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O caminho Marítimo para o campeonato de Inverno

José Duarte · 3 min

O caminho Marítimo para o campeonato de Inverno

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O Sporting tem na deslocação à Madeira mais um importante desafio à sua liderança. A partida nos Barreiros marca a etapa final que até ao fim-de-semana de 10 de Janeiro encerrará a primeira volta do actual campeonato. Essa é a altura em que habitualmente se atribui o titulo de campeão de Inverno.

Um título vazio de conteúdo e de pouca glória, pois não se ganha mais do que umas efémeras capas de jornal. Serve contudo como uma prova de aferição da força de uma candidatura e, provavelmente, pode constituir um importante impulsionador dos níveis de confiança de uma equipa.

A Madeira é não só um ponto de passagem obrigatório como de importância nada insular no desfecho desta etapa. Ainda antes de nos sentarmos à mesa por ocasião da consoada o Sporting repetirá a viagem até ao Funchal, para disputar mais três pontos com o U. Madeira, acentuando assim o carácter marítimo à jornada que levará até à metade do campeonato.

Durante este período serão também muito importantes e seguramente difíceis os dois embates com o SC Braga. Um ditará a continuidade de uma das equipas, na reedição da final da Taça de Portugal, cujo título o Sporting defende este ano. O outro constitui o ponto final neste capítulo, uma vez que é último jogo da primeira volta e terá por isso mesmo uma importância acrescida.

O jogo com U. Madeira será intermediado pela recepção ao Moreirense e é o último que o Sporting terá de jogar sem poder contar com o recurso a reforços. Este é um aspecto muito importante, tendo em conta que já se vai fazendo sentir alguma escassez de recursos à disposição de Jorge Jesus. Até lá, o treinador terá de inventar soluções ante as limitações.

O capitão leonino tem sido decisivo no meio campo de Jorge Jesus Fonte: Sporting CP
O capitão leonino tem sido decisivo no meio campo de Jorge Jesus
Fonte: Sporting CP

É nesta configuração que o encontro com o Marítimo decorrerá. Slimani está castigado, e Gutierrez a braços com uma pubalgia, que não só o limita no imediato como lança a dúvida sobre a sua disponibilidade no médio prazo. Bastas são as vezes em que a resolução do problema passa pela marquesa do cirurgião. É claro que a frente do ataque terá no jogo com o Marítimo um teste de fogo, pela escassez de alternativas e pelo facto significativo de estarem ausentes os dois jogadores em quem Jorge Jesus mais tem confiado para o lugar.

Falando ainda de constrangimentos, há que destacar Jefferson, que regressa agora de lesão. Tem entrado de forma intermitente, sendo também assim o tom das suas prestações, algo distantes daquilo de que já mostrou ser capaz. Pode dizer-se o mesmo de Mané, que não tem entrado muito no baralho na hora de Jesus jogar as cartas.

Há ainda factores psicológicos a merecer alguma atenção. Entre esses destacaria o facto de, quando começar o desafio nos Barreiros, o Sporting já ser conhecedor do resultado dos seus rivais. Embora seja algo a que qualquer equipa com pretensões tenha de estar habituada, não deixa de ser um factor que acresce às dificuldades, especialmente quando a equipa está limitada.

Não menos importante é a chicotada psicológica em curso mas ainda não inteiramente definida no adversário. É mais ou menos claro que quem o dirige aposta todas as fichas neste jogo e parece pretender contagiar os jogadores com o mesmo espírito.

Que ninguém duvide de que espera ao Sporting um jogo de elevada dificuldade. No caminho Marítimo para o campeonato de Inverno este jogo tem tudo para ser um cabo das tormentas antes de, como todos esperamos, ser acrescida a esperança de chegar no final da primeira volta à frente.

Foto de Capa: Sporting CP

José Duarte

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