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Valencia CF 0-2 FC Barcelona: Mais uma taça a caminho?

Gonçalo Miguel Santos · 3 min

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Cabeçalho Liga Espanhola

Naquela que foi uma noite de decisões em Valência, no Estádio Mestalla, a equipa da casa recebeu o Barcelona, na segunda mão da Taça de Espanha, ainda sonhando com a presença na final. Tanto o técnico da casa, Marcelino Toral, como Ernesto Valverde não procederam a muitas alterações nos XI’s iniciais em relação ao encontro da primeira mão, no qual os blaugrana venceram por 1-0.

Ao longo de toda a partida assistimos a um grande poderio na posse de bola por parte do Barcelona, como aliás já é hábito no clube da Catalunha. Contudo, na primeira parte, este controlo de jogo não se traduziu em muitas oportunidades de golo ou numa grande superioridade visto que, no fim de contas, o número de oportunidades foi igual. Uma para cada lado, Messi e Rodrigo aos 9 e 14 minutos, respetivamente. A equipa do Barcelona só conseguiu chegar junto da baliza de Domenech por intermédio de Messi, na cobrança de um livre “que era bem à sua medida”, ao qual o guardião espanhol correspondeu com uma bela defesa. Naquele que foi o último lance de perigo do primeiro tempo e, sem dúvida, o mais perigoso, o Valência esteve perto de empatar a eliminatória através de um magnifico cabeceamento de Rodrigo, que a passe da Gaya, enviou a bola à barra.

Até ao final o jogo esteve bastante dividido com a equipa do Valência a inviabilizar o temível poder ofensivo do adversário e, com isso, chegávamos ao intervalo com tudo em aberto.

A história do segundo tempo é simples de se contar; o Barcelona entra da melhor forma ao chegar ao golo por Coutinho, naquele que foi o primeiro golo do brasileiro com a camisola blaugrana. A partir daí, como seria de expectar, Toral incute a ideia de “colocar a carne toda no assador” ao saber que precisava de 3 golos para seguir em frente na competição, o que despoletou um jogo mais aberto, mais rápido, com alguns momentos de parada e resposta, o que foi perfeito para o Barcelona, que com a equipa fortíssima que tem, assim como individualidades de classe mundial, ficava cada vez mais próximo de matar o jogo, dado o maior atrevimento ofensivo dos ches’s .

Surgiram algumas oportunidades de parte a parte, com destaque para uma extraordinária defesa de Cilessen como resposta a uma grande jogada de envolvimento do Valência, naquele que foi o melhor momento futebolístico do jogo.

A verdade é que elas contam lá dentro e a eficácia hoje reinou. O Barcelona, após largos minutos sem fazer uma jogada de perigo, coloca termo ao jogo aos 82 minutos ao aproveitar um erro individual de Gabriel Paulista que resultou num remate exemplar de Rakitic.

O resultado é justo e não merece contestação, pois o Valência conseguiu disputar o jogo mas nunca esteve perto de sair vencedor da eliminatória ao cometer alguns erros que, contra o Barcelona, revelaram-se fatais. Os comandados de Ernesto Valverde vão defrontar na final a equipa do Sevilha e ambicionam conquistar, pela quarta vez consecutiva, a Taça do Rei.

 Foto de capa: FC Barcelona

FIGURA

Fonte: FC Barcelona
Fonte: FC Barcelona

Philippe Coutinho – Num jogo tão equilibrado é difícil encontrar a individualidade que mais se destacou, mas a escolha deverá recair sobre o brasileiro, não só por se estrear a marcar pelo Barcelona mas também pelo facto de ter mexido com o jogo, ao dar mais ritmo e criatividade á sua equipa, tendo sido por isso uma substituição bem conseguida, um verdadeiro suplente de luxo.

FORA-DE-JOGO

toral valencia barcelona
Fonte: CF Valencia

Marcelino Toral – Não houve nenhuma peça que desempenhasse menos bem o seu trabalho, portanto não é possível constatar que algum jogador esteve abaixo do que nos tem habituado. Já os treinadores também fizeram o que lhes competia, sendo o resultado uma consequência lógica da qualidade dos intervenientes. Contudo, a apontar alguém como menos feliz, terá que ser obrigatoriamente Marcelino Toral visto que, para além de dar continuidade à negativa sequência de derrotas, hoje acabaram as hipóteses do Valência de conquistar algum título esta época.


Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Gonçalo Miguel Santos

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