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Seleção Nacional

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Portugal entre o talento individual e o acerto coletivo com duas faces do mesmo problema: O paradoxo da Seleção

Portugal vive um paradoxo competitivo. Tem uma das gerações mais talentosas do mundo, mas continua a revelar fragilidade estrutural nos momentos em que o jogo exige controlo, seja com bola (frente à Irlanda), seja sem bola (frente à Hungria). A qualidade individual tem conseguido compensar a ausência de um modelo coletivo coerente, e é aí que o rendimento se torna vulnerável. Diante da Irlanda, Portugal teve bola, mas faltou-lhe ideia. A circulação foi previsível e feita de forma muito lenta e previsível. A equipa jogou em largura, mas raramente fez movimentos de profundidade que obrigasse a linha defensiva da Irlanda a desmontar-se, Cristiano Ronaldo jogou longe da zona onde define Faltou ligação entre médios e avançados, muito passe lateral, pouca ocupação racional dos espaços interiores, poucas sobreposições dos laterias.

João Prates · 2 min de leitura
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