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5 jogos nos quais Iván Marcano marcou e foi decisivo para o FC Porto

José Mário Fernandes · 6 min

O central do FC Porto marcou e foi decisivo para os triunfos do FC Porto. 5 jogos onde Iván Marcano marcou e foi decisivo para o FC Porto
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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Desde a sua chegada à Invicta, Iván Marcano nunca conseguiu verdadeiramente efetivar-se como um nome unânime dentro do universo azul e branco. O central espanhol é ainda alvo de alguma reprovação por parte da massa adepta, massa adepta essa que, para azar do jogador de trinta e dois anos, é particularmente exigente nesta posição do terreno. Ora, não fosse a mesma povoada, em outros tempos, por nomes históricos do futebol português e europeu.

Gostos à parte, o facto é que o defensor castelhano, com treze golos nas últimas duas épocas de dragão ao peito, tem sido uma das principais figuras da turma comandada por Sérgio Conceição.

No entanto, devido a uma lesão contraída num recente treino, Marcano ficará afastado dos relvados por um longo período, e, consequentemente, está impedido de dar o seu contributo nesta reta final de campeonato. Por esse motivo, decidimos elencar cinco partidas nas quais o defesa central do FC Porto marcou e foi decisivo para os triunfos do FC Porto.

5.

Vitória SC 0-1 FC Porto (2017/18) – Vivia-se um autêntico clima de festa em Guimarães, naquela tarde de maio. Os dragões, recém-coroados campeões nacionais, cumpriam os seus últimos noventa minutos da edição 2017/18 do campeonato com um objetivo no horizonte: atingir a marca de oitenta e oito pontos e, deste modo, igualar o record pontual da prova, estabelecido pelo SL Benfica de Jorge Jesus. Primeiros quarenta e cinco minutos sem grandes oportunidades, o empate a zeros persistia. A segunda metade parecia seguir a mesma premissa da primeira, até que, já para além da hora de jogo, Iván Marcano responde com um cabeceamento certeiro a um livre descaído para a esquerda cobrado por Alex Telles. O placar eletrónico na cidade berço não mais se alteraria: o FC Porto de Conceição entrava para a história como a equipa que mais pontos acumulou numa edição do campeonato português.

4.

FC Porto 2-1 Gil Vicente FC (2019/20) – Se no jogo anterior se vivia um clima de festa para os lados do Dragão, neste o clima não poderia ser mais pesado. Após ser derrotado no seu terreno, em jogo a contar para o campeonato, pelo SC Braga, Rúben Amorim voltaria a superiorizar-se perante Sérgio Conceição na final da Taça da Liga. Ambos os resultados, em adição à já significativa desvantagem que o FC Porto levava para o primeiro classificado, “forçaram” o técnico azul e branco a colocar o lugar à disposição. No entanto, apesar de toda a incerteza que rondava o grupo de trabalho, era necessário dar uma resposta à altura frente aos homens de Barcelos. Em termos exibicionais, essa resposta acabaria mesmo por não surgir e, por pouco, Vítor Oliveira não agrava, em termos efetivos, a situação azul e branca. Sandro Lima, já bem perto do intervalo, inaugura o marcador e gela um despido Dragão. A reação, todavia, não podia ser melhor: assistência de Uribe e, novamente de cabeça, Marcano empurra o esférico para o fundo das redes gilistas. O empate estava restabelecido ainda antes da descida aos balneários. No segundo tempo, Sérgio Oliveira haveria mesmo de selar o resultado final em 2-1, dando, dessa forma, uma lufada de ar fresco à equipa.

3.

 FC Porto 1-0 CD Aves (2019/20) – Novamente um jogo no qual “pressão” e “contestação” eram palavras de ordem. Depois de um empate comprometedor na Madeira, o FC Porto entrava em campo sabendo de antemão que o SL Benfica, à data, líder isolado do campeonato, já tinha feito a sua parte – vencer, na Luz, o Rio Ave FC. Num jogo com pouco a destacar, o triunfo do FC Porto teria o seu primeiro e único ponto de interesse ao minuto treze. O cruzamento de Otávio da direita faz a bola viajar até às costas de Mato Milos, defensor avense, e encontrar o pé esquerdo de Iván Marcano, que, de primeira, direciona-a para o interior da baliza visitante. Golo de belo efeito que, de certa forma, acabaria por contrastar com a pobre exibição da equipa às ordens de Sérgio Conceição.

2.

 FC Porto 2-1 Sporting CP (2017/18) – Jornada vinte e cinco. Num dos jogos que se adjetivava como “pedra no sapato”, o FC Porto, líder, recebia o Sporting CP, clube que ocupava o último lugar do pódio. Era imperativo vencer esta partida, de modo a manter a distância de cinco pontos para os encarnados, segundos classificados. E os dragões não vacilaram. Após um começo de jogo no qual o perigo rondou ambas as balizas, seria a equipa da casa a chegar à vantagem. Na ressaca de um canto cobrado por Sérgio Oliveira, Maxi Pereira combina com Hector Herrera à direita do ataque portista, caindo nos pés do mexicano a responsabilidade de colocar o esférico novamente no interior da área leonina. Aí surge Marcano: sem grande marcação, o central espanhol sobe e cabeceia para o fundo da baliza à guarda de Rui Patrício. Até à ida para os balneários, Rafael Leão ainda haveria de igualar o marcador, efeito que seria anulado no início do segundo tempo por Yacine Brahimi. Até final, não se registariam alterações no resultado: o FC Porto passava por mais um teste de fogo rumo ao título de campeão nacional.

1.

 Portimonense SC 2-3 FC Porto (2019/20) – Por último, viajamos até Portimão. Um jogo que parecia bem encaminhado, em questão de minutos, transformou-se num desafio hercúleo. No embalo das vitórias moralizadoras frente a SL Benfica e Vitória SC, os dragões chegam à vantagem com relativa naturalidade. Aos vinte e cinco minutos, Alex Telles, de grande penalidade, inaugura o marcador. Cerca de vinte minutos depois seria a vez de Zé Luís esticar as redes algarvias, permitindo, assim, que o FC Porto levasse uma confortável vantagem de dois golos para o segundo tempo. Como tudo o que é demais faz mal, conforto a mais não poderia trazer bons resultados. Dener, num primeiro momento, e Anzai seriam os responsáveis por deitar um enorme balde de água fria sobre os azuis e brancos. O placar eletrónico mostrava agora que a vantagem de dois golos dos visitantes se havia dissolvido. Para piorar, Alex Telles, na tentativa de estorvar a ação de Marlos Moreno, que já só tinha Marchesín pela frente, comete falta e recebe ordem de expulsão. No entanto, não seria desta que os deuses do futebol puniriam o excesso de comodidade dos dragões. Quando o cronómetro já se aproximava do nonagésimo oitavo minuto, canto batido por Corona e Marcano, relativamente à vontade, cabeceia de forma certeira para delírio do Mar Azul presente no sul do país.

Artigo revisto

José Mário Fernandes

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