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Pichichis & Taconazos #1: O “meu” Betis e os foguetes de San Sebastián

Redação BnR · 4 min

E agora Barça Carletto

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Bem-vindos ao primeiro “Pichichis & Taconazos”, um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual me apaixonei e que dará o mote para que, semanalmente, partilhe convosco algumas ideias.

Após a paragem para os jogos das seleções, regressa a emoção do futebol espanhol. Olhando de forma superficial para a classificação, saltam à vista três lutas ferozes: a do título, depois do Atlético ter visto reduzida a vantagem para Barcelona e Real Madrid; a da Liga Europa, com Real Sociedad, Villarreal e Betis a discutirem duas vagas (a questão do quarto lugar, que dá acesso à Champions, parece estar controlada pelo Sevilla); e a da permanência, com uma batalha que prevejo que vá durar até aos últimos instantes da temporada.

EQUIPA EM DESTAQUE

No “Pichichis & Taconazos” irei sempre destacar uma equipa, um jogo do próximo fim de semana, um jogador para ficar no “radar” e uma curiosidade sobre a LaLiga

Começo pela equipa e quem me conhece sabe que só podia começar pelo Betis. Se me perguntarem uma razão em concreto para ser a minha equipa preferida, não consigo apontar nenhuma. Narrar jogos realizados no Benito Villamarín tem qualquer coisa de especial, só de recordar a entrada das equipas com um estádio inteiro a cantar o hino do clube já fico arrepiado. Gravei uma vez uma locução de um programa em que uma das peças era sobre um jovem adepto invisual do Betis que sonhava poder cantar o hino em pleno Benito Villamarín. Ver as lágrimas que lhe corriam pelo rosto quando concretizou esse sonho talvez seja uma das razões para esta ligação com os verdiblancos.

Ver o Betis regressar à luta por um apuramento europeu satisfaz-me, ainda mais depois de um arranque de temporada em que Manuel Pellegrini não escapou á crítica e à dúvida que se foi instalando. Mas há que dar todo o mérito ao veterano treinador chileno. O mais velho da LaLiga, a par de Mendilíbar, do Eibar. A tranquilidade, paciência e sabedoria do técnico foram fundamentais para dar a estabilidade que alguns dos craques precisavam e os resultados estão à vista.

PARTIDAZO DA SEMANA

Fonte: Club Atlético de Madrid

A visita do Atlético de Madrid ao Sanchez-Pizjuán é, forçosamente, o jogo grande da semana. O líder tem pela frente um adversário complicado e o Sevilla também não quer perder a importante vantagem que lhe permite olhar com tranquilidade para um novo apuramento para a Champions. À espreita vão estar, claro, o Barça e o Real, a quatro e seis pontos, respetivamente, da equipa de El Cholo Simeone.

Mas não posso deixar de mencionar o dérbi do País Basco A Real Sociedad e o Athletic, também adversários na final da Copa do Rey referente à época passada, medem forças no campeonato com necessidade de pontos: os de San Sebastián sabem que têm Villarreal e Betis à espera de um deslize, os de Bilbao querem ainda alimentar a secreta esperança de chegar à Europa, renovada desde a chegada de Marcelino Toral, um dos meus treinadores preferidos (tema para abordar numa próxima oportunidade.

RADAR

Neste capítulo vou evitar mencionar craques das principais equipas, porque esses, melhor ou pior, todos conhecem. E esta semana até começou pelo fim da tabela. No último classificado, o Huesca, há dois jogadores muito interessantes.

O primeiro que aqui quero trazer é Rafa Mir. Avançado, 23 anos, está emprestado pelo Wolverhampton e leva 11 golos marcados esta época, 8 no campeonato. Formado no Valencia, foi craque das seleções jovens espanholas, mas a carreira estava a entrar num impasse após algumas experiências menos felizes, nomeadamente em Inglaterra, onde também representou o Nottingham Forest por empréstimo dos Wolves. Mas desde que aterrou em Huesca, a meio da época passada (9 golos em 18 jogos), ganhou uma nova vida e tem mostrado toda a sua qualidade. Jogador de grande envergadura física, consegue aliar a isso uma excelente capacidade técnica e uma velocidade pouco comum em jogadores deste tipo. É craque!

Também no Huesca, destaco ainda Javi Galán. Lateral esquerdo, 26 anos, por pouco não é português (nasceu em Badajoz) e termina contrato em 2022. Em Espanha já se fala da vontade de Monchi levá-lo para o Sevilla, num negócio que pode ser feito na ordem dos 3 a 4 milhões de euros (a cláusula é de 8M€). Forte a defender e com capacidade ofensiva, Galán subiu a pulso no futebol espanhol e é, na minha opinião, um dos melhores laterais esquerdos da LaLiga.

CURIOSIDADE DA SEMANA

Havendo na próxima jornada um Real Sociedad x Athletic, não podia deixar de referir aqui a questão dos foguetes que ouvimos quando há golos no agora Reale Arena, o antigo Anoeta.

Trata-se de uma tradição que foi recuperada desde que não há público nos estádios e que remonta à década de 60, quando havia a necessidade de informar quem andava no mar acerca do andamento do resultado nos jogos em casa da Real. A solução encontrada foi lançar dois foguetes sempre que a equipa azul e branca marcava e um quando era o adversário a chegar ao golo.

De forma simbólica, essa tradição foi recuperada em 2020 e a verdade é que todos nós, os amantes da LaLiga, ficamos à espera de ouvir o som dos foguetes para confirmar que ninguém deixa passar que houve golo em San Sebastián.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Redação BnR

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