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Sob o comando do treinador interino Ricardo Silva, o Famalicão goleou o Rio Ave de Vasco Seabra por 4-0, na 9.ª jornada da Primeira Liga.
No primeiro jogo desde a saída de Carlos Carvalhal, o Famalicão foi a Vila do Conde golear o Rio Ave por 4-0, sob o comando de Ricardo Silva. Em conferência de imprensa, o treinador interino confessou que ficou surpreendido com a resposta da equipa:
«Se estava à espera deste resultado? Não minto, não estava, mas esperava uma resposta. O resultado vincou ainda mais esta convicção. Nao me surpreenderam do que criaram em jogo, mas foi mais do que eu esperava».
O técnico acrescentou:
«São equipas que vinham de momentos diferentes da temporada. O Rio Ave embalado por duas vitórias, mas que preparámos bem durante a semana. Os jogadores interpretaram bem tudo o que pedi pela forma como deram esta resposta, deram-me confiança».
Questionado sobre a responsabilidade da vitória, Ricardo Silva afirmou:
«Não é minha nem do Carlos Carvalhal, é inteiramente dos jogadores pelo que trabalharam e por terem acreditado numa ideia que lhes foi proposta».
Por fim, refletiu sobre a importância do triunfo:
«Este resultado traz uma grande felicidade e um sentimento de dever cumprido. Sou treinador interino e compete-me fazer os jogadores acreditarem que são capazes de resolver os problemas. Sei que a decisão da SAD será a pensar no fututo do Famalicão e o melhor para o clube».
Do lado do Rio Ave, Vasco Seabra abordou a reação negativa dos adeptos à derrota:
«Compreendo sempre quando os adeptos têm razões para assobiar ou aplaudir, porque são eles que pagam as quotas, gostam do clube e têm de expressar as suas emoções. Temos que tratar de trazer os adeptos para nós com atitude e compromisso, porque o futebol é um jogo de emoções e temos consciência disso. Por isso, não podemos ficar melindrados com os assobios”, frisou o técnico dos vilacondenses, sublinhando: “Sinto que a minha equipa tem trabalhado muito para chegar a uma determinada forma de ser e estar. O resultado é ingrato porque é demasiado expressivo e penalizador. Mas não posso deixar de dar os parabéns ao Famalicão».
O técnico afirmou que os dois últimos jogos demonstram que ainda há muito trabalho por fazer:
«Ainda não conseguimos ser aquilo que devemos ser. Após a Taça não embandeirámos em arco os resultados, sabíamos que tínhamos trabalho juntos pela frente. Não é por ganharmos que entramos em euforia, nem por perdermos que entramos em depressão. Temos de refletir e ver o que fizemos bem ou mal. (…) Acreditei no desafio do Rio Ave por acreditar em algo positivo e nesta equipa, todos juntos. Sentimos que ambos conseguimos unir a mentalidade, mas isso não se consegue em dois dias. Queremos acrescentar uma cultura vencedora. É uma cultura que não conseguimos, por exemplo, ter durante este jogo».
Vasco Seabra terminou a conferência revelando a mensagem que passou à equipa durante o intervalo:
«Tentámos corrigir e aproveitar o que tinha sido feito de bom, mas o golo do Famalicão aos 47′ colocou a equipa mais ansiosa, embora tivéssemos condições para empatar. Depois do segundo golo, a equipa quebrou na energia».










