3.000 METROS OBSTÁCULOS: Ezekiel Kemboi (KEN)

Esta é uma distância muita dividida ao meio, sendo que dois atletas poderiam ser justos distinguidos e logo eles que até tiveram uma animada (para ser simpático) rivalidade. Ezekiel Kemboi (KEN) venceu o título olímpico do Rio (2012), Conseslus Kipruto venceu em Londres (2016). Kemboi venceu os títulos mundiais de Daegu (2011), Moscovo (2013) e Pequim (2015), Kipruto venceu em Londres (2017) e Doha (2019).

É verdade que Kemboi nunca teve como prioridade a Diamond League e Kipruto venceu por 4 vezes o troféu (com vários momentos inesquecíveis) e isso equilibra bastante a balança (assim como as duas Pratas de Kipruto em 2013 e 2015, perdendo para…Kemboi), mas o domínio de Kemboi durante seis anos (2010-2015) foi avassalador. O queniano coreu inclusive em 7:55, subindo a 6.º mais rápido da história (como comparação, Kipruto ainda está por baixar dos oito minutos!). Kemboi foi, no topo da sua carreira, um dos melhores alguma vez vistos.

MARATONA: Eliud Kipchoge (KEN)

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Aqui poucas dúvidas podem existir: Eliud Kipchoge (KEN) é o melhor maratonista da história! O queniano detém o atual recorde mundial da Maratona, impensáveis 2:01:39, em Berlim, em 2018. Venceu um título olímpico neste período (no Rio), mas o que mais impressiona é mesmo a sua impressionante regularidade e domínio, com oito vitórias em nove majors disputadas, sendo que só não venceu na estreia, em Berlim (2013), quando foi Prata!

Inspirou gerações com o recente desafio INEOS 1:59 e com o anterior Breaking2 e é um senhor, seja na estrada ou a discursar pelo mundo fora, ensinando-nos a todos nós que os sonhos são sempre possíveis de alcançar. Correu três das dez Maratonas mais rápidas de sempre e promete que não fica por aqui. Sem Kipchoge, Wilson Kipsang (KEN) seria um natural elemento a ser eleito, mas com Kipchoge não há espaço para mais ninguém.

20 KM MARCHA: Wang Zhen (CHI)

Os japoneses podem dominar os tempos mais recentes e Suzuki (JPN) pode ser o atual recordista mundial, mas ninguém tirou mais desta década do que Wang Zhen (CHI). O chinês não só venceu os Jogos Olímpicos do Rio (2016) depois do Bronze de Londres 2012, como também conquistou a Prata em duas diferentes ocasiões: nos Mundiais de Daegu 2011 e de Pequim em 2015. Venceu ainda a World Race Walking Cup (2012 e 2016) e o seu palmarés não encontra paralelo neste período.

50 KM MARCHA: Jared Tallent (AUS)

O coração pode querer dizer Yohann Diniz (FRA), que é o atual recordista mundial e que foi campeão mundial em Londres 2017, mas racionalmente o australiano tem que ser considerado o atleta dos últimos dez anos. Venceu o Ouro nos Jogos de Londres (2012) e depois foi ao Rio (2016) conquistar a Prata, fechando a sua carreira com quatro medalhas olímpicas. Nos Mundiais conquistou três medalhas, sendo que todas foram neste período, três Pratas, nos Mundiais de Daegu (2011), Moscovo (2013) e Pequim (2015).

Pelo caminho dois Ouros na World Race Walking Cup (2012 e 2016) e duas outras medalhas de Bronze (2010 e 2014). Jared tem a curiosidade de não ter ganho o seu grande Ouro (Londres 2012) em pista, mas na minha opinião não devemos desvalorizar performances que provaram ser as melhores dentro da legalidade e, tendo em conta o seu conjunto de medalhas, é ele que merece esta distinção.

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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.