Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou no Mundial 2026.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador lançou o Mundial 2026 onde está a a seleção principal portuguesa.
«São as de todos os portugueses, são aquelas que nós sabemos. Vamos para um Campeonato do Mundo que é o melhor evento do mundo, seja desportivo ou não. É desejar a maior sorte, principalmente. A todos, a toda a comitiva portuguesa. Que orgulhem o povo português e, no final, todos fiquemos muito orgulhosos da nossa prestação como ficámos na Liga das Nações. Fiquei mesmo muito orgulhoso. Ainda não estava cá, mas lembro-me do orgulho que isso me deu. Espanha, Alemanha, termos conseguido levantar o troféu na Alemanha. Agora queremos os mesmos sentimentos e as mesmas alegrias, sabendo que o contexto ainda é mais difícil, mas tendo esse sonho e esse objetivo de trazer a taça para nós».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou na relação com a seleção A.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou na relação entre os sub-21 e a seleção principal e recusou padrões ou semelhanças no estilo de jogo.
«São dois espaços que trabalham juntos, que são ligados e que querem também proximidade. E é importante haver essa proximidade entre a seleção A e a Sub-21. O mister [Roberto] Martínez e a equipa técnica têm sido fantásticos no apoio que dão à nossa equipa e no acompanhamento que fazem. Muito, muito, muito próximos. Acredito que isso tem sido uma mais-valia para nós, essa comunicação. Mas não há aqui comparações. Aqui tenta-se dar o máximo para uma geração que está no seu momento de sub-21. Lá é o alto patamar do nosso futebol. Nós aqui queremos prepará-los em tudo para podermos ir vendo estes jovens na seleção A. Com mais velocidade ou menos velocidade, isso vai ser natural».
«Não faz sentido haver esse tipo de padrões nem de semelhanças, na minha opinião. Há um estilo de jogo português, que é transversal, dos sub-15 à seleção A e que é facilmente identificável. Uma equipa que quer atacar, quer marcar golos, quer ser ofensiva, quer ter maior domínio, porque tem talento, tem qualidade e tem jogadores para isso também. Queremos que as relações tenham isto. A seguir, as gerações têm os seus pontos fortes. Se eu tiver três pontas de lança a jogar a um nível Champions, eu tenho que jogar com um ou com dois na minha geração. Se eu tiver quatro extremos a jogar Champions, os extremos são importantes por fora. Penso que já me fiz entender. Se eu tiver uma geração com quatro centrais a jogar competições europeias constantemente e dos melhores da Europa, se calhar tenho que jogar com dois ou com três. Se calhar tenho que ir ao terceiro. É beneficiar o talento que temos. Beneficiar, dar palco ao talento que temos. Esse é o nosso objetivo. É formar para todas as posições, mas beneficiando aquelas que ainda têm mais talento».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 olhou para Rodrigo Mora e Geovany Quenda.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador destacou a qualidade de Rodrigo Mora e Geovany Quenda.
«É importante, mas não depende unicamente deles. A responsabilidade que eles têm, os outros têm também. Eles têm de estar leves na seleção, têm de estar motivados. Eles estão dentro de um grupo, onde eles têm as suas características, as suas capacidades, as suas qualidades, o seu talento, a sua magia, são admirados, são seguidos. Mas aqui dentro, todos são importantes. Eles têm essa importância como os outros também têm essa importância. Só têm que trazer o melhor deles acima dando o máximo. Se derem o máximo com a qualidade que têm, acredito que as coisas possam correr bem e depois são reconhecidos a seguir. Não vale a pena pormos um peso demasiado grande nesta juventude. Esta juventude precisa de respirar, precisa de alegria, precisa de paixão, precisa daquilo que os fez chegar onde chegaram. O acarinhar, não é o exigir, exigir, exigir. O acarinhar é dar-lhes apoio e libertá-los, apoiando-os. Libertá-los, exigindo, sim, atitude e compromisso. Nesse sentido, temos de ser muito exigentes, mas não têm obrigações de chegar aqui e fazer tudo. A equipa é que tem que conseguir tudo e eles têm que querer ajudar em tudo».
«Não vamos confundir. Eu acho é que estes jogadores, para renderem ao máximo, precisam disto. Nós já estamos no futebol profissional. Estes jogadores são todos profissionais. A exigência aqui é ganhar ou ganhar. Não há muito espaço. A gente tem que ser qualificados e temos que representar Portugal. Em alguns deles, estamos a falar de jogadores de seleção A. Agora, para eles renderem, não é isto que interessa. O que interessa para eles renderem é eles perceberem que estão num grupo. Têm que estar felizes, têm que estar soltos, alegres, tranquilos e não vai passar tudo por eles. Passa tudo pela equipa. Eles vão ser mais uns que vão ter que dar o máximo para que a eles também corra bem. Mas, se não forem eles, vão ser outros. A responsabilidade não é em dois ou três, é de todos. A responsabilidade tem que ser partilhada por todos. E a alegria de visitar Portugal é, de igual forma, partilhada por todos».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou nos sub-17 campeões da Europa e do Mundo.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador olhou para a geração dos sub-17, campeã da Europa e do Mundo, e destacou a sua qualidade, numa altura em que Daniel Banjaqui já se estreou pelos sub-21.
«Nós estamos a acompanhar o trajeto. Sabemos que é importante dar-lhes oportunidades porque acreditamos que aquela geração de sub-17, que é campeã do mundo, no futuro pode dar alguns jogadores à Seleção A. Mas para isso precisa de haver aposta. Foram campeões do mundo naquela idade e não podemos achar que não aconteceu nada. Aconteceu alguma coisa extraordinária, única e que precisa continuar a ser estimulada. Nós, sub-21, estamos cá para observar e para dar-lhes o estímulo, dentro daquilo que são os nossos objetivos e dentro daquilo que vai ser o trajeto deles. Puxámos agora o Banjaqui que está a ter um rendimento muito alto connosco, que é a realidade, e mostra que está preparado. Acredito que possa haver mais, um ou dois, vamos ver no futuro também. Neste ciclo não vai haver muitos, mas pode haver mais um caso ou outro».
«Eu não penso na idade, eu penso na qualidade deles, penso no que a gente acredita que eles podem atingir também no futuro. Não há essa situação de idade. Claro que estamos num período de formação, ou seja, de 17 para 21, ou de 18 para 22 são quatro anos numa idade muito jovem. É diferente de 24 para 28, 28 para 32. Estamos numa fase em que estavam a jogar sub-19 e queremos pô-los no profissional, no patamar de Primeira Liga, de boa Primeira Liga. Têm que andar rápido, tem que evoluir rápido, tem que mostrar que estão preparados. O Daniel Banjaqui tem provado isso, nos jogos que tem feito».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou de Mateus Mané e Fábio Baldé.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou da questão dos jogadores naturalizados por Portugal e deu exemplos de
«É muito importante. Nós temos na Federação um gabinete totalmente de scouting e prospeção, que vai pontuando determinados jogadores e acompanhando a situação deles familiar, pessoal e vontade de representarem Portugal. Depois há ou não o nosso interesse e há ou não o interesse do outro lado. Nós queremos conjugar tudo: O nosso interesse, a qualidade deles e o interesse deles para poderem vir. Mas há um acompanhamento, sim. Há um acompanhamento e há um triar. Temos o caso do Fábio Baldé, que ontem marcou em Toulon. Temos a questão do Mathys de Carvalho também, que estamos a acompanhar, no Lyon. Temos agora o Saviolo, que optou por Portugal, o Mateus Mané. São os casos mais visíveis, mas daí para baixo, também nos sub-19, sub-20, há um acompanhamento de vários jovens e a chamada deles».
«E o inverso? Não, não há [trabalho especial]. É a vontade deles. Estamos sempre dependentes da vontade deles, não é? Eles podem sentir mais o nosso país. Tivemos o caso do Fábio [Baldé], que estava nos sub-19 na Alemanha. Foi desafiado por nós para vir para Portugal e disse logo que sim, porque tinha familiares portugueses, porque tinha raízes portuguesas, porque para a família dele foi uma emoção. Ele, sendo de Portugal, na sua família, iria representar o nosso país. Fez-lhe mais sentido que continuar a representar a Alemanha. O Mateus Mané é português. Se calhar foi Inglaterra que o atraiu e nós recuperamos um português que nasceu cá e esteve cá até aos sete anos».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 elogiou Mateus Fernandes.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador português falou na maior fisicalidade do jogo e destacou Mateus Fernandes.
«O central moderno é um central que é muito bom com bola. Já não estamos nessa fase, na minha opinião. Estamos numa fase onde o sem bola e o com bola são muito importantes. Portanto, tendo também qualidade nos médios, que também temos, a parte defensiva dos centrais também é importante, muito importante. E penso que hoje em dia, e nós vemos as melhores equipas do mundo, o Paris Saint-Germain, o Arsenal, o Bayern de Munique são equipas com muita mobilidade, muita variabilidade no seu jogo, muitas trocas, muita criatividade, e isso também faz com que alguém tenha que sustentar isso tudo. No futebol moderno, não quer dizer que a parte com bola agora não interesse, claro que interessa, mas vemos cada vez mais muita criatividade do meio-campo para a frente. Vimos agora o Paris Saint-Germain e o Bayern Munique, um jogo onde poucas vezes se saiu a jogar. Não deixou de ser um jogo espetacular e ofensivo, mas poucas vezes as equipas arriscaram sob pressão, se repararmos. Está a mudar e ao mudar, beneficia-se a criação de centrais com a capacidade atlética, física, velocidade, posicionamento, saber estar, coordenação da linha. Depois com bola também. Na minha visão, e isto é a minha opinião e não quer dizer que haja colegas que pensem ao contrário e está tudo bem, temos que olhar para os defesas centrais na amplitude»
«Nova era da fisicalidade? Não digo uma nova era. Ontem, e pensando em fisicalidade e capacidade atlética, tínhamos o Gonçalo Moreira, e depois chegámos a ter o Mathias [de Amorim] e o Gonçalo juntos, que não são jogadores fisicamente altos, fortes e possantes. Depois tivemos também o [Geovany] Quenda, o [Carlos] Forbs e o Afonso [Moreira] Tem que haver uma mistura. Também não pode haver só jogadores deste ADN mais técnico. Acho que é preciso uma mistura. O Mateus [Fernandes] é um jogador mais completo na perspectiva física e técnica e eu penso que o futebol moderno tem que evoluir um bocado para isto. Físico e técnico».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 olhou para a importância de trabalhar as áreas.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador olhou para a falta de defesas centrais e pontas de lança na formação portuguesa e apontou razões, nomeadamente o treino focado nas áreas.
«Temos um guarda-redes que está a jogar na Segunda Liga, um central que está a jogar na Segunda Liga, um lateral esquerdo que está a jogar na Segunda Liga, um lateral direito que está a jogar na Segunda Liga. O nosso ponta de lança não, seja um ou seja outro, mas às vezes não se está a apostar tanto nos jogadores em determinadas posições. Mesmo pontas de lança há poucos a jogar na Primeira Liga. Essa falta de aposta nessas posições faz com que, se calhar, médios conseguimos apontar aqui 12 ou 13 que podem jogar nos sub-21 com rendimento alto e se calhar avançados apontamos 6 ou 7, se calhar centrais apontamos 6 ou 7. Há qualidade, não há quantidade, porque também não estão a chegar a contextos muito altos. Penso que não é uma questão de qualidade, é uma questão de aposta e de oportunidade. Temos agora o Chermiti, que foi para o Rangers, e tem 15 golos no Rangers. O [Rafael] Nel fez agora uns golos também na Liga dos Campeões, o Rodrigo Ribeiro fez dois golos na Alemanha, o [Gustavo] Varela fez seis ou sete na oportunidade que teve na Primeira Liga. As oportunidades têm que surgir nessa posição também. Eu penso que o treino em Portugal também tem que ser mais focado nas áreas, sinceramente. Olhando em retrospectiva para o que fiz em alguns momentos da minha carreira e para o que ando a fazer nos últimos tempos, é olhar muito mais para as áreas, seja a defender ou atacar. É nas áreas onde se resolvem os jogos e acho que o nosso treino tem que evoluir para as áreas, honestamente».
«Acho que na formação é importante trabalhar nas áreas. As áreas é onde se definem os jogos. Nós temos médios e extremos porque também temos um treino muito orientado para o drible, para a posse, para a qualidade técnica, mas depois, tudo o que se passa dentro das áreas, tudo o que é contacto nas áreas, tudo o que é desmarcação nas áreas, tudo o que é capacidade física nas áreas e os primeiros toques nas áreas, de esquerda, de direita, de confronto no ar, o ataque à bola, a desmarcação, o contra-movimento na área, estes princípios… Olhando para a escola portuguesa tradicional de que eu faço parte, penso que nós, treinadores portugueses no geral, temos cada vez mais de olhar para as áreas, porque temos que formar grandes centrais e temos que continuar a formar grandes pontas de lance. Fazem falta ao nosso futebol. Nós olhamos para a Primeira Liga e não temos defesas centrais [portugueses sub-21] a jogar regularmente. Pontas de lança a jogar regularmente, temos o Varela, que começou a jogar mais na segunda parte da época, mas não há muitos. Guarda-redes, tivemos o André [Gomes] no Alverca. E penso que há qualidade em todos os setores».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 destacou valorização dos jogadores.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador destacou os pontos centrais do trabalho tático realizado e olhou para a importância da valorização dos jogadores.
«A finalização é uma das coisas que trabalhamos muito, tal como a capacidade dos jogadores criarem oportunidades de golo, seja em transição ofensiva, seja em ataque organizado, seja na bola parada. São coisas a que damos mesmo muita importância. Sabemos que, na qualificação, temos adversários mais defensivos, com menos qualidade para nos causar problemas com bola, então apostamos muito na parte ofensiva, da reação à perda, dos equilíbrios, mas também nos desequilíbrios que podemos provocar em 1×1, criar situações de 2×1, preencher a área com muita gente. São tudo coisas que trabalhamos na seleção no pouco tempo que temos. Damos muita atenção a isso e depois também o trabalho da linha defensiva e a coordenação coletiva na pressão. Eles também têm muita cultura tática. Estes jogadores têm muita cultura tática e em pouco tempo apanham o que é para fazer. O importante é passar bem a mensagem e depois eles estarem motivados para executá-la. É isso que tem acontecido e se calhar sempre aconteceu».
«Valorizar talento? Dando-lhe o contexto certo, na minha opinião. Para nós vermos a qualidade individual é preciso que ela esteja no sítio certo. Meter os jogadores onde se sentem mais confortáveis ajuda, meter os jogadores onde eles acreditam que são bons ajuda e dar-lhes liberdade de ação e não ser demasiado estanque. Principalmente isso, dando liberdade a quem precisa de liberdade, dando contexto de 1×1 a quem precisa de 1×1, dando contexto de jogar de frente para o jogo a quem precisa jogar de frente para o jogo, meter entre linhas quem gosta e tem qualidade para jogar entre linhas. É dando um contexto em que eles se sintam bem nos seus papéis».
«Nos jogadores há uma ordem clara, e quem vê os nossos jogos percebe a ordem que nós temos em termos de organização do jogo e em termos de posicionamentos. Agora, quando eu digo que há uma liberdade, é uma liberdade criativa, uma liberdade para arriscar. Ontem vimos vários 1×1 no jogo, também vimos 2×1 a ser criados, portanto é isso que nós queremos. É um futebol coletivo com soluções e combinações. Vimos o [Gonçalo] Moreira para o [Daniel] Banjaqui dar o penálti, vimos o Quenda numa jogada mais individualizada. Há esta liberdade e soluções individuais e coletivas que nós queremos com os nossos posicionamentos criar e os jogadores decidirem em função disso. Sempre que estamos no treino, estamos a estimular estas interações com os vários jogadores que vamos tendo. Nós temos em Portugal muita qualidade nas alas. Muita qualidade nas alas, nos extremos, temos mesmo muita qualidade, médios com muita qualidade, portanto acabamos por ter que beneficiar este palco e estes jogadores que já estão a um nível elevado. Depois, todos os outros também têm que estar bem perfilados para renderem ao máximo e podermos usufruir deste coletivo».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 olhou para o Europeu da categoria.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou na importância dos títulos e colocou o foco no apuramento para o Euro Sub-21 2027.
«Eu penso que os títulos são sempre memoráveis. Nós andamos no futebol para ter boas memórias, para ter boas sensações. Ser campeão de algo traz sentimentos únicos. Portanto, nós vamos querer a qualificação, que ainda não está garantida, e os estágios de setembro e outubro são fundamentais para nós garantirmos a qualificação. Esse é o primeiro grande desafio, e temos que estar a 1.000%, porque todos querem lá estar e nós queremos lá estar. Obrigatoriamente queremos lá estar. A partir daí é pensar no Europeu. Chegando ao Europeu, e estando confirmada essa presença, que ainda não está, vamos querer ganhar. Há outras seleções que vão querer ganhar, vai ser uma competição muito, muito acérrima. Se fosse fácil, fazíamos isso naturalmente. Não é fácil. No entanto, não fugimos ao objetivo, e não fugimos ao sonho que temos. Para isso precisamos de todos muito envolvidos. Todos os jogadores têm que estar muito envolvidos neste objetivo comum».
Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou da subida de jogadores ao escalão principal.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador olhou para os jogadores que já foram chamados à seleção A.
«Em relação à seleção A, para nós, é um orgulho e uma alegria quando eles são chamados. Temos o Mateus, o Carlos Forbs, o Quenda, o Rodrigo Mora e o João Carvalho também já treinou alguns dias. Todos os jogadores que são chamados para a seleção A, para nós é uma alegria, um orgulho. É esse o nosso objetivo também, um dos nossos objetivos. Agora, eles sabem perfeitamente que têm aqui um espaço no sub-21, que é a geração deles, e que nunca ganhámos um troféu nos sub-21. Todos temos essa ambição. Os jogadores estão consciencializados dos nossos objetivos, do nosso grupo e do nosso espaço. Eu quero que seja um espaço onde eles gostem de estar e que gostem de vir, mas tem que haver um compromisso e é preciso formar este caráter. O caráter forma-se com as adversidades, com as dificuldades, com os desafios que vão aparecendo. Penso que eles têm mostrado muito caráter quando vão à seleção A e estão ao serviço de Portugal ao mais alto patamar que podem estar. Chegando ao sub-21, eles percebem que o hino é o mesmo, a bandeira é a mesma, o sentido de responsabilidade tem de ser o mesmo. São oportunidades e palco para eles mostrarem que estão cada vez mais preparados. É dar-lhes esse palco, essa responsabilidade, motivá-los ao máximo e ajudá-los. Quando estão muito bem e quando não estão tão bem, é tentar ajudá-los.