O Petro de Luanda confirmou mais uma conquista do Girabola e fecharam as principais contas do campeonato angolano após a última jornada.
A mitologia e mística do Jamor a favor do Torreense ou como explicar uma vitória histórica na Taça de Portugal
Há locais especiais no mundo e na vida. No que toca ao futebol português, poucos serão tão fortes e tão impactantes como o Estádio Nacional no Jamor, um campo perdido no meio da mata, quase esquecido ao longo de uma época e relembrado como um dos dias mais felizes do ano por muitos que, ao contrário dos restantes 364 dias, não se importam de acordar cedo para ocupar os terrenos circundantes, muitas vezes sem bilhete, em nome do convívio e do futebol. Foi este o palco da festa maior do futebol português e, em particular, do Torreense. A Taça de Portugal é uma utopia possível, uma epopeia alcançável ou qualquer outra contradição sem nexo, mas com todo o sentido. Numa época em que os orçamentos são tão ou mais falados e relevados do que aquilo que se faz em campo, é o território onde os sonhos são possíveis e onde os gigantes podem ser olhados na cara, sob a esperança de 90 minutos - ou um pouco mais - de glória.

















