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GP de Itália: Passeio de Hamilton… tirado a ferros

Mariana Fernandes · 3 min

GP de Itália: Passeio de Hamilton… tirado a ferros

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cab desportos motorizadosO circuito italiano de Monza já nos habituou às velocidades estonteantes que por ali se conseguem, e a edição de 2015 não foi excepção. Lewis Hamilton partia, mais uma vez, da pole-position, e uma eventual vitória colocava-o em excelente posição para a conquista do tricampeonato. A corrida foi um passeio, mas os imprevistos tornaram este GP invulgarmente difícil para a Mercedes. Já lá vamos.

A qualificação do GP de Monza ficou marcada pelas inúmeras penalizações, que em muito alteraram o grid final. Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, os pilotos da Red Bull, perderam lugares por utilizarem o sexto motor e o quinto turbo; a McLaren volta a ser penalizada pelas trocas de motor; Carlos Sainz perdeu dez lugares por usar o quinto motor no seu Toro Rosso. Já Lewis Hamilton foi o piloto mais rápido nas três voltas de qualificação, e acabou por garantir a 11.ª pole da temporada. A Ferrari esteve sempre por perto: Kimi Raikkonen saiu da segunda posição e Vettel da terceira, sendo Rosberg a principal desilusão. O alemão não conseguiu acompanhar o ritmo do colega de equipa e saiu atrás, inclusive, dos dois Ferrari.

E se já nos vamos habituando aos maus arranques dos Mercedes, em Monza foi a Ferrari que deixou muito a desejar na partida. Kimi Raikkonen ficou pregado ao asfalto e perdeu de imediato a posição privilegiada que tinha; caiu para último e fez toda a corrida de trás para a frente. Hamilton conseguiu um bom arranque e colocou-se de imediato na liderança da corrida, seguido por Vettel. Nico Rosberg acabou por ser prejudicado pelo erro de Raikkonen, já que teve de utilizar a berma forçadamente, perdendo muita da velocidade que imprimiu no Mercedes. Foi quase instantaneamente ultrapassado pelos dois Williams.

E pior do que Raikkonen só os dois Lotus. A equipa teve um início desastroso, com os dois pilotos a abandonarem o GP ainda na primeira volta, devido a problemas técnicos. Depois do motivador pódio de Grosjean, em Spa-Francorchamps, a Lotus sofre aqui um violento revés.

Com um início de prova emocionante, o Grande Prémio de Itália entrou depois num período de letargia e quase aborrecimento. Raikkonen ia continuando a sua escalada vertiginosa pela classificação (o finlandês chegou a quarto, mas desceu a nono depois de uma tardia paragem nas boxes), Hamilton controlava a liderança, Vettel seguia-o de longe, e Rosberg já havia conseguido ultrapassar os dois Williams e estava agora na última posição do pódio.

E, quando o alemão da Mercedes começa a pressionar o alemão da Ferrari, o impensável acontece: o motor de combustão de Rosberg parte e este é obrigado a abandonar. Por esta altura, o Mercedes estava já a 2,5s do Ferrari…

O publico esteve em peso Fonte: Facebook da Williams F1 Team
O publico esteve em peso
Fonte: Facebook da Williams F1 Team

Concomitantemente, a Mercedes pede a Lewis Hamilton que aumente a diferença que tem para Vettel. Quando o inglês pede explicações, o engenheiro apenas responde: “precisamos de aumentar a diferença. Não faça perguntas, apenas execute. Explicamos mais tarde”. Era óbvio que algo se passava, e essa incógnita só foi respondida no final do GP. O pneu esquerdo traseiro estava abaixo da pressão aconselhada pela Pirelli; o mesmo se passava com o veículo de Nico Rosberg. A ideia da Mercedes, ao pedir aquele sprint final, era exactamente criar uma margem de erro em caso de penalização. Mas não foi necessário. Três horas depois da bandeira axadrezada em Monza, os comissários decidiram manter a vitória do piloto inglês.

Hamilton acabou por terminar a corrida com 25s de vantagem sobre Sebastian Vettel, e Felipe Massa encerrou o pódio, beneficiando do abandono de Rosberg, O brasileiro da Williams teve de defender o terceiro lugar do colega de equipa, Valtteri Bottas, mas a experiência e os anos de F1 levaram a melhor. A Williams já criticou a decisão de dar a vitória a Hamilton: em caso de desclassificação, a equipa conseguiria um duplo pódio.

Monza encerrou, como já vem sendo costume, a fase europeia do Mundial de F1. O espectáculo que os apoiantes da Ferrari proporcionaram, com a tradicional gigantesca bandeira da scuderia italiana, talvez tenha conseguido convencer Bernie Ecclestone a manter o Grande Prémio de Itália: o patrão da F1 ameaçou, no início do fim-de-semana, que a edição de 2015 podia ser a última. Esperemos que tal não aconteça. Lewis Hamilton já cavou uma distância de 53 pontos sobre Rosberg, e o tricampeonato está praticamente garantido. Segue-se o GP de Singapura, no fim-de-semana de 19 e 20 de Setembro.

Foto de capa : Facebook Mercedes AMG Petronas

Mariana Fernandes

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