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Seleção Nacional

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Cristiano Ronaldo | O “Adeus” do Eterno Capitão

A qualificação para a fase final do Mundial não é apenas mais um carimbo no passaporte competitivo de Portugal. Representa, com grande probabilidade, o prólogo do adeus do maior futebolista que este país, e que o mundo, alguma vez produziu e que o mundo viu crescer num patamar quase inatingível. Cristiano Ronaldo não foi apenas um jogador de futebol. Foi a força quase sísmica que deslocou o eixo do futebol português e que o empurrou definitivamente para o centro do mapa global. Portugal teve génios. Eusébio incendiou plateias inteiras, Futre desafiou gravidades, Chalana espalhou magia em cada toque e Figo ultrapassou fronteiras que pareciam intransponíveis. No entanto, nenhum deles reescreveu o ADN competitivo nacional como Ronaldo. Com Cristiano Ronaldo, Portugal deixou de ser uma seleção que poderia surpreender para se tornar numa seleção que tinha de vencer. A equipa passou de outsider a referência. Nada disto surgiu por acaso; durante quase duas décadas houve alguém a puxar a nossa ambição sempre para cima, sempre contra o impossível.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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Até onde chegará Portugal no Mundial 2026?

A glamorosa vitória de Portugal por 9-1 frente à Arménia fez esquecer os erros cometidos diante da Hungria, em solo português, bem como o jogo enfadonho em Dublin, que terminou com a vitória da Irlanda por 2-0. O encontro frente à seleção irlandesa foi, porventura, o pior desde o início da era Roberto Martínez, que tem sido marcada por decisões estratégicas questionáveis, por convocatórias controversas e por planos de jogo que, não raras vezes, saíram completamente furados e desenquadrados, camuflados pela conquista de uma Liga das Nações conseguida pelo talento individual dos jogadores portugueses. O treinador de 52 anos rendeu Fernando Santos no comando técnico da seleção nacional logo após o Mundial 2022. Olhando para os resultados de uma forma geral, o trabalho do ex-técnico da Bélgica ilude, uma vez que parece evidenciar uma identidade ganhadora e competitiva, graças às 24 vitórias (incluindo duas em grandes penalidades) em 31 partidas oficiais. Embora não goste de reduzir o futebol a números, quero, desde já, justificar esta alta percentagem de vitórias - cerca de 77% - desde a chegada de Roberto Martínez ao cargo de selecionador de Portugal.

Manuel Brito Henriques · 6 min de leitura
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