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O Sonho Europeu continua vivo!

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Cabeçalho modalidadesDepois de ter sido eliminado da qualificação para a última grande competição de seleções pela Islândia no play-off, Portugal jogava com a Suíça hoje uma cartada decisiva para o apuramento para o Campeonato Europeu na Croácia em 2018.

Com um pavilhão pronto a apoiar a armada lusitana do início até ao fim, a equipa da casa começou a partida com o seguinte 7 inicial: Alfredo Quintana, Fábio Antunes, Gilberto Duarte, Wilson Davyes, Jorge Silva, Pedro Portela e Daymaro Salina (três dos sete titulares não jogam em Portugal). O primeiro golo da partida foi marcado quando já havia passado um minuto e meio do inicio da partida, por Pedro Portela. No entanto, com 5 minutos volvidos, era a equipa forasteira que se encontrava na frente do marcador (2-3). Daymaro Salina, que fez uma exibição muito conseguida, marcou dois golos seguidos que colocaram Portugal no comando do marcador, posição que já não perderia até ao final da partida. A tranquilidade (ou não) de Portugal na partida passaria muito pela exibição de Hugo Figueira e Alfredo Quintana. O guardião do FC Porto não entrou bem na partida, sendo substituído por Hugo Figueira, que foi decisivo para que Portugal conseguisse a primeira vantagem de três golos (11-8), levando a que o treinador dos Suíços pedisse o primeiro time-out.

Deste desconto de tempo surgiu uma mudança ofensiva por parte da equipa forasteira que se iria manter até ao final da partida: os Suíços passaram a atacar com sete jogadores avançados. Esta alteração não levou a nenhum efeito prático, porque a defesa portuguesa esteve muito coesa durante toda a partida (um dos pontos mais positivos da nossa exibição), o que fez com que Portugal saísse para o intervalo com uma vantagem confortável que viria a ser decisiva na gestão do resto do encontro (17-10).

Seleção e adeptos estão juntos num único objetivo: estar na Croácia em 2018!
Seleção e adeptos estão juntos num único objetivo: estar na Croácia em 2018!

A Suíça precisava de vencer este jogo se ainda queria ter alguma réstia de esperança de se apurar para o Europeu. Foi com esse objetivo que entraram na segunda parte, fazendo um parcial de 0-3. Portugal estava a ter alguma dificuldade em segurar a constante superioridade numérica ofensiva dos forasteiros e, portanto, o selecionador nacional pediu time-out aos oito minutos da segunda parte, com o resultado em 19-16. Alguns minutos depois Hugo Figueira voltou a fazer vibrar as bancadas com um golo de baliza a baliza e com algumas intervenções decisivas, fazendo com que o resultado aos 13 minutos fosse 22-17.

Apesar da grande dificuldade em superar a defesa lusa, a equipa suíça foi recuperando da desvantagem do marcador e a seis minutos do final perdia apenas por dois golos (23-21). Nesta altura apareceu Quintana e Fábio Magalhães que colocaram Portugal no caminho da vitória. O resultado final foi 27-22. Com este resultado Portugal subiu ao segundo lugar do Grupo 6, com 5 pontos. Fábio Magalhães foi o melhor marcador da partida com 5 golos.

O Andebol em Portugal está a voltar aos poucos aos seus melhores dias. É importante que ainda se vão cometer alguns erros e sofrer algumas desilusões, mas a Federação está a caminhar no caminho certo para que o Andebol em Portugal volte a ser de grande nível. Nós, adeptos, estaremos cá para apoiar e ajudar em tudo o que consigamos! Força Portugal!

Carta Aberta a Nuno Dias

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Obrigado mister! Obrigado pela possibilidade de ganhar um título europeu e de chegar lá e não ter medo de o tentar ganhar!
À partida todos sabíamos que era missão quase impossível, contra o todo-poderoso Inter Movistar e contra o recém-eleito melhor jogador do mundo: Ricardinho.

Claro que não fiquei contente com o resultado final, mas pior do que não ganhar, seria nem sequer lá ter estado na final. Estar lá constantemente significa que se tem qualidade, que todos os dias se trabalha no duro e que um dia… sim, um dia a sorte vai-nos sorrir.

Obrigado por teres tentado ganhar o jogo… e já se sabe que quando se “abre” a equipa contra as estrelas (da qual se ressalva o génio Ricardinho) e um colectivo como o Inter Movistar, sujeita-se a levar a “paulada” que levámos… Levar sete não é vergonha. Vergonha seria ir para não ganhar. Não tivemos sorte, procuraste tê-la, mas congratulo-te por não termos ficado contentes com o “perder por poucos”. É uma final e dos segundos nunca ninguém se lembra. “Perdido por um, perdido por mil.”
Iria irritar-me muito mais o ficar fechado na defesa quando perdemos por um ou dois golos para não sairmos goleados. É um jogo, não é? Então há que não ter medo de tentar ser feliz…

Ainda não foi desta que o Sporting CP conseguiu trazer a UEFA Futsal Cup para o seu espólio. Mas já diz o ditado que “à terceira é de vez”! Fonte: Amor Sporting
Ainda não foi desta que o Sporting CP conseguiu trazer a UEFA Futsal Cup para o seu espólio. Mas já diz o ditado que “à terceira é de vez”!
Fonte: Amor Sporting

Agora é concentrar as forças no campeonato português que felizmente (e um pouco ao contrário do futebol de onze) tem muita qualidade e várias equipas a praticar bom futsal. Para o ano temos de construir a hipótese de tentar estar novamente na final four e, ao contrário dos jogos com o Montesilvano (2011) e o Inter Movistar, ganhar e trazer a tão ansiada Taça que já devia ter vindo (pelo menos uma vez) para o Museu verde-e-branco. Como se pode criticar um treinador que desde 2012 se encontra em Alvalade e sempre destinado à vitória?

Em cinco anos já deu onze títulos à torcida (nove nacionais e dois regionais) e este ano ainda não terminou. Portanto Nuno, aconteça o que acontecer, estamos contigo. Não é um obstáculo que nos tira do caminho da vitória. Juntos, seremos ainda mais fortes!

Sporting Sempre!

Foto de Capa: Super Sporting

Rio Ave FC 0-1 SL Benfica: Águias somam e seguem líderes!

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Não era esperado um jogo fácil o desta 33.ª jornada, na qual o Benfica se deslocou ao Estádio dos Arcos para defrontar o Rio Ave e não o foi de facto. Os vilacondenses vinham de duas vitórias consecutivas, confiantes e com ambições de chegar à sexta posição da Liga NOS e ter um lugar na Europa e deram muita luta mas os encarnados estão em primeiro lugar há muito tempo e vieram mostrar que de lá não pretendiam sair.

Rui Vitória com o plantel todo à disposição, não optou pelo seu onze habitual, tendo as novidades ocorrido na dinâmica do ataque, com Rafa e Jiménez.

Logo desde início que se mostrou um jogo aguerrido de parte a parte. Ao minuto e meio, uma bola parada para o Rio Ave gerou alguma confusão na grande área do Benfica mas Pizzi consegue cortar. A resposta veio logo de seguida com um cruzamento de Rafa a que Jonas não chega por pouco. O mesmo Jonas, aos treze minutos protagonizou a melhor jogada para golo da primeira parte, muito bem construída por Grimaldo e Cervi. Ao primeiro quarto de hora, o jogo estava equilibrado.

O Benfica foi tentando o golo tanto por Rafa, como por Cervi e Jonas mas com pouca agressividade e sem grande perigo para a baliza de Cácio, mérito também para a equipa do Rio Ave que foi conseguindo conter as investidas dos encarnados, desempenhando bem o seu papel defensivo. De qualquer forma o Benfica foi superior, sendo que perto do intervalo o Rio Ave voltou a construir jogo e causar algum perigo. Destaque a meu ver para o meio campo do Rio Ave, Petrovic, Krovinovic e Tarantino este tridente desequilibrou e criou muito perigo. O intervalo chegou com o jogo a zeros.

Para os segundos 45 minutos as equipas apresentaram-se sem alterações mas com o Benfica a pressionar e a ganhar mais bolas a meio campo.

Aos 57 minutos do lado do Rio Ave saiu o Gil Dias para a entrada de Rúben Ribeiro, substituição que alterou o caudal do jogo. Pouco depois surge a que para mim foi a primeira verdadeira oportunidade de golo pelos pés de Hélder. O Benfica foi dando espaços que o Rio Ave aproveitou e foi conseguindo subir no terreno por algumas vezes.

 

Jiménez igualou o feito do ano passado e deu a vitória tangencial Fonte: ESPN
Jiménez igualou o feito do ano passado e deu a vitória tangencial
Fonte: ESPN

Nélson Semedo fez um excelente trabalho no corredor direito a combinar com Cervi principalmente, e que grande jogo fez o argentino também. Aos 69 minutos dá-se a entrada de Salvio por Rafa, para desequilibrar e mexer mais com o jogo e acabou mesmo por fazê-lo com a assistência para o golo.

Aos 70 minutos, o Rio Ave faz uma troca no ataque e mete Gonçalo Paciência, sacrificando Guedes. A equipa estava a conseguir fazer frente ao líder e pressionava também mas o Benfica mostrou que foi ali para ganhar e começa a jogada do golo num toque genial de Jonas, sempre  Jonas, que passa para Sálvio, este arranca e serve Jiménez que na cara do golo, concretiza aos 75 minutos. Em Março disse aqui que o mexicano ainda seria a arma secreta do Benfica e estava ou não estava certa?!

Perante este cenário, o treinador do Benfica queria segurar o resultado e o seu opositor ir à procura dele, fazendo alterações como a saída de Tarantini por Traore e do lado da Luz, Samaris entrou para substituir Jonas mas ainda houve tempo para uma grande chance de empate ao minuto 86, com uma bola direita ao poste de Ederson e que ficou pertinho do golo. A partir daí foi segurar por completo o resultado com a habitual entrada de Filipe Augusto e saída de Pizzi mas diga-se que foi um grande jogo de futebol marcado pelo perigo constante e grande equilíbrio tático.

Assim, o empate do Porto frente ao Marítimo foi mais um deslize que o Benfica soube tirar partido para mais um passo de gigante na luta pelo tetracampeonato. Faltam duas finais e com esta vitória, a próxima pode ser decisiva. Carrega Benfica!

Foto de Capa: SL Benfica

Estoril Open’2017: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura

Cabeçalho modalidadesPablo Carreno Busta é natural de Gijon, mas o Estoril Open já pode ser considerado como a sua casa. Semifinalista em 2013 e 2015 e finalista vencido em 2016, o espanhol conseguiu finalmente alcançar o tão desejado título na terra batida do clube de ténis do Estoril.

Agressividade e consistência no equilíbrio perfeito

O início do encontro foi marcado por algum nervosismo de ambos os jogadores. Uma troca de breaks nos dois primeiros jogos fazia antever uma partida bastante equilibrada, mas não foi isso que se viu daí para a frente. Muller, que estava a jogar a primeira final da sua carreira em terra batida, cometeu demasiados erros e de forma natural perdeu o primeiro set por um expressivo 6-2.

Na segunda partida, o luxemburguês tornou-se mais sólido, sobretudo no capítulo do serviço, em que ganhou 80% dos pontos em que serviu. Apesar do equilíbrio que marcou o segundo set, a balança haveria de pender novamente para o lado espanhol. Num tie break bastante disputado, Pablo Carreno Busta levou de vencida Muller por 7-5.

Fonte: Estoril Open
Fonte: Estoril Open

Apesar de não estarem disponíveis as estatísticas do encontro no que a erros não forçados diz respeito, é muito provável que a chave do encontro tenha sido essa. Na tentativa de ser agressivo e não ficar sujeito a longas trocas de bola, Muller acabou por cometer muitos erros, acabando por esbarrar na consistência do espanhol.

Um outro dado que ajuda a explicar a vitória de Carreno Busta foi a eficácia do seu serviço. Mesmo não servindo a grandes velocidades, o mais jovem espanhol nos 100 melhores jogadores do mundo conseguiu vencer 43 dos 58 pontos disputados no seu serviço.

FC Porto 2016/17: O que falhou e o que urge mudar

fc porto cabeçalhoEstá a aproximar-se do final mais uma época futebolística e, para o FC Porto, esta parece tratar-se de mais uma temporada na qual o clube não conquistará qualquer título. Dez (10) de agosto de 2013 marca a última vez na qual os azuis e brancos ergueram um troféu (Supertaça Cândido de Oliveira); daí até agora a realidade é a de um longo jejum que já se arrasta há quase quatro anos, algo que num passado recente se trataria de um cenário impensável para qualquer adepto do FC Porto.

Chegados tão próximo do final da época importa olhar para o passado e para o futuro e colocar duas questões fulcrais: 1) o que falhou?; 2) o que urge mudar? As questões são relativamente óbvias, mas as respostas carecem de uma reflexão mais aprofundada. Começando pelo que falhou, parece claro que o principal erro no planeamento da época desportiva esteve na escolha de Nuno Espírito Santo para ocupar o cargo de treinador do FC Porto. Nuno trouxe à equipa uma atitude dentro de campo que há muito não se via; porém, nunca mostrou ser capaz de aliar essa atitude dos futebolistas à qualidade dos processos. O treinador dos azuis e brancos adotou sempre uma postura extremamente conservadora (dentro e fora das quatro linhas) e, no que se refere ao modelo de jogo do FC Porto, pareceu nunca ser capaz de apresentar ideias bem definidas.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Olhando atentamente para as individualidades do FC Porto facilmente se compreende que não foi aí que a época dos azuis e brancos falhou. A atitude dos futebolistas foi sempre extremamente digna, estes sempre foram cumprindo com aquilo que, claramente, eram as instruções do seu treinador e, no cômputo geral, o plantel do FC Porto é composto por futebolistas com muita qualidade, como Iker Casillas, Marcano, Danilo, Rúben Neves, João Carlos Teixeira, Óliver Torres, Brahimi, Corona, Otávio, Diogo Jota, ou André Silva. Assim sendo, não restam dúvidas daquele que foi o elo mais fraco na temporada dos dragões, dando este pelo nome de Nuno Espírito Santo.

CD Santa Clara 3-0 SC Olhanense: Primeira parte cinzenta, segunda colorida de golos

Cabeçalho Futebol NacionalNuma tarde de domingo cinzenta, o Santa Clara recebeu o já “condenado” Olhanense, tentando regressar às vitórias, depois da recente derrota em Penafiel no último fim de semana. Já o clube de Olhão, que já sabe que vai disputar o CNS na próxima temporada, tentava pontuar em S.Miguel, tentando nestes jogos, eliminar a imagem negativa que tem deixado esta temporada, procurando amealhar duas vitórias consecutivas no campeonato.

O jogo começou com com o Santa Clara a querer mandar na partida e a ter mais bola, contra um Olhanense que tentava sair rápido em contra-ataque. Aos dez minutos de jogo surge a primeira grande oportunidade para o Olhanense, Vitor Alves falha um passe mas a equipa de Olhão não aproveitou a oportunidade, falhando na cara de Serginho. O jogo disputava-se a um ritmo muito morno por esta altura. O Santa Clara tentava controlar a partida mas falhava muitos passes, não conseguindo chegar perto da baliza de Rodolfo, com perigo. Já o Olhanense, quando tinha bola, tentava chegar rápido perto da baliza de Serginho, embora sem perigo, falhando principalmente na definição dos lances.

Só aos 26 minutos é que surge o primeiro lance de perigo do Santa Clara, com Clemente a chutar por cima. Nesta altura, jogava-se sobretudo com o físico com as duas equipas a disputar muitos lances no meio-campo. Enquanto isso, e para dificultar um espetáculo que já de si estava a ser pobre, veio a chuva, que tornou o terreno de jogo mais pesado para os jogadores. O facto do terreno de jogo estar mais escorregadio também provocou algumas lesões em jogadores do Olhanense e do Santa Clara, obrigando a várias entradas das equipas médicas. Depois das várias entradas, o Santa Clara voltou a assumir o jogo tentando chegar ao golo.

Fonte: CD Santa Clara
Fonte: CD Santa Clara

Aos 44 minutos de jogo, o Santa Clara tem a melhor oportunidade da primeira parte. Na sequência de um canto, a bola é desviada para o poste da baliza de Rodolfo, faz uma “carambola” contra um homem da equipa algarvia, e milagrosamente não entra. Até final da primeira parte não surgiu mais nenhuma oportunidade de perigo.

A segunda parte começou, ao contrário da primeira, com sol. Esperava-se também que a partida fosse menos cinzenta, com um futebol mais agradável, com golos, pelo menos. Logo ao quinto minuto de jogo, num lance caricato, na sequência de um canto, Clemente marca de cabeça,  colocando o Santa Clara em vantagem. Depois do golo, o Santa Clara, conseguiu controlar ainda mais a partida, empurrando a equipa de Olhão para a sua defesa. Aos dez minutos de jogo, na sequência de uma grande penalidade, a equipa da casa conseguia chegar ao segundo golo na partida, tranquilizando ainda mais os seus adeptos.

A equipa algarvia tentava responder aos golos de rajada da equipa da casa, subindo no terreno, mas não conseguiam assustar a defensiva da casa. O Santa Clara ia respondendo bem e na sequência de mais uma jogada coletiva, consegue chegar ao terceiro golo, de novo por Clemente, golo este que viria a sentenciar a partida.  A partida depois mostrou um Santa Clara a querer mandar na partida, a ter mais bola e uma equipa da Olhanense que se limitava a deixar o tempo passar, convencida que não poderia alcançar mais nada nesta partida. Até final da partida, o Santa Clara ainda teve algumas oportunidades mas não conseguiu concretizar nenhuma, com o jogo a acabar com os 3-0.

Sporting CP 1-3 CF “Os Belenenses”: A surpresa da jornada

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sporting cp cabeçalho 1Sporting e Belenenses defrontaram-se este domingo em jogo a contar para a 32ª jornada da Liga NOS, com a equipa leonina a ser derrotada por 3-1. Numa partida que se realizou em horário pouco habitual para a nossa liga – o apito inicial do árbitro deu-se às 11h45 – e com um dia soalheiro, os adeptos leoninos compareceram em massa, com muitas mulheres, para celebrar o Dia da Mãe, tendo esgotado o Estádio José Alvalade.

A verdade é que a primeira parte não foi digna de tal afluência. As duas equipas entraram muito hesitantes na partida, com medo uma da outra em virtude do excesso de rigor tático. Apenas Matheus Pereira desequilibrava o jogo de tempos a tempos, mas sempre com falta de qualidade na decisão e com demasiada individualidade. A primeira parte resumia-se então em um remate para cada equipa e um jogo lento e sem ideias de parte a parte.

Na segunda parte tudo mudou: chegaram os golos, remates, a emoção e os casos. Se o recomeço do jogo assustou por parecer uma fotocópia da primeira parte, cedo essa ideia foi quebrada: Bruno César, com seis minutos de segundo tempo, ao minuto 51’, fazia o primeiro golo da partida. A jogada foi criada no lado esquerdo do ataque dos leões, com Bryan Ruiz, num cruzamento-remate, a obrigar Ventura a ir à linha defender. Na recarga foi Bruno César quem apareceu para finalizar, aproveitando o facto de o guarda-redes adversário estar fora do lance para marcar o golo inaugural.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Contudo, e apesar de o ritmo de jogo ter mudado totalmente, a partida estava longe de sorrir ao Sporting. Menos de 15 minutos depois do golo leonino foi a vez de o Belenenses ser feliz, com o árbitro a assinalar grande penalidade por braço de Matheus Pereira, decisão essa correta. Da marca dos 11 metros, Abel Camara não falhou e colocou o empate no marcador, celebrando depois efusivamente para repudio dos adeptos leoninos.

A partir daqui tudo se inverteu: o Belenenses ganhou alento a partir do golo e subiu na partida, ao contrário do Sporting, que se assustou com o tardio tento belenense e caiu num fosso anímico. Foi então nesta fase do jogo que a equipa azul e branca marcou os dois golos que lhe deram a vitória, ambos resultantes de cruzamentos que deixam a defesa do Sporting muito mal na fotografia. Primeiro foi o jovem Dinis Almeida, num bom remate no ar e de primeira, e por fim foi o defesa Gonçalo Silva, que aproveitou uma falha incrível da defesa leonina em plena pequena área.

O resultado final ficou então em 1-3, com o Sporting a ficar assim matematicamente afastado do título e do segundo lugar, lutando agora com o Vitória SC pelo terceiro lugar, que tem a hipótese de ficar hoje a apenas cinco pontos dos vice-campeões nacionais. Já o Belenenses consolidou assim o 13º lugar.

Varzim SC 1-0 FC Famalicão: Rui Costa desempata o jogo na Póvoa

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Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão deslocou-se ao Varzim para cumprir jogo da 40ª jornada da Ledman Liga Pro. O Famalicão entrou melhor e logo nos primeiros instantes, Dani cruza da esquerda com a bola a atravessar toda a área e Feliz ao segundo poste a não conseguir emendar para dentro da baliza de Paulo Vítor.

Os famalicenses insistem e Vítor Lima, para defesa apertada do guiadão varzinista e Fred, ao lado, tentaram a sua sorte de longe. O Varzim respondeu e com uma grande oportunidade, canto na direita, cabeçada de Malele e Fred a tirar em cima da linha de golo e a impedir o 1-0 da equipa da casa. O Famalicão tentava amiúde levar perigo até à área do Varzim e num cruzamento de Vilaça, Carlão cabeceia para fora e pouco depois, novamente Carlão a falhar a emenda a um cruzamento venenoso de Gevaro.

O Famalicão tentava forçar o golo e um passe longo de Vilaça isola Feliz que remata dentro da área para defesa apertada de Paulo Vítor, de seguida canto de Gevaro e cabeça de Ângelo Meneses por cima. A equipa da casa respondeu com perigo e cruzamento de Jean Filipe e Malele a cabecear ao lado.

Fonte: Varzim SC
Fonte: Varzim SC

Ao intervalo, o técnico João Eusébio retirou do jogo Leonel Olímpio e colocou Estrela e logo a abrir a segunda parte poderia ter inaugurado o marcador com Malele a surgir solto e em velocidade para a baliza mas Gabriel a sair dos postes com rapidez e a limpar o lance.

Malele começava a crescer no jogo e numa investida pela direita, entrou na área e quase sem ângulo rematou para a barra da baliza de Gabriel. Novamente o avançado poveiro a ser lançado em velocidade e Gabriel novamente rapidíssimo a sair aos pés do irrequieto e veloz avançado da equipa da casa. João Eusébio arriscou tudo e tirou Mailó, francamente desinspirado e Denot e colocou Rui Costa e Diego Barcellos. O Famalicão cheirou o golo num lance individual de Gevaro que remata rasteiro, junto ao poste da baliza do Varzim, para defesa apertada de Paulo Vítor.

Nova investida para esquerda, cruzamento de Feliz e Vítor Lima a cabecear por cima. Pouco depois, Dito mexe no ataque, retira Gevaro e coloca Kisley mas foi o Varzim que teve mais perto de marcar. Canto de Villagrán e cabeçada do entrado ao intervalo Estrela à barra da baliza de Gabriel. Mas o golo não tardaria, passe de Villagrán a rasgar toda a defesa famalicense, Malele em velocidade pelo flanco direito, cruzamento rasteiro para o goleador poveiro, Rui Costa a encostar à boca da baliza. 1-0 Para o Varzim e a loucura nas bancadas.

Dito arriscou tudo, colocou Chico e retirou Mércio e quase chegou ao empate com Dani a isolar Kisley dentro da área e o internacional cabo-verdiano a rematar às malhas laterais. Chico também tentou a sua sorte dentro de área mas o remate saiu frouxo e ao lado da baliza. Dito ainda trocou Fred por Fokobo e Vilaça, pouco depois, quase faz o 1-1, respondendo de cabeça a um livre cobrado por Feliz. O outro central da equipa, Ângelo Meneses também ficou perto do golo depois de um cruzamento novamente de Feliz mas cabeceou fraco para as mãos de Paulo Vítor.

O resultado não se alterou, 1-0 para o Varzim e vida difícil para o Famalicão sair da zona de Play-Off de manutenção na Ledman Liga Pro.

Domínio completo de Pedrosa na 3000ª corrida de MotoGP

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Cabeçalho modalidadesPedrosa, a correr em casa, dominou os treinos, fez a pole position, saiu na frente e fez o pleno ao acabar em primeiro. Um grande prémio de Espanha em tudo idêntico à sua corrida de 2008, sozinho na frente desde o início, não deu nenhuma hipótese ao segundo classificado, Marc Márquez, que ainda andou a trocar posições com Zarco, mas assim que conseguiu acertar o ritmo, não largou mais o segundo lugar. O terceiro lugar ficou para Lorenzo que assim consegue o primeiro pódio com a Ducati.

Zarco, que mais uma vez fez uma corrida fantástica para um rookie, acabou em 4, numa corrida em que se percebe que a escolha de pneus foi determinante. Ele e Lorenzo, foram os únicos que saíram com os dois pneus de composto médio, ao contrário da maior parte dos pilotos que preferiu sair com o pneu da frente duro e o traseiro médio. A exceção também, nos pneus de Marc Márquez e Cal Crutchlow, se bem que neste caso apenas foi fortuito para o espanhol, pois Crutchlow voltou a cair nas primeiras voltas.

E foi um grande prémio cheio de quedas, Bautista e Jack Miller foram os primeiros, com o australiano a culpar e empurrar o espanhol já na gravilha. No mesmo momento que Crutchlow caiu, atrás dele cai também Pol Espargaró. Andrea Iannone e Tito Rabat fecharam o leque de pilotos que tiveram uma queda este fim de semana, felizmente sem gravidade.

Fonte: El País
Fonte: El País

Rossi, o líder do campeonato, fez uma corrida para esquecer, ao que conseguimos averiguar, o pneu traseiro não ajudou muito o italiano, fazendo com que conseguisse acabar apenas em 10 lugar. No entanto, mantem a liderança, se bem que apenas 62 pontos, mais 2 que Viñales, que foi 6 em Jerez, e mais 4 pontos que Marc Márquez. Pedrosa com esta vitoria fica a 10 pontos do piloto da Yamaha. Jerez de La Frontera, que inicialmente se dizia ser um circuito propicio às Yamaha oficiais, acabou por ser a Honda a conseguir a dobradinha e a Yamaha apenas com um 6 e 10 lugar.

Uma corrida sem muita historia, infelizmente, mas estou a gostar cada vez mais de ver as corridas de Zarco e de Cal Crutchlow, se bem que este ultimo voltou a cair. Tanto ele, como Marc Márquez antes do inicio deste grande prémio diziam não estar muito confiantes com a Honda deste ano, vamos ver nas próximas corridas o que irá acontecer.

Arsenal 2-0 Manchester United: Gunners levam a melhor

Cabeçalho Liga Inglesa

Mais uma jornada, mais um clássico. Arsenal e Manchester encontravam-se no Emirates Stadium. Separados por 5 pontos na tabela classificativa (embora os Gunners tenham menos um jogo), os dois rivais iriam dar o “tudo por tudo” para vencer o jogo de hoje e continuar com as aspirações intactas para atingir o 4.º lugar, que dá acesso ao play-off da Liga dos Campeões. Após a vitória categórica dos homens de Guardiola ontem por 5-0 frente ao Crystal Palace, Arsène Wenger e José Mourinho sabiam da enorme importância que iria ter uma vitória sobre o seu rival no clássico deste domingo.

Quanto aos onzes iniciais, o treinador francês não alterou qualquer peça relativamente ao 11 apresentado no último jogo – derrota por 2-0 frente ao Tottenham Hotspur, ao passo que o técnico português fez algumas mudanças, devido à recente onda de lesões que tem “atacado” os Red Devils nas últimas semanas (Ashley Young foi a vítima mais recente) e ao importante jogo da próxima Quinta-feira, frente ao Celta de Vigo para a Liga Europa – Chris Smalling, Axel Tuanzebe, Juan Mata e Anthony Martial foram titulares na partida de hoje.

O encontro começou com os dois rivais a quererem desde logo adiantar-se no marcador nos minutos iniciais e o Arsenal teve perto aos 8’, mas De Gea fez uma boa defesa. A partir desse lance, a equipa da casa assumiu o controlo do jogo, restando ao United tentar aproveitar rápidos contra-ataques para levar perigo à baliza de Petr Cech. Após algum tempo sem oportunidades dignas de registo, aos 26’ Welbeck quase fez o 1-0, após um lance de insistência do Arsenal, mas desta vez foi o defesa Phil Jones a impedir o golo.

Três minutos depois, o Arsenal voltou a estar perto de marcar em dois lances consecutivos, mas o desacerto dos avançados e De Gea não deixaram a bola entrar na baliza. Na resposta, Wayne Rooney isolado não conseguiu bater o guarda-redes adversário. Os adeptos do Arsenal iam aplaudindo a exibição da sua equipa até ao momento, visivelmente satisfeitos com a atitude dominadora dos comandados de Wenger, apesar do resultado estar ainda 0-0. Até ao intervalo, o ritmo de jogo desacelerou e o marcador não se alterou. As duas equipas iam empatadas para os balneários, contudo com o Arsenal, pela boa circulação de bola e controlo de jogo, talvez a merecer ir para o descanso na frente do marcador.

Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde Fonte: GettyImages
Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde
Fonte: GettyImages

Após um nulo não desatado nos primeiros 45 minutos, a 2.ª parte começou sem alterações táticas para os dois lados. O Manchester United iria precisar de melhorar (bastante) nos segundos 45 minutos, caso quisesse continuar a pressionar o Manchester City pelo 4.º lugar. Os primeiros instantes do 2.º tempo foram monótonos, até que aos 54’, o Arsenal finalmente conseguiu marcar: Xhaka, num remate fora de área e com bola a sofrer um desvio nas costas de Ander Herrera, bateu o guardião espanhol dos Red Devils.

A vantagem era justificada e foi ampliada pouquíssimo tempo depois: Welbeck respondeu perfeitamente a um cruzamento de Oxlade-Chamberlain e cabeceou para o 2-0. Em cerca de quatro minutos, o Arsenal conseguia pôr a equipa de Mourinho em maus lençóis. Para tentar voltar à discussão dos 3 pontos, Mourinho fez entrar Lingard e Rashford para os lugares de Mkhitaryan e Ander Herrera. A desvantagem obrigou o United a ter de arriscar mais, mas o Arsenal ia conseguindo estancar a reação forasteira.

O conjunto da casa limitava-se a seguir a tendência verificada na 1.ª parte: fazer uma boa circulação da bola. O mais inconformado da equipa visitante era Rooney, que por duas vezes tentou visar a baliza de Cech, mas sem sucesso. O tempo começava a ficar curto para José Mourinho alterar o rumo dos acontecimentos, e com as substituições operadas por Arsène Wenger, o jogo decresceu em termos de ritmo, o que servia as pretensões do Arsenal em abrandar o ímpeto ofensivo do seu adversário. Até final do encontro, o United bem tentou reduzir a diferença no marcador, mas não conseguiu. O 2-0 final é totalmente merecido para o Arsenal, pela ótima performance dos homens de Arsène Wenger.

Foto de Capa: GettyImages