Rui Borges analisou o empate entre Famalicão e Sporting. O técnico respondeu a uma questão do Bola na Rede na conferência de imprensa.
Rui Borges fez a análise ao empate entre Famalicão e Sporting (1-1), na 6.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Famalicão e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico da equipa dos leões.
Lê também a questão colocada a Carlos Carvalhal, treinador do Famalicão.
Bola na Rede: Com o bloco médio/baixo do Famalicão, o Sporting foi tentando explorar as roturas, as duplas roturas e a colocação de vários jogadores entrelinhas. Ainda assim, pergunto-lhe se, em determinados momentos, na primeira parte, o Geny acabou por estar um pouco desapoiado no corredor direito, também pelas poucas projeções do Fresneda? E depois por outro lado, que papel pode ter o Doumbia numa posição mais adiantada na meia esquerda para ajudar a equipa no último terço perante estes blocos mais compactos?
Rui Borges: Em relação à parte do Geny, acho que não. Tínhamos de ser mais incisivos quando a bola chegava ao corredor, para provocar essa profundidade, um, dois homens, como disseste e muito bem, a atacar a profundidade quando a bola chegava à largura. Nós fomos perdendo isso com o passar do tempo na primeira parte, tínhamos que arranjar espaço para ligar dentro, até porque a relva não estava muito fácil para jogarmos a um toque ou dois. A bola saltava muito e acabava por não facilitar o jogo interior. E, dentro de um bloco baixo, é natural que tenhamos de crescer e há jogadores que precisam de crescer nesse sentido e trabalhar dentro do bloco. A parte difícil dos grandes jogadores é trabalhar dentro de linhas curtas e coesas, que era o caso do Famalicão, e conseguirmos, mesmo em jogo interior, ter tomadas de decisão a um toque ou dois, e não estávamos a conseguir, e jogadores que não têm propriamente essas características. Por isso, não acho que era muito por aí, penso que a tomada de decisão nos últimos 20 minutos da primeira parte não foi a melhor. Deixámos o Famalicão entrar em ataques rápidos e, nesse momento, até estivemos muito bem, que era o momento mais perigoso de hoje. Por isso, tivemos oportunidade para fazer golo, poderíamos ter feito, não fizemos. É como eu digo, precisamos de estar ligados 91, 95, 96 minutos, não podemos desligar do jogo, acima de tudo.

