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Florentino Pérez

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Benfica

O silêncio que vale por mil palavras | Benfica

O empate entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Braga na passada segunda-feira foi muito mais do que dois pontos perdidos. Foi o espelho de uma época desastrosa, um retrato cru de um clube perdido entre a falta de liderança, a ausência de rumo e um silêncio ensurdecedor vindo de quem devia dar a cara nos momentos difíceis. As bancadas falaram. E falaram alto. Os cânticos de pedido de demissão dirigidos a Rui Costa não foram apenas fruto da frustração de um resultado. Foram o culminar de meses de desgaste, de decisões incompreensíveis, de promessas vazias e de uma incapacidade gritante da direção em assumir responsabilidades. Mas perante o descontentamento crescente, a resposta foi o vazio. O silêncio. Um silêncio estratégico, quase calculado, onde o clube parece servir de escudo para proteger quem o dirige das críticas legítimas dos sócios.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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Opinião

Os pecados de Florentino Pérez

Florentino Pérez surpreendeu o mundo do futebol ao anunciar que realizaria uma conferência de imprensa ao final da tarde da última terça-feira, depois de uma época absolutamente para esquecer do Real Madrid. Se alguns presidentes não têm qualquer problema em falar com a imprensa, apresentando-se aos jornalistas inclusivamente algumas vezes por mês, o líder dos merengues sempre se pautou pelo silêncio, tantos nos momentos positivos como nos negativos. O dirigente sempre contou com intermediários, o que fez com que poucas vezes pisasse os terrenos da sala de imprensa. Quando o fez, mostrou-se assertivo, ponderado e seguro de si. Podíamos não concordar com a mensagem, mas a mesma não era mal transmitida, usavam-se as palavras de uma forma correta, num discurso trabalhado com antecedência. O que vimos em Valdebebas foi o inverso do que se esperava. Previa-se um Florentino Pérez a realizar um resumo da época, retirando ilações negativas, já que positivas há poucas, admitindo que iria contratar um novo técnico e que existiria uma reconstrução do plantel. Quiçá pudéssemos apontar para a convocatória de eleições, tendo em conta a dificuldade que é para alguém poder participar nas mesmas, dadas as condições aprovadas pelos sócios do Real Madrid e apresentadas pela atual direção.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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