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José Mourinho comenta o despedimento de Ruben Amorim do Manchester United: «Para mim não é um fator de pressão»

José Mourinho fez a antevisão do Benfica x Braga da Taça da Liga. Águias estão na final four da competição que venceram na última época.

José Mourinho fez a antevisão do duelo da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o Braga. O treinador comentou o despedimento de Ruben Amorim do Manchester United e recordou passagem pelos red devils.

«Despedimento de Ruben Amorim? Não é um fator de pressão para os treinadores em Portugal, não percebo porquê. Para mim não. Conheço bem a minha carreira no Manchester United e o motivo para sair. Quando saio do clube fecho a porta ou fecham-me a porta e não faço comentários nem analiso externamente o que aconteceu. Fecham-me uma porta e abrem-se outras, foi o que aconteceu no Manchester United. A história e números ficam lá, as três medalhas que ganhei vieram para casa. Os 14 meses que o Ruben lá esteve só ele poderá analisar, ele e o seu staff analisarão. Se ele o fará convosco e tornará pública a situação, já é uma coisa que desconheço».

O Benfica x Braga joga-se esta quarta-feira, dia 7 de janeiro. O duelo tem apito inicial marcado para as 20h. Lê toda a antevisão de José Mourinho.

José Mourinho recorda empate em Braga: «As perceções de fora são legítimas e muitas vezes têm como base coisas que os treinadores não quiseram que acontecesse»

José Mourinho fez a antevisão do Benfica x Braga da Taça da Liga. Águias estão na final four da competição que venceram na última época.

José Mourinho fez a antevisão do duelo da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o Braga. O treinador do Benfica recordou o empate em Braga (2-2) para falar de perceções diferentes.

«Braga? As perceções de fora são legítimas e têm como base o que veem quando olham para o campo, mas muitas vezes não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Os jogos às vezes vão em direções que não querem. O Braga não entrou na segunda parte a querer defender por estar a ganhar 2-1, mas quem visse a segunda parte acharia que estava a defender o resultado. Se disserem que o Benfica depois do 1-0 tentou defender o 1-0 é errado, às vezes os jogos vão em direções que não se quer. Este jogo tem de terminar com vencedor, não é um jogo a pontos. Sem ter uma relação com o Carlos [Vicens], mas conheço o seu processo de formação, não acredito que vá tentar aguentar 90 minutos para chegar a penáltis. Tem tudo para ser um bom jogo».

O Benfica x Braga joga-se esta quarta-feira, dia 7 de janeiro. O duelo tem apito inicial marcado para as 20h. Lê toda a antevisão de José Mourinho.

José Mourinho destaca 3 jovens do Benfica e elogia: «Jogar na Segunda Liga é bom para o desenvolvimento. Têm uma preparação de bases já muito boa»

José Mourinho fez a antevisão do Benfica x Braga da Taça da Liga. Águias estão na final four da competição que venceram na última época.

José Mourinho fez a antevisão do duelo da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o Braga. O treinador destacou o trabalho da equipa B no fornecimento de jovens para a equipa principal.

«Agarramo-nos à equipa B e ao trabalho que fazemos por eles. Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A. Obrigar o Veríssimo a tirar o Prioste e o João Rêgo prejudica a equipa B, mas vão estar no banco amanhã, não podiam jogar 90 minutos. Nesta colaboração, nasce a proteção aos problemas de lesão. Espero que as coisas fiquem por aqui e vamos recuperando e não perder ativos. É um mês com tantos jogos. Um jogador lesionado duas semanas não joga seis jogos. Não é fácil, mas vamos embora».

«Estamos numa situação em que nos conseguimos equilibrar. Dou o exemplo do Gonçalo Oliveira, vai estar no banco, está à porta. Podia dar mais exemplos. Sem o Enzo, o Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o Zé Neto entrar, mas se abrir, está perto da porta. Temos abordado os problemas da mesma maneira. O drama da lesão do Lukebakio foi abordado sabendo da importância que tinha na equipa e do jogador que é. Tentámos desenvolver a equipa noutra direção, internamente algumas lágrimas, mas passámos a ideia de encontrar soluções. A coisa está mais difícil, mas com a equipa B jogar na Segunda Liga, um campeonato com experiência aos mais jovens e dificuldades, é bom para o desenvolvimento. Têm uma preparação de bases já muito boa».

O Benfica x Braga joga-se esta quarta-feira, dia 7 de janeiro. O duelo tem apito inicial marcado para as 20h. Lê toda a antevisão de José Mourinho.

José Mourinho lança final four da Taça da Liga: «Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A»

José Mourinho fez a antevisão do Benfica x Braga da Taça da Liga. Águias estão na final four da competição que venceram na última época.

José Mourinho fez a antevisão do duelo da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o Braga. O treinador colocou o foco na vitória no jogo e na revalidação de um troféu que as águias conquistaram na última temporada.

«Há sempre necessidade, não diria de reinventar, mas de adaptar. Vão-nos faltar opções de rotatividade, segundo jogador por posição. Vamos ter de fazer exercício. Se não há António Silva e há Tomás e Otamendi, obviamente o terceiro virá de baixo, no caso o Gonçalo Oliveira. Por aí fora. Agarramo-nos à equipa B e ao trabalho que fazemos por eles. Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A. Obrigar o Veríssimo a tirar o Prioste e o João Rêgo prejudica a equipa B, mas vão estar no banco amanhã, não podiam jogar 90 minutos. Nesta colaboração, nasce a proteção aos problemas de lesão. Espero que as coisas fiquem por aqui e vamos recuperando e não perder ativos. É um mês com tantos jogos. Um jogador lesionado duas semanas não joga seis jogos. Não é fácil, mas vamos embora».

«Estamos numa situação em que nos conseguimos equilibrar. Dou o exemplo do Gonçalo Oliveira, vai estar no banco, está à porta. Podia dar mais exemplos. Sem o Enzo, o Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o Zé Neto entrar, mas se abrir, está perto da porta. Temos abordado os problemas da mesma maneira. O drama da lesão do Lukebakio foi abordado sabendo da importância que tinha na equipa e do jogador que é. Tentámos desenvolver a equipa noutra direção, internamente algumas lágrimas, mas passámos a ideia de encontrar soluções. A coisa está mais difícil, mas com a equipa B jogar na Segunda Liga, um campeonato com experiência aos mais jovens e dificuldades, é bom para o desenvolvimento. Têm uma preparação de bases já muito boa».

«Braga? As perceções de fora são legítimas e têm como base o que veem quando olham para o campo, mas muitas vezes não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Os jogos às vezes vão em direções que não querem. O Braga não entrou na segunda parte a querer defender por estar a ganhar 2-1, mas quem visse a segunda parte acharia que estava a defender o resultado. Se disserem que o Benfica depois do 1-0 tentou defender o 1-0 é errado, às vezes os jogos vão em direções que não se quer. Este jogo tem de terminar com vencedor, não é um jogo a pontos. Sem ter uma relação com o Carlos [Vicens], mas conheço o seu processo de formação, não acredito que vá tentar aguentar 90 minutos para chegar a penáltis. Tem tudo para ser um bom jogo».

«Despedimento de Ruben Amorim? Não é um fator de pressão para os treinadores em Portugal, não percebo porquê. Para mim não. Conheço bem a minha carreira no Manchester United e o motivo para sair. Quando saio do clube fecho a porta ou fecham-me a porta e não faço comentários nem analiso externamente o que aconteceu. Fecham-me uma porta e abrem-se outras, foi o que aconteceu no Manchester United. A história e números ficam lá, as três medalhas que ganhei vieram para casa. Os 14 meses que o Ruben lá esteve só ele poderá analisar, ele e o seu staff analisarão. Se ele o fará convosco e tornará pública a situação, já é uma coisa que desconheço».

«Conquista da Taça da Liga? É tudo muito hipotético. Não sabemos se vamos ganhar nem se chegamos à final, se a perdemos ou ganhamos. Não gosto de ver as coisas nesse sentido. Suficiente é fazer o que fazemos, chegar ao limite do que temos para dar como treinador, jogadores ou assistentes. Ponho sempre esse desafio a mim próprio. Mesmo depois da Taça da Liga, se hipoteticamente vencermos, não vou conseguir avaliar a época. Não é com 62 anos e 11 meses que vou mudar. Não consigo ser assim».

«Lesão de Enzo Barrenechea? Foi decidido tratamento conservador, não cirúrgico. Com tratamento cirúrgico a época acabava. Como precisamos dele e pela avaliação do departamento médico, há maneira de recuperar de forma mais conservadora, reforçando a área. Vamos ver. Pode ser que chegue ao FC Porto na próxima semana, senão ao Rio Ave. Amanhã não, uma eventual final também não».

«Manu Silva? Portas que se fecham e se abrem. Temos dois jogadores com estabilidade na primeira equipa na posição, o Manu Silva e o Aursnes. As opções estão ali. O Prioste tem meia dúzia de minutos na equipa principal, mas muitos minutos na B, a demonstrar maturidade e conhecimento. Treina connosco todos os dias, é jogador da equipa principal que vai à B e não o inverso. Está lá sem problema».

«Arbitragem? O presidente dos árbitros é a pessoa indicada para a análise. O debate público encerra uma dose maior de pressão. Imagino eu, como treinador, ver a minha equipa fazer um jogo horrível, não olhar para a imprensa nem ver o debate sobre os erros que cometi e a minha equipa. Dá maior estabilidade. Por outro lado, o debate público, o confronto e as perguntas dão um sentido de responsabilidade diferente porque te obrigam a enfrentar as coisas, os problemas que tiveste. Não sei o que será melhor ou não. Seria bom, e não é um autoelogio, é seguir a minha persptiva. Antes dos jogos todos os árbitros são bons, competentes, honestos. Vamos confiar neles, dar-lhes confiança. Não estou a fazer teatro. Todos os árbitros que possam arbitrar o Benfica são bons. Depois do jogo, em função da performance, são bons ou mãos, com boas decisões ou não. Vamos sempre analisar, mas dá para perceber que há muitas situações analisadas por experts ou hipotéticos, em que não há unanimidade. Há penáltis assinalados com comentadores que dizem que é ou não é penálti. Neste tipo de situação digo: “Porque é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo”. O VAR ajuda em situações claras e inequívocas. Aí, qualquer árbitro fica feliz, muda a decisão e saímos felizes. O que me perturba são as situações duvidosas, dão origem a que se fale muito durante a semana».

«Possível presença na final? Não olho para as coisas desta maneira. Se calhar nem jogo a final da Taça da Liga. Já aí há um se. Se jogar, posso ou não ganhar. Não gosto de ir na situação do hipotético. Estou habituado a jogar finais, a ganhar muitas, perdi algumas. Dá-me know-how, estabilidade emocional, mas não ajuda a ganhar ou não ganhar. São coisas independentes. Por ter ganho tanta coisa, não me retira apetite a continuar a ganhar. Continuo igual».

«Gestão na Taça da Liga em função da Taça de Portugal [FC Porto]? Não temos condições para pensar em gestão. Os jogos marcados, Braga e FC Porto, no meio eventualmente a final, são jogos que não dão espaço a pensar em rotatividade, principalmente a meia-final. Podemos jogar a final ou ir para casa. A situação do Aursnes, apesar de estar só ele na situação limite, é irmos com tudo até onde der. Não temos condições para rotatividade, não há réplicas. Vamos como vamos, até ao limite. Contra o FC Porto podemos ter mais 30 minutos e dois dias depois jogamos com o Rio Ave. Se olharmos nessa perspetiva, com as ausências, não temos condições. Tem de ser jogo a jogo. Amanhã o Aursnes joga a titular, se tivermos jogo no sábado logo se vê se pode jogar».

«Historial? Não influencia, não de todo».

«Ausência de Samuel Soares? Não vai haver rotatividade [Trubin titular]».

«Regresso a Leiria? É igual jogar em Leiria ou noutro sítio».

«Ganhar um primeiro troféu para o Benfica? Pessoalmente, 26 ou 27 não muda grande coisa. Gostava muito que acontecesse. Para o Benfica, mais ou menos um troféu não muda a história. Agora, a alegria dos adeptos e um grupo que merece muito é o que cativa a ambição para conseguir. Olho para este grupo como um grupo muito bom, com gente boa e amiga. Não criam um único problema, grupo solidário, com grande dedicação. Por eles é que gostava de ganhar o troféu».

O Benfica x Braga joga-se esta quarta-feira, dia 7 de janeiro. O duelo tem apito inicial marcado para as 20h.

Pep Guardiola confirma lesão de Rúben Dias e revela o tempo de paragem do português

Rúben Dias está lesionado e vai desfalcar o Manchester City por quatro a seis semanas. O defesa central está a contas com uma lesão.

Rúben Dias está a contas com uma lesão nos isquiotibiais, tendões da coxa, confirmou Pep Guardiola. O defesa central ficará lesionado por um período superior a um mês avançou ainda o treinador do Manchester City.  

«É uma lesão nos isquiotibiais. Ele ficará afastado por quatro a seis semanas», confirmou Pep Guardiola na antevisão ao duelo diante do Brighton para a Premier League.

Rúben Dias é um dos capitães do Manchester City. Esta temporada, o defesa de 28 anos leva 25 jogos pelo Manchester City, naquela que é a sexta temporada do defesa em Inglaterra.

Recorde-se que o Manchester City vive uma autêntica onda de lesões na linha defensiva. Josko Gvardiol também se lesionou recentemente, juntando-se a John Stones na lista de ausências para o centro da defesa.

RB Bragantino empresta Thiago Borbas ao Real Oviedo

Thiago Borbas foi emprestado pelo RB Bragantino ao Real Oviedo, até ao final da temporada. O avançado marcou 3 golos em 2025.

O Real Oviedo anunciou que irá receber Thiago Borbas por empréstimo até ao final da temporada, vindo do RB Bragantino. O avançado uruguaio teve um ano difícil no clube brasileiro, apontando apenas três golos em 2025.

Thiago Borbas cumpria a terceira temporada ao serviço do RB Bragantino, tendo representado o clube num total de 133 jogos nos quais marcou 27 golos. Antes desta passagem pelo Brasileirão, o uruguaio alinhou pelo River Plate de Montevidéo.

Esta temporada, o Real Oviedo tem vindo a tentar sobreviver na época de retorno à La Liga, porém ocupam a 20.ª posição com apenas 12 pontos.

Jeremy Arévalo deixa o Racing Santander e assina pelo Estugarda

O Estugarda anunciou a contratação Jeremy Arévalo. O equatoriano era considerado dos maiores talentos da La Liga 2, no Racing Santander.

O Estugarda confirmou a contratação de um dos talentos mais cobiçados na La Liga 2, Jeremy Arévalo. O extremo equatoriano deixa, assim, o Racing Santander a troco de sete milhões de euros.

Jeremy Arévalo realizou a sua formação no Racing Santander, onde acabou por se estrear profissionalmente em 2023. Esta temporada, o avançado de 20 anos estava a ter a sua época de afirmação, apontando oito golos em 18 jogos, mesmo não sendo a primeira escolha para o ataque.

Neste momento, o Estugarda ocupa a sexta posição da Bundesliga com 26 pontos. No próximo sábado enfrentarão o Bayer Leverkusen num jogo a contar para a 16.ª jornada da Bundesliga

Jogou o Mundial 2022 pela França e pode rumar ao Fenerbahçe por quase 30 milhões de euros

O Fenerbahçe quer fechar a contratação de Mattéo Guendouzi. O emblema turco já chegou a acordo com o internacional francês.

O Fenerbahçe quer fechar a contratação de Mattéo Guendouzi. De acordo com Nico Schira, os passos com o médio francês foram ultrapassados e o clube turco já fechou um princípio de acordo com o jogador para um contrato até 2030 com um salário anula de quatro milhões de euros.

De momento, falta ao clube turco chegar a acordo com a Lazio, emblema onde joga o médio francês. De acordo com o jornalista Yagiz Sabuncuoglu, a última proposta do Fenerbahçe contemplava 25 milhões de euros fixos e dois variáveis, um valor mais próximo às pretensões da Lazio e que dobra o investido pelos romanos.

Mattéo Guendouzi tem 26 anos e é internacional A pela França por 14 ocasiões, tendo integrado os eleitos de Deschamps no Mundial 2022. Esta época, o jogador soma dois golos e uma assistência em 16 jogos pelos italianos.

A Taça de Portugal confortável ou a Taça de Portugal verdadeira?

João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site. O técnico de 52 anos já orientou o Dziugas da Lituânia, o Vaulen da Noruega e o Naft Maysan, do Iraque, e esteve na formação do Al Batin e Hajer Club da Arábia Saudita.

Quem me conhece sabe que adoro a Taça de Portugal. Recordo com saudade um Eléctrico – Sporting, no velhinho e pelado Estádio do Matuzarense em Ponte de sor, completamente cheio. Esse dia explica melhor do que qualquer discurso o que a Taça sempre representou no nosso futebol. A Taça sempre foi mais do que uma competição. Foi durante décadas o espaço onde o futebol recuperava a sua essência, igualdade à partida, imprevisibilidade e a possibilidade real de um clube pequeno desafiar e por vezes eliminar um grande como ainda esta época se viu.

Essa dimensão não é teórica. Vivi-a de forma intensa na Lituânia, quando tive a oportunidade de conduzir um clube pequeno, o FK Dziugas, pela primeira vez na sua história até às meias-finais da Taça da Lituânia. Vi de perto o que significa para uma comunidade acreditar que o impossível pode acontecer. Vi pessoas que nunca tinham assistido a uma meia-final, muito menos sonhado com uma final, viverem semanas de entusiasmo, orgulho e pertença.

E vi também a outra face da moeda. A tristeza e a desilusão após a eliminação frente ao clube que acabaria por vencer a competição. Ainda assim, aquela caminhada deixou marca. Mudou a forma como o clube passou a encarar a competiçao. Criou identidade, memória e ambição. É isso que uma Taça deve fazer.

Mas vivi essa realidade também em Portugal. No Atlético Reguengos frente ao Paços de Ferreira de Paulo Fonseca. Uma semana de preparação completamente diferente de qualquer outra. Os jogadores não viam aquele jogo como mais um. Viam-no como um palco capaz de mudar as suas vidas. Foi nesse contexto que um jovem chamado Diogo Jota fez ali o seu primeiro jogo. A Taça tem isso. Concentra sonhos, acelera percursos e cria momentos que ficam para sempre.

Rui Borges Sporting Taça de Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

É precisamente isso que está em causa quando se fala de alterações estruturais à Taça de Portugal a partir da época 2026/27. A decisão das equipas da Primeira Liga entrarem apenas na quarta eliminatória é justificada pela necessidade de responder a um calendário internacional cada vez mais apertado e pelos interesses financeiros e desportivos do futebol profissional. O problema não está na justificação apresentada. O problema está nas consequências.

Quando se opta por proteger o topo da pirâmide em nome do calendário, altera-se inevitavelmente o equilíbrio da base. Ao entrarem mais tarde na prova, as equipas da Primiera Liga reduzem significativamente o risco competitivo, precisamente numa competição que sempre viveu do risco, da surpresa e do imprevisto. As surpresas nunca foram um problema do futebol português. Foram uma das suas maiores riquezas. São elas que criam memórias, mobilizam comunidades e dão visibilidade a clubes, jogadores e treinadores que fora da Taça dificilmente teriam palco.

Ao atrasar a entrada dos clubes profissionais, diminui-se a probabilidade dessas histórias acontecerem. Reduz-se a exposição mediática dos clubes pequenos, enfraquece-se o impacto territorial da prova e empobrece-se a narrativa que fez da Taça de Portugal algo único.

A Taça não deve ser vista como um incómodo logístico para quem compete na Europa. Deve ser entendida como um ativo estratégico do futebol português, precisamente porque liga o futebol profissional ao futebol real, vivido nos campos pequenos, nos estádios cheios de gente que raramente vê ali um grande clube. Se o futebol fala cada vez mais de meritocracia, torna-se difícil conciliar esse discurso com decisões que blindam quem já tem orçamento, profundidade de plantel e margem de erro. A coerência também faz parte da liderança. A pergunta final mantém-se simples e necessária. Queremos uma Taça de Portugal confortável ou uma Taça de Portugal verdadeira.

Porque a Taça não pertence apenas aos clubes profissionais. Pertence às pessoas, às comunidades e aos sonhos que só o futebol é capaz de criar. E quando o romantismo sai do futebol, fica apenas um produto eficiente. O futebol sempre foi mais do que isso. Na minha opinião todas as equipas deviam estar presentes desde a primeira eliminatória e equipas de Primeira Liga deviam jogar fora as três primeiras eliminatórias.

Eintracht Frankfurt contrata o melhor marcador da Segunda Liga Alemã, Younes Ebnoutalib

Younes Ebnoutalib levava 12 golos ao serviço do Elversberg na Segunda Liga Alemã e assinou por cinco anos com o Eintracht Frankfurt.

Younes Enoutalib foi o primeiro reforço do Eintracht Frankfurt no mercado de transferências de inverno, assinando um contrato até 2031. Esta temporada, o avançado alemão liderava a lista de melhores marcadores da Segunda Liga Alemã, ao serviço do Elversberg.

Em 17 jogos no campeonato, Younes Enoutalib apontou 12 golos e ajudou o seu antigo clube a chegar ao lugares de promoção à Bundesliga. Apenas à duas temporadas, o avançado jogava nas divisões regionais da Alemanha, em clubes como o FC Giessen.

Atualmente, o Eintracht Frankfurt ocupa o sétimo lugar da Bundesliga com 25 pontos. Na próxima sexta-feira, irão receber o Borussia Dortmund, num jogo a contar para a 16.ª jornada.