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Marco Silva

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Benfica

Controlo nos Barreiros e nova demonstração de força encarnada | Marítimo 0-3 Benfica

O regresso aos Barreiros ditou mais um triunfo categórico para o Benfica de Marco Silva. A vitória por 0-3 na Madeira não foi apenas uma demonstração de superioridade no marcador, mas sim um teste à capacidade de adaptação da equipa perante adversidades físicas e um relvado em péssimas condições. Entre a estreia a titular de João Palhinha, o bis de um Leandro Barreiro de passada larga e mais um recital de Gianluca Prestianni, as águias cimentaram processos e somaram a quinta vitória consecutiva na temporada. A grande novidade no onze encarnado trouxe o equilíbrio que há muito se pedia ao meio-campo. Com João Palhinha a assumir a posição seis por troca com Enzo Barrenechea, o Benfica ganhou um autêntico tampão nas transições defensivas. O internacional português varreu o miolo com 14 ações defensivas, dominou os duelos físicos e permitiu que a equipa jogasse subida sem o pânico do contra-ataque adversário. Quando o Marítimo tentava explorar o espaço nas costas da defesa, encontrava invariavelmente a cobertura rapidíssima de Tomás Araújo, imperial no controlo da profundidade ao longo de toda a tarde.

Duarte Rêgo · 3 min de leitura
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Benfica

O regresso da águia ao Caldeirão | Marítimo x Benfica

Três anos depois o Benfica regressa ao mítico Caldeirão dos Barreiros para defrontar o Marítimo, que este ano regressou ao principal escalão do futebol português. Os encarnados querem levar a melhor neste duelo histórico para continuarem na perseguição ao líder FC Porto, que ontem venceu o Moreirense, e ao Sporting, que joga a seguir às águias. Na próxima quarta-feira o conjunto orientado por Marco Silva acerta as contas do campeonato para defrontar o Moreirense, em jogo correspondente à terceira jornada. Mas por agora o foco está apenas e só nos insulares.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
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Benfica

Como pode João Palhinha ajudar o Benfica?

O fecho da transferência de João Palhinha para o Benfica é um daqueles movimentos de mercado que alteram a correlação de forças no futebol nacional. Com um investimento a rondar os 14 milhões de euros fixos e um contrato de topo até 2030, a estrutura encarnada garantiu o perfil exato que faltava para equilibrar a ideia de jogo de Marco Silva. Não se trata de uma aposta de futuro, mas sim da chegada de um jogador consagrado, internacional português com rodagem de topo na Premier League e Bundesliga, pronto para assumir a titularidade e blindar o corredor central. O impacto de Palhinha na Luz começa naquilo que o plantel atual pura e simplesmente não tem: autoridade física, raio de ação sem bola e agressividade nos duelos. O meio-campo do Benfica tem pecado por alguma brandura nas transições defensivas. Se elementos como Enzo Barrenechea asseguram uma circulação fluida e transporte apoiado, faltava um elemento de choque puro que travasse os contra-ataques adversários logo à nascença. Palhinha é o protótipo do número seis destruidor, um autêntico tampão que lidera nos desarmes, nas interceções e na recuperação em terrenos adiantados, impedindo que a equipa se parta quando perde a posse.

Duarte Rêgo · 2 min de leitura
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Opinião

A praia onde o Benfica se está a habituar a atacar é a mesma onde ficou perto de morrer e outras lições de agosto

As últimas horas de agosto trouxeram os raios de sol que escassearam há umas semanas, quando a chuva e o frio se apoderaram do verão português. Se há coisa que qualquer português rejeita é que lhe tirem o verão. Uma aragem mais forte, uma água que comece a cair do céu, um termómetro que termine os dias a tornar obrigatório andar com um casaquinho e está tudo estragado. Ora, se quisermos, e pegando na liberdade criativa que defrontar o Estoril Praia oferece, entre o areal e o mar, o Benfica vive pleno verão. O problema, esse, é quando o Zéfiro incomoda, quando a chuva apelidada carinhosamente como "molha-parvos" se sente e quando o casaquinho surge em versão invernal, já com pêlo para resistir ao mau tempo. Se quisermos, o mês de agosto de 2026 é perfeito para descrever o Benfica de Marco Silva. No geral, foi um mês de verão, de praia, piscina e muito calor. Também o futebol do Benfica foi risonho, com envolvimento ofensivo, deixando para trás as amarguras da estreia oficial na Suíça e apresentando uma versão com várias goleadas e vitórias saborosas. No entanto, em vários jogos, sentiu-se uma aragem suficiente forte para abanar os ramos das árvores e fazer olhar para a tonalidade do céu e das suas nuvens. Por vezes, não foi mais que fogo de vista, que um jogo de cores e sensações que o clima, cada vez mais rebelde, provocou. Contra o Estoril Praia, por exemplo, foi precisamente este o fenómeno que aconteceu quando Yanis Begraoui - a palavra fenómeno (não pensando em Ronaldo Nazário, mas em alguém fenomenal à escala canarinha) não é inocente - decidiu, do nada, marcar um golo. O problema, esse, foi o que se sucedeu contra o Académico de Viseu. Essa memória é distante, mas foi a chuva de agosto do Benfica. E que, nem que por uns segundos, todos recordaram quando Begraoui fez escurecer as nuvens do céu.

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
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