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Redação Bola na Rede

Manuel Brito Henriques

81 artigos publicados · no Bola na Rede desde 2025

Sporting

Luis Suárez | O “9” que faz jogar

Poucos esquecerão a novela de Viktor Gyokeres. Não só durou um par de semanas, como desgastou a relação entre adeptos leoninos e um dos avançados mais decisivos e concretizadores do século XXI em Portugal. Para além de 97 golos marcados num total de 102 jogos, aos quais se juntam 26 assistências, o avançado sueco, em apenas duas temporadas, levou para Alvalade dois campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal. Quando o Arsenal bateu à porta e Gyokeres saiu sem hesitar, a relação de cumplicidade entre o emblema lisboeta e o agora avançado dos gunners rapidamente entrou em rotura. Estaria Conrad Harder pronto para se tornar no novo robô nórdico? Na pré-época, a intenção de Rui Borges em alterar o sistema tático e algumas rotinas coletivas ficaram patentes. Não só a mudança de uma estrutura base de 3-4-3 para um 4-2-3-1 – mais dinâmico, maleável e com capacidade para se transformar em 3-4-3 ou 3-2-5 -, como também uma maior associação do ponta-de-lança, funcionando como elemento de ligação. Como tal, tanto na pré-época, como, mais tarde, na Supertaça, ficou claro que Harder não tinha capacidade para, devido a limitações técnicas fundamentais, ser o avançado ideal para o novo sistema sportinguista.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Primeira Liga

A valorização do futebol português | Estoril Praia 3-1Gil Vicente

Tarde de sol, horário decente, estádio bem composto, duas equipas que procuravam a vitória. Foram estes os ingredientes de um dos principais jogos da jornada, que terminou com a vitória do Estoril Praia diante do Gil Vicente, por 3-1. Após golo gilista no primeiro quarto de hora do encontro, depois de uma grande penalidade convertida por Murilo Souza, a equipa de Ian Cathro reagiu rapidamente, através de um cabeceamento de Felix Bacher. No segundo tempo, Yannis Begraoui fazia o segundo e terceiro golos dos canarinhos, garantindo ao Estoril Praia subir ao sexto lugar, somando 33 pontos. No lado oposto, os comandados de César Peixoto, que, na última jornada, haviam subido ao quarto lugar da Primeira Liga, voltam ao quinto posto, com 40 pontos em todo o campeonato. O duelo entre canarinhos e galos poderia ter caído para qualquer um dos lados. Contudo, mais do que lutar pelo resultado, o encontro serviu um propósito consagrado na génese do futebol e no desporto em geral: o entretenimento. Há um vasto grupo de pessoas - nas quais não me incluo, mas que compreendo – que avalia negativamente o estado atual do futebol devido à perda de espontaneidade por parte dos jogadores e a um excesso de jogo de xadrez que padroniza em demasia o desporto-rei. O que é certo é que Estoril Praia e Gil Vicente, a partir de sistemas de jogo, dinâmicas e perfis diferentes, equilibram extremamente bem a riqueza tática e o fator espetáculo. Os quatro golos que compuseram o resultado final, aliados a mais de uma dezena de remates de uma e outra equipa, bem como a defesas de alto nível por parte de Joel Robles e Lucão, demonstram bem a intenção de Ian Cathro e César Peixoto em procurar, tanto quanto possível, a baliza contrária. Duas abordagens estrutural e mentalmente diferentes conduzem a um mesmo objetivo: lutar para ganhar, não apenas defendendo a própria baliza, mas, sobretudo, procurando as redes adversárias.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Opinião

Até onde podem chegar os clubes portugueses na UEFA?

Sporting, Benfica, FC Porto e Braga asseguraram a passagem às próximas fases da Champions League e Europa League. Enquanto os leões, dragões e guerreiros conseguiram apurar-se diretamente para os oitavos de final das respetivas provas da UEFA, as águias terão de recorrer a um playoff – equivalente aos 16 avos de final -, onde tornarão a enfrentar o Real Madrid, clube que venceram por 4-2, na última jornada da fase regular da Champions League. A diferença qualitativa entre as duas provas da UEFA já referidas são muitas, isso é certo. Tal acentuou-se ainda mais com a mudança de formato das competições europeias que se sucedeu no início da época transata. Com a criação de uma fase de liga, que veio substituir a clássica fase de grupos, deixou de haver equipas a migrar da Champions League para a Europa League. Com o antigo formato, recorde-se, os terceiros lugares de cada grupo da prova milionária eram relegados à segunda competição da UEFA. Atualmente, não podendo isso acontecer, é certo que Braga e FC Porto são, pelo menos, candidatos a chegar a uma fase adiantada da prova.

Manuel Brito Henriques · 8 min de leitura
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Opinião

Uma corrida contra o tempo | Estrela da Amadora 1-0 Santa Clara

Estrela da Amadora e Santa Clara reencontraram-se este domingo para disputar mais uma jornada da Primeira Liga. Mais do que a 21ª jornada do campeonato, esta era a oportunidade de uma e outra equipa darem um pontapé numa série de jogos sem ganhar. Acima de tudo, era um jogo que representava uma nova época dentro de uma mesma temporada desportiva, mas já lá vamos. O embate entre Estrela da Amadora e Santa Clara, que terminou com a vitória dos estrelistas por 1-0, significou a subida, ainda que provisória, dos amadorenses à 11ª posição, com um total de 23 pontos conquistados. Do lado açoriano, o número de derrotas consecutivas sobe para quatro, pelo que o Santa Clara se mantém em lugar de playoff de despromoção, com apenas 17 somados em todo o campeonato. Puxando a cassete atrás, passo a explicar a frase “nova época dentro de uma mesma temporada desportiva”. No mercado de inverno, entre entradas e saídas, houve um total de 22 mexidas no plantel do Estrela da Amadora. Foram dez saídas, entre as quais dos habituais titulares Sidny Lopes Cabral, Kikas e Ngom, bem como de Montóia. Pelo outro lado, entraram 12 jogadores, provenientes de diferentes contextos, quiçá menos competitivos e profissionalizados, e que atuavam em sistemas de jogo distintos. No lado açoriano, foram dez o número de entradas, sobretudo de jogadores vindos do futebol brasileiro. Quanto ao número de saídas, houve cinco com especial impacto, três delas relativas a jogadores com alta rodagem, tais como Matheus Pereira, Adriano Firmino e Luís Rocha. Mas é no banco de suplentes, contudo, que o impacto é maior: Vasco Matos, o treinador encarregue de fazer o Santa Clara regressar ao principal escalão do futebol português e, mais tarde, de colocar os Bravos Açorianos em situação de qualificação para a Conference League, foi demitido após o desaire frente ao Estoril, rendendo-lhe Petit.

Manuel Brito Henriques · 9 min de leitura
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Sporting

O regresso da estrelinha | Sporting 2-1 CD Nacional

Pelo quarto jogo seguido, o Sporting conseguiu a vitória para lá dos 90 minutos do tempo regulamentar. Depois de PSG, Arouca e Athletic, foi agora o CD Nacional a ver as próprias redes a abanarem pouco antes do apito final. Luís Suárez, como havia acontecido em dois desses três jogos, vestiu a capa de herói, recorreu ao seu instinto matador e fez os adeptos de Alvalade ecoarem o seu nome, após estabelecer o 2-1 final. Com mais uma vitória, o Sporting ficou a quatro pontos, à condição, do líder FC Porto – contra o qual jogará na próxima jornada – e, mais tarde, assistiu à escorregadela do Benfica diante do Tondela, aumentando para cinco pontos a distância para os encarnados. São agora 51 pontos que o fazem ocupar a segunda posição. Já o CD Nacional está atualmente em igualdade pontual com o Estrela da Amadora, Rio Ave e Arouca. Além disso, são mais cinco os pontos em relação ao Casa Pia, que, ocupando a posição de acesso ao playoff de despromoção, defronta o FC Porto nesta jornada. Os madeirenses contabilizam 20 pontos e ocupam o 11.º lugar na atual edição da Primeira Liga.  

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Opinião

14 anos à espera de vingança | Athletic x Sporting

Pela primeira vez em 14 anos, o Sporting desloca-se ao Estádio San Mamés, em Bilbau, para defrontar o clube local, desta vez em jogo referente à oitava jornada da fase de liga da prova milionária. A última vez que os emblemas ibéricos se defrontaram foi em 2012, nas meias-finais da Europa League. Depois de os leões de Portugal terem vencido os leões brancos por 2-1 em Alvalade, com Emiliano Insúa e Diego Capel a fazerem os golos que alimentavam o sonho do Sporting em marcar presença numa final europeia, o Athletic, no seu reduto, acabaria por ganhar por 3-1, pelo que o tento de Wolfswinkel não foi suficiente para que os lisboetas ultrapassassem uma equipa composta pelos jovens Ander Herrera e Iker Muniain, por Iraola, por Susaeta, por Fernando Llorente, entre muitos outros craques. A título de curiosidade, o Athletic viria a ser cilindrado pelo Atlético de Madrid na final dessa edição da Europa League, perdendo por 3-0. Radamel Falcao bisou e Diego Ribas confirmou o título madrileno. Nos tempos que correm, embora os clubes sejam os mesmos, os protagonistas mudaram. Aliás, a própria preponderância de ambas equipas é outra, principalmente no lado sportinguista. O Sporting terminou a temporada 2011/2012 em quarto lugar, atrás de FC Porto, Benfica e Braga. Além disso, os leões finalizaram essa época com uma pontuação mais próxima do Nacional, que ocupava a sétima posição, do que dos dragões…que foram campeões. Essa temporada desportiva marcou, também, os 10 anos do Sporting sem conquistar o campeonato nacional e o terceiro ano consecutivo sem conquistar qualquer troféu. Atualmente, o Sporting vive, sem dúvida nenhuma, dias muitíssimo melhores.

Manuel Brito Henriques · 8 min de leitura
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