Publicidade

Franco Cervi: Quem espera sempre alcança

João Pedro Coelho · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Franco Emanuel Cervi chegou ao Benfica no verão de 2016, proveniente do CA Rosário Central, por uma verba a rondar os 5,70 milhões de euros.

A vida do internacional albiceleste ao longo destes quatro anos de águia ao peito tem sido uma autêntica montanha russa, repleta de altos e baixos, sendo que a única constante tem sido a atitude irrepreensível que demonstra sempre que entra em campo.

Primeiros passos

A época de estreia de Cervi no futebol europeu não podia ter corrido melhor: dono e senhor da ala esquerda das “águias”, o argentino conquistou a Supertaça, sagrou-se campeão nacional, venceu a Taça de Portugal e foi um dos protagonistas da campanha europeia dos encarnados, que terminou nos oitavos de final da UEFA Champions League, aos pés do Borussia Dortmund.

O argentino foi um dos principais obreiros do 36º campeonato do clube da Luz, sendo a parceria que fez com Alejandro Grimaldo uma das mais temidas no futebol português.

Apagão

No entanto, a época seguinte foi um retrocesso em relação à anterior. Apesar de ter começado a temporada com a conquista de mais uma Supertaça, a época viria a tornar-se numa autêntica desilusão, com os encarnados a somarem zero pontos na fase de grupos da Champions League e a perderem o campeonato para os eternos rivais do norte.

Aliado a este insucesso coletivo, Cervi foi perdendo influência no plano de jogo das “águias”. Apesar de ter obtido bons números individuais – apontou quatro golos e somou dez assistências -, as exibições não enchiam as exigências das bancadas da Luz, sendo que a época seguinte não se adivinhava fácil para o argentino.

De facto, a época 2018/19 confirmou o que já há algum tempo se adivinhava: Rafa Silva assumia a titularidade da ala esquerda encarnada, sendo que Cervi passava agora um período de maior dificuldade em afirmar-se como opção válida para o ataque. Porém, as coisas iriam mudar.

Cervi apontou o primeiro golo da noite frente ao FC Zenit, dando o mote para uma noite de gala dos encarnados
Fonte: SL Benfica

Novo fôlego

24 de outubro de 2019, o dia em que Franco Cervi ganhou um novo fôlego. Jogava-se o SL Benfica – Olympique Lyonnais, jogo da terceira jornada da fase de grupos da UEFA Champions League, quando Rafa Silva sofreu uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda, lesão que afasta o português dos relvados até 2020.

Contudo, o azar de uns é a sorte de outros, e Cervi parece estar a atestar a vericidade desta velha máxima. O argentino tem aproveitado ao máximo a ausência de Rafa, protagonizando boas exibições – e até alguns golos – nas últimas partidas.

Cervi não tem a mesma capacidade técnica que Rafa, nem a mesma qualidade de passe, de decisão e, porventura, de finalização. Não obstante, compensa essas lacunas com uma capacidade de entrega e de sacrifício em prol do coletivo absolutamente notáveis. A sua entrada no onze veio estabilizar a equipa em termos defensivos, com o argentino a compensar as lacunas que são reconhecidas a Grimaldo nesse momento do jogo.

Apesar de não ser um jogador adorado por todos no universo encarnado, Franco Cervi tem justificado a aposta de Bruno Lage e, neste momento, voltou a ser um dos indiscutíveis na manobra das “águias”.

Foto de capa: SL Benfica

João Pedro Coelho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.