10.000 METROS: Mo Farah (GBR)

Também totalmente dominador nesta distância, apenas perdeu uma final e foi logo em 2011, em Daegu, ficando com a Prata e vendo o Ouro ir para Ibrahim Jeilan (ETH), que praticamente desapareceu do circuito depois da Prata, dois anos depois, em Moscovo. Farah venceu os Jogos de Londres e Rio também nesta distância, alcançando a dobradinha, e também conquistou o Ouro nos Mundiais de Moscovo, Pequim e Londres, a sua última grande vitória em pista.

Nos primeiros Mundiais sem Mo Farah – que se tem dedicado às provas de estrada – a vitória foi para Joshua Cheptegei (UGA), e os dois podem mesmo enfrentar-se em 2020, uma vez que Mo Farah planeia um regresso às pistas, para defender o seu título olímpico nesta distância! Um facto pouco mencionado e curioso deste período é que nenhum queniano venceu o Ouro nos 5.000 e 10.000 metros em Mundiais ou Jogos Olímpicos. As vitórias foram quase sempre para Farah (britânico, nascido na Somália) e quando não o foram, foram para atletas etíopes ou ugandeses!

110 METROS BARREIRAS: Omar McLeod (JAM)

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Escolha bastante complicada esta, uma vez que nos sete eventos globais deste período tivemos seis diferentes vencedores! Omar McLeod foi o único a conquistar dois títulos, com a conquista do Ouro nos Jogos do Rio e com o título mundial de Londres um ano depois. Pouco antes do título do Rio, McLeod venceu também o título indoor dos 60 barreiras em Portland, sendo totalmente dominador em 2016 e 2017.

Os outros atletas que conquistaram títulos globais foram os norte-americanos Aries Merrit (Olímpicos de Londres), Jason Richardson (Mundiais de Daegu), David Oliver (Mundiais de Moscovo) e Grant Holloway (Mundiais de Doha), com o russo Sergey Shubenkov (Mundiais de Moscovo) pelo meio, mas o único que poderia retirar o título de atleta da década a McLeod seria Aries Merrit.

2012 foi um ano demolidor do atleta norte-americano, que começou por conquistar o título indoor de 60 barreiras em Istambul, tendo depois alcançado o título olímpico em Londres e batido o recorde mundial da distância (12.80) poucas semanas depois em Bruxelas, recorde que se mantém até hoje. Em 2013, Aries Merrit foi diagnosticado com uma grave doença renal (o que o obrigou a um transplante de rim) e nunca mais voltou a ser o mesmo atleta, embora tenha-se sempre mantido na elite.

É impossível saber o que Merrit poderia ter conquistado, mas a verdade é que 2012 foi o único ano excecional da sua carreira – para os padrões de elite – e o único em que baixou dos 13 segundos. McLeod baixou por três anos consecutivos (2015-2017), três épocas de elevadíssimo nível, o que juntando aos seus dois títulos globais lhe dá uma certa vantagem.

400 METROS BARREIRAS: Karsten Warholm (NOR)

As últimas três temporadas marcam uma viragem na disciplina e podemos dizer que vivemos hoje numa era totalmente diferente da que vivíamos até aos Jogos do Rio. Karsten Warholm (NOR), Abderrahman Samba (QAT) e Rai Benjamin (USA) baixaram todos dos 47 segundos, algo que só havia sido feito por um único atleta (o norte-americano Kevin Young, recordista mundial) e por apenas uma vez na história. Nomes grandes como Edwin Moses (gigante, no caso) nunca alcançaram tal feito e nunca se pensou que se pudesse perder uma prova correndo abaixo dessa mítica barreira dos 47.

Até 2016 todos os títulos do período foram totalmente repartidos: o dominicano Félix Sánchez (2012) e o norte-americano Kerron Clement (2016) conquistaram os títulos olímpicos, enquanto que os títulos mundiais foram para o britânico Dai Greene (2011), o atleta de Trinidad, Jehue Gordon (2013) e o malogrado queniano Nicholas Bett (2015). Em 2017, Karsten Warholm (NOR) surpreendeu o mundo, trazendo o título para o continente europeu e repetiu a façanha este ano em Doha.

Em 2017, muitos haviam pensado que Warholm tinha tido a sorte dos grandes nomes da altura estarem em baixo de forma, mas em 2018 e, principalmente, em 2019 o norueguês provou que nada foi obra do acaso. Com os 46.92 corridos este ano em Zurique, Warholm subiu a 2.º mais rápido de sempre e é um sério candidato a bater o recorde mundial que dura desde 1992. Mesmo com a mais forte concorrência da história – Samba e Benjamin – o norueguês não perdeu uma única prova em 2019!

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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.