Portugal teria de esperar por esse fenómeno concretizador pelo menos sete, oito anos. Entre a aparição dum super Tó Madeira na primeira versão do CM01/02 e o Cristiano Ronaldo mais predador de área, ali por 2007 (passa de 12 golos…
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Seleção Nacional
Portugal volta a estar presente num Europeu de Futebol. 10 jogos, 10 vitórias, 36 golos marcados, apenas dois sofridos na fase de qualificação. Acho que já todos vimos estes números, são fantásticos, muitos recordes batidos e nunca ninguém viu a nossa seleção fazer uma qualificação tão perfeita. Tudo certíssimo. Porém, o que mais me surpreendeu foi ver Portugal a experimentar vários sistemas táticos, apostar em diversas variações e a manter sempre uma consistência no seu futebol. Para além da consistência, o compromisso dos jogadores, algo que, por vezes, foi notório que não existia. Mesmo nestes últimos dois jogos com Liechtenstein e Islândia, vimos situações de enorme compromisso defensivo da equipa e isso não era tão comum. Mérito total dos jogadores, do selecionador e da sua equipa técnica. Agora, vem a parte mais complexa. Começa tudo do zero e esse tem sido um problema. Quando o Europeu na Alemanha começar a 14 de junho, alguém se vai lembrar desta fase de qualificação? Muito poucos, porque muitas coisas podem mudar até lá e esse desafio mental deve ser o próximo passo de Roberto Martínez. Aliás, o desafio mental não deve ser só focado naquilo que foi feito agora, mas também nas últimas fases finais de Portugal. Será que já aprendemos com os erros da derrota com Marrocos no Catar? Será que aprendemos com os erros defensivos frente à Alemanha e Bélgica no Europeu 2020? Será que estamos mais preparados mentalmente e, talvez o mais importante, emocionalmente para uma fase final? Será que vamos voltar a sacrificar jogadores que não estão a 100% só para apresentarmos o "melhor onze"?
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Portugal teria de esperar por esse fenómeno concretizador pelo menos sete, oito anos. Entre a aparição dum super Tó Madeira na primeira versão do CM01/02 e o Cristiano Ronaldo mais predador de área, ali por 2007 (passa de 12 golos…
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Seleção Nacional
A Seleção Nacional qualificou-se de forma irrepreensível para o Euro 2024, ainda com três jogos por disputar, mas não é apenas essa qualificação imaculada que nos dá legítimas margens, a nós portugueses, de exigirmos um título à mistura de gerações que fazem das nossa seleção uma das grandes candidatas ao título europeu no próximo ano. Neste apuramento, vimos uma seleção sem rasgo em determinados jogos e uma seleção cheia de alegria e dinâmica noutros. Sim, os adversários não eram de peso, mas os números da qualificação são: 27 golos marcados, dois sofridos. E ainda faltam três jogos. Tivemos competência, seriedade e, a espaços, muita qualidade. Vejo nesta seleção uma alegria em campo que me dá boas sensações. Vejo jogadores como Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rafael Leão, ou João Cancelo, mais confiantes, mais soltos, e, sobretudo, mais sincronizados e ligados entre si. Todos são jogadores de topo que têm de aparecer ao mais alto nível na fase final.
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Portugal dispensou a calculadora, mas não o terço que costuma necessitar nas qualificações para os grandes torneios. A vitória caseira por 3-2 ante a Eslováquia selou o apuramento português, mas a segunda metade portuguesa, durante a qual sofreu dois golos…