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Se a nossa liga é rica em qualidade individual como foi demonstrado no melhor 11 do século em Portugal, o leque não deixa de ser variado quando fazemos o exercício ao contrário, ou seja, os jogadores que se destacaram não pelas suas grandes fintas e grande rendimento individual, mas pela falta de qualidade que trouxeram ao nosso futebol. Certamente muitos dos nomes aqui deram imensas dores de cabeça aos adeptos dos clubes por onde passaram.
Tendo em conta a enorme escolha de flops que existiram neste século nos três grandes, dava para fazer um 11 só com os flops de cada clube, o principal critério que eu vou seguir será o custo que tiveram e as expectativas (não correspondidas) à volta dos mesmos.
GUARDA-REDES

Roberto – Na altura em que foi contratado, foi o terceiro guarda-redes mais caro da história do futebol. Tanto dinheiro pelo terceiro guarda-redes na hierarquia do Atlético Madrid continua sem fazer sentido nenhum e só pesou no fracasso enorme que foi Roberto, um bom guarda-redes entre os postes, mas muito nervoso nas saídas o que lhe provocou imensas falhas incríveis ao serviço do Benfica.
LATERAL

Nélson Benitez – Chegou ao Porto como campeão do Torneio de Apertura 2007 pelo Lanús e perfilava-se como o substituto perfeito de Bosingwa, mas falhou redondamente. Um autêntico erro de casting que ainda teve a oportunidade de relançar a carreira no Leixões, mas a falta de qualidade era evidente que nem para a equipa de Matosinhos chegava.
DEFESA CENTRAL

Edcarlos – O defesa-central brasileiro foi simplesmente um dos piores de sempre que passou pelo clube da Luz naquela posição. E neste século passaram por lá jogadores como Zoro e Alcides, mas Edcarlos era um completo desastre. Vindo de um clube com enorme historial do futebol brasileiro, São Paulo FC, penso que teria sido daquelas contratações que ninguém viu um jogo dele antes, mas como era titular de um clube reputado chegava, não chegava.
DEFESA CENTRAL

Naby Sarr – O jovem central francês chegava num período de contenção financeira do Sporting CP com praticamente quase nenhuma experiência do futebol ao mais alto nível, apenas quatro jogos pelo Lyon. Figurou como titular do Sporting durante meia-época até ser relegado para quarto central depois de Paulo Oliveira e Tobias Figueiredo.
LATERAL

Emerson – O defesa esquerdo brasileiro gerou grande expetativa quando chegou à Luz. Campeão francês em título pelo Lille e a jogar com regularidade mesmo o mais desatento adepto de futebol diria que isto são boas credenciais. Mas a sua falta de qualidade a preencher o corredor esquerdo benfiquista não deixou ninguém indiferente, era claramente um elemento que destoava do 11 do Benfica. Lembrar que “sentou” o campeão do mundo Capdevila (!).
MÉDIO DEFENSIVO

Imbula – Um dos grandes flops do século em Portugal e diria até um pouco do futebol europeu pois havia grandes esperanças sob este jogador mesmo em França. É verdade que o Porto acabou por não ter prejuízo financeiro com este jogador, mas só o preço que se pagou por ele tendo em conta o contexto português punha-o sobre os olhares de toda gente, foi uma desilusão sem dúvida.
MÉDIO CENTRO

Elias – Um caso no mínimo peculiar, este. Chegou pela primeira vez ao Sporting oriundo do Atlético Madrid e por uma quantidade monetária exigente para um clube português, tudo fatores que contribuíram para a enorme expetativa criada em volta deste jogador brasileiro que nunca foi exatamente correspondida. A peculiaridade é o facto deste jogador não ter deixado saudades na sua primeira passagem por Alvalade e com uma saída em litígio com o presidente Bruno Carvalho ainda voltou para uma segunda tentativa desta vez ás ordens de Jorge Jesus. Não foi muito mais feliz nesta segunda passagem do que terá sido na primeira.
EXTREMO DIREITO

Balboa – A estupefação de Fellipe Bastos nesta fotografia não será certamente por causa da qualidade de Balboa evidenciou no Benfica. Oriundo do Real Madrid, ainda que pouco utilizado, Real Madrid é sempre Real Madrid e a expectativa à sua volta foi imediata no universo benfiquista. Entretanto o seu futebol era mais adequado para adormecer do que propriamente para entusiasmar.
EXTREMO ESQUERDO

Adrian López – Mais um jogador na senda das contratações sonantes que chegaram ao nosso futebol e acabaram por não corresponder em quase nada ao valor pago por eles. Adrian López trazia argumentos fortes consigo, não era um titular claro do Atlético Madrid finalista da Champions, mas era uma utilização bastante regular . O clube espanhol parecia adivinhar o apagão do avançado espanhol e vendeu-o por uma boa quantia, fazendo ainda bom dinheiro de um jogador que tem vindo a desvalorizar cada vez mais.
MÉDIO OFENSIVO

Felipe Menezes – Outro jogador que dava vontade de dormir com o seu futebol lento e pastelão. Considerado uma “grande oportunidade de negócio” pelo Benfica em 09/10 , diria que hoje seria mais uma grande oportunidade de ficar quietos pois a carreira de Felipe Menezes é reveladora da sua qualidade.
PONTA DE LANÇA

Pongolle – É incrível o número de flops que o Atlético Madrid tem exportado ao longo dos anos para o futebol português, este é mais um dos exemplos. Na altura foi a contratação mais cara de sempre do Sporting e correspondeu zero ao dinheiro pago por ele, foi uma aposta completamente ao lado e a sua carreira tem sido uma autêntica queda em pique.
Foto de Capa: FC Porto









