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Os 5 melhores treinadores de 2019/20 no Futebol Feminino

António Sousa · 4 min

Os 5 melhores treinadores de 2019/20 no Futebol Feminino
Foto: SL Benfica

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Cinco treinadores, cinco equipas fortes e duas divisões. Numa temporada que terminou de forma antecipada, houve lugar para feitos na Liga dos Campeões, para estreias sensacionais e confirmações de qualidade e competência. Aqui seguem os cinco treinadores que proliferaram na temporada 2019/2020 no futebol feminino em Portugal.

5.

Susana Cova (Sporting CP) – Figura neste top não tanto pelos resultados desportivos conseguidos esta temporada mas pelo que conseguiu acrescentar à equipa leonina. O Sporting CP ocupava antes da paragem o segundo lugar do campeonato mas já estava eliminado da Taça de Portugal e da Taça da Liga (ambas pelo SC Braga) mas a mudança de paradigma foi notória. Susana Cova, mantendo uma base experiente e de seleção nacional, promoveu várias jovens jogadoras portuguesas ao plantel principal e que paulatinamente vinham sendo aposta recorrente. A aposta sem medo no valor nacional merece ser realçada, num Sporting que continuará certamente a ombrear pelo domínio no futebol feminino português.

4.

Nuno Cristóvão (SCU Torreense) – Foi campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal múltiplas vezes ao serviço do 1º Dezembro e mais recentemente pelo Sporting CP, o que o torna no treinador mais titulado do futebol feminino português em atividade. Foi com alguma surpresa que saiu do Sporting CP para o SCU Torreense, que militava na Segunda Divisão. Com um plantel jovem e com várias jogadoras vindas da formação do Sporting, a subida de divisão foi alcançada com mérito.

3.

João Marques (FC Famalicão) – O FC Famalicão não é sensação apenas no futebol masculino. Na época de estreia da equipa feminina, verificou-se um domínio avassalador na Segunda Divisão e uma presença inédita nas meias finais da Taça de Portugal, onde iam enfrentar o SL Benfica. João Marques é natural de Famalicão e é já uma cara conhecida do futebol feminino. Após um excelente trabalho em Braga, orientou a equipa do SL Benfica na temporada passada onde fez algo de muito semelhante ao que está a fazer em Famalicão. Com um investimento acentuado e um projeto bem definido, o Famalicão promete aproximar-se dos grandes do futebol feminino já na próxima temporada.

2.

Miguel Santos (SC Braga) – Apesar do campeonato não ter corrido como certamente esperavam os responsáveis braguistas, é inegável que a época foi histórica para o futebol feminino do SC Braga. A chegada à Liga dos Campeões foi o auge de uma temporada de novas realidades, que começou mais cedo e que obedeceu a um fluxo de jogos superior ao que as jogadoras estariam habituadas. A exigência de defrontar o Paris Saint-Germain na prova milionária trouxe experiência e prestígio ao SC Braga mas tal esforço e desgaste refletiu-se internamente, com um arranque de campeonato aos solavancos. Perder o confronto direto com SL Benfica e Sporting CP deitou por terra as aspirações minhotas em sagrarem-se bicampeãs nacionais. Contudo, a presença na final da Taça da Liga e nas meias finais da Taça de Portugal perspetivavam a possibilidade de vencer ainda dois troféus, o que não deixaria de ser fantástico para o SC Braga.

1.

 

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Luís Andrade é o novo treinador do #SLBenficaFem. #Inspiradoras

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Luís Andrade (SL Benfica) – Tem de ser o vencedor deste top. O técnico lisboeta de 46 anos está na raiz da criação da equipa feminina do Benfica ao ter sido o coordenador técnico da equipa que dominou de forma clara a Segunda Divisão e que venceu a Taça de Portugal nessa época de 2018/2019. Com a saída de João Marques para Famalicão, Luís Andrade deu continuidade ao projeto, tornando-se treinador principal e, com o plantel mais forte do campeonato, dominou inequivocamente toda a Liga, estando nas meias finais da Taça de Portugal e tendo já vencido a Supertaça. Se não tivesse havido a paragem forçada devido à pandemia, o Benfica sagrar-se-ia naturalmente campeão nacional e disputaria ainda a conquista da Taça da Liga e da Taça de Portugal numa época que poderia demonstrar o poderio do Benfica na época de estreia na divisão máxima do futebol feminino.

António Sousa

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O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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