Polónia 0-1 Itália: A justiça que traz esperança

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O estádio Slaski, em Chirzow; foi o placo do terceiro jogo de Polónia e Itália a contar para o Grupo 3 da Liga das Nações. Vencer era a única condição para qualquer uma das equipas assegurar o segundo lugar e não ver o sonho de seguir em frente cair por terra, enquanto que a derrota significava não ir além de um terceiro posto. O empate colocava a duas seleções fora da Liga das Nações e era por isso o resultado mais desejado por todos os portugueses.

Ambos os selecionadores procederam a algumas mudanças nos XI iniciais comparativamente aos últimos jogos disputados, tornando os seus conjuntos mais capazes de criar perigo junto da baliza adversária, furto da obrigatoriedade em vencer, e por isso esperava-se um jogo recheado de oportunidades de golo.

Assim foi! Logo aos dois minutos, no primeiro motivo de destaque da partida, Jorginho rematou forte à entrada da área, mas a bola embateu com estrondo na barra.

Assistimos a um primeiro tempo em que a Itália dominou desde início, contrastando com uma equipa da  Polónia impotente perante o caudal ofensivo dos Azzurri.  Mancini montou a sua equipa de forma eximia, contruindo uma defesa sólida e coesa que raramente se deixou enganar pelos polacos e um ataque que embora tivesse pecado na hora de finalizar, conseguia chegar com relativa facilidade à baliza do adversário, colecionando por isso diversas oportunidades de golo com destaque para o minuto 30 quando a baliza de Szczesny voltaou a estremecer, desta feita por intermédio de Lorenzo Insigne.

Até final do primeiro tempo, o guardião da Roma mostrou-se mais três vezes e correspondeu com eficácia ao cabeceamento de Chiellini e aos remates de Jorginho e Florenzi.

A Polónia, à semelhança do que fez contra Portugal, entrou mal na partida e entregou 45 minutos ao adversário muito por força do desconforto dos jogadores no sistema tático apresentado por Brzeczek. A Itália segura na sua defesa, dispôs de diversas oportunidades de golo, mas não conseguiu chegar ao intervalo na frente do marcador.

No segundo tempo, o jogo ganhou um certo equilíbrio e a quantidade e cadência de oportunidades diminuíram. A chave da mudança da toada do jogo foi a dupla alteração efetuada por Brzeczek, ao lançar a jogo Blaszczykowski e Grosicki.

A Itália sem nunca perder a consistência no setor defensivo foi perdendo superioridade nos últimos metros do terreno e por isso diminuíram também as oportunidades de golo. O próprio jogo perdeu um pouco o encanto e os adeptos só tiveram motivos para se animarem nos últimos 20 minutos.

O golo italiano
Fonte: UEFA Nations League

Primeiramente, uma dupla oportunidade para o conjunto da casa, num lance em que Lewandowski, numa das poucas intervenções no jogo de hoje, coloca  Grosicki na cara de Donnarumma, mas o guarda-redes italiano levou a melhor e na recarga Milik atirou para fora. A Itália ainda ameaçou por Bernardeshi aos 76, mas só no último minuto da partida conseguiu colocar alguma justiça no resultado: no seguimento de um canto, Lasagna cabeceou para Biraghi e este ao segundo poste concretizou o único golo da partida, trazendo justiça ao marcador.

Com este desfecho a Itália no último instante mantém vivo o sonho em marcar presença na final four, por outro lado, a Polónia com a derrota desta noite vê confirmada a despromoção à Liga B desta Liga das Nações.

Polónia: Wojciech Szczesny, Jan Bednarek, Arkadiusz Reca (Jedrzejczyk ’87), Kamil Glik, Bartosz Bereszynski, Jacek Goralski, Karol Linetty (Blaszczykowski ’46), Damian Szymanski (Grosicki ’46), Piotr Zielinski, Arkadiusz Milik, Robert Lewandowski

Itália: Gigio Donnarumma, Giorgio Chiellini, Cristiano Biraghi, Alessandro Florenzi (Piccini ’84), Leonardo Bonucci, Marco Verratti, Jorginho, Nicolò Barella, Lorenzo Insigne, Federico Chiesa, Fede Bernardeschi(Lasagna ’81)

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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