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Não esperem mais, apreciadores da maior competição de desportos motorizados do mundo! A Fórmula 1 finalmente chegou, e quem inicia a sua vinda são as equipas que, com elas, trazem os carros que irão dar jus às necessidades da nova temporada.
A expetativa está em alta, e muitas dúvidas se põem no que toca à nova época. Será que a Mercedes vai voltar a ter o carro campeão? Será que Lewis Hamilton vai renovar o título, e ser campeão, pela sétima vez? Respostas estas que teremos que esperar até ao final da época para serem respondidas.
Mas, até lá, ficamos com os testes de Barcelona, que já se iniciaram, e fizemos uma pequena junção dos dez carros que irão dar cara às equipas e à nova temporada de Fórmula 1.
Foto de Capa: Fórmula 1
Artigo de Angelina Barreiro e Luís Manuel Barros
MERCEDES

A Mercedes deixa-nos, este ano, com um design leve. Com uma apresentação que parecia que nunca mais acabava, a equipa campeã dá ao W11, para todo o espanto da comunidade, um toque de “vermelho” ali por cima. Isto deve-se, obviamente, ao patrocínio da INEOS, que lhe dá um ar diferente daquilo que conhecemos da Mercedes.
SCUDERIA FERRARI

Copy-paste (ou não) do SF90, o SF1000 representa, no seu nome, as 1000 corridas que a Ferrari terá na competição, em 2020.
No entanto, a certeza seria uma: a menos que quisessem mesmo surpreender, a verdade é que o carro iria ser vermelho como, e bem, é respeitada a imagem de marca da equipa italiana.
E certamente é. Mas, parece que é mais uma versão 2.0 do SF90 pois poucas mudanças sofreu o novo carro da Ferrari. A única diferença poderá ser na técnica do carro, que esperamos que seja competitivo o suficiente para derrubar um pouco a Mercedes.
RED BULL RACING

Mais uma equipa a mudar mais do que aquilo que se estava à espera. Após utilizar praticamente a mesma filosofia de design desde 2016, a RedBull decidiu apostar no método do nariz estreito, usado por Mercedes e McLaren, e agora passado para a Racing Point e Renault.
À primeira vista, e para quem não for um génio da aerodinâmica, esta é a principal diferença. Mas, na verdade, não se sabe o que poderá ser oferecido por aquele motor Honda em 2020, sendo que o chassis da RedBull raramente desilude, e é cada vez mais aparente que só precisa de um maior empurrãozinho dos motores para ser capaz de competir por campeonatos.
No que toca a pinturas, não há diferenças, já é uma das melhores da grelha e extremamente reconhecível, o sonho de uma equipa de Marketing.
MCLAREN

A equipa britânica acaba por manter o mesmo estilo que tem concebido no último ano: o laranja e o azul, parece ser a aposta mais forte da McLaren para este ano. Mas, não se trata de um básico copy-paste.
Considerada a melhor equipa do meio pelotão no ano passado, a McLaren apresenta o novo MCL35 com algumas diferenças do modelo anterior, mesmo no “nariz”, e, este ano, acaba por se concentrar em tons mais claros, mas também no laranja, que sobressai mais.
RENAULT F1 TEAM

Este ano de 2020 é um ano de procura de respostas às questões que começaram a surgir em 2019. O carro devia ter sido mais competitivo, e pela primeira vez nos quatro anos desde o seu regresso a equipa deu um passo atrás. Olhando para isso, a equipa decidiu ser radical e adotar uma filosofia Mercedes no que toca ao nariz do carro. Não sendo fã de ultimatos, esta mudança radical de filosofia mostra que este ano é um tudo ou nada para a equipa francesa, que irá procurar a aproximação ao top 3.
A pintura final já foi apresentada e não mostra diferenças para os anos anteriores, mas também, em equipa vencedora não se mexe, sendo que já era uma das melhores pinturas dos últimos anos. Porém, para os testes, a equipa apresentou-se totalmente em preto apenas com as letras em amarelo, e devo dizer, que de certos ângulos me recorda de um Sauber do princípio dos anos 90, algo que nunca poderá ser considerado negativo. Uma pintura completamente negra pode ser pouco original, mas que fica fenomenal, isso fica.
As primeiras impressões são muito difíceis de ler da parte da equipa francesa, por isso ainda não dá para perceber se é uma aposta ganha, a Austrália nos dirá.
SCUDERIA ALPHATAURI

Ex-Toro Rosso, assim é conhecida a nova imagem da marca de roupa da Red Bull. E, para nosso espanto, o carro não podia ser mais fashioned.
O novo AT01 torna-se num dos carros mais atraentes visualmente para o adepto da Fórmula 1. Sem falar que, também devido à mudança de nome, a equipa italiana foi, certamente, obrigada a fazer uma mudança de design e, por isso, os tons de azul escuro e branco tornar-se-ão a imagem de marca da AlphaTauri.
RACING POINT

A Racing Point decidiu causar polémica. Após apresentar a pintura do carro com o modelo do ano passado, surgiu no primeiro dia de testes com um bólide que não demorou a ser apelidado de “Mercedes Cor-de-rosa”. As semelhanças entre este modelo e o Mercedes de 2019 saltam à vista, nesta clara declaração de intento da parte dos “Panteras Cor-de-rosa”. Óbvio que na Fórmula 1 se deve procurar a inovação com ideias próprias, mas quando a ideia é ser imediatamente competitivo, não há nada melhor do que seguir os passos da melhor equipa dos últimos 6 anos.
A equipa insiste que foi desenhado de raiz, e é provável que seja verdade. À primeira vista o carro é muito semelhante, mas quando se presta atenção aos pequenos detalhes aerodinâmicos nota-se diferenças para o W10 da Mercedes.
Este será provavelmente o último ano da reconhecível pintura cor-de-rosa, sendo que a equipa se passará a chamar Aston Martin Racing em 2021.
ALFA ROMEO RACING

O carro mais bonito da grelha vem, claro está, de Itália. Não há grandes diferenças na cor, apenas um refinamento do que já era excelente, e a fantástica pintura do Alfa Romeo encaixa na perfeição com a aerodinâmica agressiva que a ex-Sauber apresenta.
A equipa continua com um método muito seu, sendo difícil encontrar modelos com as mesmas características deste carro que se apresenta como um aperfeiçoamento do modelo de 2019, ao contrário de uma revolução.
Após ser anunciada a sua morte em várias ocasiões, a equipa que no fundo ainda é a Sauber apresenta-se saudável, em boas condições financeiras (conseguindo ainda mais patrocinadores como a ORLEN) e se o ano de 2019 for exemplo, a qualquer momento podem ser competitivos.
HAAS F1 TEAM

De volta às cores que inauguraram a equipa, a Haas deixa o novo VF-20 de volta às origens e dá vida ao branco, preto e vermelho, como já tinha sido apresentado nos seus primeiros anos de vida.
Ainda representada por Romain Grosjean e Kevin Magnussen, a Haas deixa de lado o misterioso preto e dourado, que originalmente tinha sido desenvolvido pelo patrocínio da Rich Energy, que acabou por não se dar bem na equipa, e aposta nas cores mais vívidas, esperando também que os resultados deste ano sejam mais promissores.
WILLIAMS RACING

Após um ano para esquecer em 2019, que começou da pior forma com o carro a praticamente não participar na primeira semana de testes, quando apareceu era um desenho muito primitivo com muito poucos detalhes aerodinâmicos, o que resultou num ano com apenas um ponto fortuito de Robert Kubica e quase sempre sozinhos longe de todas as equipas.
As novas cores da equipa passam a incluir o vermelho, o que já levou a muitas comparações no mundo da Internet com uma pasta de dentes. Eu, pessoalmente, vejo a nova pintura como extremamente agradável à vista, sendo para mim um dos carros mais bonitos da grelha, e claramente mais evoluído aerodinamicamente comparado ao modelo do ano passado.
Mas de nada serve ser bonito se não for capaz de fazer o trabalho dele, e no que toca a isso, o ambiente jorra positividade na Williams. Se não for mais, porque no segundo dia de testes George Russell bateu por quase um segundo o seu tempo na qualificação do GP de Espanha de 2019. E podem pensar “é normal que isso aconteça, todas as equipas evoluem”, e a isso eu respondo que, ele conseguiu esse tempo, em modo testes, sem usar o pneu mais macio, e com o carro sem a afinação de qualificação, o que mostra uma evolução tremenda da parte da equipa e, talvez, um regresso à competitividade no segundo pelotão.
Artigo revisto por Diogo Teixeira














