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Os 5 melhores pontas de lança portugueses da atualidade

Filipe Carvalho · 3 min

Os 5 melhores pontas de lança portugueses da atualidade
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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A posição “nove” da seleção nacional é, de há alguns anos para cá, a posição que dá mais “pano para mangas”. Várias são as incertezas no que aos pontas de lança da Seleção Nacional diz respeito. Durante todas as qualificações, europeus e mundiais, é discutido o jogador ideal para o lugar. E a escolha fica ainda mais difícil se colocarmos Cristiano Ronaldo no lote de possíveis. Isto, apesar de não ser propriamente um ponta de lança, mas sim, um superatleta que aparece com grande qualidade dentro de área.

A meu ver, não se pode dizer a Ronaldo para se fixar à posição e jogar no meio dos centrais durante 90 minutos. Por isso mesmo, elegi os melhores pontas portugueses da atualidade, reforçando que o futebol é o momento. Com os seguintes nomes, é impensável falar-se em falta de qualidade para faturar no regresso das competições internacionais.

5.

Nélson Oliveira – O avançado luso marcou 15 golos em 30 jogos ao serviço do AEK Atenas, que representam a melhor época da carreira, em termos de números. Se formos realistas, podemos olhar para isto de forma desvalorizadora, pelo facto de ter sido no campeonato grego (teoricamente, mais fraco). Por outro lado, se olharmos com otimismo, podemos acreditar que Nélson Oliveira, aos 28 anos, ainda virá a tempo de ajudar a seleção portuguesa e concretizar todo o potencial que lhe era visto há uma década.

4.

Rafael Leão – Apesar de atuar normalmente como unidade mais dianteira das suas equipas, é com certeza o mais polivalente deste top. O avançado do AC Milan também pode jogar pela esquerda ou nas costas do ponta de lança. Integrante da gloriosa geração de 99, Rafael Leão já bate à porta da seleção A. Talvez lhe falte mais golo, pragmatismo e objetividade na hora de rematar à baliza. Ainda assim, a sua evolução tem sido notável.

3.

Gonçalo Paciência – Começou a época em grande forma, mas foi perdendo o fulgor e os golos que lhe valeram a estreia na seleção. De todos, o mais “nove”. De todos, o mais de “área”. Aos 25 anos, parece ter atingido a maturidade e assentado num campeonato que só o faz crescer. Ao serviço do Eintracht Frankfurt, leva 15 golos em 60 jogos (duas épocas), mas aquilo que dá ao jogo vai-lhe valendo o estatuto que conquistou na Alemanha.

2.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Paulinho – Na segunda posição, eis o underdog. O único que ainda não representou clubes fora de portas. E o único que não passou pela formação de um “grande”. Estatutos, empresários e grandezas à parte, é o mais goleador desta lista durante a presente temporada: 25 golos em 45 jogos, com candidatura à Bola de Prata. Ainda que a aproximação do SC Braga aos grandes na última década seja um ponto a seu favor, é sem dúvida, um alvo apetecível para qualquer um deles. Técnica e fisicamente muito forte, é no sentido tático e estratégico do jogo que bate os outros. Já merece uma oportunidade, não acha, Sr. Engenheiro?

1.

André Silva – No topo desta lista, surge aquele que na plenitude das suas capacidades, é o que dá maiores garantias de qualidade e fiabilidade. Por vezes não tão feliz ao nível da concretização, mas sempre bastante útil aos seus treinadores. Prova disso, é a parceria com Cristiano Ronaldo na seleção, ou o assumir de responsabilidades aquando das suas ausências. A conciliação com o craque português, é talvez a maior vantagem em relação a Paulinho, que ainda não teve tal prazer. Na presente temporada, fez balançar as redes adversárias por 16 vezes, em 37 jogos. A Alemanha é que lhe fez bem, ao contrário de Itália, naquele AC Milan “perdido”.

Filipe Carvalho

Redação Bola na Rede · ver artigos

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