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Caro leitor, a lista que vai encontrar aqui será estranha para a maioria. Não vai ter Michael Schumacher em primeiro lugar, nem sequer neste Top entra o piloto com mais vitórias de sempre, muito porque, como costumo dizer, não gosto de quem ganha sempre, tirando, claro, o Sporting CP.
Comecei a ver F1 muito novo, talvez com uns 4 anos, por influência do meu pai, mas a lista que vou fazer será de pilotos a partir de 2000, apenas por ser uma altura em que começo a lembrar-me melhor da modalidade. Foram dezenas de pilotos, alguns com nenhuma qualidade para a categoria, que passaram pela F1 nestes anos (volto a dizer, esta é uma lista esquisita, nalguns casos) mas que apesar de tudo mostraram alguma qualidade.
É verdade que nos anos mais recentes fiquei um pouco mais afastado da modalidade, um pouco como a maioria das pessoas, mas não deixa de ser algo de que gosto muito e que acho que vou sempre gostar. Veremos como é o futuro da F1, mas uma coisa é certa, faz sonhar todos nós.
10 – Jarno Trulli

Esta lista começa com um nome estranho para este tipo de Top’s. Mas explico desde já o porquê do italiano estar aqui. Foi piloto de várias equipas mas as que me fizeram gostar dele foram a Renault e a Toyota, equipas que gostava na competição. Da equipa francesa gostava por um motivo espanhol que aparece mais em baixo nesta lista, da Toyota a culpa já vai para o Corolla WRC, em especial o de Pedro Matos Chaves – também ele ex piloto de F1 – que corria no nosso campeonato. Mas voltando a Trulli, apenas uma vitória (Mónaco 2004) e 11 pódios fazem a carreira deste piloto nos 15 anos de escalão máximo.
9 – Mikka Hakkinen

A posição alta neste ranking explica-se de forma rápida, lembro-me dele, mas mal. Mas gostava do finlandês por ser o piloto que lutava com Schumacher. Como não gostava do alemão tinha de apoiar o Hakkinen e o seu McLaren-Mercedes. Foi campeão do mundo duas vezes (1998 e 1999), ganhando 20 corridas no total, pouco para a sua qualidade.
8 – Tiago Monteiro

É muito simples explicar a presença de Tiago Monteiro neste Top. Ele é o único português que vi na F1 e, provavelmente, será o único nos próximos tempos, não por falta de qualidade mas por falta de dinheiro. O seu terceiro lugar no GP dos Estados Unidos em 2005 é histórico, mesmo que alcançado em circunstâncias muito especiais, mas a sua corrida na Bélgica no mesmo ano é extraordinária. Em 2005 foi piloto da Jordan e em 2006 foi piloto da Midland/Spyker.
7 – Fernando Alonso

A minha primeira memória sólida de Fernando Alonso remonta a 2003 no GP da Hungria, quando venceu pela Renault esta prova. Foi nestes anos da primeira passagem pela Renault que mais gostei do espanhol, sendo na equipa francesa que obteve mais sucesso ao ser campeão do mundo em 2005 e 2006. Depois disto, terminou mais quatro vezes no pódio – três pela Ferrari (todos segundo lugar) e um terceiro lugar pela McLaren-Mercedes -, mas a sua carreira nunca mais esteve ao nível do apresentado na primeira passagem da Renault.
6 – Kimi Raikonen

Mais um finlandês na lista, mas este ainda corre. Raikonen começou em 2001 na Sauber, mas foi na McLaren que se destacou, apesar do seu título de campeão (2007) ser pela Ferrari, equipa de que é ainda piloto, ainda que já tenha tido pelo meio uma passagem pelo WRC e pela Lotus. Tal como Alonso, Raikonen também parece já ter passado os seus melhores dias, mas veremos como será 2017.
5 – Nico Rosberg

O campeão de 2016 também está neste ranking. O alemão surpreendeu o mundo ao anunciar a sua retirada depois de ser campeão, no título que me deu mais gozo em muitos anos, provavelmente desde Button em 2009, outro piloto que poderia estar nesta lista. Mas voltando a Rosberg: 11 anos de F1, primeiro na Williams e depois na Mercedes, onde obteve todas as suas vitórias. Vai ficar na história, nem que seja pela forma como saiu da competição.
4 – Sebastien Vettel

Mais um alemão e o último deste ranking que ainda corre. Vettel estreou-se na BMW, mas só começou a sério quando se mudou para a Red Bull, tendo primeiro passado pela Toro Rosso. Quatro vezes campeão do mundo, todas seguidas, Vettel trocou o touro pelo cavalo da Ferrari num namoro já antigo, mas para já ainda não recuperou as asas. Entre vários recordes tem o de campeão do mundo mais novo da história e o de mais pontos numa temporada.
3- Robert Kubica

Um verdadeiro sortudo, é assim que podemos chamar Kubica. Foram vários acidentes que quase o matavam, o último dos quais (2011) terminando com a sua carreira na F1. O polaco está nesta lista por vários motivos: o primeiro por ter participado na F1 e participar também em ralis, o segundo por ter corrido na BMW e o terceiro, ser o único destes pilotos que já vi ao vivo. Uma vitória (Canadá 2008) e 12 pódios são o seu histórico na categoria rainha do automobilismo.
2- Mark Webber

Em 2013 escrevi que não sabia o porquê de Webber ser um dos meus pilotos favoritos, a verdade é que em 2016 continuo a dizê-lo e a colocá-lo no segundo posto deste ranking, ainda sem saber o porquê. O australiano destacou-se na Red Bull mas foi na Williams que me começou a chamar a atenção. Webber foi a sombra de Vettel nos seus anos de domínio, um domínio que chegava ao construtor, mas não tão forte como o actual da Mercedes. Mesmo assim conseguiu ficar em terceiro por três vezes no mundial e conta com nove vitórias na sua carreira.
1 – Juan Pablo Montoya

Talvez o piloto mais rápido que a F1 já viu, pelo menos este recorde é dele. O colombiano esteve apenas seis anos na F1 mas marcou-me muito, como também já aqui tinha escrito em 2014, quer pela velocidade/espetáculo, quer por ter corrido na BMW, novamente; infelizmente, a sua velocidade não era muito amiga da perfeição e isto levou a muitas desistências ao longo da carreira. Dois terceiros lugares no mundial, sete vitórias e muito espetáculo, são estas as recordações de Montoya, que em 2006 abandonou a modalidade.
Foto de capa: F1
Artigo revisto por: Francisca Carvalho








