O Japão venceu a Tunísia no Mundial 2026. O encontro realizado em Monterrey foi o jogo 1.000 da história dos Mundiais.
Há 96 anos realizou-se o 1.º jogo da história dos Mundiais. Esta madrugada em Portugal, já noite no México, jogou-se o 1.000º jogo da história da competição: uma vitória clara do Japão por 3-0 sobre a Tunísia.
Com a formação tunisina em ebulição, depois de despedir Sabi Lamouchi e contratar Hervé Renard, a superioridade nipónica impôs-se cedo. Logo na primeira parte, Daichi Kamada (4′) e Ayase Ueda (31′) marcaram.
Na segunda etapa, o ritmo do jogo baixou, mas os asiáticos continuaram por cima. Junya Ito (69′) deu contornos de goleada à vitória japonesa, a primeira neste Mundial 2026, completa pelo bis de Ayase uEda
Depois da vitória dos Países Baixos sobre a Suécia por 5-1, os neerlandeses lideram o Grupo com os mesmos golos que o Japão no saldo, mas mais um golo marcado. Ambas as seleções somam quatro pontos. Os suecos seguem atrás com três e os tunisinos, ainda sem pontuar, estão eliminados do Mundial 2026.
Desta forma, os alemães já têm definido o lugar nos 32 avos de final do Mundial 2026. Antes disso, já o México e os EUA haviam confirmado o seu lugar, como líderes do Grupo A e D.
México: 30 de junho, Cidade do México, 3.º lugar grupos C, E, F, H ou I.
EUA: 1 de julho, California, 3.º lugar grupos B, E, F, I ou J.
Alemanha: 29 de junho, Boston, 3.º lugar grupos A, B, C, D ou F.
Que surpresa. Depois da goleada sofrida na estreia, Curaçau foi capaz de segurar o 0-0 até ao fim e travou o Equador no Mundial 2026.
Curaçau fez história e conquistou o primeiro ponto na sua história nos Mundiais. Na segunda jornada do Mundial 2026, empate por 0-0 diante do Equador
Nas bancadas, estava a família real neerlandesa, país com uma ligação umbilical a Curaçau, quiçá a inspirar uma exibição que merece todas as homenagens. Em campo, o pequeno país das Caraíbas tornou bem difícil a tarefa equatoriana, que viu o 0-0 arrastar-se… até ao fim.
Os equatorianos tiveram bem mais bola e remates, mas viram a baliza ficar pequena, Eloy Room defender tudo e os centrais cortarem muitos lances. Sem criatividade para mais, não houve golos e ambas as equipas continuam a sonhar com o apuramento, vencendo na última jornada.
Mais cedo, a Alemanha venceu a Costa do Marfim por 2-1 e confirmou o apuramento para os 32 avos de final, com seis pontos, e em virtude deste empate confirma o primeiro lugar. Os africanos têm três pontos e Equador e Curaçau somam apenas um no último lugar.
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou de Matheus Nunes.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador orientou Matheus Nunes, agora no Mundaial 2026, e destacou o percurso do médio e lateral.
«O Matheus tem o mérito completo daquilo que fez. Lembro-me do Matheus, ainda no Ericeirense, nos juvenis e eu estava nos séniores, salvo erro. Depois, no Estoril, ele foi meu jogador. Estava nos sub-23 e foi chamado. Jogou, brilhou, rapidamente foi para o Sporting, rapidamente se impôs no Sporting, foi campeão no Sporting, rapidamente foi para o Premier League, rapidamente foi para o Manchester City. Portanto, é tudo mérito do Matheus. Uma história absolutamente fantástica que faz sonhar todos os jogadores. Eu penso que o exemplo do Matheus deveria ser mais referido, porque é uma história inacreditável. Quem quiser estudar a forma dessa história, acho que é um exemplo fantástico para a juventude portuguesa. Aos 18/19 anos estava na Distrital e aos 26/27, está a disputar o Mundial pela seleção portuguesa e é titular no City. E sim, fomos vendo que havia ali qualidade diferenciada. Agora, se me dissessem isto… Nem sei se ele previa isto tudo, mas sem dúvidas que tem o mérito de tudo o que tem feito».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou no Mundial 2026.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador lançou o Mundial 2026 onde está a a seleção principal portuguesa.
«São as de todos os portugueses, são aquelas que nós sabemos. Vamos para um Campeonato do Mundo que é o melhor evento do mundo, seja desportivo ou não. É desejar a maior sorte, principalmente. A todos, a toda a comitiva portuguesa. Que orgulhem o povo português e, no final, todos fiquemos muito orgulhosos da nossa prestação como ficámos na Liga das Nações. Fiquei mesmo muito orgulhoso. Ainda não estava cá, mas lembro-me do orgulho que isso me deu. Espanha, Alemanha, termos conseguido levantar o troféu na Alemanha. Agora queremos os mesmos sentimentos e as mesmas alegrias, sabendo que o contexto ainda é mais difícil, mas tendo esse sonho e esse objetivo de trazer a taça para nós».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou na relação com a seleção A.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou na relação entre os sub-21 e a seleção principal e recusou padrões ou semelhanças no estilo de jogo.
«São dois espaços que trabalham juntos, que são ligados e que querem também proximidade. E é importante haver essa proximidade entre a seleção A e a Sub-21. O mister [Roberto] Martínez e a equipa técnica têm sido fantásticos no apoio que dão à nossa equipa e no acompanhamento que fazem. Muito, muito, muito próximos. Acredito que isso tem sido uma mais-valia para nós, essa comunicação. Mas não há aqui comparações. Aqui tenta-se dar o máximo para uma geração que está no seu momento de sub-21. Lá é o alto patamar do nosso futebol. Nós aqui queremos prepará-los em tudo para podermos ir vendo estes jovens na seleção A. Com mais velocidade ou menos velocidade, isso vai ser natural».
«Não faz sentido haver esse tipo de padrões nem de semelhanças, na minha opinião. Há um estilo de jogo português, que é transversal, dos sub-15 à seleção A e que é facilmente identificável. Uma equipa que quer atacar, quer marcar golos, quer ser ofensiva, quer ter maior domínio, porque tem talento, tem qualidade e tem jogadores para isso também. Queremos que as relações tenham isto. A seguir, as gerações têm os seus pontos fortes. Se eu tiver três pontas de lança a jogar a um nível Champions, eu tenho que jogar com um ou com dois na minha geração. Se eu tiver quatro extremos a jogar Champions, os extremos são importantes por fora. Penso que já me fiz entender. Se eu tiver uma geração com quatro centrais a jogar competições europeias constantemente e dos melhores da Europa, se calhar tenho que jogar com dois ou com três. Se calhar tenho que ir ao terceiro. É beneficiar o talento que temos. Beneficiar, dar palco ao talento que temos. Esse é o nosso objetivo. É formar para todas as posições, mas beneficiando aquelas que ainda têm mais talento».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 olhou para Rodrigo Mora e Geovany Quenda.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador destacou a qualidade de Rodrigo Mora e Geovany Quenda.
«É importante, mas não depende unicamente deles. A responsabilidade que eles têm, os outros têm também. Eles têm de estar leves na seleção, têm de estar motivados. Eles estão dentro de um grupo, onde eles têm as suas características, as suas capacidades, as suas qualidades, o seu talento, a sua magia, são admirados, são seguidos. Mas aqui dentro, todos são importantes. Eles têm essa importância como os outros também têm essa importância. Só têm que trazer o melhor deles acima dando o máximo. Se derem o máximo com a qualidade que têm, acredito que as coisas possam correr bem e depois são reconhecidos a seguir. Não vale a pena pormos um peso demasiado grande nesta juventude. Esta juventude precisa de respirar, precisa de alegria, precisa de paixão, precisa daquilo que os fez chegar onde chegaram. O acarinhar, não é o exigir, exigir, exigir. O acarinhar é dar-lhes apoio e libertá-los, apoiando-os. Libertá-los, exigindo, sim, atitude e compromisso. Nesse sentido, temos de ser muito exigentes, mas não têm obrigações de chegar aqui e fazer tudo. A equipa é que tem que conseguir tudo e eles têm que querer ajudar em tudo».
«Não vamos confundir. Eu acho é que estes jogadores, para renderem ao máximo, precisam disto. Nós já estamos no futebol profissional. Estes jogadores são todos profissionais. A exigência aqui é ganhar ou ganhar. Não há muito espaço. A gente tem que ser qualificados e temos que representar Portugal. Em alguns deles, estamos a falar de jogadores de seleção A. Agora, para eles renderem, não é isto que interessa. O que interessa para eles renderem é eles perceberem que estão num grupo. Têm que estar felizes, têm que estar soltos, alegres, tranquilos e não vai passar tudo por eles. Passa tudo pela equipa. Eles vão ser mais uns que vão ter que dar o máximo para que a eles também corra bem. Mas, se não forem eles, vão ser outros. A responsabilidade não é em dois ou três, é de todos. A responsabilidade tem que ser partilhada por todos. E a alegria de visitar Portugal é, de igual forma, partilhada por todos».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou nos sub-17 campeões da Europa e do Mundo.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador olhou para a geração dos sub-17, campeã da Europa e do Mundo, e destacou a sua qualidade, numa altura em que Daniel Banjaqui já se estreou pelos sub-21.
«Nós estamos a acompanhar o trajeto. Sabemos que é importante dar-lhes oportunidades porque acreditamos que aquela geração de sub-17, que é campeã do mundo, no futuro pode dar alguns jogadores à Seleção A. Mas para isso precisa de haver aposta. Foram campeões do mundo naquela idade e não podemos achar que não aconteceu nada. Aconteceu alguma coisa extraordinária, única e que precisa continuar a ser estimulada. Nós, sub-21, estamos cá para observar e para dar-lhes o estímulo, dentro daquilo que são os nossos objetivos e dentro daquilo que vai ser o trajeto deles. Puxámos agora o Banjaqui que está a ter um rendimento muito alto connosco, que é a realidade, e mostra que está preparado. Acredito que possa haver mais, um ou dois, vamos ver no futuro também. Neste ciclo não vai haver muitos, mas pode haver mais um caso ou outro».
«Eu não penso na idade, eu penso na qualidade deles, penso no que a gente acredita que eles podem atingir também no futuro. Não há essa situação de idade. Claro que estamos num período de formação, ou seja, de 17 para 21, ou de 18 para 22 são quatro anos numa idade muito jovem. É diferente de 24 para 28, 28 para 32. Estamos numa fase em que estavam a jogar sub-19 e queremos pô-los no profissional, no patamar de Primeira Liga, de boa Primeira Liga. Têm que andar rápido, tem que evoluir rápido, tem que mostrar que estão preparados. O Daniel Banjaqui tem provado isso, nos jogos que tem feito».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou de Mateus Mané e Fábio Baldé.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou da questão dos jogadores naturalizados por Portugal e deu exemplos de
«É muito importante. Nós temos na Federação um gabinete totalmente de scouting e prospeção, que vai pontuando determinados jogadores e acompanhando a situação deles familiar, pessoal e vontade de representarem Portugal. Depois há ou não o nosso interesse e há ou não o interesse do outro lado. Nós queremos conjugar tudo: O nosso interesse, a qualidade deles e o interesse deles para poderem vir. Mas há um acompanhamento, sim. Há um acompanhamento e há um triar. Temos o caso do Fábio Baldé, que ontem marcou em Toulon. Temos a questão do Mathys de Carvalho também, que estamos a acompanhar, no Lyon. Temos agora o Saviolo, que optou por Portugal, o Mateus Mané. São os casos mais visíveis, mas daí para baixo, também nos sub-19, sub-20, há um acompanhamento de vários jovens e a chamada deles».
«E o inverso? Não, não há [trabalho especial]. É a vontade deles. Estamos sempre dependentes da vontade deles, não é? Eles podem sentir mais o nosso país. Tivemos o caso do Fábio [Baldé], que estava nos sub-19 na Alemanha. Foi desafiado por nós para vir para Portugal e disse logo que sim, porque tinha familiares portugueses, porque tinha raízes portuguesas, porque para a família dele foi uma emoção. Ele, sendo de Portugal, na sua família, iria representar o nosso país. Fez-lhe mais sentido que continuar a representar a Alemanha. O Mateus Mané é português. Se calhar foi Inglaterra que o atraiu e nós recuperamos um português que nasceu cá e esteve cá até aos sete anos».