A dicotomia justiça/injustiça é transversal a todo o decurso do tempo até aqui verificado. Toda e qualquer pessoa é capaz de tecer queixas e críticas duras, de prometer “mundos e fundos”, de fazer sobressair da lapela do casaco o distintivo que não se vê, mas que urge demonstrar, de realizar manifestações e reunir multidões de modo a pelejar pela causa descrita e de distender a temática pelas vastas áreas de atividade laboral, recreativa, cultural, entre outros. Porém, a pessoa dotada da mínima consciência sabe que a linearidade do caso é inexistente.

O futebol, por acréscimo, encerra em si o antagonismo do princípio – aparentemente – de esquerda. No futebol, não existe justiça nem ínfima réstia dela. No futebol, não há lugar pela igualdade ou pela distribuição equitativa de sucessos. No futebol, não existe solidariedade. No futebol, ganha a equipa mais forte, com melhores recursos dentro e fora de campo, com os jogadores mais dispendiosos, com a melhor arquitetura de estratégias. Tende para isso, pelo menos. E quando tal não se contempla, entramos no campo da exceção. Portanto, como podem constatar, a justiça é abafada.

Segue, numa lista de difícil segmentação, um dos inúmeros exemplos da situação descrita onde a justiça não existe: os onze melhores profissionais não consagrados campeões nacionais com a listada verde e branca. Tática 4x3x3 losango, extremamente ofensiva.