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FC Porto 0-4 Club Brugge KV: Belgas provam-se duros de comer em pack de quatro

Marcos Brea · 4 min

Club Brugge FC Porto Champions
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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A CRÓNICA: O CLUB BRUGGE PROVOU-SE SUPERIOR AOS DRAGÕES E SOBE À LIDERANÇA DO GRUPO

O FC Porto não entrou da melhor maneira nesta edição da Liga dos Campeões. Num espaço de 11 minutos, encontrou-se a perder, a empatar o jogo e a sofrer o golo da derrota no último minuto frente.

Com o regresso a casa na competição, os azuis e brancos procuraram a redenção, e tinham aqui a oportunidade de o fazer, sendo que na última receção bateram o Club Brugge por 1-0.

Os belgas vinham de uma vitória frente ao Bayer 04 Leverkusen e com uma possível vitória em Portugal, tinham grandes hipóteses de alargar o início de uma campanha positiva.

O FC Porto entrou melhor no encontro, porém, após uma perda de bola do meio-campo portista, João Mário fez um corte grave, premiando assim o Clube Brugge com uma grande penalidade no minuto 15. O ex-FC Barcelona, Jutglà não falhou a oportunidade e inaugurou a partida para os visitantes.

O FC Porto procurava dar uma resposta e após excelente sucessão de passes entre Otávio e Evanilson, a bola surgiu para Pepê que na cara a cara com o veterano Mignolet, não conseguiu levar a melhor.

Começava a segunda parte e Sérgio Conceição, visivelmente descontente com a exibição da primeira parte, efetuou uma dupla substituição ao intervalo. Contudo, nem isso conseguiu impedir novo roubo de bola por parte do Brugge, e consequentemente, através de um contra-ataque, Sowah entrou no meio da defesa para ampliar a vantagem para 2-0.

O setor defensivo dos azuis e brancos mostrava espaços de fragilidade. Jutglà e Sowah, dois terços do trio ofensivo dos belgas haviam marcado, porém, ainda faltava Olsen e, não é que cinco minutos depois, seria a sua vez de entrar na lista de marcadores do encontro.

No que parecia um resultado dedidido para os belgas, os anfitriões provaram estar a dormir e bastou um passe para Nusa para vencer a defesa em corrida e fazer o 4-0.

Terminado o resultado, a equipa de Sérgio Conceição mostrou inúmeras debilidades defensivas, observadas nas transições defensivas, acrescentando ainda a falta de criatividade no meio-campo, justificada pelas perdas de bola e poucas oportunidades de golo. A campanha portista começa com duas derrotas consecutivas e pela frente espera-lhe quatro jogos bastante desafiantes.

O Club Brugge não era favorito para este encontro e com os seis pontos conquistados, ocupada agora a liderança do Grupo B e promete dar luta a qualquer equipa “superior”.

A FIGURA

Ferran Jutglà – O ponta de lança espanhol aproveitou todas as oportunidades neste jogo, seja a converter a grande penalidade, seja a assistir para o colega de equipa.

O FORA DE JOGO

João Mário FC Porto Club Brugge
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

João Mário – A habilidade do jogador como lateral direito titular continua a ser questionada. A performance do jovem português defensivamente deixou a desejar novamente e foi o culpado do pontapé de grande penalidade, que originou o primeiro golo dos visitantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A formação de Sérgio Conceição alinhou no 4-4-2 base, contando com Galeno e Otávio nas alas, enquanto Pepê assumiu um papel mais adiantado a formar dupla com Evanilson.

Descontente com as exibições de João Mário e Evanilson, Sérgio Conceição substituiu-os com Toni Martinez e Namaso Loader. Pepê passava a fazer o papel de João Mário como lateral direito, enquanto Toni se tornava no ponta de lança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Costa (4)

Pepe (5)

Carmo (5)

Uribe (5)

Pepê (5)

Zaidu (5)

Galeno (6)

João Mário (4)

Otávio (5)

Evanilson (5)

Eustaquio (5)

SUBS UTILIZADOS

Toni Martinez (-)

Loader (-)

Gonçalo Borges (-)

Veron (-)

Wendell (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB BRUGGE KV

A formação de Carl Hoefkens alinhou num 4-3-3, vendo o trio de Sowah, Jutglà e Olsen na frente novamente, após alcançar um resultado de sucesso frente ao Leverkusen na primeira jornada.

O Club Brugge, mesmo vencendo, mantinha o sistema base, contando com algumas adaptações defensivas com um dos extremos, seja Olsen, seja Sowah a descer até à linha defensiva para formar um 5-3-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mignolet (6)

Odoi (6)

Skov Olsen (7)

Jutglà (8)

Meijer (7)

Onyedika (6)

Sowah (7)

Vanaken (6)

Nielsen (6)

Mechele (6)

Sylla (6)

SUBS UTILIZADOS

Boyata (-)

Yaremchuk (-)

Nusa (7)

Sobol (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

O Bola na Rede não teve direito a colocar questões ao treinador Sérgio Conceição

 

Club Brugge KV

BnR: Boa noite mister, a sua equipa conseguiu aproveitar e usar falhas na defesa do Porto através das transições ofensivas. Portanto, o que entrou na preparação para a sua equipa brilhar dessa maneira?

Carl Hoefkens: Acho que era importante para nós encontrar equilíbrio. Quando tínhamos a bola, sabíamos que a pressão deles ia ser dura. Portanto, tínhamos de procurar e encontrar os espaços na defesa, pelo menos tentar e alcançar as costas do adversário. Tínhamos de procurar esses momentos de pressão e encontrar aqueles encontros tácticos e executar o plano. Conseguimos a vitória e estou satisfeito pela maneira como os meus jogadores executaram o plano.

Marcos Brea

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