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5 jogadores que passaram por Liverpool FC e Arsenal FC no século XXI

Miguel Simões · 6 min

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Está aí à porta o pontapé de saída da temporada 2020/21 no futebol inglês, com Liverpool FC e Arsenal FC prestes a disputarem a Supertaça Inglesa no mítico Wembley Stadium.

De um lado, o clube que se voltou a sagrar campeão três décadas depois desde a última vez. Do outro, a equipa que venceu o segundo troféu mais importante do país (a Taça Inglesa), ao derrotar o Chelsea FC por 2-1, há quase um mês.

Para recordar a última vez que os dois emblemas se defrontaram na final de um troféu, é preciso recuar, precisamente, até à Supertaça Inglesa de 2002, altura em que os gunners levaram a melhor sobre os reds. Nas duas ocasiões anteriores a contar para a mesma competição, tinha sido o Liverpool a levar o troféu para casa.

O emblema de Anfield entrou no século XXI como sendo o segundo clube com mais supertaças no seu palmarés, logo a seguir ao Manchester United FC. Contudo, a formação da capital foi reduzindo a diferença que tinha (que era de três taças) e, neste momento, Liverpool e Arsenal encontram-se “empatados” nesse registo, ambos com 15 troféus na competição. Por isso, este duelo irá desempatar e isolar um dos clubes como sendo o segundo neste ranking.

Contudo, a longa História (e rivalidade!) entre estes dois clubes não se faz só de títulos ou confrontos diretos, mas também de atletas que vestiram ambas as camisolas. Na antevisão ao duelo decisivo, apresentamos uma lista de cinco jogadores que passaram por Anfield e pelo Emirates no presente século.

5.

Alexander Manninger – Começamos, provavelmente, pela história com o final mais inesperado de todos. Depois de se formar e destacar no futebol austríaco, Alex Manninger rumou a Inglaterra para representar o Arsenal como suplente de David Seaman, em 1997/98.

Nessa época, o clube londrino ganhou tudo o que tinha a ganhar em solo inglês e, para isso, muito contribuiu o internacional austríaco, que foi sendo titular nos jogos das taças e teve ainda a oportunidade de se estrear na Liga Inglesa (com seis jogos seguidos sem sofrer) na sequência da lesão do guarda-redes principal. Nos anos subsequentes, fez ainda a sua estreia nas competições europeias, algo que não impediu o seu empréstimo à ACF Fiorentina, em 2001.

Os anos passaram, Manninger passou por diversos emblemas do campeonato italiano (como a Juventus FC, onde se sagrou campeão) e ainda por Red Bull Salzburg e FC Augsburg. E foi então que, com 39 anos, no verão de 2016, assinaria um contrato de curta duração com o Liverpool, onde nunca passou do banco de suplentes e acabaria por se retirar meses depois.

4.

Jermaine Pennant – Após a aquisição recordista de um jovem por dois milhões de euros ao Notts County FC, seria de esperar que o avançado inglês (internacional sub-21 por diversas ocasiões) pudesse ser uma aposta mais ativa e regular de Arsène Wenger…mas isso nunca aconteceu.

Esteve no Arsenal entre 1999 e 2005 (contando com empréstimos pelo meio a Watford FC e Leeds United FC) e nunca se afirmou, ao ponto de ter feito apenas três golos em 26 jogos ao serviço dos gunners. Ainda assim, mesmo tendo sido pouco utilizado, foi lá que conquistou 11 dos 12 títulos que conta no seu palmarés.

Mudou-se para o Birmingham City FC por uma temporada e meia, onde jogou muito e marcou pouco, algo que não impediu o Liverpool de chegar à frente com 9 milhões para o contratar no verão de 2006. Realizou 80 jogos em três temporadas e marcou apenas…três golos, tendo depois tentado a sua sorte noutros clubes ingleses de menor dimensão, mas sem faro de golo. É caso para dizer que chegou com selo de promessa a dois icónicos emblemas…e nunca vingou.

3.

Yossi Benayoun – Contando com passagens pelos campeonatos espanhol e israelita (de onde é natural), o avançado chegou a Inglaterra com 25 anos para assinar com o West Ham United FC, onde não marcou muitos golos, mas destacou-se ao ponto de ver o Liverpool interessado na sua contratação no verão de 2007.

Em três temporadas ao serviço dos reds, fez 134 jogos, marcou 29 golos, rubricou grandes exibições (inclusive na Liga dos Campeões), mas não conquistou títulos. E foi então que o Chelsea de Ancelotti ofereceu sete milhões de euros pelo jogador, que assinou por três temporadas, mas que pouco jogou.

E onde é que entra o Arsenal no meio desta história? Foi pela via de um empréstimo na temporada de 2011/12, já no último dia da janela de transferências, que o atleta israelita seguiria para o clube do Emirates e se tornaria numa opção mais regular para Wenger, tendo feito 25 jogos e marcado seis golos.

2.

Kolo Touré – Na temporada de 2001/02, de forma surpreendente, o Arsenal foi “pescar” ao campeonato costa-marfinense, pagando 185 mil euros ao ASEC Mimosas por um jovem que andava a dar nas vistas em solo africano e que disputaria mais de 300 jogos nos gunners.

Em oito temporadas, Kolo Touré surpreendeu tudo e todos. Chegou como trinco, foi adaptado a lateral-direito e, mais tarde, Wenger tratou de o fixar no eixo da defesa. Marcou golos, evitou outros, realizou grandes exibições ao lado do central Sol Campbell e revelou ser decisivo nas conquistas do Arsenal na altura, desde as taças aos campeonatos.

O internacional costa-marfinense contribuiu ainda para avolumar os cofres do Emirates com a transferência para o Manchester City FC por 18 milhões. Os anos passaram, o contrato terminou e o defesa mudou-se para o Liverpool em 2013, onde nunca conseguiu agarrar a titularidade. Despediu-se de Inglaterra com uma final da Liga Europa perdida e terminaria a carreira na época seguinte no futebol escocês, em 2016/17, com a camisola do Celtic FC.

1.

Alex Oxlade-Chamberlain – E eis que chegamos ao único jogador desta lista ainda no ativo. Depois de ter dado nas vistas no Southampton FC, em 2011, o médio acabou por ser transferido para o Arsenal, por uma verba a rondar os 14 milhões de euros e, à semelhança do jogador anterior, também ele foi testado noutras posições: a de extremo, por exemplo.

O potencial esteve sempre lá, contudo, ao longo das seis temporadas que passou em Londres, o internacional inglês foi atormentado por lesões (umas mais longas que outras) que impediram que se fixasse no “onze” titular. Ainda assim, participou em 198 jogos, marcou 20 golos e a sua época mais regular de todas (a de 2016/17) acabou por dar uma outra visibilidade ao jogador.

Na temporada seguinte apareceu o Liverpool de Klopp disposto a pagar 38 milhões de euros (mais de metade do investimento feito em 2011) e rapidamente passou a ser titular indiscutível. Só que a lesão mais grave da carreira estaria ainda por vir, com uma rotura dos ligamentos cruzados a afastá-lo dos relvados durante um ano e a impossibilitá-lo de passar a ter uma Liga dos Campeões (2018/19) no palmarés. Ainda assim, acabou por ter o devido reconhecimento ao ser opção do técnico alemão no Campeonato do Mundo de Clubes e na Supertaça Europeia, tendo também sido uma peça essencial na conquista do tão desejado título de campeão em 2020.

O internacional inglês conta com 13 golos em 87 jogos ao serviço dos reds e pode ser opção para o jogo deste sábado. À semelhança do que fez no histórico 5-5 em outubro de 2019, será que vai marcar novamente à ex-equipa?

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Miguel Simões

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