O Real Madrid esfrega as mãos com Rafael Obrador. Lateral que trabalhou com José Mourinho no Benfica vai render dinheiro aos merengues em caso de venda.
O Real Madrid está a acompanhar de perto o dossier Rafael Obrador. O defesa foi emprestado pelo Benfica ao Torino, numa altura em que era orientado por José Mourinho, e tem o futuro em aberto.
De acordo com o AS, os merengues esperam por uma venda do lateral este mercado e olham com atenção para o interesse da AS Roma. O Torino não acionará a cláusula de opção de compra de nove milhões de euros, mas os giallorossi estão interessados e preparam uma proposta.
Do valor oferecido ao Benfica – que espera pelo menos nove milhões de euros – 50% está destinado ao Real Madrid. Esta verba, garante a mesma fonte, será importante para reforçar a estratégia preparada pelos merengues no mercado.
Recorde-se que Rafael Obrador deixou o Benfica às ordens de José Mourinho. No Torino, o lateral esquerdo de 22 anos fez 17 jogos nos quais deu três assistências e marcou um golo.
O FC Porto prepara-se para apresentar André Silva. Avançado português vai regressar aos dragões e realizará exames médicos.
André Silva vai regressar ao FC Porto. A contratação do avançado a custo zero está selada a custo zero, depois do internacional português deixar o Elche a custo zero, e o negócio vai ser oficializado ainda esta semana, de acordo com o jornal Record.
As próximas 48 horas serão marcadas pela realização de exames médicos às quais se seguirão todas as burocracias e formalidades relativas ao negócio. Depois, proceder-se-á à oficialização do segundo reforço do FC Porto para a próxima época, depois do guarda-redes João Afonso.
Internacional português por 53 ocasiões, o avançado vai regressar a Portugal e aos dragões aos 30 anos, depois de nove anos fora, repartidos por sete clubes distintos. Ao serviço do Elche, o ponta de lança marcou 10 golos em 32 jogos.
Recorde-se que, além de André Silva, o FC Porto planeia avançar para a contratação de mais um ponta de lança para juntar a Samu Aghehowa, a recuperar de lesão.
Ainda assim, a continuidade no plantel encarnado não é uma certeza, sendo essa uma decisão a ser tomada por Marco Silva. Com este cenário em dúvida, o jornal Record garante interessados e sondagens pelo português.
De Espanha, Escócia, Polónia, Inglaterra e EUA já chegaram clubes interessados no passe do extremo. Destes, já há um nome conhecido: o Espanyol sondou a possibilidade de contratar o jogador.
Na última época, Tiago Gouveia foi emprestado ao Nice, não tendo vista acionada a opção de compra de oito milhões de euros. Em França, o extremo de 24 anos fez 25 jogos e marcou dois golos.
O Real Madrid vai reforçar o plantel às ordens de José Mourinho. Ibrahima Konaté e Denzel Dumfries estão confirmados por Florentino Pérez.
Florentino Pérez foi eleito presidente do Real Madrid com 65% dos votos e vai continuar o seu projeto à frente dos merengues. Este, na próxima época, será liderado por José Mourinho, que já conhece dois reforços.
Na campanha, o presidente do Real Madrid deu garantias de ter fechado dois reforços que deverão ser oficializados nos próximos dias: Ibrahima Konaté, defesa central francês que chegará a custo zero depois de terminar contrato com o Liverpool, e Denzel Dumfries, lateral direito neerlandês que vem do Inter Milão por 20 milhões de euros.
Depois de levantar o troféu da Primeira Liga em 2025/26, o FC Porto prepara a nova temporada com cinco jogadores em final de contrato.
O FC Porto planeia a próxima temporada, depois de ser sagrado campeão nacional em 2025/26. Na nova campanha, os dragões terão de tomar decisões sobre cinco jogadores que entram no último ano de contrato: Cláudio Ramos, Zaidu, Stephen Eustáquio, Samuel Portugal e Gabriel Verón.
Cláudio Ramos e Zaidu foram os únicos da lista a passar toda a época ao serviço do FC Porto. O defesa-lateral nigeriano participou em 26 jogos, registando um golo e uma assistência e o guardião português alinhou em apenas cinco jogos, nos quais sofreu seis golos.
Depois de passar a primeira metade da temporada no Dragão, Stephen Eustáquio rumou ao LAFC por empréstimo e pode vir a ser uma das vendas planeadas pela SAD liderada por André Villas-Boas. O mesmo se aplica a Samuel Portugal e Gabriel Verón, que foram cedidos por empréstimo e não chegaram a ter uma oportunidade durante a época.
Marco Silva vai ser o novo treinador do Benfica. Vincenzo Italiano e Andoni Iraola foram equacionados pela estrutura, mas o escolhido foi o português.
A vitória de Florentino Pérez nas eleições do Real Madrid confirmou os próximos passos do Benfica: José Mourinho rumará aos merengues e, em sentido contrário, Marco Silva será o seu substituto nos encarnados.
De acordo com o jornal O Jogo, o treinador português ex-Fulham foi a escolha da estrutura do Benfica, superando dois treinadores estrangeiros: Vincenzo Italiano, ex-Bolonha, e Andoni Iraola, ex-Bournemouth.
Francesco Farioli aproveitou as férias de verão para recordar FC Porto. Técnico confessou-se entusiasmado pelo regresso aos trabalhos.
Francesco Farioli recorreu ao Instagram para deixar uma mensagem aos adeptos do FC Porto. Treinador italiano está de férias, tal como o restante plantel, e falou destes momentos e do sentimento de pertença.
«Pela primeira vez em oito anos, estou a desfrutar verdadeiramente de umas férias de verão a sério. Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, sei exatamente o quanto estou entusiasmado com o que me espera quando regressar», destacou o treinador azul e branco.
O FC Porto sagrou-se campeão nacional na última temporada, com um título conquistado a três jornadas do fim. A próxima época trará o regresso da Champions League ao Estádio do Dragão e arrancará, com a pré-temporada, no dia 1 de julho.
Eis a mensagem de Francesco Farioli na íntegra:
«No lugar certo, na altura certa, com as pessoas certas.
Pela primeira vez em oito anos, estou a desfrutar verdadeiramente de umas férias de verão a sério. Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, sei exatamente o quanto estou entusiasmado com o que me espera quando regressar.
Olival, Dragão, Porto e Portistas.
As pessoas, o ambiente, os desafios diários, a ambição, a responsabilidade. Tudo o que me dá a energia, a motivação e o entusiasmo para fazer este trabalho ao mais alto nível, todos os dias.
Se nasceste no Porto, nasceste portista.
Se nasceste noutro lugar, aprendes a tornar-te portista através das pessoas que lideram esta comunidade pelo exemplo, que protegem os seus valores e que a alimentam todos os dias com paixão, dedicação e amor.
Esta época trouxe-nos um troféu, mas a conquista mais valiosa é o sentimento de pertença, a cultura, a união e os padrões que construímos juntos ao longo do caminho.
Em novembro de 2025, Florentino Pérez anunciou o plano de convocar tal referendo, mas não providenciou muitos detalhes sobre como funcionará esta venda:
«Continuaremos a ser um clube de sócios, mas devemos criar uma filial na qual os 100 000 sócios do Real Madrid mantenham sempre o controlo absoluto. Nessa base, essa filial poderia simplesmente incorporar uma participação minoritária, por exemplo, de 5% de um ou vários investidores comprometidos a muito longo prazo e dispostos a contribuir com recursos próprios. (…) Vou atribuir a propriedade económica aos 100 000 sócios. Ser adepto do Real Madrid deixará de ser apenas uma questão sentimental; passará a ser também ser proprietário do clube, para toda a vida. Quem comprar 5 % do Real Madrid não vai mandar, mas vai associar-se a uma marca como a nossa».
Os estatutos do clube explicam a percentagem de voto que o presidente necessitará de juntar para o projeto ser aprovado:
«Tendo em conta os objetivos do Real Madrid Club de Fútbol e a sua natureza jurídica, a sua transformação, fusão ou extinção só poderá ocorrer mediante decisão tomada por maioria absoluta dos sócios com direito a voto, num referendo convocado para o efeito pela Assembleia Geral Extraordinária».
Desta forma, os sócios do Real Madrid têm ainda uma decisão de grande peso para o futuro do clube nas mãos.
José Mourinho vai ser o novo treinador do Real Madrid. Nos últimos dias, quatro portugueses foram colocados na rota dos merengues.
Com a vitória de Florentino Pérez nas eleições do Real Madrid, José Mourinho será apresentado como novo treinador dos merengues. O próximo passo é a delineação do plantel, sendo esperado um verão com vários reforços ao clube.
Nas últimas semanas, vários nomes foram colocados na rota merengues, entre os quais quatro internacionais portugueses, todos para o meio-campo.
Eis os quatro portugueses apontados ao Real Madrid:
O ténis feminino adora surpreender. Mas mesmo num circuito habituado ao imprevisível, poucos imaginariam que a final de Roland Garros seria disputada entre Mirra Andreeva e Maja Chwalinska.
Uma menina prodígio anunciada há vários anos na tenista russa com apenas 19 anos recém cumpridos, mas com imensa margem de progressão, sendo que este Roland Garros não terá sido seguramente o único título na carreira desta brilhante tenista, chamada a deixar a sua marca neste desporto tão apaixonante.
Do outro lado, uma qualifier que entrou no torneio sem estatuto, sem pressão e sem qualquer expectativa mediática. Uma jogadora que depois de derrotar a tenista da casa Diana Parry na quarta ronda do certame francês, admitiu que não sabia se teria dinheiro para pagar um hotel na segunda semana do torneio.
Apesar da derrota, a tenista polaca sai deste torneio com vários motivos para sorrir e com a confiança reforçada, ela que parou de competir durante vários anos por questões relacionadas com a sua saúde mental, tendo superado uma depressão.
A primeira tenista vinda da fase de qualificação (que havia ganho em Abril deste ano o WTA 125 de Oeiras) a disputar a final de Roland Garros, sai de Paris com o bolso recheado de mais de um milhão de euros, e já com várias propostas de patrocinadores.
Entrou no torneio como a nº 114 mundial, e galga quase 100 (!) posições no ranking, estabelecendo-se como a nº 21 mundial quando o ranking for atualizado na próxima segunda-feira. Uma ascensão impressionante numa tenista com vários recursos (apesar da sua baixa estatura) para fazer uma boa temporada em relva e quem sabe, também chegar às rondas finais de Wimbledon.
No final, foi a jovem russa Mirra Andreeva a erguer o troféu. Esta edição do torneio feminino de Roland Garros ficará para a história pelas duas protagonistas que chegaram ao último sábado parisiense.
Mirra Andreeva conquistou o primeiro Grand Slam da carreira e fê-lo com uma autoridade quase insultante. A russa perdeu apenas um set durante toda a competição e apresentou um nível exibicional digno das maiores campeãs da modalidade.
A final foi apenas mais uma demonstração do seu enorme potencial. Variou ritmos, controlou as trocas de bola, mostrou maturidade emocional muito acima da idade e dominou grande parte do encontro.
Chwalinska é uma jogadora com um estilo de jogo muito peculiar, “puxando” várias vezes as adversárias à rede, fruto do seu excelente toque de bola, mas Andreeva é muito rápida, e também ela tem um talento inato para jogar ténis.
A receita de uma esgotada Maja Chwalinska (ninguém disputou mais jogos do que ela nesta edição) não foi suficiente para uma muito focada e sempre muito presente Mirra Andreeva, com uma clarividência muito grande ao longo de todo o encontro.
O único momento de hesitação surgiu quando serviu a 5-1 para fechar o título. Uma pequena tremideira perfeitamente compreensível para uma adolescente que estava a poucos pontos de conquistar o título mais importante da sua carreira até ao momento. Mas mesmo aí, encontrou soluções. Porque os grandes campeões também se definem pela forma como reagem aos momentos de pressão. E Andreeva reagiu como uma campeã, quebrando o serviço de Chwalinska em branco, garantindo assim o seu tão desejado primeiro título de Grand Slam.
Não é possível dissociar esta vitória da tenista russa, do nome da sua treinadora Conchita Martínez, que já havia feito um excelente trabalho com a antiga tenista espanhola Garbiñe Muguruza, conduzindo-a dois títulos do Grand Slam em Roland Garros e em Wimbledon (derrotando as campeoníssimas Serena e Venus Williams na final respetivamente), e a outras duas finais, uma em Wimbledon e outra no Open da Austrália.
A treinadora espanhola é a timoneira ideal para guiar Andreeva, a quem já vimos por diversas vezes (fruto do seu temperamento e juventude) chorar durante as partidas, e desabar emocionalmente quando perde um jogo no qual se sente favorita e melhor do que a sua oponente. Conchita é a calma na tormenta, e isso mesmo reconheceu a tenista cazaque na cerimónia de entrega de troféus.
A verdade é que o triunfo da russa representa muito mais do que uma simples vitória num Grand Slam. Representa a confirmação de algo que o circuito já suspeitava há bastante tempo: o ténis feminino encontrou uma das suas próximas dominadoras.
Mas se Andreeva era uma candidata ao estrelato, a presença de Maja Chwalinska na final desafia qualquer lógica. A polaca escreveu uma das histórias mais improváveis da história recente de Roland Garros.
Construiu uma caminhada absolutamente memorável e deixou lampejos de uma tenista genial. Ficará na retina todo o virtuosismo do seu ténis e o seu sorriso contagiante. Pelo caminho deixou para trás nomes como Zheng Qiwen (campeão olímpica em título, ganhando precisamente na terra batida de Paris, e que já foi top 4 mundial), Elise Mertens, Maria Sakkari, Anna Kalinskaya, e Diana Shnaider.
Curiosamente, foi precisamente contra Shnaider que produziu uma das exibições mais importantes da carreira. Ao derrotar a russa, impediu uma final entre duas melhores amigas e parceiras habituais de pares.
Mas a sua campanha merece ainda mais destaque quando analisamos o contexto. Chwalinska perdeu apenas um set durante todo o torneio até chegar à final, contra a grega Maria Sakkari. Num quadro recheado de cabeças de série, foi avançando ronda após ronda, alimentando um conto de fadas que parecia impossível.
E talvez o mais extraordinário seja perceber que chegou à final sem nunca dar sinais de que a ocasião era maior do que ela. Jogou sempre de igual para igual. Sem medo. Sem complexos. Sem estatuto, até que o seu físico e a superior qualidade de Andreeva impediram o seu conto de fadas.
Enquanto Andreeva e Chwalinska brilhavam, o torneio foi ficando marcado por uma sucessão de quedas inesperadas. Iga Swiatek, quatro vezes campeã em Paris e considerada por muitos a rainha da terra batida, ficou pelo caminho nos oitavos-de-final contra a ucraniana Marta Kostyuk, que nunca lhe havia ganho sequer um set nos outros quatro encontros disputados entre ambas.
A ucraniana atingiu pela primeira vez as meias-finais de um Grand Slam, e apesar de ter passado completamente ao lado da ocasião (fazendo uma exibição paupérrima contra Mirra Andreeva, numa reedição da final do WTA 1000 de Madrid, ganha pela tenista de Kiev), fez um torneio fantástico e interrompeu uma série incrível de 17(!) vitórias consecutivas sob o pó de tijolo.
A norte-americana Coco Gauff protagonizou uma das maiores desilusões da competição ao cair logo na terceira ronda diante de Anastasia Potapova, russa de nascença, mas recentemente naturalizada austríaca. Nem sempre vai ganhar Grand Slams apostando que a sua adversária falhe mais. Coco vai ter de melhorar todos os capítulos do seu jogo, principalmente o serviço e a pancada de direita, onde muitas vezes apresenta um nível sofrível.
Jessica Pegula (número cinco mundial) foi eliminada na ronda inaugural pela australiana Jessica Birrell, jogadora fora do top 80 mundial.
A talentosíssima tenista checa Karolina Muchova caiu na terceira ronda perante Jil Teichmann, fora do top 100, onde chegou a dispor de 5-1 no segundo set, para poder conduzir o jogo a uma terceira e decisiva partida. Perdeu os seis jogos seguintes, e foi sem dúvida uma das grandes desilusões do torneio.
E a vencedora do Australian Open Elena Rybakina também não resistiu à imprevisibilidade desta edição, despedindo-se na segunda ronda perante Yuliia Starodubtseva.
Mas nenhum colapso foi tão simbólico quanto o de Aryna Sabalenka. A número um mundial e finalista na edição transacta, deixou emergir fantasmas do passado, voltou a ser traída pelos nervos num dos momentos mais importantes da temporada. Com set e duplo break de vantagem (4-1), além de 30-0 no seu serviço, parecia ter o apuramento para as meias-finais perfeitamente controlado. Não teve.
O vento fez acto de presença, a confiança desapareceu e o jogo fugiu-lhe completamente das mãos. Sabalenka perdeu esse set por 7-5 e acabou por sofrer um devastador 6-0 na terceira partida diante de Diana Shnaider.
Uma quebra emocional difícil de compreender numa jogadora do seu estatuto e experiência, que admitiu querer deixar o ténis na conferência de imprensa após o final do seu encontro dos quartos-de-final, devendo sempre contextualizar que essa declaração está carregadíssima de uma enorme frustração e incredulidade perante um cenário no qual já se viu (incompreensivelmente) por diversas vezes.
No final de tudo, porém, Roland Garros encontrou a sua grande vencedora. Mirra Andreeva chegou a Paris como uma promessa. Saiu de Paris como campeã de Grand Slam.
Mas esta edição será também recordada pela extraordinária aventura de Maja Chwalinska, uma qualifier que desafiou probabilidades, rankings e expectativas para chegar onde nenhuma outra tinha chegado.
Uma conquistou o troféu. A outra conquistou os corações dos adeptos. E ambas ajudaram a escrever uma das edições mais inesperadas e fascinantes da história recente de Roland Garros. Mirra Andreeva confirmou o génio, Maja Chwalinska desafiou a lógica.