, aumenta a desconfiança e torna-se cada vez mais difícil. Explicar o porquê é sempre difícil. Os profissionais e a direção que manda no clube farão certamente a sua avaliação, independentemente de o desfecho ser positivo ou negativo. Eu espero que seja positivo. É verdade que está difícil, mas não está impossível e já vimos coisas difíceis. Temos o exemplo do Tondela há uns anos, que tinha de ganhar sete jogos em oito e foi ao Dragão ganhar. Enquanto matematicamente for possível há que ter fé e trabalhar em prol dos objetivos. Penso que é o que vão fazer», destacou Fábio Espinho, que elogiou o grupo.

«Já acompanhava diariamente a equipa e todos os treinos para lá da semana em que assumi a equipa. A verdade é que parece um pouco contraditório o que se espelha nos resultados. Eu saí em novembro, o grupo é basicamente o mesmo, com uma ou outra entrada e uma ou outra saída, e é um grupo espetacular no que diz respeito a um bom ambiente. Um bom ambiente é fundamental. São jogadores e profissionais que se aplicavam diariamente e tentavam fazer tudo o que lhes era pedido para dar a volta à situação. Em vez de especificar um, dois ou três jogadores, prefiro valorizar a entrega de todos. Podia estar aqui a puxar o saco, mas não havia necessidade porque nem sequer lá estou. No geral, para não dizer todos, foram excelentes e receberam-nos bem. Não era fácil para nós, que estávamos lá interinamente, e eu passei de diretor para treinador. O contexto mudou, mas foram impecáveis, receberam-me bem, aplicaram-se, o pós foi bastante positivo. Deu-me ainda mais confiança para o que aí vem para o futuro», salientou o treinador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.

Fábio Espinho foi protagonista no dia do regresso de José Mourinho aos jogos pelo Benfica: «Desejou-me boa sorte para o início da carreira e nada mais do que isso»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Técnico destacou José Mourinho como referência e recordou momento com o treinador.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico destacou Pep Guardiola e José Mourinho como referências na carreira e relembrou estreia pelo AVS SAD, como interino, no dia do regresso de José Mourinho ao Benfica.

«É inevitável e transversal a todos os treinadores falar em José Mourinho. Felizmente, ainda veio para o nosso campeonato. José Mourinho e Pep Guardiola, principalmente esses dois treinadores. Um pela disciplina e pelo carisma que tem. O Mourinho pelo que transmite e bota cá para fora, não só o que exprime em campo, mas a comunicação, os mind-games, 1.001 coisas. É um exemplo para qualquer treinador jovem como eu e que está a começar. O Pep Guardiola pela longevidade da sua carreira. Luta sempre para ganhar, está sempre a lutar por títulos, adapta-se a qualquer contexto, tenta sempre adaptar-se às evoluções do futebol. A própria forma de jogar é atrativa e normalmente o adepto gosta. São duas referências de topo», elogiou Fábio Espinho, que relembrou momentos com José Mourinho no AVS SAD x Benfica.

«Houve um cumprimentar normal quando nos cruzámos no túnel de acesso ao balneário, um cumprimentar normal no início do jogo e igual no final. Não houve nenhuma troca de palavras. Desejou-me boa sorte para o início da carreira e nada mais do que isso», vincou o técnico.

Foi na condição de interino que Fábio Espinho liderou o AVS SAD contra o Benfica, num dia marcante para José Mourinho, no primeiro jogo na nova passagem pelos encarnados, mas também para o antigo médio, que fez a estreia como treinador principal.

«É verdade. Foi uma semana atípica. Os contornos da situação meteram-me ali a dar o que podia. Ia ser a primeira vez a comandar a equipa como treinador principal. A direção falou comigo e pediu-me enquanto funcionário do clube. No início da época estava noutras funções no AVS, mas o que realmente me atrai é o treino e é o jogo. Vi com bons olhos essa oportunidade, mas acho que não teve peso. Para lá de ser uma experiência nova, todo o mediatismo ia estar no outro lado porque estava de volta, os holofotes iam estar sobre ele. Foquei-me em dar o melhor de mim, ajudar a equipa e aproveitar o momento», salientou o técnico, que garante que este jogo o ajudou.

«Na verdade, se calhar faz-nos tirar algumas dúvidas. Não posso mentir, tive algumas dúvidas se seria capaz de me lançar como treinador principal. Acho que todos os treinadores, pelo menos os com quem vou conversando, dizem que é normal. A verdade é que fui capaz, tenho 20 anos de carreira como profissional na bagagem, tenho também as experiências como treinador-adjunto. Certamente a equipa técnica terá pessoas profissionais e competentes e será sempre muito mais fácil assim», destacou Fábio Espinho.

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Tozé Marreco é o favorito a suceder Cristiano Bacci e pode assim voltar ao Tondela

Tozé Marreco está perto de um regresso ao Tondela. Técnico português de 38 anos é o favorito a suceder a Cristiano Bacci.

Tozé Marreco é o principal candidato a suceder Cristiano Bacci no Tondela, garante o jornal Record. A mesma fonte refere que o técnico de 38 anos, que está sem clube desde o verão passado, encontra-se bem posicionado para regressar ao Tondela.

Além de ter passado como jogador, Tozé Marreco já esteve no comando do Tondela: chegou na temporada 2022/23, esteve na época seguinte e acabou depois por sair, e terminar a temporada no Gil Vicente. A sua última experiência foi o Farense.

O Tondela está atualmente em zona de despromoção, no 17.º lugar, com 20 pontos somados, em 26 partidas disputadas.

Tondela
Fonte: Tondela

Fábio Espinho lança carreira como treinador principal e olha para os balneários: «Muitas vezes queixamo-nos das novas gerações e nós próprios damos esse tipo de educação aos nossos filhos»

Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Técnico lançou o caminho e os objetivos como treinador principal.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico falou na vontade em ser treinador principal e destacou principais necessidades de um treinador e relacionamento com o balneário como pontos-chave.

«Como fiz carreira como futebolista, agora quero seguir carreira como treinador. Já tive três experiências como treinador-adjunto e consegui adquirir muita coisa, não só como jogador, mas também como treinador. Penso que está na altura para pôr em prática como treinador principal toda a minha experiência e tudo o que vivi. Neste momento estou a fazer, e termina em junho, o UEFA A. É o nível 3 que me permite treinar até à Segunda Liga. É claro que se pudéssemos começar logo pelo topo era ótimo, mas sei que não é assim tão fácil. Independentemente da divisão, desejo que seja um projeto sustentado, ambicioso e que me permita fazer o meu trabalho dentro da visão do clube», destacou Fábio Espinho.

«Costumo dizer que ser treinador não tem nada a ver com ser jogador. Muitos de nós somos jogadores a terminar carreira e com o objetivo de sermos treinadores, mas há diferenças. Um treinador tem mais responsabilidade, tem de lidar com vários departamentos, de liderar a equipa técnica, de gerir o grupo de jogadores, de se gerir com a estrutura do clube, de comunicar, de gerir a comunicação social. Não é só saber de futebol, é preciso tocar em várias áreas. Um treinador não tem de ser um especialista em tudo, mas tem de ser muito bom em pelo menos uma característica. Há treinadores muito bons no técnico-tático, no planeamento do treino, na metodologia do treino, na relação com os jogadores e com as pessoas. Há muitos fatores importantes e um treinador tem de ter pelo menos uma característica muito boa, tal como os jogadores. Os jogadores não são todos iguais, uns fintam mais, outros deixam tudo em campo, há uns mais rápidos, mais técnicos, mais inteligentes. O treinador também tem de ter características variáveis e ser bom em, pelo menos, uma», elencou o técnico, que fez ainda uma autoanálise.

«Nunca fui treinador principal, fui treinador-adjunto na Segunda Liga no Torreense e no Académico de Viseu e na Primeira Liga no AVS. Falar de nós é sempre complicado, mas do feedback que recebo e que vou ouvindo, destacam o relacionamento e a relação que crio com as pessoas. Não estando a falar de mim, é esse o feedback que recebo. O relacionamento é de todo o tipo, com jogadores, com a administração, com qualquer pessoa. Isso satisfaz-me, porque falam da minha pessoa, da forma como vivo o meu dia-a-dia, enaltece os meus valores e o que me passaram na minha educação. Mais do que conhecedor do jogo, e acho que conheço o jogo da minha experiência como jogador e pelas variadíssimas posições onde joguei em toda a carreira que me deram uma visão abrangente do jogar o jogo, acho que a nível pessoal é isso. Da relação dá para extrair muito, não só da outra pessoa, mas também de mim», salientou Fábio Espinho, que olhou para o balneário e para as suas características.

«Não vou mentir, é diferente porque os tempos também são diferentes, as educações são diferentes. Falo por mim, pela forma como lido com os meus filhos. Muitas vezes queixamo-nos das novas gerações e nós próprios damos esse tipo de educação aos nossos filhos. Antigamente havia maior respeito pelo jogador mais velho, pelo capitão, pelos jogadores com mais estatuto dentro do balneário. Fazia-se ouvir mais as vozes deles e os mais novos respeitavam. Agora não digo que não aconteça nem que não haja respeito, mas é diferente. Há mais irreverência, há mais mimo. Um jogador jovem não lida tão facilmente com a crítica nem com uma forma de estar tão agressiva. Cabe ao treinador perceber a cabeça e a tipologia de cada um para tentar adaptar a sua forma de comunicar», vincou o treinador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.