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FC Porto 3-2 (A.P.) AD Valongo: Porto vence um grande Valongo e conquista a Taça de Portugal

Diogo Nunes · 6 min

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Na tarde deste domingo, realizou-se o jogo decisivo da edição de 2017/2018 da Taça de Portugal. Frente a frente estavam o Porto, bicampeão em título da prova e segundo classificado do campeonato, e o Valongo, que chegou pela primeira vez ao encontro determinante e quinto classificado da tabela classificativa. A partida não defraudou as expectativas e após cinquenta minutos regulamentares e dez de prolongamento, o Porto conseguiu levar de vencido o Valongo, que realizou uma excelente exibição, por 3-2.

A final da prova rainha teve um começo intenso e logo nos primeiros instantes, Nelson Filipe e Leonardo Pais foram colocados à prova, tendo respondido a altura dos acontecimentos.

O Valongo, a disputar a sua primeira final da Taça de Portugal, era a equipa que mais oportunidades ia tendo. No entanto, disputados cerca de três minutos e meio, o Porto beneficiou de uma grande penalidade, mal assinalada, pois, a falta foi feita fora da área, que poderia mudar o rumo dos acontecimentos. Gonçalo Alves, chamado à responsabilidade, não conseguiu bater Leonardo Pais.

A equipa orientada por Miguel Viterbo continuava muito melhor e em cima da marca dos dez minutos de jogo, o Valongo ficou muito perto do golo, com Luís Melo a desviar uma stickada de Poka à barra da baliza de Nelson Filipe. Pouco depois, Guilherme Silva e Reinaldo Garcia viram um cartão azul, possivelmente, por algum desentendimento.

O jogo animou e o Porto ficou perto de abrir o ativo por intermédio de Ton Baliu. De seguida, Xavi, também, esteve quase a marcar e no seguimento do lance sofreu falta de Jorge Silva para cartão azul. Rúben Pereira não conseguiu concretizar o livre-direto, tendo stickado ao lado.

Em situação de superioridade numérica, o Valongo apenas conseguiu dar trabalho a Nelson Filipe numa stickada de Rúben Pereira e o marcador continuou a indicar 0-0.

O Valongo continuava a avisar os dragões e em duas situações de contra-ataque de três para dois, com cerca de nove minutos para a pausa, Luís Melo e Pedro Mendes, que enviou o esférico ao poste, ficou pertíssimo de inaugurar o marcador. Minutos depois, foi a vez de Leonardo Pais voltar a fazer uma enorme defesa, desta feita com o capacete, a uma stickada, de primeira, de Gonçalo Alves. Porém, volvidos alguns instantes, Gonçalo Alves arriscou uma iniciativa individual e fez o 1-0. Logo a seguir, o Valongo dispôs de um penalti. Poka, com uma grande oportunidade para restabelecer a igualdade, acabou por permitir a defesa de Nelson Filipe.

A vantagem fez bem o Porto, que melhorou muito em pista. Com cerca de dois minutos e meio até ao intervalo, Rúben Pereira travou Jorge Silva numa falta para cartão azul. Hélder Nunes, habitual marcador dos livres-diretos, começou por não conseguir bater Leonardo Pais, mas na recarga, não deu qualquer hipótese e fez o 2-0.

Finalizada a primeira parte, o Porto estava na frente por dois golos sem resposta. Resultado algo injusto consoante o que o Valongo tinha feito em pista, tendo estado bem a atacar e melhor a defender, mas, também, com Leonardo Pais em grande. No entanto, os dragões foram, de alguma forma, eficazes e felizes na maneira como chegaram aos golos e saíram para o descanso a vencer por 2-0.

Ton Baliu, que vai regressar ao Igualada na próxima época, termina o seu ciclo no Porto com duas Taças de Portugal no bolso
Fonte: FC Porto Sports

O Valongo voltou a entrar melhor e ia conseguindo criar alguns sustos junto da defensiva portista. No entanto, continuava sem fazer o mais importante, marcar. O Porto, com uma vantagem de dois golos, ia gerindo o resultado e não arriscava a não ser em situações favoráveis.

Jogados sete minutos do segundo tempo, num lance começado através de um alívio de Leonardo País, Xavi Cardoso recebeu o esférico quase no limite do meio campo portista- Colocando, depois, a “redondinha” em Diogo Fernandes que, “apenas” com Nelson Filipe pela frente, fez a colher e reduziu a desvantagem para 2-1.

A partida estava dividida e sem muitas chances de golo. A exceção terá sido uma stickada à barra de Telmo Pinto. O Porto não arriscava muito e o Valongo, para além de querer ter a posse de bola para criar perigo, também o fazia para impedir os azuis e brancos de terem o esférico em sua posse e construir oportunidades para finalizar. Contudo, sempre que era necessário, Leonardo Pais dizia presente e mantinha a diferença no marcador.

Com cerca de sete minutos e meio para o fim, Ton Baliu fez a 10ª falta do Porto, em virtude de uma infração sobre Rúben Pereira. Diogo Fernandes, com possibilidade de marcar, não conseguiu bater Nelson Filipe que, com as caneleiras, impediu o golo do empate. De seguida, surgiu a 10ª do Valongo, devido a uma falta de Diogo Fernandes sobre Telmo Pinto. Hélder Nunes, novamente chamado à marcação, tentou fazer a colher, mas acabou por enrolar a bola por cima da baliza de Leonardo Pais. Pouco depois, após um lance onde Hélder Nunes ficou perto de marcar, o capitão do Porto fez uma falta para cartão azul sobre Pedro Mendes. Rúben Pereira, jogador escolhido para marcar o livre-direto, conseguiu “arrancar” um azul a Nelson Filipe, mas não conseguiu bater Carles Grau, que havia entrado a frio.

Numa situação de superioridade numérica de quatro para dois, o Valongo ainda teve algumas dificuldades para criar perigo, mas Rúben Pereira, com uma stickada fortíssima à entrada da área, fez o 2-2. Todavia, como foram dois jogadores a ver cartão azul, os valonguenses continuavam com mais jogadores em campo, mas desta feita, numa situação de quatro para três. Contudo, sem querer arriscar a expor-se a um contra-ataque, o Valongo não pressionou muito e não houve mais nenhuma alteração no marcador até ao final do powerplay.

Retomado o cinco para cinco, o Porto carregou e obrigou Leonardo Pais a duas enormes defesas.

Terminados os cinquenta minutos regulamentares, o marcador indicava um empate a duas bolas e a final seguiu para o prolongamento. Contudo, a história poderia ter sido diferente, pois, a menos de dez segundos do fim, Gonçalo Alves recuperou a bola no meio campo e, isolado perante Leonardo Pais, não conseguiu fazer o golo da vitória, acabando por enrolar o esférico ao lado da baliza adversária.

A primeira parte do tempo extra foi mexida, com algumas oportunidades para cada lado. A dois segundos do fim, surgiu a 15ª falta do Valongo. Gonçalo Alves, chamado à responsabilidade, não conseguiu dar a vantagem ao Porto, devido a uma nova defesa de Leonardo Pais.

Os segundos cinco minutos do prolongamento tiveram início com um show de Gonçalo Alves. Todavia, tanto o travessão, como o guardião do Valongo, negaram o terceiro golo ao conjunto portista. 

O Porto, a não querer ir aos penaltis, era a equipa que mais arriscava na procura do golo da vitória. Por seu lado, o Valongo, tentava gerir a posse de bola e apenas numa situação favorável arriscava um pouco mais. Exemplo disso foi um lance de Xavi Cardoso que, por muito pouco, não deu golo. Contudo, os dragões carregaram e Reinaldo Garcia, a trinta e seis segundos do fim, aproveitou um passe açucarado de Gonçalo Alves para fazer o 3-2. Golo que se veio a revelar decisivo.  

Vitória justa do Porto, pois, foi a equipa que, mesmo durante o prolongamento, esteve melhor, excetuando boa parte do primeiro tempo, e que perante um grande Valongo, que vendeu cara a derrota, teve de suar muito para conquistar a sua 17ª Taça de Portugal. No que diz respeito ao número de conquistas nesta prova, o FC Porto aumentou a distância para o Benfica, sendo o clube com mais vitórias nesta competição, somando dezassete contra quinze das águias.

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu e 15 -Jorge Silva

Banco: 1-Carles Grau (GR) e 47-Alvarinho

AD Valongo: 10-Leonardo Pais (GR e CAP.), 7-Diogo Fernandes, 18-Poka, 39-Xavi Cardoso e 49-Pedro Mendes

Jogaram ainda: 9-Guilherme Silva, 20-Luís Melo e 57-Rúben Pereira 49-Pedro Mendes

Banco: 12-Bernardo Mendes (GR) e 4-Carlos Ramos

A FIGURA:

Fonte: FC Porto Sports

Gonçalo Alves-Esteve envolvido em lances que deram origem a dois dos três golos do Porto. Marcou um e assistiu para outro. No prolongamento foi quem mais mexeu no jogo e, mais importante do que isso, ofereceu o golo da vitória a Reinaldo Garcia. 

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto Sports

Alvarinho-Mais um jogo sem somar quaisquer minutos. Chegou ao fim uma temporada que terá sido fatídica para o jovem Alvarinho. Na próxima época regressa a Barcelos, por empréstimo do Sporting, tendo uma enorme oportunidade para renascer das cinzas. 

Foto de Capa: FC Porto Sports

Diogo Nunes

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