O futebol atual cai alguma vezes naquilo que eu considero um erro de análise, relacionado com o facto de certos jogadores, ora por nunca terem jogado nas cinco principais ligas, ora porque tiveram uma passagem menos feliz por um clube “grande”, são quase de imediato rotulados como flops ou no máximo – “tem qualidade, mas não é de topo”.
No entanto, existem casos em que não existiram oportunidades certas para brilhar ao mais alto nível, ou ocorreu o abraçar de projetos errados no momento errado da carreira.
Segue a minha lista de cinco avançados de enormíssima qualidade, mas que por este ou aquele motivo, nunca tiverem o reconhecimento devido.
Na jornada anterior do Super Rugby Aotearoa, a grande figura acabou por ser a equipa dos Highlanders, pela magnífica vitória sobre os Crusaders. Desta feita, esta última ronda ficou marcada pelo recurso ao golden point nos dois jogos realizados.
No embate inaugural, os Chiefs somaram a terceira vitória consecutiva, ao vencer os Highlanders em Dunedin. Num jogo muito equilibrado, ambas as equipas acabaram por desperdiçar múltiplas oportunidades, mostrando também algumas dificuldades em certos capítulos do jogo. Por um lado, os Chiefs perderam muitos alinhamentos, mas, do lado oposto, os Highlanders tiveram muitos problemas no pós placagem, acabando, deste modo, por perder diversas bolas no breakdown, domínio do jogo em que Luke Jacobson e Anton Lienert-Brown se destacaram.
A entrada de Josh Ioane foi fundamental para o jogo da equipa visitada, na medida em que trouxe mais explosão no ataque à linha da vantagem e uma maior capacidade de circulação e de retenção de bola. Além do mais, foi o próprio a marcar o ensaio que empatou o encontro e, consequentemente, levou à disputa do primeiro golden point da história da competição.
Contudo, as dificuldades em reter a bola no breakdown perduraram e os Chiefs conseguiram capitalizar o turnover de Lienert-Brown em três pontos, por meio de um pontapé de Damian McKenzie.
Assim sendo, os Chiefs seguem o seu percurso vitorioso, continuando a poder lutar por um lugar na final do torneio, algo que já se afigura complicado para os Highlanders.
Já na ilha norte, mais precisamente em Wellington, os Crusaders voltaram às vitórias, desta feita ao vencer a equipa local, os Hurricanes, num jogo que também foi decidido com recurso ao golden point.
À semelhança do sucedido com os Chiefs, os Hurricanes também mostraram muitas dificuldades no alinhamento, acabando por perder a oval em zonas privilegiadas do terreno e, por consequência, desperdiçar oportunidades para pontuar.
Ainda assim, os Canes conseguiram colocar o adversário sob forte pressão, tarefa que Jordie Barrett realizou com distinção, ao assumir o lugar de first receiver. Ainda para mais, Ngani Laumape e Peter Umaga-Jensen tiveram um papel primordial no jogo dos Hurricanes, quer defensiva, quer ofensivamente.
Do outro lado, os Crusaders conseguiram aproveitar as oportunidades de que dispuseram, acabando por vencer o encontro graças a um drop de David Havili já para lá do tempo regulamentar. Apesar da vitória, a equipa de Scott Robertson mostrou-se algo indisciplinada no breakdown (muito graças a Ardie Savea) e na formação ordenada, o que não é muito habitual nos atuais campeões.
Por último, Ardie Savea e Anton Lienert-Brown foram, a meu ver, as figuras da jornada. O primeiro realizou uma exibição absolutamente estrondosa em todos os aspetos. Agressivo com a bola em seu poder e sublime na leitura do breakdown. Já o centro dos Chiefs conquistou a bola em três ocasiões, mas o turnover mais sonante foi o que originou a penalidade que valeu mais uma vitória à franquia de Hamilton.
Com menos combates impressionantes que a Noite 1, mas com um main-event prodigioso, a Noite 2 da Wrestlemania 37 foi um final perfeito para todo o fim-de-semana. Um evento incrível e que tivemos a oportunidade de passar em revista. Tanto neste texto, como no live do Bola na Rede TV que se encontra em baixo:
Nota do evento: 7,5/10
THE FIEND SURPREENDIDO POR … ALEXA BLISS
Após a entrada fantástica de The Fiend, o culminar da sua rivalidade com Randy Orton abriu a Noite 2 da Wrestlemania 37.
Após dominar durante a maior parte do tempo, The Fiend tinha o combate ganho, mas foi distraído pela sua “companheira” Alexa Bliss, vestida de preto e coberta por um líquido viscoso. Tal foi suficiente para que Randy Orton aplicasse o RKO e vencesse o combate.
The Fiend pôs-se depois de pé e, enquanto ele e Bliss se miravam mutuamente, desapareceram.
Nota do combate: 6/10
NIA JAX E SHAYNA BASZLER CONTINUAM CAMPEÃS
A equipa de Tamina e Natalya dominou inicialmente este combate pelos Women’s Tag Team Championships, e para recuperar alguma vantagem, Nia Jax surpreendeu ao conectar um crossbody em ambas as candidatas.
Natalya esteve muito perto de derrotar Jax ao aplicar o Sharpshooter, só que a “Queen of Hearts” foi surpreendida por Shayna Baszler, que lhe aplicou o Kirifuda Clutch e assim venceu o combate.
O que eu julgava ser uma notícia própria do Dia das Mentiras, tem, todavia, feito correr alguma tinta na imprensa desportiva durante esta semana: o Manchester United terá feito aos Leões uma proposta por Nuno Mendes que consiste em 40 milhões e no empréstimo de Alex Telles por duas temporadas, com os Red Devils a suportar cerca de 70% do salário do ex-lateral do FC Porto.
A concretizar-se este negócio, o Sporting CP arriscar-se-ia a descer de cavalo para burro. Nunes Mendes tem tudo para alcançar o topo mundial, é um jovem lateral esquerdo de 18 anos e já internacional A, de longe o melhor da Liga Portuguesa na sua posição, blindado com uma cláusula de rescisão no valor de 70 milhões. Já Alex Telles é um lateral mediano que saiu de Portugal por 15 milhões de euros e que se revelou um verdadeiro flop no clube de Manchester, não conseguindo tirar o lugar ao inglês Luke Shaw.
Obviamente que só uma liga de fraca qualidade como a portuguesa poderia fazer do lateral brasileiro o grande jogador que nunca foi. Aliás, a sua última época em Portugal foi talvez a pior ao serviço do FC Porto, apenas disfarçada com os golos de penalty e algumas bolas paradas. Num clube que é considerado como eterno candidato a ganhar a Premier League, parece óbvio que Telles atirou-se para fora de pé.
Alex Telles, ex-FC Porto, viu o seu nome inscrito num rumor de mercado de verão Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
É certo que nas actuais circunstâncias é muito pouco provável vermos clubes a desembolsar 70 milhões por um jogador, sobretudo, por um lateral. E também é verdade que o Sporting CP precisa com urgência de encaixes financeiros. No entanto, o negócio que terá sido proposto pelos Red Devils é absolutamente inócuo. Aliás, o seu rival Manchester City terá sempre “prioridade” na compra de Nuno Mendes, em virtude do acordo celebrado entre os Citizens e os leões, e acaba sempre por ser a melhor opção neste “leilão” tendo em consideração o interesse do Sporting CP em adquirir Pedro Porro a título de finitivo.
Reitero que Nuno Mendes tem apenas 18 anos! Indo ao Campeonato Europeu pela Selecção A e representando os Leões na Liga dos Campeões, Nuno Mendes pode muito ficar mais duas épocas em Alvalade sem baixar o seu valor de mercado enquanto cresce mais como jogador.
Notícias deste género servem apenas para desestabilizar o grupo de trabalho leonino e o próprio jogador que tem sido um pilar fundamental no jogo de Rúben Amorim.
A CRÓNICA: IGUALOU-SE UM REGISTO HISTÓRICO, MAS É O QUE MAIS IMPORTA?
Era uma vez… Normalmente, é assim que começam aquelas histórias antigas que nos contavam quando éramos pequenos. Mas também é preciso recuar a 2002 para reconhecer uma viagem tão linda na Primeira Liga Portuguesa para o Sporting CP. Na altura, Boloni era o treinador e, agora, é Rúben Amorim. O que ambos têm em comum? (Ainda não têm, mas para lá caminham…) É o facto de estar a mostrar um caminho vitorioso para os leões e neste jogo podia haver um igualar de um recorde de 19 anos (!).
Nesta história de “era uma vez”, o comboio arrancou a todo o vapor e foi preciso esperar apenas dois minutos (dos 25 aos 27) para ver dois golos. Como se explica aos mais pequenos 1+1=2.
Primeiro, foi Pedro Gonçalves a assumir protagonismo no enredo. Foi ele quem recuperou a bola, quem tabelou com Paulinho e quem marcou o golo. Depois, foi um duo para cumprir novo capítulo, mas para o Famalicão. Rúben Vinagre, um dos grandes destaques famalicenses, fez o trabalho árduo e fez as linhas para que depois Anderson escrevesse de forma perfeita o seu nome na história. Digamos que Anderson teve um bom guia, pois, Iván Jaime deu-lhe uma pequena ajuda com a caneta.
Os jogadores que se juntaram para escrever o enredo preparavam-se para fazer sair do tapete verde de Alvalade um best seller. Os leões entraram melhor e Tiago Tomás, aos 57 minutos, queria escrever bem o seu nome, mas aquele colega do lado que está sempre a estragar tudo (Patrick William) borrou essa tentativa. Do outro lado, foi Adán a mostrar que a cabeça não serve só para pensar, mas também para defender. Foi o espanhol quem estragou a pintura de outro espanhol Iván Jaime.
Ninguém mais teve grandes ideias criativas para conseguir escrever mais linhas deste que não foi um best seller, mas um verdadeiro enredo que deixou todos colados às páginas… televisão. O Sporting CP volta a deslizar na Primeira Liga Portuguesa e vê os rivais diretos (FC Porto e SL Benfica) aproximarem-se e muito. Contudo, este empate a um é muito por culpa de um grande jogo por parte dos famalicenses. Esses chegam a um registo inédito na temporada. Fim deste capítulo e ficou tudo dividido.
A FIGURA
#SCPFCF 📋 A equipa escolhida para o jogo desta noite
— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) April 11, 2021
Meio-campo do FC Famalicão – Foi um jogo incrível por parte do triângulo que foi composto por Gustavo Assunção, Ugarte e Pêpê Rodrigues. Tanto no facto de conseguir defender toda a zona no interior do triângulo que formavam em campo, mas também na entreajuda defensiva tantos aos três da frente como também à linha de quatro defesas dos famalicenses. Foi a partir deste trio que o Famalicão conseguiu controlar o jogo e daqui também conseguiu criar grande parte das suas incursões ofensivas, mais por Ugarte e Pêpê.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
João Palhinha – Condicionado desde cedo por causa do cartão amarelo, aos dez minutos, foi um presságio para correr um pouco mal a primeira parte. Não fez os 90 minutos, porque acabou por sair ao intervalo. A culpa de ter esta distinção não é inteiramente sua, visto que o meio-campo do Famalicão conseguiu “sugar” bem todos os possíveis atributos defensivos e ofensivos do médio português.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Em relação ao empate em Moreira de Cónegos, Rúben Amorim fez apenas uma alteração para o encontro em casa. Daniel Bragança voltou para o banco de suplentes e no seu lugar entrou Tiago Tomás, que vai fazer companhia a Paulinho na frente de ataque. O que esta troca na prática significava é que Pedro Gonçalves iria baixar a sua posição em troca com o número 19 leonino, mantendo ainda assim o 3-5-2 habitual.
João Mário ia explorando o lado esquerdo entre Diogo Figueiras e Patrick William, sobretudo estar sempre à frente do lateral do Famalicão para aparecer nas costas da defesa. Por outro lado, Pedro Gonçalves ia ficando mais no meio-campo na companhia do mais atrasado João Palhinha e aqui verificávamos um 3-4-3.
Ao intervalo, Matheus Reis ficou com o lugar de Feddal e Daniel Bragança com o de João Palhinha. Esta última alteração para dar mais criatividade ao meio-campo que ficou muito condicionado tanto pelo amarelo como pela própria equipa do Famalicão. A entrada de Jovane Cabral veio confirmar esta aposta no 3-4-3 de Rúben Amorim, mas ainda assim a equipa leonina tinha muitas dificuldades em conseguir estar perigosa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (5)
Nuno Mendes (5)
Zouhair Feddal (4)
Sebastián Coates (5)
Luís Neto (5)
Pedro Porro (5)
João Palhinha (4)
João Mário (4)
Pedro Gonçalves (6)
Tiago Tomás (6)
Paulinho (5)
SUBS UTILIZADOS
Matheus Reis (5)
Daniel Bragança (5)
Jovane (5)
Nuno Santos (-)
Eduardo Quaresma (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
Ivo Vieira quase que seguiu à letra o velho ditado «equipa que ganha não mexe» não fosse a pequena alteração de Gustavo Assunção para o meio-campo famalicense em troca de Heriberto Tavares. Na folha da Liga Portugal, os famalicenses apresentaram um esquema tática de 4-4-2, mas o 4-3-3, que foi apresentado nos últimos jogos, voltou a aparecer com um triângulo invertido com Gustavo Assunção a jogar como médio defensivo. Já os três da frente a ficar a cargo de Gil Dias, Iván Jaime e Anderson.
O triângulo do meio-campo, defensivamente, estava a conseguir controlar tanto o meio-campo constituído por Palhinha e Pedro Gonçalves bem como João Mário e Tiago Tomás, estes últimos com dificuldades de encontrar os espaços interiores. Ofensivamente destacavam-se Iván Jaime, Ugarte e Pêpê Rodrigues que partiam de uma das alas para o meio. O objetivo era virar rápido o jogo (para o lateral ou para o extremo) de uma forma rápida para desequilibrar toda a defensiva leonina.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (6)
Diogo Figueiras (6)
Patrick William (5)
Riccieli (5)
Rúben Vinagre (7)
Gustavo Assunção (6)
Ugarte (6)
Pêpê Rodrigues (5)
Iván Jaime (6)
Anderson (6)
Gil Dias (5)
SUBS UTILIZADOS
Heriberto Tavares (5)
Kraev (5)
Valenzuela (5)
Joaquim Pereyra (-)
Diogo Queirós (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: João Mário esteve muito posicionado entre o lateral e o central do FC Famalicão. A ideia com este posicionamento era procurar as costas da defesa, fixar o lateral Diogo Figueiras para Nuno Mendes estar mais livre do lado esquerdo? E o Famalicão conseguiu conter muito o jogo interior e proteger bem a profundidade se foi por este motivo que o Sporting teve mais dificuldades em criar perigo?
Rúben Amorim: Acho que criámos perigo neste jogo. O João Mário está lá para jogar numa posição mais subida do terreno e fomos trocando um pouco o Pote com o João Mário. Ele durante a carreira sempre jogou mais nesta posição. Nós é que o colocámos mais no meio. Estamos também a tentar destabilizar os adversários e temos feito isso desde o início do campeonato. E acho que temos conseguido fazer isso. Faltam oito jogos para terminar o campeonato e vai isto ser divertido.
FC Famalicão
BnR: O triângulo Gustavo Assunção, Ugarte e Pêpê Rodrigues não só tiveram um papel muito importante na ajuda de pressão aos três da frente como a conseguir condicionar Palhinha e Pedro Gonçalves. A liberdade que deu, principalmente, a ugarte e a pêpê foi importante para não permitir que o Sporting criasse muito perigo no jogo interior?
Ivo Vieira: Não é fácil fazer o que fazemos hoje, mas é a nossa tarefa [equipa técnica] de ajustar a equipa em prol daquilo que é o abordar o jogo. O Sporting CP vinha a jogar de uma forma pouco diferente com o Bragança e o Pote e depois com o João Mário também vinha muitas vezes buscar jogo interior. Isso [a forma como mudavam a forma de jogar] criou-nos alguma dificuldade. Quem encostava normalmente ao Palhinha era o Pedro Gonçalves que dá outra caraterística ao jogo como jogar apoiado. Trabalhámos alguns momentos do jogos e através da análise desses mesmos momentos, que fazemos sempre, tivemos de ajustar esse triângulo do meio para puder afastar os médias, para dar suporte aos nossos laterais e também para travar o jogo interior do Sporting CP. Havia sempre uma grande alternância por parte dos jogadores do Sporting e, por isso, também deixar uma palavra de apresso para os meus jogadores devido ao seu sacrífico e também à sua leitura do jogo dentro de campo, porque, hoje, foram muito competentes.
O golo no último minuto frente ao CD Santa Clara veio validar a aposta de Sérgio Conceição em Toni Martínez como suplente utilizado. O avançado de 23 anos tem sido aposta para os minutos finais dos últimos cinco jogos do FC Porto, algo que já não acontecia desde dezembro. No último encontro, Sérgio Conceição rodou algumas das peças habituais e possibilitou a titularidade de Toni, acabando este por responder-lhe da melhor forma e dizer “presente”.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
É certo que, a nível de minutos jogados, a época do número 29 portista não tem sido tão linear como certamente desejava. O ponta de lança espanhol, entre janeiro e fevereiro, teve uma série de jogos sem ser utilizado (sete) e chegou inclusive a descer à equipa B. Porém, soube dar a volta por cima. Desde a partida em Turim com a Juventus FC até ao último encontro do FC Porto, é um dos homens escolhidos para mudar o rumo do encontro. E frente ao CD Santa Clara acabou mesmo por mudar. Pode-se dizer que conseguiu uma finalização “à ponta de lança”.
No último encontro, em terras beirãs para defrontar o CD Tondela, Sérgio Conceição renovou o ataque e os Dragões entraram em campo com a dupla Toni Martínez e Evanilson. O espanhol devolveu a confiança e mostrou que também está na corrida pela titularidade, marcando mais um golo. E, diga-se de passagem, não foi um golo qualquer. A forma como Toni amortece a bola no peito e aguarda pelo momento certo para rematar em cheio demonstra uma capacidade de matador. O ponta de lança é cada vez mais uma opção válida para Sérgio Conceição.
🤩 O golaço do Toni Martínez ao raio x 🧑🎓
👀 Visão de jogo do Pepe✔
⏩ Assistência ✔
💪 Controle de bola do Toni Martínez ✔
⚽ Golo ✔#FCPorto#CDTFCPpic.twitter.com/fhtXdDFaQs
O seu primeiro golo com a camisola azul e branca não deve ter sido esquecido por grande parte dos adeptos. Numa partida frente ao GD Fabril do Barreiro a contar para a Taça de Portugal, Toni Martínez tira um pontapé de bicicleta da cartola e faz um golo mágico. O segundo reflete um dos valores chave para um ponta de lança – nunca desistir de um lance. Uma jogada de insistência frente ao Moreirense FC em que a bola sai desviada e trai o guarda-redes adversário. Ainda marcou um golo na Segunda Liga pelo FC Porto B frente à UD Oliveirense, fazendo um total de cinco golos marcados nesta época.
Apesar da probabilidade de Sérgio Conceição abdicar da parelha Taremi e Sérgio Oliveira ser bastante reduzida, Toni Martínez demonstra que também tem uma palavra a dizer. Caso continue a fazer a diferença, seja em 10 ou 90 minutos, vai acabar por dar boas dores de cabeça ao técnico portista. Será que o ponta de lança espanhol vai figurar no onze inicial frente ao Chelsea FC na terça feira?
A CRÓNICA: OS TRÊS PONTOS QUE FALTAVAM AOS AÇORIANOS
Domingo de futebol juntos as duas equipas insulares, no Estádio de São Miguel, para a 26.º jornada da Primeira Liga. O CD Santa Clara encontra-se, agora, em 7.º lugar na tabela e, ao ganhar esta partida, ficou em lugares de luta pela Europa. Por outro lado, o CD Nacional, o último classificado da tabela, precisava destes três pontos para conseguir ter um pouco mais de oxigénio e tentar fugir dos lugares de descida.
Os Bravos Açorianos entraram melhor na partida e Carlos Jr. provou isso ao serpentear toda a defesa do Nacional e a conseguir rematar, mas o atento António Filipe conseguiu fazer uma boa defesa.
Pouco tempo depois, o Santa Clara voltaria a mostrar a sua determinação através de Mikel que, após um canto, de cabeça, colocou a redondinha no fundo das redes do Nacional.
A equipa açoriana continuava a ser superior e a conseguir pressionar bem o clube madeirense que tentava sair, mas com muitas dificuldades. Anderson Carvalho ao aproveitar os espaços entre a equipa do Nacional, tentou rematar, mas, a bola acabou por bater na trave. Estava lá Rui Costa, no lugar certo à hora certa, que na recarga fez o segundo golo da partida, deixando assim os açorianos em vantagem ao intervalo.
A equipa açoriana de Daniel Ramos entraria a matar na segunda parte. Rui Costa, o reforço de inverno dos açorianos, assistido por Anderson Carvalho, bisou na partida, fazendo o terceiro golo para a sua equipa.
A turma de Manuel Machado, nesta segunda parte, acabaria por se mostrar mais e a conseguir chegar mais perto da baliza de Marco Pereira e a rematar mais do que teria feito na primeira parte. Aos 67 minutos, esse esforço em aparecer mais resultaria no primeiro golo do Nacional através do Capitão Rui Correia que cabeceia para o fundo das redes ao primeiro poste.
Minutos mais tarde, a resposta do Santa Clara viria através dum passe de Morita, que passou a Carlos Jr.. Este recebeu com o peito e rematou de pé esquerdo, fazendo, assim, o quarto golo para a sua equipa. O Nacional ainda tentou responder com um remate de Riascos, mas este encontrava-se em posição irregular e, por isso, o golo viria a ser anulado pelo VAR.
Já em tempo complementar, devido a uma falta sob o jogador do Santa Clara na grande área o árbitro concede um penálti para a equipa açoriana. Penalti este que dá origem ao 5.º golo ao cair do pano.
Foi, sem dúvida, uma partida histórica e importantíssima para o clube açoriano que deixa claro o seu objetivo por um jogo com qualidade.
Rui Costa – O reforço de inverno do Santa Clara bisou e mostrou o quão focado o grupo está em fazer mais e melhor para atingir os seus objetivos e, sem dúvida, é uma partei mportante para isso.
Pedrão – O central brasileiro teve uma exibição desastrosa nesta partida o que também não ajudou a motivar a equipa para dar mais.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
O Mister Daniel apresentou-se com o esquema tático 4-4-3. Este procurou forçar o erro do adversário. Mostrou que o seu principal objetivo era chegar à frente no marcador. Procurou criar linhas de passe entre si e aproveitar os espaços para chegar com maior facilidade à baliza.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco (7)
Rafael Ramos (5)
Mikel Villanueva (4)
Fábio Cardoso (5)
Mansur (5)
Allano (4)
Lincoln (4)
Carlos Jr. (6)
Hide (5)
Anderson Carvalho (6)
Rui Costa (8)
SUBS UTILIZADOS
Ukra (5)
Costinha (4)
João Afonso (-)
Sagna (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
O Mister Manuel Machado apresentou-se com o esquema tático 5-4-1. Apesar da sua fragilidade procuraram criar algumas situações de perigo. Tentou, também, explorar a profundidade mas sem sucesso. Só na segunda parte conseguiram explorar mais a criação de linhas de passe e, por consequência, chegar mais facilmente à baliza do Santa Clara.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Filipe (3)
Lucas Kal (3)
Pedrão (2)
Camacho (4)
Danilovic (4)
Kalindi (5)
Rui Correia (5)
Rochez (3)
Vicent Thill (3)
Nuno Borges (4)
Rouai (5)
SUBS UTILIZADOS
Marco Matias (5)
Micael (5)
Riascos (4)
Eber Bessa (3)
Gorre (3)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD SANTA CLARA
BnR: A maneira como a equipa encarou a partida foi determinante?
Daniel Ramos: Fomos muito competentes. A humildade, a preparação do plano de jogo e como o encaramos foi muito importante e, só por isso, conseguimos este resultado. Conseguimos colocar dificuldade no outro. Os golos cedo foram importantes. Entrar forte e o marcar presença no jogo mostra que queremos dar mais e não damos facilidades aos adversários.
Temos trabalhado muito em conjunto com todos os departamentos para conseguir conquistar mais e demonstramos em campo todo o nosso trabalho.
CD NACIONAL
BnR: Numa primeira parte vimos um nacional mais resguardado e sem conseguir sair a jogo. Por outro lado, na segunda parte, o Nacional aparece mais motivado e a conseguir chegar à baliza do Santa Clara. A substituição ao intervalo contribuiu para motivar a sua equipa na luta por outro resultado?
Manuel Machado: Esta foi uma vitoria justa por parte do Santa Clara. A classificação difícil faz com que tenhamos pouca confiança. O desfecho começou a ficar desenhado na primeira parte após o golo. Apesar disso, fizemos alguma coisa, as alterações ajudaram a ter mais qualidade de jogo. Ao terceiro golo a equipa desconcentrou-se e isso fez uma possível “remotanda” ser impossível.
A CRÓNICA: QUALIDADE E INTENSIDADE COMO DESTAQUE NA FORMAÇÃO DE MANCHESTER
Em mais uma grande partida da Liga Inglesa, o Tottenham Hotspur FC recebeu o Manchester United FC, em jogo a contar para a jornada 31 da competição. Com as duas equipas a viver momentos de forma distintos e com ambições diferentes neste momento da prova, a conquista de um bom resultado era imperial para ambos os lados.
Num primeiro tempo com pouca história, e apesar de alguma ascendência dos red devils, o jogo mostrou-se muito dividido, principalmente a meio-campo, e com alguma insistência em bolas longas de parte a parte. Foi preciso esperar até há meia-hora de jogo para se ver o primeiro ataque perigoso, no qual Edison Cavani fez mesmo golo a favor dos visitantes, mas o lance acabou por ser invalidado por uma falta que ocorreu no desenrolar da jogada. Os spurs reagiram e, a cinco minutos do intervalo, Heung-Min Son fez o primeiro golo do encontro, depois de uma boa jogada de envolvimento ofensivo dos anfitriões.
A partida retomou no segundo tempo com o Manchester United a correr atrás do prejuízo, tentando chegar rapidamente à baliza adversária de maneira a reduzir a desvantagem no marcador. A intensidade imprimida no jogo pelo United deu frutos, quando Fred restaurou a igualdade no marcador à passagem do minuto 57’. Com um notório domínio dos visitantes nos segundos 45 minutos, o segundo tento acabou mesmo por aparecer, a dez minutos dos 90, desta feita por Cavani, com este a ser mesmo validado e a consumar a reviravolta dos pupilos de Solskjaer. A turma de José Mourinho ainda enviou uma bola à barra da baliza defendida por Dean Henderson, mas com a equipa balanceada no ataque, acabariam por sofrer mais um golo, já em tempo de compensação, golo esse marcado por Mason Greenwood, colocando um ponto final no resultado.
Com este importante triunfo, o Manchester United, conserva a sua posição no segundo posto da tabela classificativa, mantendo-se num lugar de acesso direto à Liga dos Campeões na próxima temporada. Já o Tottenham agudiza mais a crise de resultados que tem vivido com esta derrota, ocupando o sétimo posto e vendo mais longe a qualificação para uma prova europeia.
Edison Cavani – O avançado uruguaio foi importantíssimo na equipa do Manchester United FC, dando uma lição de como ser um avançado de elite. Envolvido em dois tentos da sua equipa, um deles por ele marcado, Cavani foi, na minha opinião, o homem mais na formação dos red devils.
Organização defensiva do Tottenham Hotspur FC – Depois de se colocarem em vantagem no marcador, os spurs voltaram a deixar fugir um bom resultado, à imagem do que tinha acontecido na última jornada frente ao Newcastle United FC. Uma equipa muito displicente e que vive um mau momento de forma.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
A formação orientada por José Mourinho apresentou-se em campo num dispositivo tático de 4-2-3-1. Com Son de volta ao onze inicial, os spurs tentaram surpreender os red devils com contra-ataques e ataques rápidos, bem como com bolas longas nas costas da defesa. Depois de um primeiro tempo em que conseguiu sair na frente da partida, na segunda metade do encontro o Tottenham Hotspur FC mostrou-se incapaz de controlar o jogo e cedeu à superioridade do Manchester United FC, que consumou a reviravolta no jogo e levou de vencida a equipa de Londres.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lloris (6)
Aurier (6)
Rodon (6)
Dier (6)
Reguilon (6)
Ndombelé (6)
Hojbjerg (7)
Lo Celso (7)
Lucas (6)
Son (8)
Kane (6)
SUBS UTILIZADOS
Sissoko (6)
Lamela (6)
Bale (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC
Os red devils organizaram-se num sistema tático em 4-2-3-1, com Cavani a ser o homem mais adiantado da formação de Manchester. O avançado uruguaio foi uma peça fundamental para a sua equipa, mostrando-se sempre muito ao jogo, para além de ter estado envolvido nos dois golos da sua formação. A equipa apresentou-se, de maneira geral, a um nível mais elevado que o adversário, principalmente na segunda parte, com a criação de várias oportunidades de golo junto da baliza defendida por Hugo Lloris. Pogba foi o maestro do meio-campo, pautando com imensa qualidade o jogo do Manchester United FC.
Foi o fechar do fim de semana no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. Depois das duas meias-finais, foram encontrados os finalistas da Taça de Portugal em basquetebol. Apuraram-se Sporting CP e Imortal que, agora, se defrontaram no derradeiro encontro da competição. Os leões tinham a ambição de voltar a vencer a competição e os algarvios queriam vencer a primeira da sua história.
António Monteiro abriu as hostes com um lançamento exterior e começou o jogo. Depois de um parcial de 7-0 nos primeiros três minutos, Travante Williams lançou o Sporting CP na corrida dos pontos através de um lançamento interior seguido de lance livre, depois de sofrer falta de Ty Toney. Durante o restante do primeiro período, notou-se alguma falta de eficácia no lançamento exterior por parte do Imortal e um Sporting CP a apostar no duelo debaixo do cesto, tirando partido da estatura física dos seus jogadores em relação ao adversário. No último sopro do primeiro período, Shakir Smith lançou para três pontos já no soar da buzina e igualou o marcador a 20-20.
Durante o segundo período ficou marcado o rasgo de brilhantismo de Diogo Araújo num espaço de cinco segundos. Interceta uma bola, afunda e, no lance exatamente a seguir, com a tentativa de resposta do Imortal, bloqueia a bola de entrar no cesto da sua equipa. Fora isso, continuou uma luta acesa nos cestos, com os leões a serem bastante mais eficazes do que os algarvios. Depois de um primeiro período que terminou 2020- chegou o intervalo com o marcador a mostrar um 44-32 favorável ao Sporting CP.
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) April 11, 2021
Voltou-se dos balneários e soou o apito para o iniciar do terceiro período. Mais uma vez, Diogo Araújo mostrou-se ao mundo do basquetebol e mostrou o que de melhor sabe fazer. Marcou o que pôde e defendeu tanto que obrigou Luís Modesto a pedir timeout logo aos quatro minutos do quarto. O Imortal precisava de afinar a pontaria e de rever bem a estratégia planeada. E, já que falamos de brilhantismo, também se fala do jogo que Tanner Omlid estava a fazer contra os leões. Tal como Diogo Araújo, mostrou que não só as estatísticas são importantes para se ser influenciador do jogo das equipas. Na luta da eficácia e a ineficácia, quem saiu a vencer foi o Sporting CP que aumentava cada vez mais a vantagem para o Imortal e entrou para o último período a vencer por 65-44.
Naquele que seria o último período, o Imortal tentava de tudo para conseguir acertar no cesto, mas a bola parecia não querer entrar de forma alguma. Com uma diferença de 25 pontos no marcador e ainda metade do tempo do período para jogar, Luís Magalhães começou a chamar ao terreno os jogadores mais novos e aqueles que não tiveram tanto tempo a jogar com a equipa. Jorge Embaló, Jeremias Manjate e Afonso Guedes viram-se a jogar num dos maiores palcos do basquetebol nacional: a final da Taça de Portugal. Já do lado dos algarvios, João Neves, Manuel Magalhães e Salvador Victo (jovem com apenas 16 anos) também tiveram essa oportunidade. Apesar de já estar tudo praticamente consolidado, foi bonito de ver que o basquetebol em Portugal tem “mãos para lançar”.
No final, o Sporting CP venceu irrepreensivelmente o Imortal por 59-83 e sagrou-se campeão da Taça de Portugal em basquetebol.
A FIGURA
Shakir Smith – Frente ao Imortal, foi o exponente máximo da ofensiva dos leões. Não foi opção no cinco inicial de Luís Magalhães, mas deu o tudo por tudo para ajudar o Sporting CP a conquistar mais uma Taça de Portugal.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Derrick Fenner Jr. – É, de forma indiscutível, um dos melhores jogadores do Imortal, mas, neste encontro frente ao Sporting CP, não esteve nos seus dias. Apesar dos nove pontos, a restante exibição pecou por escassa.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Luís Magalhães entrou com todas as armas possíveis para esta final frente ao Imortal. Apostou no duelo debaixo do cesto, com Fields a usar o físico como vantagem perante os adversários e também na capacidade ofensiva de Travanta Williams e Shakir Smith.
Nos momentos defensivos, o Sporting CP partiu para uma defesa a todo o campo com double team ao portador da bola.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Travante Williams (8)
John Fields (7)
Diogo Ventura (6)
João Fernandes (6)
James Ellisor (7)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Amiel (5)
Jorge Embaló (5)
Shakir Smith (9)
Jeremias Manjate (5)
Afonso Guedes (5)
Cláudio Fonseca (5)
Diogo Araújo (7)
ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL
Com as lesões que apareceram no jogo frente ao SL Benfica na meia-final, o Imortal viu-se desfalcado de dois jogadores bastante influentes na sua equipa. Luís Modesto partiu para o encontro frente ao Sporting CP com o melhor cinco à sua disposição e entrou bastante ofensivo no jogo e com uma elevada taxa de acerto, que foi oscilando durante a partida.
Optaram por uma defesa individual com alguma liberdade aos adversários, exceto a Travante Williams onde se marcava de forma cerrada em qualquer parte do terreno de jogo.
Pela segunda semana consecutiva, o Clube de Ténis do Jamor, em Oeiras, foi palco de um torneio da categoria Challenger, a segunda divisão do circuito masculino, que contou com vários tenistas portugueses em competição. Tal como na primeira edição, houve um tenista nacional a chegar à final, mas foi um “visitante” a sagrar-se campeão.
UM TORNEIO HISTÓRICO PARA OS PORTUGUESES
Se o primeiro ATP Challenger 50 de Oeiras já tinha sido bastante positivo para o ténis português, com Gastão Elias a chegar à final, Tiago Cação a estrear-se em quartos de final e vários jovens a conseguirem somar as melhores vitórias das suas carreiras, a segunda vaga do torneio foi ainda melhor para as cores nacionais.
Graças ao estatuto de Special Exempt conseguido por Elias – esta semana a ocupar o lugar 323.º do ranking mundial -, pela sua performance na competição anterior, houve espaço para colocar mais um português de forma direta no quadro principal da prova.
Antes disso, houve ainda tempo para Henrique Rocha, de 16 anos, passar a primeira ronda do qualifying e somar o seu primeiro ponto ATP, antes de cair, em três partidas para Pedro Cachin (número 336.º da hierarquia). Destino semelhantes sofreu Luís Faria (816.º), que foi derrotado por Evan Furness (331.º) na última ronda da fase de qualificação.
Dos cinco portugueses no quadro principal apenas Pedro Araújo (989.º), o menos credenciado, saiu de cena na primeira ronda, ao perder com Oscar Otte (154.º), primeiro cabeça de série do torneio, em duas partidas. Nuno Borges (378.º), que eliminou o segundo cabeça de série, Gonçalo Oliveira (296.º), que afastou Otte na segunda ronda, Gastão Elias e Tiago Cação (551.º), que conseguiu uma enorme vitória frente a Mischa Zverev (280.º), antigo número 25 do mundo, seguiram todos em frente até aos quartos de final.
Nessa fase da prova surgiu o primeiro embate entre portugueses, com Gonçalo Oliveira a levar a melhor sobre Tiago Cação, em apenas duas partidas, num encontro em que o tenista de 23 anos acabou por acusar o desgaste da batalha frente ao irmão de Alexander Zverev na ronda anterior. Gastão Elias, pelo contrário, viu o seu adversário desistir antes da partida e também garantiu a presenças nas meias-finais. Já Nuno Borges, em mais um encontro em três partidas, bateu Manuel Guinard (324.º) para marcar encontro com o mais experiente dos portugueses em prova.
Flying the 🇵🇹 in Oeiras.
For the first time ever, Portugal has 3⃣ players in the semis of an #ATPChallenger.
— ATP Challenger Tour (@ATPChallenger) April 9, 2021
Severamente afetadas pelo mau tempo que se abateu sobre a cidade de Lisboa no sábado, as meias-finais foram disputadas a conta-gotas. Com duas interrupções pelo meio, Nuno Borges superou Gastão Elias, num encontro de quase três horas, para chegar à final, naquele que foi um dos melhores embates do torneio.
A outra semifinal consagrou Cachin que, depois de ver a chuva interromper o primeiro set quando Gonçalo Oliveira servia para o vencer, surgiu mais forte na retoma, já no dia seguinte, venceu a primeira partida e viu o português desistir no segundo set, quando já perdia por 4-0, devido a uma lesão nas costas. Ainda assim, este foi um momento histórico para o Ténis português, que pela primeira vez teve três tenistas nacionais nas meias-finais de um Challenger.