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Os 3 melhores jogadores espanhóis que passaram pelo Sporting CP

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O Sporting CP apresentou para esta nova época, Pedro Porro, como reforço para o plantel 2020/2021. O ala-direito espanhol é internacional sub-21 e é indiscutivelmente, o melhor lateral do campeonato português.

Recorrendo à “máquina do tempo” iremos recordar, outros dois jogadores espanhóis que representaram o Sporting CP – Toñito e Diego Capel. Além destes três jogadores que mais se destacaram, vestindo o leão rampante, outro nove futebolistas espanhóis jogaram no Sporting Clube de Portugal.

Oito jogos para fazer das tripas coração em fevereiro

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Se em janeiro o FC Porto esteve constrangido pela carga de jogos que teve (ao todo foram sete partidas), o mês de fevereiro vai ser ainda mais difícil – os dragões terão oito jogos pela frente, sendo que um deles será para a Liga dos Campeões frente à Juventus FC e outro para o campeonato contra o Sporting CP. Em janeiro as coisas podiam ter corrido melhor não fosse o deslize na meia-final da Taça da Liga e o empate caseiro com o SL Benfica. Fevereiro será o mês mais importante para a época do FC Porto?

O segundo mês do ano iniciou-se com encontro marcado no Estádio do Dragão para receber o Rio Ave FC. Segue-se a deslocação ao terreno do Belenenses SAD onde os dragões venceram apenas quatro vezes nos últimos dez jogos. Um jogo onde a conquista dos três pontos será vital.

A próxima viagem, em menos de cinco dias depois do jogo com o “B SAD”, será até Braga, frente a uma equipa que luta também pelos lugares cimeiros da Primeira Liga. Nos últimos jogos em casa dos Guerreiros do Minho a equipa treinada por Sérgio Conceição ganhou apenas duas vezes. De realçar que teremos dose dupla com os arsenalistas, uma vez que dias depois também se jogará a primeira mão da Taça de Portugal onde é fundamental levar um bom resultado para casa.

O FC Porto vai defrontar o Sporting CP pela terceira vez nesta temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Segue-se a receção ao Boavista FC que será, teoricamente, o adversário mais acessível do mês de fevereiro. Os axadrezados são agora liderados pelo professor Jesualdo Ferreira, um conhecedor nato do futebol português e da estrutura do FC Porto. Os panteras negras procuram sair do último lugar da tabela classificativa e neste jogo certamente que haverão rotações no onze inicial portista, podendo assim haver uma surpresa. No dia 17 há jogo grande da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão com a Juventus FC. A equipa de Cristiano Ronaldo começou a engatar na Serie A Italiana, mas ainda está muito abaixo na posição classificativa – quinto lugar da tabela. O FC Porto terá de evitar sofrer golos caso queira ainda estar vivo na segunda mão.

Uma semana antes do mês acabar haverá mais uma deslocação difícil contra um adversário que já causou estragos ao plantel azul e branco. O Estádio dos Barreiros é um lugar habitualmente traiçoeiro para o FC Porto, pois nos últimos dez encontros, os dragões venceram apenas três vezes, empataram quatro e perderam outra três. Na jornada seguinte, receção ao Sporting CP que é o atual líder e tem-se mostrado bastante sólido no campeonato. Caso o FC Porto queira aproximar-se do primeiro lugar terá quase obrigatoriamente que vencer os leões.

Será um mês desafiador e desgastante para os dragões e muita coisa pode mudar. O ideal seria fazer o pleno e conseguir oito vitórias nestes oito jogos, mas na prática as coisas não são assim tão fáceis. O futebol é mesmo assim e num ápice tudo pode mudar. As lesões e as baixas por Covid-19 podem fazer a diferença, pelo que é importante ter todos os jogadores na máxima força.

À procura de um lugar na final da Taça: FC Internazionale Milano x Juventus FC

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Taça de Itália, 1ª mão das meias finais: terça feira, 19h45, 2 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: EQUILÍBRIO ENTRE DOIS HISTÓRICOS DE ITÁLIA

Na primeira mão desta meia final da Taça, que se irá disputar no Giuseppe Meazza, estarão frente a frente dois “gigantes” do futebol transalpino, que pretendem vencer a Taça de Itália. A Juventus FC está em melhor forma, mas o FC Internazionale Milano irá jogar em casa, onde tem um registo fantástico.

DEPOIS DA DERROTA PARA O CAMPEONATO, CONSEGUIRÁ A JUVENTUS DE CRISTIANO RONALDO ULTRAPASSAR OS MILANESES? APOSTA COM A BET.PT!

Num encontro que se espera equilibrado e bem disputado, os dois emblemas lutam por uma vaga na final da competição. Depois de vencer quatro Taças de Itália consecutivas, a Juventus FC deixou escapar as últimas duas edições. O FC Internazionale Milano não vence esta prova desde 2010/2011.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. A última vez que ambas as equipas se defrontaram na Taça de Itália foi em 2016, também nas meias finais da competição, sendo que a Juventus FC alcançou a final, e inclusivamente, venceu a prova.
  2. Nas últimas cinco partidas entre as duas equipas, a Juventus FC venceu três delas.
  3. O FC Internazionale Milano não perde em casa há oito jogos consecutivos, em todas as competições. (7V + 1E)
  4. A Juventus FC vem de uma série de quatro vitórias consecutivas em todas as competições.
  5. A última derrota da Juventus FC foi contra o FC Internazionale Milano, em jogo a contar para o campeonato italiano.
  6. Na época transata, a Juventus FC foi derrotada na final da prova frente ao SSC Napoli, nas grandes penalidades.
  7. Na última edição da Taça de Itália, o FC Internazionale Milano perdeu nas meias finais, também frente ao SSC Napoli.
  8. Nos quartos de final da competição, a Juventus FC eliminou a SPAL, enquanto o FC Internazionale Milano venceu o rival AC Milan.
  9. Na Liga Italiana, o FC Internazionale Milano é segundo classificado, e está a apenas dois pontos do líder AC Milan. A atual campeã de Itália, Juventus FC, ocupa a quarta posição do campeonato.
  10. O emblema com mais conquistas da Taça de Itália é a Juventus FC, com 13 troféus vencidos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA


Nicolò Barella (FC Internazionale Milano) – Com apenas 23 anos, já é uma figura importante no “onze” inicial dos “Nerazzurri”, e também presença assídua na principal seleção transalpina. Na última partida frente à Juventus FC participou nos dois golos da sua equipa, realizando uma assistência e um golo. Destaque para as nove assistências para golo em 28 jogos nesta temporada, em todas as competições Menção honrosa para Romelu Lukaku, o melhor marcador da formação de Milão, com 20 golos apontados, que não será opção por estar a cumprir castigo.

 


Cristiano Ronaldo (Juventus FC) – O internacional português dispensa apresentações, sendo considerado por muitos um dos melhores jogadores de sempre. Estando dentro das quatro linhas, é sempre a principal ameaça da “Vecchia Signora”. Na presente temporada encontrou o fundo das redes adversárias por 20 ocasiões, mas ainda não se estreou a marcar na presente edição da Taça de Itália.

 

XI’S PROVÁVEIS

FC Internazionale Milano: Handanovic, Skriniar, Ranocchia, Bastoni, Darmian, Barella, Christian Eriksen, Vidal, Perisic, Lautaro Martínez, Alexis Sánchez.

Treinador: Antonio Conte:
Estes tipos de jogos entusiasmam a equipa e ajudam a que todos trabalhem mais“.

Juventus FC: Buffon, Cuadrado, Bonucci, Chiellini, Danilo, Chiesa, Arthur, Bentancur, Rabiot, Morata, Cristiano Ronaldo

Treinador: Andrea Pirlo:
Estou bastante agradecido ao Antonio Conte. Foi por ele que quis ser treinador”.

PREVISÃO DE RESULTADO: FC Internazionale Milano 1-1 Juventus FC

Kawhi Leonard | O Silent Killer que lidera os Clippers ao 1.º lugar no Oeste

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Kawhi Leonard, o extremo de 29 anos que atua pelos Los Angeles Clippers, está a solidificar o seu estatuto de super-estrela. Para já, está a levar uma temporada com calibre de MVP (melhor jogador da temporada regular na NBA).

Com os Clippers em primeiro lugar, Kawhi Leonard leva, individualmente, uma média de 26 pontos por jogo, juntamente com cinco ressaltos e ainda cinco assistências, tudo isto enquanto têm uma eficácia de 50.8% de lançamentos de campo, 41% da linha de três pontos e ainda 91.8% da linha de lance livre. Os fantásticos números do extremo têm uma tradução no que é o jogo coletivo da equipa da cidade dos Anjos. Até ao momento, os Clippers encontram-se no primeiro posto da Conferência Oeste, com um recorde de 16 vitórias e cinco derrotas, sendo que ganharam nove dos últimos 10 encontros.

Isto apenas porque os Clippers se encontraram desfalcados na semana de 25 de Janeiro a 31, uma vez que, devido a contactos próximos com indivíduos com COVID-19, tanto Kawhi Leonard, como o seu braço direito em Paul George, ficara impossibilitados de jogar três jogos, dos quais os Clippers inevitavelmente perderam um.

Grande parte do sucesso desta equipa dos Clippers deve-se também a Paul George e a sua Revenge Campaign (a sua forma de responder a todos os críticos à sua fraca “performance” dentro da bolha de Orlando e mais precisamente nos Playoffs). Paul George parece ter encontrado uma cápsula do tempo, pois tem incluído exibições com a eficácia e a explosividade a que nos tinha habituado aos tempos em que ainda atuava pelos Indiana Pacers. O extremo de 30 anos conta com médias de 23 pontos por jogo, seis ressaltos e ainda cinco assistências. A tudo isto somando, também, a eficácia de 50.2% de lançamentos de campo, com 45.4% da linha de 3 pontos e ainda 91.3% de lançamento da linha de lance livre.

Então, o que há se semelhante entre estes dois astros dos Clippers que têm conduzido à formula de sucesso neste mês de Janeiro? Para além de ambos contarem com pouco mais de um roubo de bola por jogo, sendo conhecidos pela sua defesa aguerrida, ambos têm eficácias históricas. Paul George e Kawhi Leonard encontram-se, os dois, a fazer parte do “50-40-90 club”, um feito que poucos jogadores na história conseguiram. Esta estatística significa ter uma eficácia global de lançamentos de campo de pelo menos 50%, ter pelo menos uma eficácia de 40% a lançar da linha de três pontos e lançar ainda 90% de lances livres.

Para se ter uma noção desta estatística “informal” a que ambos pertencem, os poucos nomes da história que conseguiram fazer algo assim durante uma época inteira foram Larry Bird (2x), Reggie Miller, Steve Nash (4x), Kevin Durant e Stephen Curry, entre outros jogadores que conseguiram chegar a estes números.

Isto para notar que, apesar do jogo ofensivo enquanto equipa começar a fluir, isto, em grande parte, se deve ao facto de ambas as estrelas estarem em boas fases ofensivas da sua carreira e a chave irá sempre passar por Paul George conseguir manter sustentável esta sua forma de jogar.

Nos 17 jogos com Kawhi Leonard, os Clippers têm um recorde de 14-3, sendo as três derrotas por 10 pontos ou menos. Será esta a temporada em que vemos Kawhi Leonard a liderar uma equipa individualmente do começo ao fim da época? É esta a temporada em que Kawhi é um sólido candidato a MVP? As características da temporada, com equipas a parar uma semana devido a contactos COVID-19 e, com jogadores a terem jogos mais espaçados na semana, poderá ser a benesse que Kawhi precisava para manter uma maior consistência no número de jogos jogados ao longo da época.

Relembro o leitor que a última vez que Kawhi jogou mais de 70 partidas, teve médias de 26 pontos por jogo, seis ressaltos, quatro assistências e ainda dois roubos de bola por jogo, tudo isto enquanto liderava os San Antonio Spurs a um recorde de 61 vitórias e 21 derrotas, apenas atrás dos Golden State Warriors de Stephen Curry e Kevin Durant.

Kawhi Leonard e os Los Angeles Clippers têm algo a provar nesta temporada, depois do fim desapontante da época anterior. Esta época, contam com pouca margem para erros e com poucos dias tirados para descansar, e quiserem fazer frente à outra equipa da cidade dos Anjos liderada pelo melhor jogador da atualidade, os Lakers. Se os Clippers “jogarem bem” as suas cartas, esta poderá ser das melhores temporadas dos últimos tempos na corrida para o trono da Conferência Oeste.

Foto de capa: LA Clippers

We (Sometimes) Race as One…

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We Race as One, ou “Nós Corremos Juntos”, foi a mensagem repetida vezes sem conta durante a época de 2020, como uma tentativa de promover a maior inclusão social, seja ela racial, étnica e de género ou outros, algo de facto novo neste desporto desde sempre dominado por homens brancos.

A única exceção é o melhor piloto desta geração, Lewis Hamilton. O homem que soltou um grito de revolta após a morte de George Floyd, um homem negro, que desarmado, foi morto por um polícia, que o sufocou, colocando um joelho no seu pescoço durante oito minutos e quarenta e seis segundos.

Este caso voltou a trazer para a montra do debate público, as questões de desigualdade racial, não só nos Estados Unidos da América, mas um pouco por todo o mundo “ocidental”, com o mais variado tipo de abordagens e opiniões, algumas delas que só mostravam o problema (estou a olhar para si, Rui Rio).

Lewis Hamilton, sendo a maior figura deste desporto, ao ponto que já é uma celebridade mundial, utilizou, e bem, as suas plataformas com o objetivo de promover esta mensagem de inclusão e igualdade racial, chamando à atenção para o facto de a Fórmula 1 ser maioritariamente gerida e organizada por homens brancos.

A mensagem foi ouvida, e criou-se a iniciativa “We Race as One”, que consiste num plano concreto para aproximar a Fórmula 1 de toda a gente, com um foco especial em minorias menos representadas, cujas dificuldades em entrar no mundo do automobilismo são notórias, e obviamente não é por falta de habilidade ou inferioridade, mas por questões económicas e sociais às quais foram submetidas.

Este é uma das medidas, mas a “task force” foca-se em mais, como igualdade de género, respeito pela identidade sexual, entre outras.

Isto, para mim, que acredito que toda a gente sem exceção deve ser tratada com igualdade e dignidade, é fantástico, e não venham com o “não metam política no automobilismo”. Garantir dignidade, igualdade de oportunidades e os direitos humanos de TODOS sem exceção não devia ser um debate político, deveria ser uma garantia, ponto final. Debatam sobre liberalismo vs socialismo, mas deixem os direitos humanos em paz.

Sporting CP 1-0 SL Benfica: “Jogo da Tripla” é favorável ao leão

A CRÓNICA: CABEÇADA CERTEIRA DE MATHEUS NUNES FAZ SONHAR O LEÃO 

Nove, seis ou três (pontos) – as contas de mais um dérbi entre Sporting CP e SL Benfica eram à volta destes três números, que poderiam ter algum peso no futuro a médio-longo prazo nas contas do título: a vitória leonina aumentava a vantagem, o empate deixava tudo na mesma e um triunfo encarnado ditava uma redução pontual.

Neste “Jogo da Tripla”, onde o Dragão também entrava na equação, quem acabou por sorrir foi o leão, já que venceu a águia pela margem mínima, aumentando assim para nove pontos a vantagem sobre o eterno rival. O golo tardio de Matheus Nunes ao cair do pano foi o suficiente para os comandados de Amorim festejarem uma vitória muito importante.

Fruto da liderança, o Sporting CP entrou mais confortável na partida, a ter mais bola e fazer boas combinações entre todos os elementos à procura de desfigurar o modelo de jogo encarnado. Se a entrada do SL Benfica na partida já não tinha sido positiva, ficaria ainda pior com a lesão do capitão Jardel aos 10 minutos (foi substituído por Gabriel). Com esta mudança forçada, Julian Weigl recuou no terreno, passando a ser o terceiro central.

A ânsia de ver o dérbi lisboeta rapidamente deu lugar à frustração, pois, em termos de espetacularidade, o jogo entre os eternos rivais não estava a corresponder às expetativas iniciais: muita disputa de bola a meio-campo e pouco espaço para os mais criativos dos dois lados poderem evidenciar toda a sua criatividade. Foi preciso esperar até aos 35 minutos para se ver a primeira ocasião de perigo: vindo de trás, Pedro Porro apareceu em zona adiantada no terreno e rematou para fazer o 1-0, só que um desvio da defesa encarnada impediu a pretensão do lateral espanhol. O lance motivou o conjunto sportinguista que, aos 40’, num pontapé de  canto do lado direito, Tiago Tomás desvia ao primeiro poste e, no segundo, aparece Neto que tinha tudo para marcar, mas não conseguiu acertar na baliza.

Com poucos lances de perigo, esperava-se (muito) mais dos 22 jogadores na segunda parte, embora o sinal mais do primeiro tempo tenha pertencido ao Sporting CP que estava a jogar mais em transição, sabendo que poderia ser essa a fórmula para resolver o encontro. O SL Benfica ressentiu-se muito do recuo de Weigl, o que levou a uma perda de qualidade no seu meio-campo e, consequentemente, na sua forma de atacar.

O intervalo fez de facto bem às duas equipas, já que o início de segundo tempo foi eletrizante! Primeiro foi Darwin aos 46’ a receber bem nas costas de Coates e a disparar forte para defesa atenta de Adán. Na resposta, Pedro Gonçalves recebeu de Tiago Tomás e rematou à entrada da área, valendo o bloqueio de Weigl a impedir mais um golo do número 28 dos leões.

O jogo estava bem mais vivo, sobretudo o SL Benfica que estava agora com maior iniciativa. Rúben Amorim percebeu esse crescimento e colocou João Palhinha para estancar as ofensivas encarnadas. Essa substituição ajudou o leão a equilibrar forças no meio-campo e voltar a crescer na partida, o que trouxe maior incerteza aos últimos 10 minutos da partida.

O jogo estava aberto e podia pender para qualquer lado. O certo é que a “estrelinha de campeão” está mesmo com o Sporting CP, e eis que quase num “golpe de teatro” surge o golo que pode valer mais que uns simples três pontos: aos 90+2’, Porro cruza do lado direito para soco de Vlachodimos, onde a bola vai ter à cabeça do leão Matheus Nunes que faz o primeiro e único tento da partida que garante uma vitória muito importante e mostra bem que este Sporting CP está mesmo com vontade de ser campeão.

 

A FIGURA

Matheus Nunes irá assumir a posição de João Palhinha no eterno dérbi frente ao Sport Lisboa e Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus Nunes – Grande exibição do jovem leão que foi importante para a vitória sobre o Benfica. Escolhido para render João Palhinha, Matheus Nunes foi um elemento no meio-campo leonino que conferiu maior capacidade de ter bola e criar desequilíbrios em ataque posicional. A boa performance foi recompensada com o golo ao cair do pano que garante uma vitória importante no final da primeira volta.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Darwin Núñez – O avançado uruguaio passou completamente ao lado do jogo. Habituado a ter companhia na frente de ataque, Darwin foi a única referência na frente ofensiva encarnada e isso acabou por fazer a diferença para a exibição cinzenta do número nove. Muito desapoiado, nunca conseguiu criar espaços devido à forte marcação feita pelo seu compatriota Sebastián Coates.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A possibilidade de aumentar ainda mais a distância para o eterno rival era um motivo mais que suficiente para o Sporting CP ir em busca de mais uma vitória. Havia dúvidas quanto à possível presença de João Palhinha no onze inicial – depois da despenalização do número seis a meio da tarde -, mas o treinador leonino Rúben Amorim optou por relegar o médio português para o banco de suplentes, colocando assim Matheus Nunes de início no já bem rotinado 3-5-2.

No primeiro tempo, o conjunto verde e branco até foi tendo maior iniciativa, mas o Sporting CP apostou mais em colocar bolas na costas da defesa encarnada, tentou explorar a velocidade de Tiago Tomás, algo que deixava sempre o SL Benfica em grandes dificuldades para manter o longe o perigo.

Os primeiros minutos trouxeram um Sporting CP a jogar mais na expetativa, dando iniciativa ao adversário. A entrada de Palhinha ajudou a estancar as pretensões encarnadas em marcar. Com o aproximar do final do encontro, o jogo estava partido e a “estrelinha de campeão” apareceu com o tento do leão Matheus Nunes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Adán (6)

Nuno Mendes (6)

Luís Neto (6)

Sebastián Coates (7)

Zouhair Feddal (5)

Pedro Porro (7)

Matheus Nunes (8)

João Mário (6)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (6)

Tiago Tomás (5)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (5)

 João Palhinha (5)

Bruno Tabata (5)

Daniel Bragança (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com um atraso de seis pontos face ao líder leonino, as águias jogavam em Alvalade uma cartada importante na luta pelo título. Ainda sem o técnico Jorge Jesus presente no banco, o adjunto João de Deus voltou a comandar a equipa encarnada, tal como havia acontecido no jogo anterior, a contar para a Taça de Portugal. Quanto ao onze, houve o regresso de jogadores que tiveram Covid-19, mas a grande surpresa passou pela estratégia montada com um sistema com três centrais.

A entrada na partida ficou marcada pela lesão de Jardel aos dez minutos, o que obrigou Weigl a recuar no terreno para ser o terceiro central. Com esta mudança tática, o Benfica perdeu qualidade de jogo e tentou a maioria do primeiro apostar na velocidade de Rafa Silva para criar algum lance de perigo, só que a defesa leonina estava bastante concentrada e não ia dando grandes espaços.

O intervalo fez bem aos jogadores encarnados que vieram com outra motivação para atacar mais e correr maior riscos, e até teve algumas ocasiões para chegar à vantagem. Com o passar do tempo, o leão foi voltando a estar por cima do jogo e as águias acabaram por sofrer um golo que pode ter sentenciado as aspirações do SL Benfica na luta pelo título.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (5)

Jan Vertonghen (5)

Nicolás Otamendi (6)

Jardel (-)

Grimaldo (6)

Julian Weigl (5)

Pizzi (5)

Franco Cervi (5)

Rafa Silva (5)

Darwin Núñez (4)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (5)

Adel Taarabt (5)

Haris Seferovic (4)

Nuno Tavares (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar pergunta ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

SL Benfica

Não foi possível colocar pergunta ao treinador-adjunto do SL Benfica, João de Deus.

Moreirense FC 0-4 SC Braga: Quando a passividade peca…

A CRÓNICA: PASSIVIDADE + GALENO + JOGADAS SIMPLES = GOLEADA DO SC BRAGA

Fevereiro iniciou-se no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Moreirense FC e SC Braga mediram forças na 16ª jornada sob a tutela de João Pinheiro. O histórico do confronto favorece, de modo claro e conciso, a turma bracarense – 13 vitórias em 23 embates – enquanto que os cónegos registam apenas quatro (o último triunfo dos da casa data de seis de abril de 2019, após tento solitário de Ivanildo Fernandes).

A atividade desportiva do SC Braga foi precoce em demasia: o cronómetro ainda não marcava o primeiro minuto de jogo, mas variou: Galeno, em cima da linha lateral, desmarca Ricardo Horta – com culpas para a linha defensiva do Moreirense FC – e este adianta-se a M. Pasinato, finalizando à boca da baliza. Resultado? O VAR responde e anulou. Voltava tudo à estaca zero…

A fugacidade parecia estar destinada a ser pedra de toque: Fransérgio, após Rosic bater um livre no meio campo defensivo e colocar em Fábio Pacheco, rouba o esférico ao camisola seis do Moreirense FC e atira para a contagem, defronte de M. Pasinato. 0-1! Seis minutos no marcador e o placard modificava-se.

A (falta) de atitude do Moreirense FC voltou a dar um belo quadro: Ricardo Esgaio, após recuperação de Castro a meio do terreno, progrediu no terreno e construiu um cruzamento capaz de encontrar o camisola 88 perto da pequena área: Castro não desperdiçou! 0-2 e o placard ainda não sinalizava os 20 minutos de jogo…

Raúl Silva observou a pândega que se edificava e não quis faltar: num livre atacante, Galeno recuperou o esférico, colocou na entrada da área, Alex Soares desviou-o e Raúl Silva, num pleno sentido de oportunidade, atirou para o fundo das redes. 0-3 e apenas se tinham dissipado dois minutos desde o último tento…

Em cima do intervalo, Galeno também quis entrar na festa, mas foi barrado pela má finalização: junto da linha final do terreno, ludibria mais do que uma vez Matheus Silva e atira perto do poste esquerdo da baliza à guarda de Pasinato.

Intervalo em Moreira de Cónegos! O SC Braga vencia confortavelmente à entrada para os balneários.

Já na segunda metade, aos 60′, Ferraresi rematou de primeira e fez a bola sobrevoar pouco mais do que um palmo sobre a a baliza à guarda de Matheus.

Volvidos dez minutos, Galeno insistiu em abrir o livro: através de um movimento interior no corredor esquerdo, o extremo rematou colocado e viu o golo ser-lhe negado pela bela estirada de Matheus Pasinato.

Aos 74′, num desenho preparado em casa, Yan Matheus coloca em Filipe Soares; este progride, desfere um remate colocado junto ao poste esquerdo e obriga Matheus a sujar o equipamento.

O minuto 86 voltou a sorrir aos bracarenses: Al Elmusrati, após uma recuperação de bola e um rasgo de genialidade e visão de jogo, colocou em André Horta e este, sem a mínima preparação, fuzila a baliza de Pasinato. 0-4! O placard alterava-se uma vez mais e o epíteto de goleada instalou-se…

Apito final! O SC Braga venceu por 0-4 e isolou-se na quarta posição uma vez mais, enquanto que o Moreirense FC caiu para o oitavo lugar da tabela classificativa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Faltou o golo. Mais uma exibição de gala e capaz de encher o olho. O extremo bracarense erige combinações de velocidade, técnica e drible com bola como poucos no campeonato português. Durante a partida de hoje, foi solicitado inúmeras vezes pelos companheiros de equipa e um verdadeiro bicho de sete cabeças para o setor defensivo do Moreirense FC.

O FORA DE JOGO

Fonte: Facebook Oficial do Moreirense FC

Equipa do Moreirense FC – O quarteto defensivo teve uma noite para esquecer. Hoje, tudo correu mal. O meio campo foi incapaz de segurar e criar situações de perigo. O ataque nufragou. Os nervos e a passividade demonstrada na primeira meia hora de jogo assumiram uma preponderância de tal modo desastrosa que ditaram logo o que iria ser a partida. O próximo encontro urge uma revisão na constituição (da defesa).

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

A turma liderada por Vasco Seabra apresentou quatro baixas para o duelo: Pedro Amador, Pedro Nuno, Sori Mané e André Luís.

Os cónegos gizaram o frequente 4-4-3. Os irmãos Soares (Alex e Filipe), juntamente com Fábio Pacheco, encarregavam-se das batalhas a meio campo; Yan Matheus e Walterson eram as armas ofensivas do ponto de vista lateral e tendo em mente os apoios e as triangulações com o homem mais avançado, Rafael Martins. Matheus Silva sucedeu a D’Alberto e Abdu Conté ocupou o lugar de Afonso Figueiredo.

Entrada displicente na partida: a defesa, nos primeiros 15 minutos, comprometeu por duas ou três vezes, factos propícios a situações de perigo com Galeno, Castro Ricardo Horta à cabeça. A passividade custou caro nos primeiros minutos e as investidas ofensivas foram sacrificadas. Nenhum registo de perigou durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda metade, o Moreirense FC entrou mais agressivo, mais resolvido e mais objetivo conferindo muito menos espaço aos ataques e contra-ataques do SC Braga bem como à manutenção da posse de bola: desenharam-se algumas triangulações e trocas de bola no terceiro terço e algumas investidas através do poder de cruzamento de Abdu Conté. Contudo, escassearam ocasiões de perigo iminente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

M. Pasinato (4)

Rosic (4)

Abdu (5)

Matheus Silva (5)

F. Pacheco (6)

Yan Matheus (6)

Filipe S. (5)

Alex Soares (6)

Walterson (5)

Rafael M. (5)

 

SUBS UTILIZADAS

Steven Vitória (5)

Ibrahima (5)

Lucas Silva (5)

Franco (-)

David Simão (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Os Gverreiros do Minho, para esta partida, não puderam contar com o contributo de Francisco Moura, Iuri Medeiros, Nico Gaitán e Rui Fonte.

Carlos Carvalhal deslindou sobre o relvado o habitual 4-4-2. Galeno e Abel Ruiz foram chamados para o golpe em profundidade; R. Horta e João Novais ocupavam-se pelas alas e pelo apoio dos homens mais adiantados no terreno enquanto que Fransérgio e Castro seguravam o miolo. Raul Silva – possivelmente a maior novidade – foi adaptada a lateral esquerdo face à ausência de Sequeira.

Entrada em jogo com os blocos bastante subidos e com as respetivas zonas de pressão bastante coesas e agregadas. Aproveitamento máximo das debilidades defensivas da turma de Vasco Seabra, triangulações bem desenhadas e sentido de entrega em cada bola disputada. Domínio integral do meio campo durante a primeira metade da partida.

Segundos 45 minutos relaxados e com o controlo sobre a partida. Os blocos baixaram e a pressão em zonas mais avançadas do terreno esfumaram-se. No entanto, a coesão e a estratégia previamente definida nunca foram desrespeitadas ou postas em causa. O ritmo de jogo foi quebrado pela realização de cinco substituições. A partir dessa altura (79′), nada mais digo de registo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Tormena (7)

João Novais (7)

Abel Ruiz (6)

David Carmo (7)

Ricardo Horta (7)

Fransérgio (8)

Raúl Silva (8)

Ricardo Esgaio (7)

Castro (7)

Galeno (8)

 

SUBS UTILIZADAS

Lucas Piázon (6)

Al Elmusrati (6)

Caju (6)

André Horta (7)

Zé Carlos (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

Moreirense FC

BnR – Mister, boa noite. Desde o início do campeonato, creio que o jogo de hoje foi o pior em termos de agressividade inicial. Sentiu a equipa receosa antes da partida?

Vasco Seabra – Entramos como não somos. Não, todos os dados que sentimos da equipa foi que estavam confiantes, coesos. Temos que falar sobre isso, sobre o que erramos, é a unica forma de aprender. Por vezes, estes resultados ajudam-nos a perceber naquilo em que erramos e de construir uma forma para não voltar a fazê-lo. Sabemos que, no próximo encontro, vamos dar resposta.

 

SC Braga

BnR – Mister, boa noite. Antes de mais, parabéns pela vitória. O SC Braga caracteriza-se por ser uma equipa que pressiona em zonas altas do terreno e por não deixar jogar o adversário. Pode dizer-se que, hoje, esse pressing foi perfeito nos primeiros 30 minutos de jogo?

Carlos Carvalhal – Sim, sim. Nós temos um padrão ofensivo da equipa. Contudo, estamos preparados para jogar noutros modelos de jogo. se tivermos de defender atrás, defendemos atrás, hoje também o fizemos. Acima de tudo, somos uma equipa que sabe adaptar o seu jogo ao adversário e creio que isso é o mais importante. E claro… Normalmente, como bem disse, o SC Braga é essa equipa que pressiona alto e que não tem medo de subir no terreno. Portanto, o que disse parece-me estar correto.

 

 

 

FC Porto 2-0 Rio Ave FC: Eficácia do banco e conforto para ver o dérbi

A CRÓNICA: EVANILSON SELOU O JOGO COM A EFICÁCIA QUE FALTAVA

Final de tarde de uma segunda-feira especial no futebol português. Nas últimas horas de mercado e antes de um Sporting vs Benfica, FC Porto e Rio Ave entraram em campo, no que era um jogo de importância redobrada para os dragões, já que, em caso de vitória portista, os azuis e brancos iriam beneficiar do jogo que se jogaria mais tarde em Lisboa.

Numa primeira parte marcada pelo pecado na finalização, os dragões entraram melhor. Em 10 minutos, criaram duas oportunidades claras de golo, mas, se Luis Díaz não conseguiu finalizar da melhor forma ao segundo poste no terceiro minuto, no nono foi Marega a desperdiçar depois de um contra-ataque letal dos portistas. Pelo meio houve ainda perigo junto da baliza de Marchesín, com Dala a não conseguir fintar, por duas vezes, o argentino, depois de uma bola em profundidade passada por Fábio Coentrão.

O pé direito de Luis Díaz não estava com a mira afinada, pelo que aos 26′ o colombiano, desmarcado nas costas da defesa por Sérgio Oliveira, desperdiçou na cara de Kieszek. Depois destas duas perdidas do “sete” portista, à terceira foi de vez: o colombiano, ao minuto 44, recebeu na área, Taremi intrometeu-se e falhou na cara do guardião vilacondense, mas, na recarga, o tal pé direito não desperdiçou e colocou os dragões em vantagem ao intervalo.

Numa segunda parte com perigo, mas sem oportunidades de golo, foi Evanilson, saído do banco, que selou o jogo para os dragões. Taremi ganhou, “na raça”, um duelo a Aderlan na linha, entrou na área e assistiu o brasileiro que encostou para o golo no seu primeiro remate no jogo.

O cansaço e os jogos nas pernas sentiam-se no dragão, pois, à medida que o tempo ia passando, o ritmo ia diminuindo e Sérgio Conceição fez alterações também para gerir o esforço do que vai ser um mês de fevereiro recheado de jogos para os azuis e brancos. Com esta vitória, o FC Porto aguarda pelo dérbi de Lisboa confortavelmente, sendo que sabe, à partida, que vai ganhar pontos a pelo menos um dos candidatos ao título.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

 Duplo pivot azul e branco – Sérgio Oliveira e Uribe foram os maiores dinamizadores de jogo do lado portista, aliando a tarefa ofensiva à intensa pressão e coordenação defensivas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Eficácia portista – Apesar dos dois golos marcados, faltou eficácia no último terço azul e branco. Pelo menos três ocasiões claras de golo foram perdidas, sendo que, no lance do primeiro golo, Taremi desperdiçou também um remate isolado na grande área.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se no 4-4-2 habitual, instalando-se no meio-campo rioavista. Com os laterais bem abertos a dar largura e com os extremos, que têm melhor qualidade técnica, por dentro para combinar em espaços mais reduzidos, os dragões tentaram servir Marega, mais adiantado para receber em profundidade, e Taremi, mais atrasado para servir colegas ou contrariar a movimentação da defesa adversária.

Na hora de defender, a pressão é a palavra de ordem e, então, a equipa de Sérgio Conceição movimentava-se em bloco sobre o lado da bola para rapidamente voltar ao ataque.

 

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Pepe (6)

Luis Díaz (6)

Uribe (6)

Taremi (6)

Zaidu (5)

Sérgio Oliveira (6)

Corona (6)

Manafá (6)

Mbemba (6)

Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Evanilson (7)
Nanú (6)
Fábio Vieira (6)
Grujic (6)
Loum (6)

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou-se em 4-3-3, com Pelé a ser o elo de ligação entre os centrais e Taranti e Filipe Augusto. O 18 dos vilacondenses posicionou-se, em fases de construção, entre os centrais, de forma a dar mais opções de saída de bola. Com os laterais e extremos abertos, os vilacondenses tentaram chegar à baliza de Marchesín através de processos rápidos e simples.

Na defesa, o Rio Ave manteve o esquema, comprimindo as linhas e tentando ocupar os espaços mais interiores para não dar espaço para os extremos portistas jogarem à vontade.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Kieszek (6)
Carlos Mané (5)
Ivo Pinto (5)
Borevkovic (5)
Santos (5)
Fábio Coentrão (5)
Filipe Augusto (5)
Tarantini (5)
Pelé (6)
Ronan (5)
Gelson Dala (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Geraldes (6)
Guga (6)
Anderson (5)
Meshino (5)
Pedro Amaral (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Bola na Rede: Apesar dos dois golos marcados, o FC Porto perdeu algumas ocasiões de golo, principalmente na primeira parte. Com o mês de fevereiro sobrecarregado de jogos, e com o cansaço a afetar a criação de oportunidades de golo, é este um aspeto que a equipa terá obrigatoriamente de melhorar?

Sérgio Conceição: Em todos os jogos criamos muito, queremos muito fazer golo, mas às vezes não é possível, estamos atentos ao que temos que melhorar, mas a finalização depende muito da inspiração. Olho mais para toda a dinâmica que leva a criar essas situações. Se concretizasse todas as jogadas que temos , havia jogos que acabavam com diferenças maiores que a de hoje.

Rio Ave FC

Bola na Rede: O Miguel já defrontou o FC Porto de Sérgio Conceição em 2017/2018. Perguntava-lhe que diferenças táticas notou no FC Porto relativamente à equipa de 2017/2018?

Miguel Cardoso: Vejo uma equipa que tem um padrão de jogo quevem sendo trabalhado ao longo dos anos. Houve aspetos estratégicos que tivemos que estar atentos a eles, é diferente jogar contra o Marega ou o Estupinan, do Vitória, por exemplo. Isso leva-nos a processos diferentes, mas tenho de olhar para dentro e perceber a minha equipa, senão tenho muito conteúdo dos adversários e pouco nosso. O jogo de futebol é simples se houver essa relação trabalhada, a nossa reação quando jogamos contra uma equipa de lateral aberto e extremos por dentro é diferente relativamente a uma equipa que joga com laterais e extemos por fora. Há aspetos a melhorar, temos de afinar a corda para voltar a sair música. Vou ser sincero, a recetividade que tivemos foi tão grande e sentimos que a equipa está em crescimento, os jogadores discutem entre si os comportamentos que tiveram numa base em que trabalhamos, estamos a fazer caminho.

CD Santa Clara 2-0 Belenenses SAD: Os três pontos centenários

A CRÓNICA: O REGRESSO DAS VITÓRIAS DOS BRAVOS AÇORIANOS EM CASA 

O Estádio de S. Miguel abriu portas, esta segunda feira, para a 16.ª jornada, para o duelo entre CD Santa Clara e o Belenenses SAD.

Temos um CD Santa Clara que regressou às vitórias no último jogo para o campeonato, frente ao Rio Ave, onde venceu por 2-1. O Belenenses, também, arrecadou os três pontos, na última jornada, frente ao Tondela. Com o começo de uma nova semana e de um novo mês o objetivo das duas equipas é o mesmo: conquistar os três pontos.

Os primeiros momentos da primeira parte mostraram duas equipas focadas, a pensar no jogo e a tentar ter o controle. Aos 10 minutos, momento em que o Santa Clara tentava atacar, uma falta de sob Cryzan leva o árbitro a recorrer ao VAR para rever uma possível grande penalidade, a favor da equipa da casa. Depois de confirmado, aos 13 minutos, Cryzan aponta a redondinha para o fundo das redes e inaugura o marcador deixando a equipa açoriana em vantagem.

Esse golo madrugador foi fulcral para aquecer, mesmo que por breves momentos, a partida. No entanto, não durou muito e o jogo acabou por fica partido e centralizado a meio campo com os bravos açorianos a chegar com mais alguma facilidade à área do Belenenses.

Na segunda parte, o Beleneses começou com maior posse de bola no entanto o Santa Clara aproveitava melhor os momentos para marcar posição e chegar à baliza. Aos 54 minutos, num passe combinado de Hade para Allano, este atira a tenta a sua sorte mas sem sucesso. Esse desejo de golo volta a ficar evidente 66 minutos. Desta vez Lincoln que passa para Cryzan que remata mas a bola acaba por passar ao lado da baliza do guardião Kritciuk.

Já em tempo complementar, o Santa Clara volta a tenta chegar à baliza da equipa de Belém. Jean Patrick faz cruzamento mas é o defesa do belenenses, Diogo Calila que corta e acaba por colocar a bola na sua própria baliza fazendo, assim, o segundo golo da partida. O apito final soou e estava decidido, os três pontos ficavam nos Açores. Esta vitória é, sem dúvida, uma boa prenda para os adeptos do Santa Clara que comemoraram, no passado dia 31 de Janeiro, os 100 anos do clube.

A FIGURA


Cryzan – O autor do golo da equipa açoriana esteve sempre presente em vários momentos importantes da partida. Foi fundamental e preponderante em muitos passes e situações de perigo.

 O FORA DE JOGO

Cassiera – Esperava-se mais do homem mais ofensivo da equipa de Belém. Não apareceu em campo. 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

 O Santa Clara jogou com o esquema tático 4-3-3. Uma linha defensiva de quatro que contou com a inclusão de Mansur no lugar de João Lucas. O meio campo constituído por Morita e Nené que preencheram o miolo do terreno. Lincoln jogou nas costas do trio da frente. E Cryzan como homem mais avançado e Carlos e Allano a aparecerem nas alas.

  

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Marco Pereira (2)

Rafael Ramos (2)

Mikel Villanueva (3)

Fábio Cardoso (3)

Mansur (4)

Allano (5)

Lincoln (4)

Carlos Jr. (5)

Nené (2)

Cryzan (7)

Hide (6)  

SUBS UTILIZADOS

Jean Patrick (Allano 74’) (4)

Shahirar (Carlos Jr 87’) (-)

Ukra (Nené 87’) (-)

João Afonso (Cryzan 87’) (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD  jogou com o esquema tático 5-3-2.  Procuraram usar uma estrutura defensiva com três homens no eixo central e dois homens a fazerem os corredores. O meio campo com dois homens mais físicos e com Taira a assumir a batuta da equipa. Na frente, optaram por dois homens a deambularem, trocando de posição (Cassierra e Richard).

  

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Kritciuk (2)

Ruben Lima (3)

Bruno Ramires (3)

Cassierra(4)

Tiago Esgaio (5)

Danny (3)

Taira (3)

Cafu (4)

Richard Rodrigues (5)

Henrique (2)

Gonçalo Silva (3)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Sousa (Danny 56’) (3)

Varela (Bruno Edgar 56’) (2)

Dieguito (Richard 71’) (3)

Diogo Calila (Esgaio 75’) (3)

 BnR na CONFERÊNCIA

CD SANTA CLARA

BnR: O CD Santa Clara hoje foi uma equipa muito mais pragmática no jogo. Foi estratégico?

Daniel Ramos: Sim, fez parte. Não é que a equipa não tenha dinâmica ofensiva e ter bola. Mas a intenção era mesmo essa. Era transmitira à equipa que tínhamos de fazer melhor em casa e que tínhamos essa possibilidade. Fomos mais simples ao construir o jogo e reduzimos. Resultou, não sofremos golo e vencemos. Admito que não foi a melhor exibição mas conseguimos voltar às vitórias em casa.

 

Belenenses SAD

BnR:  Qual a análise que faz da partida?

Petit: O Santa Clara no primeiro lance de perigo deu origem ao penálti e fez o golo. Quando o Santa Clara começa o jogo a ganhar é mais difícil tentar contornar isso. Na primeira parte, podíamos ter sido mais agressivos. Mas sei que temos dificuldades em fazer golos. Segunda parte, tentamos contornar isso mas não conseguimos. Foi vitoria justa porque o Santa Clara aproveitou  logo ao inicio do jogo para marcar.

Os 10 treinadores mais velhos ainda em atividade

Novos e velhos, maus e bons, são características cada vez menos associáveis no que aos treinadores de futebol diz respeito.

A velha ideia de que os mais experientes têm maior probabilidade de sucesso está a desvanecer-se e temos até assistido a casos representativos disso mesmo. Treinadores ainda com idade para serem jogadores têm vindo, em alguns pontos do mundo, a mostrar-se muito conhecedores de jogo e muito capazes de levarem a sua equipa a patamares mais elevados do que os esperados.

Lembro-me agora por exemplo de Julian Nagelsmann, que com 33 anos, apesar de ainda não ter ganho nada em concreto ao serviço do RB Leipzig, conseguiu meter a equipa a jogar um ótimo futebol e levá-la às meias-finais da última edição da Liga dos Campeões. Ou Rúben Amorim, que ao serviço do Sporting de Braga conseguiu bater os três grandes em Portugal e agora, no Sporting CP já venceu a Taça da Liga e levou a equipa ao primeiro lugar, entusiasmando todos os seus adeptos.

Como referi, a idade é cada vez mais um número que pouco importa. Ela é sinal de experiência, é verdade, mas nem por isso é sinónimo de sucesso. Importa cada vez mais o conhecimento que se tem do jogo, mas também o lado humano e a forma como se gere um grupo de trabalho. Ainda assim, não quero com isto descreditar os treinadores mais experientes, que continuam e continuarão a fazer parte do mundo do futebol e que certamente terão também muito sucesso durante as suas carreiras.

Alex Ferguson ou Arsène Wenger são dois bons exemplos disso mesmo, num mundo que tem espaço para todo o tipo de idades, ao que a treinadores diz respeito. É sobre os mais antigos que hoje falamos, num top 10 dos treinadores mais velhos em atividade no mundo do futebol. Alguns deles têm uma história muito bonita para contar e os seus títulos acabam por falar por si. Vejamos.

Top 10 treinadores mais velhos