Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Carta Aberta a João Matos

Diogo Janeiro Oliveira · 2 min

Carta  Aberta a João Matos
Foto: Sporting Clube de Portugal

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A visita do Sporting ao pavilhão da Burinhosa, no último fim de semana, trouxe um duro revés para a equipa do futsal leonino.

O internacional português fraturou um dedo do pé e vai falhar os decisivos jogos do play-off do campeonato nacional desta temporada. Sendo assim, será operado e só voltará na próxima época, esperemos que novamente com o escudo de campeão ao peito.

Capitão, todos os sportinguistas têm confiança que trarás de novo o escudo de campeão ao peito. Mesmo que o Caio Japa ou até o Djô tenham de jogar mais minutos na tua função em campo, maioritariamente a de fixo, seremos campeões. És uma baixa muito grande na nossa equipa e um dos nossos pontos fortes.

João, és dos poucos que pode beijar o símbolo como os adeptos fazem
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Já admitiste publicamente que não és o mais tecnicista dos jogadores, nem o mais goleador ou o mais habilidoso, mas és o mais guerreiro nesta equipa, o que mais sente o clube e o coloca acima de tudo na hierarquia de interesses. E que falta nós temos disso neste momento de circo no nosso clube.

Após cinquenta jogos nesta época, entre seleção e clube, tiveste este grande azar mas vais estar no Pavilhão João Rocha a levantar novamente a taça de campeão nacional, que será a oitava do currículo. E espero que tenhas o presidente Bruno de Carvalho a correr para junto de ti, para festejar esse título quando o vencermos.

És um dos maiores e cada vez menos (em quantidade) ídolos que temos no nosso clube. Sempre representaste o Sporting com todo o esforço, dedicação e devoção como manda o lema do clube. E felizmente já tiveste a glória de conquistar vinte taças com o leão rampante ao peito. Ainda vais a tempo de ganhar mais umas dez ou quinze, espero eu. Seria bom sinal para todas as partes: para ti, para o clube e para os próprios adeptos.

Esperamos pelo teu regresso e espero estar no pavilhão para aplaudir esse mesmo regresso, grande capitão!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Diogo Janeiro Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.