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António Barbosa

11 artigos · último

Liga 3

O poder da tomada de decisão | Belenenses 1-1 Académica

O sol desvanecia à medida que o início do jogo se aproximava. A escuridão e o frio apareciam. Adeptos de Belenenses e Académica não tinham outro remédio senão cantar para aquecer um pouco mais o ambiente e as próprias vozes, e dois gigantes do nosso futebol, outrora mais acordados, prometiam brilho a um Estádio do Restelo que, por si só, já é espetacular. Vivia-se ambiente de clássico no jogo grande da jornada 13 da Liga 3. O empate a uma bola garantiu à Académica subir à terceira posição, aproveitando a derrota do Caldas frente ao 1.º Dezembro, ainda que ficando com apenas mais um ponto do que o Amora, que está, para já, fora de zona de qualificação para o grupo de promoção. O Belenenses sabia que se iria manter no primeiro lugar, praticamente qualificado para a disputa por uma vaga na Segunda Liga, embora tenha visto a vantagem para o Mafra ser reduzida a três pontos. Uma vez mais, tal como já referi em várias crónicas de jogos da Liga 3, a partida foi decidida nos detalhes. Este é um campeonato recheado de emoção e, quando os intervenientes são dois clubes com um passado tão glorioso no futebol português, podemos esperar que tudo aconteça. Como referido pelo mister António Barbosa, este pode até não ter sido um dos jogos mais empolgantes para o adepto-comum. De facto, não o foi. Mas, num futebol cada vez mais evoluído, apoiado por tantas ferramentas de observação, é complicado equipas com qualidade individual tão idênticas sobressaírem. Surge aí a necessidade da criatividade do jogador, cuja tomada de decisão é tão fundamental para desbloquear e fazer mexer as estruturas adversárias e, consequentemente, o marcador.

Manuel Brito Henriques · 9 min de leitura
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Segunda Liga

António Barbosa: Liga 2 – A luta pela subida de diferentes formas

Análise à capacidade defensiva do Santa Clara, à eficiência (de nível mundial) do AVS nas bolas paradas, ou ao ataque patenteado pelo Nacional da Madeira. Eis as pistas para descodificar as equipas – e as abordagens distintas – das equipas que melhor se posicionam na luta pelo acesso à Liga 1. O Santa Clara (GR + 5 + 4 + 1) posiciona-se no setor médio com duas linhas muito compactas, fechando o espaço entre a linha defensiva e a linha média, abordagem aliada a uma grande dinâmica, em resultado de uma forte capacidade de gerar basculações e coberturas. A pressão ao jogo dos adversários começa com uma defesa implementada logo no setor médio ofensivo, aplicando indicadores de subida da linha defensiva. A equipa acrescenta uma forte capacidade defensiva individual, que se comprova pelo número de duelos e desarmes ganhos pelos seus jogadores, que potenciam a qualidade do posicionamento inicial, e a antecipação posicional, permitindo disputar muitos lances atacando a bola de frente.  Quando no setor defensivo, a equipa consegue travar muitas das ações de tentativa de chegada à sua baliza, impossibilitando situações de remate e de último passe, o que leva a reduzir o  número de intervenções do guarda-redes. O elevado rigor tático e compromisso defensivo transforma o Santa Clara na equipa que concede menos situações de perigo na sua baliza. E a velocidade com que realiza as transições ofensivas permite que consiga chegar rapidamente à baliza adversária.

Redação BnR · 4 min de leitura
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