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Aursnes e Companhia | SL Benfica 0-2 Burnley FC

Guilherme Terras Marques · 3 min

Fredrik Aursnes SL Benfica Burnley FC
Foto: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

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Benfica

Ao brilho do pôr-do-sol no Rio Tejo, o Estádio do Restelo, casa emprestada do Benfica para o jogo particular frente aos campeões da Segunda Liga Inglesa, o Burnley, foi-se enchendo à medida que os ponteiros do relógio se aproximavam do início da partida. Na euforia do anúncio do onze inicial dos encarnados, o nome de Di María foi o mais gritado, mas, atrás dele, estava um individuo que, por muito que não queira, acaba sempre por chamar à atenção.

 Os olhos atentos daqueles que se dirigiram a Belém para assistir ao último encontro amigável do Benfica, em solo português, viram entrar às 20h30 a equipa inicial dos encarnados, com uma particularidade em especial: Fredrik Aursnes na dupla do meio campo.

Numa altura em que se contava com Aursnes como um jogador mais adiantado no terreno, descaído para uma das alas, o norueguês regressou ao onze e ao meio campo dito, para fazer dupla com o seu antigo colega e reforço Orkun Kokçu.

Depois de exercer funções como médio defensivo, médio ala, número 10 e até como lateral direito, na temporada passada, o número 8 das águias regressou ao miolo da estrutura encarnada para jogar no centro do campo. E que maneira de voltar.

Numa exibição categórica do internacional norueguês, que durou apenas 45 minutos, para desgosto dos mais entusiasmados, o polivalente dos encarnados exerceu todas as posições mencionadas ao longo da primeira parte.

No processo ofensivo do SL Benfica, Aursnes surgiu como o primeiro jogador na construção. Ao recuar para receber a bola dos centrais, o que permitia não só a oportunidade de largura aos laterais, como também a libertação de espaço ao seu companheiro de meio campo, Kokçu.

Para além de elemento decisivo na fase inicial de construção, em poucos minutos conseguiu também romper a defesa adversária com passes a rasgar em profundidade e oferecer dessa forma oportunidades de golo aos seus colegas. Já no controlo do meio campo e da posse de bola em terreno adversário, Fredrik mostrou-se completamente à vontade, sendo rigoroso e criativo em todas as pequenas movimentações, todos os pormenores. No que toca à dupla com Kokçu, a mesma não poderia ter corrido melhor. Os dois entenderam-se como se nunca tivessem deixado de jogar juntos há mais de um ano atrás e fizeram das suas qualidades conjuntas o motor dos encarnados na primeira parte.

Fredrik Aursnes SL Benfica Burnley FC
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

No que diz respeito ao processo defensivo, a exibição do médio também não ficou nada atrás. Aquando da subida dos laterais na manobra ofensiva, o norueguês ofereceu sempre a compensação dos espaços, quer de um lado quer de outro. Num sistema de jogo que exige tanto dos jogadores que percorrem as duas laterais, ter um médio que consegue garantir desta forma a liberdade dos companheiros e o apoio aos centrais, é de valor extremo.

Já na pressão ao adversário, o número 8 do SL Benfica apresentou-se por diversas vezes como um dos primeiros elementos encarnados a iniciar esse procedimento, à frente dos próprios atacantes.

Aursnes, depois de vários jogos consecutivos no segundo onze apresentado pelos encarnados nos jogos particulares, regressou em força ao meio campo das águias e promete assim dar uma nova grande dor de cabeça a Roger Schmidt. Entre Kökçü, João Neves, Florentino e Chiquinho, o treinador alemão vai ter de escolher quem vai fazer dupla com internacional norueguês no meio campo.

Guilherme Terras Marques

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