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É difícil dizer qual foi o momento mais marcante do dia de ontem e pelos bons motivos. A Grã-Bretanha teve o seu primeiro Ouro e Anita Marton finalmente conseguiu ser campeã mundial, mas o que Echevarria, Manyonga e Dendy fizeram no Salto em Comprimento será recordado por muitos anos. Mas depois ainda apareceu Murielle Ahouré…
60 Metros Feminino

Esta aguardada final começou algumas horas antes. Vamos explicar: a primeira série das semi-finais que apenas apurava duas atletas directamente tinha entre as participantes várias das candidatas: Elaine Thompson (JAM), Dafne Schippers (HOL), Javianne Oliver (USA), Murielle Ahouré (CIV) e Asha Philip (GBR). Nessa série, apurada directamente Ahouré com marca líder do ano (7.01) deixando um claro aviso ao que vinha. Numa rapidíssima série, Elaine Thompson correu em 7.07, mesmo depois de um lento arranque. Mais tarde, viria a qualificar-se Schippers (HOL) como a mais rápida das restantes em 7.09. Na final, juntariam-se a Ta Lou (CIV) em 7.08, Remona Burchell (JAM) e Michelle Lee-Ahye num empate em 7.15 na segunda série e na terceira série as qualificadas viriam a ser Mujinga Kambudji (SWI) em 7.10 e Carolle Zahi (FRA) em 7.17. De fora da final ficava Tatjana Pinto (GER), um dos destaques do início da época que apenas chegou a Birmingham na noite anterior, o que com certeza influenciou a sua preparação. Graças ao empate da segunda série, a grande azarada foi Javianne Oliver (USA), que era a líder mundial e correu em 7.10, mas não chegou para a final por estar na tal 1ª série rapidíssima!
A final, essa trouxe-nos o melhor tempo dos 60 metros dos últimos 8 anos! Ahouré (CIV) saiu dos blocos como uma flecha e foi claramente dominadora, conquistando o seu primeiro grande título mundial e o primeiro Ouro da história da Costa do Marfim. Ahouré é agora a sexta mais rápida de sempre e detém também o recorde do continente africano. E no segundo lugar…Ta Lou, também da Costa do Marfim! Correu em 7.05, naquela que foi a sua melhor marca de sempre, voltando a vencer mais uma Prata, depois das duas Pratas em Londres no ano passado (nos 100 e 200), embora esta seja a sua primeira medalha em eventos indoor. No terceiro lugar, enorme Mujinga Kambundji! A suiça teve uma época indoor em cheio e sai de Birmingham com uma merecida medalha de Bronze, com o mesmo tempo de Ta Lou (7.05). O tempo de Kambundji é o mais rápido de sempre de uma terceira classificada. Fora das medalhas Elaine Thompson (JAM) e Schippers (HOL), mesmo que ambas tenham corrido abaixo dos 7.10. Desde 1987 (há 21 anos atrás) que não tínhamos um pódio desta distância sem qualquer atleta norte-americana ou jamaicana.
https://www.youtube.com/watch?v=pCgkrdEjc-I
Salto em Comprimento Masculino

Um dos melhores concursos da história! Isso resume tudo. Mas vamos lá ao que se passou. O jovem Miguel Echevarria (CUB) abriu logo em 8.19m, mostrando que não é facilmente impressionável pelos ambientes das grandes competições. Melhorou no segundo salto para 8.28m. Os dois favoritos (Lawson e Manyonga) não andavam lá perto. Lawson (USA) sabia que tinha saltado o suficiente para fazer mais 3, mas Manyonga (RSA) tinha dois nulos. Ao terceiro, no limite, garante a passagem aos 3 últimos saltos e passa para a frente da prova, ao saltar 8.33m! No quarto salto, Echevarria (CUB) volta à liderança em 8.36m, melhor marca pessoal e melhor marca do estádio. Mas essa marca foi logo de seguida melhorada por Manyonga, com 8.44 metros! Estava quente o Salto em Comprimento e Dendy (USA) ainda veio complicar tudo mais, alcançando um máximo pessoal em 8.42m e passando para o segundo lugar. Echevarria estava no Bronze, mas voltaria a chocar o pavilhão e a liderar ao fazer 8.46, marca líder do ano e enorme recorde pessoal! Ainda saltaram mais uma vez, mas nada mudou, com Manyonga a fazer nulo num salto que lhe poderia ter dado o Ouro. Terminava um concurso que ficará para a posterioridade e que consagrou Echevarria como o melhor do mundo aos 19 anos! Manyonga (RSA) teve que se contentar com o recorde do continente africano e ainda estamos a pensar em como os 8.42 metros de Dendy apenas chegaram para o Bronze…este salto daria para vencer os 7 últimos campeonatos mundiais!
Lançamento do Peso Feminino

E desta vez Anita Marton (HUN) conseguiu mesmo um Ouro global! Campeã mundial com todo o mérito depois de ter alcançado a melhor marca mundial do ano (19.62), mesmo quando já não era necessário, pois já tinha o Ouro assegurado. O Ouro de Marton é o primeiro da história para a Húngria na história dos campeonatos mundiais de pista coberta.
Daniel Thomas-Dodd (JAM) conseguiu a Prata, ao lançar 19 metros 22 centímetros, alcançando um novo recorde nacional para o país caribenho e até chegou a liderar o concurso no quinto lançamento, antes da resposta de Marton. É a sua primeira grande medalha a nível internacional e a primeira medalha jamaicana em lançamentos femininos. Lijiao Gong (CHI), a campeã mundial em Londres, lançou 19.08 e alcançou a medalha de Bronze Indoor, repetindo o que já havia feito em Sopot em 2014.
Pentatlo

Katarina Johnson-Thompson (GBR) entrou para a prova final de 800 metros no primeiro lugar e desta vez não tremeu, conseguindo mesmo vencer os 800 metros, garantindo o primeiro Ouro dos campeonatos para a Grã-Bretanha, ao alcançar 4750 pontos, melhor marca do ano. No segundo lugar, Ivona Dadic (AUT) fez 4700 pontos para a Prata e a cubana Yorgelis Rodriguez alcançou um novo máximo pessoal e nacional, com 4637 para o Bronze – a primeira medalha de Cuba em eventos múltiplos indoor femininos. Lecabela Quaresma terminou na oitava posição com 4424 pontos, uma bela prestação da atleta portuguesa, bem próxima do seu recorde pessoal (4473).
Antevisão do Dia 3
O dia com mais finais dos campeonatos. Ao todo, serão 11 finais! Emoções não faltarão, com direito a duas finais com representantes portugueses, uma delas logo pela manhã.
Lançamento do Peso
É precisamente por aí que começamos! Tsanko Arnaudov é o 7º nas listas mundiais deste ano e como tal as expectativas estão altas para o atleta português. Não se podendo exigir medalhas, sabemos que Tsanko irá dar o melhor de si para mais uma boa prestação em campeonatos internacionais e quem sabe alcançar um novo recorde nacional. No que diz respeito à batalha pelo Ouro, Tomas Stanek (CZE) parece partir como favorito, tendo já lançado acima dos 22 metros este ano (22.17), liderando o ranking mundial. No entanto, Stanek até já perdeu uma prova este ano e foi com o polaco Konrad Bukowiecki que já lançou 22 metros e que também estará nestes Mundiais. No entanto, convém falar também de alguém que estará em Birmingham, mas que não lançou ainda Indoor este ano (apesar de já ter lançado próximo dos 22 metros outdoor): Tom Walsh! Um assumido fã do indoor, Walsh (NZE) é o actual campeão mundial indoor e outdoor, pelo que não o poderemos nunca retirar do leque de favoritos. Será o suficiente para revalidar o título e vencer mais um Ouro no Reino Unido? Isso só se saberá daqui a pouco.
Previsão para o Ouro: Tomas Stanek (CZE)

Triplo Salto Feminino
A ausência por lesão das nossas duas atletas, Patrícia Mamona e Susana Costa, retira aos portugueses um pouco do interesse que poderíamos vir a ter nesta prova. E até podemos afirmar que poderíamos sonhar com uma medalha. O ranking mundial indoor é liderado, neste momento, por Keturah Orji (USA) ao ter saltado 14.53 metros e a norte-americana é uma das grandes candidatas ao Ouro – ela que em 2016 foi a “azarada” no quarto lugar nos Mundiais de Pista Coberta e depois nos Jogos Olímpicos. Candidatas também são a russa Viktoriya Prokopenko e a bielorrussa Iryna Vaskouskay, pois ambas já ultrapassaram os 14.30 metros nesta temporada. Teremos também em prova Kimberly Williams (JAM), atleta já medalhada em campeonatos anteriores e a revelação espanhola Ana Peleteiro, que também pode entrar na luta pelas medalhas, caso consiga melhorar o seu recorde em pista coberta. Mas o maior nome em pista é mesmo de uma atleta que não compete desde Agosto do ano passado e que não fez qualquer competição indoor este ano: Yulimar Rojas (VEN)! A atleta campeã mundial em Londres estará aqui em Birmingham para revalidar um título que também é seu (Ouro em Portland) e como sabemos que ela só compete quando se sente preparada para vencer, somos capazes de cometer a loucura de colocar as nossas fichas nela!
Previsão para o Ouro: Yulimar Rojas (VEN)

Salto Com Vara Feminino
Estão cá Ekaterini Stefanidi (GRE) e Sandi Morris (USA) e então se poderia pensar que poderia ser mais uma reedição a dois (duas, no caso) das épicas batalhas que vêm travando. E até pode ser que assim seja, mas este ano já vimos Katie Nageotte (USA) surpreender o mundo e bater Sandi Morris nos Nacionais norte-americanos, ao saltar 4.91m (batendo 4 recordes pessoais nessa noite!), a marca líder do ano, o que só veio complicar as nossas previsões. Por ali anda também a russa Anzhelika Sidorova que já saltou 4.87 metros e que até já foi Prata Indoor há 4 anos – além de já ter sido campeã europeia indoor e outdoor. Stefanidi é a campeã mundial e olímpica, não perde qualquer prova há mais de 1 ano e por isso só pode ser a favorita, certo? Talvez, mas a nossa aposta é que Sandi Morris irá saltar acima dos 4.90m, desforrar-se da derrota interna com Nageotte, desforrar-se das derrotas com Stefanidi e levar o Ouro para os EUA.
Previsão para o Ouro: Sandi Morris (USA)

Triplo Salto Masculino
Olhando para as duas mais recentes edições dos campeonatos, parece que um salto na casa dos 17.30 poderá chegar para levar o Ouro. Temos vários atletas capazes de o fazer nesta etapa da carreira e um deles continua a ser Nelson Évora. Aliás, foi 17.30m que Nelson já saltou este ano em Madrid, ficando a apenas 3 centímetros do seu recorde indoor, ocupando neste momento a segunda posição do ranking e sendo um dos mais fortes candidatos às medalhas. Mas terá concorrência pela frente. Ainda que Christian Taylor (USA) não esteja por cá (ou melhor, até está, como treinador!), os norte-americanos estarão bem representados por Chris Carter e sobretudo por Will Claye, ele que cansado deverá estar de ser segundo e terceiro ao ar livre (duas pratas em Jogos Olímpicos, uma prata e dois bronzes em Mundiais ao ar livre), mas que em pista coberta até já conquistou um título mundial em 2012, com uns estrondosos 17.70. Não parece neste momento capaz de atingir esse nível, mas pode muito bem ser capaz de levar o Ouro para casa. Como adversários enfrentará ainda dois atletas que demonstram uma evolução brutal este ano: o atleta da Burkina Faso, Hugues Fabrice Zango, que anda próximo dos 17.30 e, principalmente, o brasileiro Almir dos Santos que lidera o ranking mundial (17.37), mostrando-se muito forte e consistente neste início de 2018. Será Almir capaz de resistir à pressão da sua primeira grande competição? Depois temos também Dong Bin (CHI), o campeão em título e o Bronze nos Jogos do Rio, que ainda não competiu este ano e é uma incógnita. Sabendo como Nelson se transcende em grandes competições, a nossa aposta esteve para cair no mesmo. Mas a presença de Will Claye faz-nos jogar pelo seguro, torcendo por um outro resultado daquele que prevemos.
Previsão para o Ouro: Will Claye (USA)

800 Metros Masculino
A ausência de Emmanuel Korir (não conseguiu o visto a tempo) e a eliminação de Donovan Brazier (desqualificado nas meias, mas também iria sempre ficar fora por não estar nos qualificados), abriram o caminho a outros potenciais vencedores. O favorito parece ser o polaco Adam Kszczot que ainda não sabe o que é perder esta temporada. Não é o mais rápido este ano do elenco, mas fica a ideia que isso acontece porque ainda não foi puxado ao limite, uma vez que o seu melhor pessoal é abaixo do 1:45:00, aliás ele é o único nessas condições dos que vão estar em pista. Atenção também aos dois espanhóis, em especial Álvaro de Arriba que é o mais rápido dos presentes este ano. Drew Windle (USA) terá a responsabilidade de representar os EUA numa final muito europeia (4 em 6).
Previsão para o Ouro: Adam Kszczot (POL)

Heptatlo
No final do primeiro dia, é o campeão mundial outdoor Kevin Mayer (FRA) quem lidera com 3536 pontos, mais 45 do que um outro ex-medalhado em Mundiais e Jogos Olímpicos, Damian Warner (CAN). A batalha pelo Ouro deverá ser mesmo entre os dois, mas o francês parece muito seguro e quer provar que é capaz de ocupar o vazio deixado pela estrela Ashton Eaton (USA) no heptatlo, arrancando para o segundo título global no espaço de meses. Já na batalha pelo Bronze, temos Maicel Uibo (EST) à procura da sua primeira grande medalha e um outro velho conhecido, Kai Kazmirek (GER) separados por apenas 14 pontos. Mas muita coisa pode mudar nas 3 últimas provas do heptalo: 60 metros barreiras, Salto com Vara e 1000 metros.
Previsão para o Ouro: Kevin Mayer (FRA)

400 Metros Feminino
No que diz respeito às atletas em pista nesta final, as duas norte-americanas (Shakima Wimbley e Courtney Okolo) são as mais rápidas este ano e, se tudo correr como o previsto, será entre elas a disputa pelo Ouro. A nível global nenhuma das atletas ganhou ainda qualquer medalha individual (ambas já venceram nas estafetas 4×400), pelo que não quererão desperdiçar esta oportunidade de obter a glória. Nos nacionais norte-americanos, Okolo venceu no photo finish, 51.16 contra os 51.17 de Wimbley, que afastaram a campeã mundial de Londres (Phillys Francis) destes Mundiais. Como será em Birmingham? Na luta pela outra medalha, Eilidh Doyle (GBR) e Justyna Swiety-Ersetic (POL) parecem partir à frente, sendo que Doyle tem uma experiência maior em grandes competições mas Justyna conquistou o Bronze nos últimos europeus de pista coberta.
Previsão para o Ouro: Shakima Wimbley (USA)

400 Metros Masculino
Fred Kerley (USA) era o nome de que se falava. Falhou nos nacionais norte-americanos e apenas aqui estará na estafeta. Bralon Taplin (GRN) é o melhor do ano por larga margem e entrava aqui como favorito. Foi desqualificado na histórica série em que todos o foram. Antes já havia sido Abdalleleh Haroun (QAT), o Bronze em Londres e Prata nos Indoor de Portland, por falsa partida. Dos presentes nesta final, os mais rápidos este ano são os dois norte-americanos, Michael Cherry (45.53) e Aldrich Bailey Jr (45.59). No entanto, Cherry até foi batido nas meias-finais por Óscar Husillos (ESP) num novo recorde espanhol (que já lhe pertencia). Resta saber se terá sido bluff de Cherry ou se Husillos está mesmo melhor neste momento. O espanhol está bastante motivado e confiante para esta final e a sua presença no pódio parece praticamente certa, resta saber o lugar. Por ali andará Pavel Maslak (CZE),o bicampeão mundial indoor, à espreita de algo, embora pareça longe do seu melhor. Uma final incerta que pode cair para qualquer lado.
Previsão para o Ouro: Óscar Husillos (ESP)

1500 Metros Feminino
Será uma final com um elenco muito parecido ao que participou na final dos 3000 metros e estarão por cá todas as medalhadas dessa final – Genzebe Dibaba (ETH), Sifan Hassan (HOL) e Laura Muir (GBR)! Será que voltaremos a ver um pódio semelhante? Com a mesma ordem? Hassan é a campeã mundial em título da distância, mas Dibaba quer recuperar um título que já foi seu (2012) e conquistar pela primeira vez a dobradinha. Será mais uma final imprópria para cardíacos, com a esperada tática de corrida normal de uma final de campeonatos do mundo, onde uma prova mais rápida beneficiará Dibaba que correu os últimos 1500 da prova de 3000 em 4:04.05! Muita atenção também às quenianas Beatrice Chepkoech e Winny Chebet que vieram a Birmingham apenas participar nesta distância e, portanto, à partida, poderão apresentar melhores índices físicos.
Previsão para o Ouro: Genzebe Dibaba (ETH)

60 Metros com Barreiras Feminino
É uma das finais mais aguardadas destes campeonatos e não conseguimos esconder a excitação pelo que se vai passar no pavilhão mais logo à noite. Frente a frente teremos 4 das mulheres mais rápidas da história da distância e 3 delas são norte-americanas. Sharika Nelvis (USA) bateu o recorde norte-americano há apenas duas semanas (7.70) assumindo a liderança do ranking mundial. Antes essa liderança já havia sido de Christina Manning (USA), sua grande amiga, que tem agora um máximo pessoal de 7.73, em marca alcançada na mesma prova do recorde de Nelvis. Uma das anteriores recordistas (empatada com Lolo Jones) era Kendra Harrison (USA) que repetiu esse tempo em Albuquerque (7.72). Harrison é, como todos sabem, também a recordista mundial dos 100 metros com barreiras e fez nas eliminatórias de ontem o tempo mais rápido da história em eliminatórias (7.77), de forma a marcar posição e colocar em sentido as rivais. Apenas relatamos factos e não é preciso utilizar qualquer superlativo para se perceber que estamos perante história, uma das mais esperadas finais dos campeonatos e, quem sabe, na iminência da queda de um recorde. Olhando para o alinhamento das semi-finais tudo se conjuga para que as 3 marquem presença na final, mas a incerteza é sempre muita nas barreiras. Caso as norte-americanas falhem, quem poderá aproveitar (mais uma vez) é Sally Pearson (AUS), ela, ex-campeã olímpica, que se sagrou campeã mundial dos 100 com barreiras em Londres no verão passado, onde também não era favorita (era Harrison). Pearson já foi campeã mundial desta distância em 2012 (em 7.73) e está habituada a estes momentos. Será difícil ver outra mulher além destas 4 no pódio e honestamente acreditamos no 1-2-3 norte-americano. Nenhuma delas conquistou ainda nenhuma medalha ao mais alto nível e sabendo do favoritismo das 3, esta não deverá ter sido uma noite fácil de ser dormida.
Previsão para o Ouro: Kendra Harrison (USA)

60 Metros Masculino
Muito esperada é também a final masculina da velocidade, embora aqui exista um claro favorito ao Ouro e dois outros claros favoritos ao pódio. Para o Ouro, qualquer nome que não seja Christian Coleman (USA) será uma surpresa. Coleman, que no ano passado, foi Prata nos 100 metros, em Londres, diante de Usain Bolt, é a nova coqueluche da velocidade masculina e bateu há poucas semanas o recorde mundial da distância que estava em posse de Maurice Greene (USA). Aliás, neste momento, os dois tempos mais rápidos da história pertencem ao norte-americano. 6.34s é uma marca estratosférica, que ainda maior se torna se pensarmos que o recorde de Greene (6.39) se manteve por 20 anos! A dúvida que pairará na cabeça da maioria das pessoas no recinto hoje será: o recorde voltará a cair? Pelo menos o recorde dos campeonatos (6.42) parece improvável que não caia. Mas atenção que em pista teremos também um homem que já correu em 6.40 este ano, sendo portanto o terceiro mais rápido da história: Ronnie Baker (USA)! O que significa que, como os nossos amigos brasileiros dizem, se Coleman bobear, Baker estará por ali à espreita. Baker ainda não tem qualquer medalha internacional, mas até já foi campeão nacional norte-americano na temporada passada (6.45) e está à procura de causar o choque da noite. Na mesma prova teremos Su Bingtian (CHI)! O recordista asiático correu este ano em 6.43, o que o torna o 6º homem mais rápido da história. Não perdeu qualquer prova esta temporada, mas desta vez terá pela frente os dois homens mais rápidos do planeta. O que irá acontecer? Irá conseguir subir ainda mais o nível ao sentir-se pressionado? É uma incógnita, mas o pódio parece destinado a estes 3 atletas. A correr por fora teremos, entre outros, Chijindu Ujah (GBR), Bem Youssef Meité (CIV), Emre Barnes (TUR) e Everton Clarke (JAM).
Previsão para o Ouro: Christian Coleman (USA)

No que diz respeito aos portugueses, além dos finalistas masculinos já mencionados, iremos ter também as eliminatórias dos 4×400 no feminino, a partir das 13h05.
Foto de Capa: IAAF









