Publicidade

CD Mafra 0-1 CD Feirense: Em jogo repartido, vitória dos forasteiros

Redação BnR · 4 min

CD Mafra x CD Feirense
Foto: CD Feirense

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: VITÓRIA DA EFICÁCIA

O início de jogo mostrou muitas cautelas por parte de ambas as equipas, com pouca velocidade e muito controlo de bola, não correndo nenhuma das equipas qualquer tipo de risco.

Assistimos ao primeiro remate por volta do minuto 5, da autoria de Rodrigo Martins, mas sem grande perigo. O jogo foi-se mantendo numa toada morna, até que, aos 22 minutos, Vargas apareceu completamente isolado, mas Miguel Santos teve uma intervenção soberba e evitou o primeiro golo do jogo.

A partir do minuto 30, o CD Feirense foi tomando conta do jogo e colocou por mais duas vezes as redes do CD Mafra em grande perigo: por volta dos 33 minutos, uma excelente cabeçada de João Paulo à qual Miguel Santos responde com a defesa da primeira parte; por volta dos 36 minutos, num livre de longe, Fábio Espinho dispara um míssil, que Miguel Santos defende para a frente e Samuel falha incrivelmente a recarga.

A primeira parte acabou com o CD Feirense a pressionar claramente o último reduto do CD Mafra, que não conseguia chegar com perigo à baliza dos “fogaceiros”.

O início de segunda parte trouxe mais forte o CD Mafra, com um futebol mais rápido e vertical, com Okitokandjo, à passagem do minuto 52, a cabecear com muito perigo, mas Igor respondeu com uma excelente defesa. O mesmo Okitokandjo disparou ao minuto 65, mas mais uma vez Igor respondeu com umA excelente defesa.

Ao minuto 73, Igor voltou a brilhar e defendeu um livre superiormente marcado por Bura, mantendo o CD Feirense no jogo.

Com um CD Mafra balanceado na frente, o CD Feirense, num ataque muito rápido pelo seu lado esquerdo, lançou a bola para a área, onde o menino colombiano Vargas apareceu a concretizar, dando expressão ao marcador.

A partir deste momento, o CD Mafra foi tentando responder e o CD Feirense aguentou estoicamente o resultado. Nos últimos minutos, destaque ainda para a expulsão de Kikas, que dificultou ainda mais a missão dos homens da casa.

No cômputo geral do jogo, o resultado poderia pender para qualquer um dos lados, mas foi o CD Feirense a equipa mais feliz.

 

A FIGURA

Kewin Vargas – O menino colombiano, que faz a sua primeira época de sénior (a época passada era júnior no CD Feirense), para além de ter dado muito trabalho na primeira parte à defesa do CD Mafra, acabou por ser decisivo ao marcar o único golo da partida.

O FORA DE JOGO

Kikas – Depois de ter sido lançado pelo mister Ricardo Sousa para ajudar no ataque em busca do empate, perdeu a cabeça e, num lance com Diga, acabou expulso com um cartão vermelho direto, deixando a sua equipa reduzida a dez elementos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

Com Miguel Santos a fazer a sua estreia na baliza do CD Mafra (Renan lesionou-se na primeira jornada), a defesa deste 4-3-3 foi composta por Tomás Domingos à direita, Gui Ferreira à esquerda e os centrais Bura e Pedro Barcelos. Depois, um duplo pivô à frente da defesa, com Bruno Silva e Inácio Miguel, e ainda com Andrezinho à frente deste dois. Na frente, do lado direito, Abel Camará; à esquerda Rodrigo Martins e, no centro, Okitokandjo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Miguel Santos (8)

Tomás Domingos (6)

Bura (6)

Pedro Barcelos (6)

Bruno Silva (7)

Rodrigo Martins (6)

Okitikandjo (5)

Andrezinho (6)

Gui Ferreira (Cap) (6)

Camará (5)

Inácio Miguel (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Pacheco (4)

Aparício (5)

Chano (5)

Pedro Lucas (4)

Kikas (0)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

Na baliza jogou o Igor, depois uma defesa a três com Sidney a cair para a direita, Icaro no centro e Bruno a cair para o lado esquerdo. Depois, os corredores deste 3-5-2 foram entregues a Diga, pelo lado direito, e Zé Ricardo, pela esquerda. No centro, Samuel Teles, João Paulo e Latyr (este mais avançado), com Fábio Espinho e Vargas como os homens mais adiantados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Igor (7)

Diga (7)

Ícaro Silva (7)

Fábio Espinho (6)

Vargas (8)

Zé Ricardo (7)

Samuel Teles (7)

João Paulo (5)

Latyr (6)

Sidney Lima (7)

Bruno (7)

SUBS UTILIZADOS

João Pinto (5)

Manu (5)

André Rodrigues (6)

Jorge Teixeira (6)

Tiago Dias (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Mafra

BnR: Míster, embora não se possa apontar nada ao nível de entrega e luta da sua equipa, à sua imagem, diga-se, a nível atacante a sua equipa hoje foi muito ineficaz para não dizer nula. Concorda?

Ricardo Sousa: Sim, concordo. Como diz, não posso apontar nada aos meus jogadores ao nível de entrega e sacrifício, mas faltou efetivamente nos últimos 20 metros decidirem bem, arriscarem como lhes peço. Aí, hoje, estivemos mal, não fizeram o que lhes peço. Eu controlo a equipa até esses últimos vinte metros, aí tem que aparecer a destreza, a desição do jogador, o arriscar, e hoje isso não aconteceu.

 

CD Feirense

BnR: Míster, o sistema de uma defesa a três é para manter? E foi esta a melhor resposta à derrota caseira da primeira jornada?

Rui Ferreira: Sim, o sistema será para manter, não porque está na moda, mas porque eu sou um defensor deste sistema, que em jogo me pode dar outras possibilidades ao nível de dinâmica da equipa. Efetivamente, na primeira jornada estivemos bem e perdemos em dois lances de bola parada. Eu hoje queria que a equipa mantivesse esse nível exibicional e felizmente conseguimos dar essa sequência com uma equipa de meninos, em que o golo da vitória surge por um menino que era júnior na época passada.

 

Rescaldo da opinião de Hugo Rodrigues e Carlos Gonçalves

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.