Uma equipa sem equipa

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Cabeçalho modalidadesRussell Westbrook – o salvador, o herói, a estrela de Oklahoma – conta já com 109 assistências e 352 pontos. Incríveis números – não há dúvida –, mas, como já tinha dito anteriormente, o espetáculo do camisola 0 não iria ser suficiente por muito mais tempo. Ora, começou a série de derrotas. Após a derrota com Warriors, os OKC perderam frente aos Toronto Raptors, LA Clippers, Orlando Magic e Detroit Pistons.

Bem sabemos que não é nada fácil carregar uma equipa às costas (vejamos o exemplo de Anthony Davis nos Pelicans), mas, por vezes, o jogador assume um papel que na realidade não tem. Indiscutivelmente, Westbrook é o jogador mais importante da equipa. No entanto, e sem querer ser injusta, muitas das derrotas deveram-se a más decisões do mesmo. Oportunidades de passe para cesto certo – que permitiriam empatar o marcador nos segundos finais – desperdiçadas porque o menino de ouro queria fazer um triplo, mesmo sem condições para tal. Ou, quando com inúmeras opções para passar, tentou fazer tudo sozinho e resolver o jogo por si mesmo. Calma, Russell, não és assim tão espetacular.

Fonte: Twitter dos Thunder Nation
Fonte: OKC

Há pouca coisa que me chateie mais do que individualismos em jogos de equipa. Jogadores que não largam a bola, que só querem brilhar, que tomam más decisões para o coletivo em prol de benefícios pessoais. Ninguém ganha sozinho. Ninguém bate recordes sozinho. E, desculpa, Westbrook, mas tu precisas tanto da equipa como ela de ti.

Na noite passada, os OKC conseguiram alcançar uma vitória tirada a ferros frente aos Rockets. 105-103 no marcador após o término da partida. Esses dois pontos de diferença foram decididos por Russell Westbrook numa jogada que poderia ter corrido muito mal e, mais uma vez, ter deitado um jogo a perder.

Mais juízo e humildade. Mais cabeça e pensamento coletivo. Ou se mete na cabeça que uma equipa precisa de um jogador tanto quanto um jogador precisa da equipa, ou alguém vai ter problemas. Na cidade de Oklahoma é preciso assentar ideias e executá-las na perfeição, caso se queira sonhar com uma ida aos playoffs.

Texto revisto por Mafalda Carraxis
Foto de capa: Fox Sports

Joana Libertador
Joana Libertadorhttp://www.bolanarede.pt
Tem a vaidade, o orgulho, a genica, a chama imensa. Para além da paixão incontrolável pelo Benfica, tem um carinho especial pelas equipas que vestem vermelho e branco. Menos na NBA. Aí sofre por aqueles que vestem branco, ou azul, ou amarelo, ou preto (depende do dia) - os GS Warriors.                                                                                                                                                 A Joana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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