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Com o início da segunda volta do campeonato, já se podem tirar algumas conclusões dos candidatos ao título, das competições europeias… e dos candidatos à despromoção. Apesar de ainda faltar muito campeonato, já se conseguem “pintar” cenários, com base naquilo que foi feito na primeira volta da Primeira Liga. Antes de começarmos a análise àqueles que são os candidatos à despromoção, há que dizer que esta análise não passa de um exercício de futurologia, baseada em factos, podendo corresponder à verdade, ou não, no final do campeonato.
5.

CD Feirense – O clube de Santa Maria da Feira manteve o treinador das duas últimas temporadas, Nuno Manta, tentando encontrar equilíbrio e procurando uma época mais tranquila. A verdade é que, apesar do começo prometedor com várias vitórias importantes e, em determinada altura, com a defesa menos batida da Europa, o Feirense tem vindo a mostrar algumas lacunas durante o campeonato. A equipa até defende bem, mas mostra muitas dificuldades na hora de finalizar. Neste mercado de janeiro, para já, chegaram nomes como André Moreira, para a baliza, Aly Ghazal para o meio-campo e Petkov para o ataque.
A defesa do Feirense conta com jogadores de muita qualidade e o meio-campo é bastante equilibrado, mas continuam a faltar homens que consigam desequilibrar e, sobretudo, marcar golos ou dar a marcar na frente de ataque dos fogaceiros. Apesar das dificuldades que o Feirense vem sentindo, das equipas que lutam para não descer, é a única que ainda não trocou de treinador. No final do campeonato, esta aposta na continuidade poderá ser fundamental para os de Santa Maria da Feira.
4.

GD Chaves – No início da temporada, poucos eram aqueles que auguravam um campeonato tão negro para os transmontanos. O GD Chaves encontra-se em último lugar, já trocou de treinador e para já… ainda não se vislumbram resultados. Para surpresa de toda a gente, Daniel Ramos, técnico que havia deixado um cunho vincado no CS Marítimo, não conseguiu impor o seu estilo de jogo em Chaves, mostrando, pelo contrário, uma equipa com muita permeabilidade e com muitas dificuldades na organização defensiva.
Tiago Fernandes, homem que havia treinado o Sporting CP, ainda que como interino, assumiu o projeto, mas não tem conseguido remar contra uma maré de maus resultados. A equipa continua a demonstrar dificuldades para jogar em transições, principalmente dificuldades defensivas. Neste mercado de janeiro, e apesar de duas saídas importantes, entraram jogadores que poderão fazer a diferença. Eustáquio, médio contratado ao Leixões SC e que estava a dar nas vistas, ganhou uma passagem para o Cruz Azul do México e Marcão foi em direção à Turquia para representar o Galatasaray SK. Em sentido contrário, chegaram nomes como Calasan e Campi para a defesa, Erdem Sen e Costinha para o meio-campo e Luther Singh e Rúben Macedo para o ataque. Resta agora dar tempo a Tiago Fernandes para introduzir os reforços na equipa, e tentar perceber que evolução terá este Chaves. O que é certo é que, apesar do lugar que ocupa, este Chaves tem tudo para poder escalar na tabela classificativa nesta segunda metade do campeonato.
3.

CD Aves – O Aves conseguiu uma inédita Taça de Portugal no final da temporada passada, mas era já expetável, com os problemas financeiros e administrativos e com a saída e entrada de vários elementos na SAD e na própria estrutura do clube, que o investimento esta época pudesse ser menor e o rendimento da equipa também. José Mota continuou como timoneiro da equipa, mas percebia-se que o experiente técnico português iria ter dificuldades em dar a volta ao contexto negativo da equipa da Vila das Aves. Para além de terem saído jogadores importantes para a equipa, os reforços que entraram não conseguiram fazer a diferença, e os atletas que permaneceram no clube não têm conseguido mostrar o nível que, a espaços, mostraram na temporada passada.
Neste mercado de janeiro, saíram pedras fundamentais da equipa agora liderada por Augusto Inácio. Nildo, El Adoua e Hamdou saíram do clube e certamente farão muita falta para esta segunda volta. Em sentido inverso, entraram Eryk Nascimento e Gilson Costa para reforçar o ataque e o meio-campo, respetivamente. Augusto Inácio terá agora a difícil tarefa de espremer ao máximo um plantel que é curto e que, apesar de ter uma boa primeira linha de jogadores, tem um banco bastante fraco.
2.

Boavista FC – O Boavista conseguiu na temporada passada um campeonato bem mais tranquilo do que aquilo que os anos anteriores tinham mostrado. Com Jorge Simão ao leme da equipa mais uma época, era expetável que a equipa pudesse voltar a fazer nova temporada tranquila. Contudo, o Boavista tem-se mostrado bastante irregular durante a temporada. A equipa alterna entre o muito mau e o muito bom. Apesar dos números defensivos da equipa serem positivos, muito por culpas das enormes exibições de Hélton Leite, vai faltando alguém que consiga desequilibrar e marcar na frente, tanto é que o Boavista é a segunda equipa que menos golos marca no campeonato. Em janeiro, David Simão abandonou o Bessa, entrando Sauer e Perdigão para reforçar os axadrezados. Ainda assim, seria bom juntar um matador aos homens da frente do Boavista. Falta um jogador para jogar em cunha no ataque, um homem que possa resolver jogos.
1.

Vitória FC – A temporada do Vitória FC começou muito bem. Lito Vidigal parecia ter encontrado a fórmula para colocar a equipa de Setúbal a marcar golos e a ganhar jogos, apesar do futebol bastante “musculado” e agressivo. O que é certo é que, com o passar do tempo, a fórmula foi-se desgastando e o bom momento da equipa verde e branca esfumou-se nas águas do Sado.
O Vitória, nos últimos anos, tem passado por algumas crises, mas tem conseguido quase sempre ultrapassá-las. Esta temporada surge mais uma. Depois dos maus resultados e das más exibições, chegou a informação de que os atletas vitorianos tinham salários em atraso, prejudicando assim a inscrição de novos atletas em janeiro. Com a venda de Costinha ao Chaves, o problema resolveu-se, mas esta semana surgiu outro. Lito Vidigal acabou por sair do clube sadino, entrando Sandro Mendes, antigo atleta e agora diretor desportivo do clube, para o cargo de treinador. O Vitória poderá ter de passar, de novo, por dificuldades para se manter na Primeira Liga. Veremos agora o que Sílvio e Carlos poderão acrescentar à equipa do Sado.
Foto de Capa: Bola na Rede









