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Redação Bola na Rede

Manuel Brito Henriques

81 artigos publicados · no Bola na Rede desde 2025

CAN

Uma nova novela africana | Senegal 1-0 Marrocos

Em Rabat, no Prince Moulay Abdellah, os adeptos de Marrocos iam fazendo a festa e pintando as bancadas de vermelho, esperando quebrar um enguiço que dura desde 1976. No sentido contrário, os adeptos do Senegal, a jogarem a mais de 2500 km do próprio país, não se inibiam de dançar, cantar e fazer barulho, numa forma de demonstrar apoio aos seus jogadores para, consequentemente, repetirem o feito conseguido em 2021. No prolongamento, depois de tanta polémica, Pape Gueye gelou o estádio e levou o Senegal a conquistar a segunda Taça das Nações Africanas (CAN) da história do país. Depois de ambas as seleções terem feito um torneio praticamente perfeito, chegava o dia de uma destas nações se tornar a maior do continente africano. Marrocos, jogando em casa e tendo evoluído muito nos últimos anos, partia para este jogo como favorito. O Senegal, porém, para além de ter feito uma CAN praticamente irrepreensível, não podia ser menosprezado. Não só a qualidade individual é muita, como, duas edições antes, havia celebrado a vitória desta mesma competição.

Manuel Brito Henriques · 7 min de leitura
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Opinião

Um Alverca que cresce entre os pingos da chuva | Alverca 2-1 Moreirense

Numa tarde de sábado muito chuvosa, o Alverca recebeu e venceu o Moreirense por 2-1, arrancando a segunda volta do campeonato como terminou a primeira. A formação de Moreira de Cónegos, no sentido inverso, não conseguiu alargar a senda de vitórias e jogos sem perder, não só por culpa de um terreno molhado e pesado que dificultava o futebol mais apoiado da equipa minhota, como por um conjunto ribatejano que estava determinado a presentear os adeptos que, no meio de um temporal, marcaram presença no Complexo Desportivo FC Alverca. A vitória dos comandados de Custódio Castro deu início a uma nova página no confronto direto entre os dois emblemas, dado que o Moreirense somava sete vitórias diante dos ribatejanos, quatro delas consecutivas, e o Alverca havia apenas ganho um jogo frente aos minhotos, lá no ano de 1997. O regresso do Alverca ao principal escalão do futebol português tem sido realmente positivo. Depois de 20 anos sem estar presente na Primeira Liga, os alverquenses têm superado as expectativas, ocupando, ainda que provisoriamente, o nono lugar. Para além de já estar na primeira metade da tabela, a equipa de Custódio Castro está, no momento em que este texto é escrito, com os mesmos pontos que o Famalicão e a dois do Vitória SC. Mais ainda, encurtou para quatro pontos a distância para o Moreirense e, no caso de o Braga perder contra o Tondela, poderá acabar a jornada também a quatro pontos dos bracarenses. No fundo, mesmo que o nono lugar não pareça um grande feito para um clube que há mais de duas décadas não conseguia estar presente no maior palco do nosso futebol, o Alverca está a apenas quatro pontos, à condição, do quinto classificado.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Sporting

O apogeu do ‘tiki-taska’ | Sporting 4-0 Rio Ave

A poucos dias de terminar 2025, um ano que marcou a conquista do (bi)campeonato e da Taça de Portugal por parte do Sporting, os leões fizeram de tudo para honrar e dignificar tempos que dificilmente os sportinguistas esquecerão. Foi pelos pés, pela cabeça e pelo peito de Luís Suárez, o sucessor de uma das figuras mais marcantes dos títulos previamente mencionados, que a equipa de Rui Borges acabou o ano em grande. O 4-0 diante do Rio Ave não só espelhou a qualidade do ataque organizado da formação leonina, como deixou o Benfica cada vez mais isolado na terceira posição e, apesar das fragilidades já bem conhecidas do AVS SAD, permite pressionar o FC Porto na luta pela primeira posição. Tendo em conta o jogo da 16.ª jornada do campeonato, para além de ser imperial realçar o desempenho exemplar de Luís Suárez, que marcou um hattrick, é também impossível ignorar e dissociar esta época do ano tão nostálgica. Importa fazer um balanço e dar nota do Sporting de Rui Borges no início de 2025 e no final deste mesmo ano. Acredito que, mais do que os troféus conquistados, importa analisar o modo e forma de jogar da equipa nestes últimos 12 meses.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Opinião

O furacão azul e branco | Alverca 0-3 FC Porto

Foi no Estádio da Luz que se fez alusão a uma réplica de ciclone vinda dos Açores, mas no Complexo Desportivo de Alverca foi um verdadeiro furacão azul e branco que fez levantar os adeptos portistas em quatro ocasiões - três delas que deram efetivamente em golo. No momento do terceiro tento do FC Porto, em que Borja Sainz coloca a bola no canto esquerdo da baliza defendida por André Gomes, essa tempestade extrema atingiu o apogeu, fazendo com que as redes e uma grande parte do estádio abanassem com muita intensidade. É precisamente sobre “intensidade” que grande parte deste texto se debruçará. Não aprecio muito a utilização deste termo para qualificar o jogo de uma equipa, muito menos de resumir o futebol a quem tem mais força e a quem é mais esforçado. Aliás, sou da opinião de que, em grande parte das vezes, é o cérebro – individual e coletivo - a maior arma de uma equipa. Contudo, é impossível dissociar o conceito anteriormente referido daquele que tem sido o estilo de jogo base do FC Porto. Quando Rui Borges assumiu o comando técnico do Sporting, há já quase um ano, deu a conhecer o mote “quando faltar inspiração, que não falte atitude”. Farioli, que chegou à Invicta há cerca de meio ano, parece ter-se apropriado das palavras do técnico rival, que se ligam muito bem à identidade e cultura dos dragões, e exponenciou a atitude para um outro patamar. Voltando a fazer alusão ao segundo golo na conta pessoal de Borja Sainz no jogo frente ao Alverca, o terceiro dos portistas no mesmo encontro, não só os comandados de treinador italiano têm continuado a demonstrar atitude quando a inspiração está escassa, como, em jogos mais complicados, a atitude tem sido o motor da inspiração.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Estoril Praia

As forças e fraquezas da marcação individual | Estoril Praia 1-0 Braga

O jogo que inaugurou a 15ª jornada do campeonato opôs Estoril Praia e Braga. Depois de quatro partidas sem ganhar, das quais três para o campeonato, a equipa de Ian Cathro esperava, vencendo os comandados de Carlos Vicens, conseguir um presente de Natal antecipado. Olhando para os resultados mais recentes, seria muito difícil prever que o marcador, no fim do tempo regulamentar, iria ditar o 1-0 para a equipa da casa. A verdade é que, com o futebol a ser futebol, a equipa da linha de Cascais, através de um golo de André Lacximicant, acabaria por derrotar o Braga pela primeira vez em 10 anos, e logo no melhor período da época dos minhotos, que vinham de sete partidas sem perder. À partida para este confronto, uma coisa parecia certa: ambas as equipas iriam ser fiéis à sua imagem, mostrando personalidade, vontade de ganhar e, desde logo, procurar condicionar ao máximo o jogo do adversário. No fundo, e mesmo o Estoril Praia tendo perdido por 4-0 no terreno do Famalicão há menos de uma semana, esperava-se um jogo entre dois treinadores com uma filosofia base relativamente semelhante. De um lado, o escocês Ian Cathro, que quase renega as suas raízes culturais e aposta num futebol virado para a qualidade de bola no pé, no jogador elegante e num futebol ofensivo e de posse. Do lado contrário, Carlos Vicens, ex-adjunto de Guardiola no Manchester City – o que, naturalmente, lhe garante uma primeira impressão muito positiva-, e que nada mais quer do que implementar um futebol dominador, valorizar o jogo com bola e sufocar o adversário.

Manuel Brito Henriques · 7 min de leitura
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Sporting

Um novo clássico de Natal | Santa Clara x Sporting

Precisamente um ano depois, Sporting e Santa Clara voltam a encontrar-se nos oitavos de final da Taça de Portugal. Há um ano, os leões, ainda com João Pereira no comando técnico, viram-se aflitos para vencer os açorianos. O jogo que se realiza nesta quinta-feira, às 18:45h de Portugal Continental, não deverá ser muito mais fácil. O Sporting parte para este jogo com uma vitória sem espinhas perante o AVS SAD por 6-0. O jogo que ditou a despedida de Geny Catamo e Diomandé, que vão representar Moçambique e Costa do Marfim na CAN, respetivamente, foi um passeio para o conjunto leonino e demonstrou as debilidades já bem conhecidas dos avenses. Os leões, para além dos já referidos Ousmane Diomandé e Geny Catamo, não poderão contar com os lesionados Debast, Pedro Gonçalves e Geovany Quenda e Nuno Santos. Assim, por muito que as diferenças sejam grandes no que toca à qualidade exibicional do Sporting no momento atual e no período homólogo, os verde-e-brancos têm ausências de peso, e precisarão de encontrar soluções para ocupar esses lugares no 11 inicial.

Manuel Brito Henriques · 8 min de leitura
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