LANÇAMENTO DO MARTELO: Pawel Fajdek (POL)

É estranho perceber que o atleta que marca este período é um atleta que não conquistou sequer uma medalha olímpica, tendo bloqueado em Londres e, principalmente, no Rio, quando já era um nome consagrado. Ainda assim, os quatro títulos mundiais consecutivos (!) do polaco Pawel Fajdek (2013, 2015, 2017 e 2019) falam por si e não deixam margens para dúvidas sobre quem é o atleta que será lembrado no Martelo durante este período.

Kristián Pars (HUN) que venceu os Olímpicos de Londres (2012) e conquistou a Prata nos Mundiais de Daegu (2011) e Moscovo (2013) foi também um atleta que marcou o início deste período (embora com um controlo positivo antidoping a ensombrar a parte final da carreira). O atleta do Tajiquistão, (também ele apanhado nas malhas do doping, este num teste reanalisado em 2019 relativo a… 2011) Dilshod Nazarov venceu nos Jogos do Rio (2016) e conquistou a Prata em Pequim (2015). Ainda que sem o tal título olímpico, Fajdek merece todos os louros e seria um merecido prémio que alcançasse a rendição olímpica em Tóquio.

LANÇAMENTO DO DARDO: Johannes Vetter (GER)

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Nas sete grandes competições globais ao ar livre, tivemos sete diferentes vencedores, o que sublinha a dificuldade na escolha da figura destes dez anos. Quatro conquistaram um Ouro e uma outra medalha neste período – Johannes Vetter (GER), Julius Yego (KEN), Keshorn Walcott (TTO), Vítězslav Veselý (CZE) – e Vesely até conquistou um Ouro em Europeus durante este período, com outras medalhas nessa competição a completar a coleção.

Foi o atleta mais medalhado do período e seguindo a lógica utilizada para outras disciplinas, poderia muito bem ser o destacado. No entanto, entre Veselý e Vetter vai um mundo de distância. Os 88.34 metros que o checo tem como recorde pessoal são consideráveis e colocam-no como o 35.º melhor de sempre. Mas Vetter lançou durante os últimos quatro anos sempre acima dessa marca por várias ocasiões, tendo um recorde pessoal de 94.44 metros, que o colocam como o 2.º da história a lançar o Dardo mais longe.

Vetter, que foi Ouro nos Mundiais de Londres, veio a ser Bronze nos Mundiais de Doha de 2019, mesmo bastante limitado na sua recuperação pós-lesão, tendo lançado, no período analisado, em sete competições acima dos 90 metros! Medalhas acima de marcas é o nosso lema. Mas num caso em que as medalhas em competições globais se equivalem (e onde existe considerável concorrência extra-Europa), não podemos esquecer as “bombas” do alemão. Mencionar ainda Thomas Rohler, que apenas conquistou uma medalha global no período (e logo o Ouro do Rio), mas que regressou para vencer os Europeus em 2018 e também lançou uma enorme pedrada a 93.90 metros, que o colocou como o 3.º da história.

DECATLO: Ashton Eaton (USA)

Sim, Kevin Mayer (FRA) é o novo recordista mundial, mas está ainda longe de atingir o que Ashton Eaton (USA) atingiu. O norte-americano venceu os dois Jogos Olímpicos deste período e venceu ainda os títulos mundiais em Moscovo (2013) e Pequim (2015), tendo terminado a sua carreira como o recordista mundial do Decatlo (mais tarde, a marca foi superada por Mayer).

Eaton venceu também três títulos mundiais em pista coberta (no Heptatlo), tendo também alcançado o recorde mundial vigente do Heptatlo. Kevin Mayer (FRA) conquistou o Ouro nos Mundiais de Londres (2017) e nos Indoor de Birmingham (2018) – além da Prata nos Olímpicos do Rio – mas também tem falhado inexplicavelmente em alguns momentos importantes quando é o absoluto favorito.

Foi assim nos Europeus de Berlim e foi assim nos Mundiais de Doha, sendo que tem este ano uma grande oportunidade de conquistar o seu primeiro título olímpico, em Tóquio. Os 2020s têm tudo para ser de Mayer, mas os 2010s foram e sempre serão relembrados como os anos de Ashton Eaton.

Foto de Capa: Olympic

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.