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IMSA, 24h Daytona | Mais uma vitória lusa nos «States»

A temporada da resistência começou com as 24h de Daytona, prova de abertura do Campeonato Americano de Resistência (IMSA WeatherTech SportsCars Championship). No circuito de Daytona International Speedway o foco esteve no Acura DPi #10, no qual Filipe Albuquerque, Hélio Castroneves, Alexander Rossi e Ricky Taylor saíram vencedores.

Em 2021, estiveram 50 carros inscritos nesta prova. Uma das novidades deste ano foi a entrada dos carros da categoria LMP3, juntando-se assim aos carros da classe DPi, LMP2, GT Le Mans (GTLM) e GT Daytona (GTD). Para além de Filipe Albuquerque nos DPi, a representação lusa também ficou a cargo de João Barbosa, que regressou ao campeonato, desta feita na classe LMP3, no #33 da Sean Creech Motorsport, partilhando o carro com Lance Willsey, Yann Clairay e Wayne Boyd.

Foto de Capa: Wayne Taylor Racing

Dragões esperam dificuldades no Jamor: Belenenses SAD x FC Porto

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Primeira Liga, Jornada 17: quinta-feira, 19h00, 4 de Janeiro de 2021
ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL COM MUITO CANSAÇO E FRACO RELVADO

O FC Porto continua com o seu apertado calendário para este mês de Fevereiro com um encontro frente ao Belenenses SAD, três dias depois do jogo contra o Rio Ave FC, e três dias antes do embate com o SC Braga.

OS DRAGÕES MEDEM FORÇAS COM O BELENENSES SAD E PROCURAM NÃO PERDER TERRENO PARA O LÍDER, SPORTING CP. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Diga-se que a equipa de Petit também tem sofrido com estes jogos a cada três dias. Para os Dragões, é um teste complicado contra uma defesa muito aguerrida e um relvado em fracas condições, enquanto que para a equipa que atua no Estádio Nacional do Jamor, é mais uma oportunidade para se mostrar bem contra as melhores equipas da Primeira Liga, algo que tem sido um dos maiores destaques da sua temporada.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. As equipas partem para este encontro em momentos de forma “inversos”. Nos últimos cinco jogos, cada equipa conta com um empate, sendo que FC Porto tem três vitórias e uma derrota, enquanto que o Belenenses SAD registou três derrotas, e apenas uma vitória.
  2. Apesar de estarem em polos diferentes da classificação (FC Porto em segundo, Belenenses em 14.º) é o clube que atua no Jamor que regista um menor número de golos sofridos, com apenas 14 contra os 17 dos Dragões.
  3. FC Porto não perde para a Primeira Liga há 10 jogos (9V + 1E).
  4. Desde a separação com o clube original, o Belenenses SAD nunca conseguiu derrotar o FC Porto (5D + 1E), e conseguiu apenas marcar quatro golos em seis jogos.
  5. O FC Porto é neste momento o melhor ataque no campeonato, com 39 golos.
  6. O Belenenses SAD é o pior ataque da Primeira Liga, com apenas oito golos marcados.
  7. Duas das três vitórias do Belenenses SAD no campeonato foram contra equipas do atual top-6 (SC Braga e Vitória SC).
  8. Depois deste encontro, os Dragões defrontam o SC Braga em dois jogos seguidos, primeiro a contar para o campeonato, e depois para a Taça de Portugal.
  9. Ambas equipas têm um registo de sete jogos com a “folha limpa” na Primeira Liga.
  10. Belenenses SAD conta outra vez com o jovem central Tomás Ribeiro, um dos jogadores mais importantes, depois da sua transferência falhada para o Vitória SC.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Depois deste encontro, os Dragões defrontam o SC Braga em dois jogos seguidos, primeiro a contar para a Liga e depois para a Taça de Portugal.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Cardoso (Belenenses SAD) – o extremo é o melhor marcador da equipa, com cinco golos, e é o jogador mais perigoso da formação que alinha no Jamor. Com um Belenenses SAD a sentir muitas dificuldades perto da área adversária, com apenas oito golos na Primeira Liga, e outros oito na Taça de Portugal, a capacidade goleadora de Miguel Cardoso tem sido uma mais-valia indispensável. O extremo oferece também um forte ataque à profundidade, com um bom drible e velocidade considerável.

Depois deste encontro, os Dragões defrontam o SC Braga em dois jogos seguidos, primeiro a contar para a Liga e depois para a Taça de Portugal.
Com a velocidade e a profundidade sempre em mente, Luis Díaz é a principal fonte de irreverência portista
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Luis Díaz (FC Porto) – o colombiano é dos jogadores mais em forma dos Dragões. Nem sempre tem sido titular ao longo da temporada, mas com a lesão de Otávio este tem sido chamado com mais frequência e certamente não tem desiludido Sérgio Conceição. Uma grande capacidade no 1v1, investidas verticais sempre com muito perigo, conjugadas com uma forte chegada à área e finalização sublime têm resultado em quatro golos e quatro assistências em 13 jogos (oito como titular) na principal divisão de futebol nacional.

XI’S PROVÁVEIS

Belenenses SAD: Kritciuk, Gonçalo Silva, Henrique, Tomás Ribeiro, Tiago Esgaio, Rúben Lima, Cafú Phete, Bruno Ramires, Silvestre Varela, Miguel Cardoso e Richard
Treinador: Petit:
“O FC Porto é a equipa mais difícil que vamos apanhar no campeonato”.

FC Porto: Marchesín, Nanú, Pepe, Diogo Leite, Zaidu, Sérgio Oliveira, Marko Grujic, Fábio Vieira, Luis Díaz, Taremi e Evanilson
Treinador: Sérgio Conceição:
“Vamos encontrar uma equipa que defensivamente é uma das melhores da Liga; depois há esta proximidade dos jogos e algum desgaste físico dos jogadores”.

PREVISÃO DE RESULTADO: Belenenses SAD 0-3 FC Porto

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

«Se outros treinadores cometessem os erros que Jorge Jesus já cometeu, já estariam na rua» – Entrevista BnR com Carlos Azenha

O currículo de Carlos Azenha como treinador de futebol está vazio desde 2015. Aos 54 anos, vive no Dubai, onde se dedica aos seus negócios. Mantém-se, porém, sempre ligado o desporto rei. Treinador adjunto de grandes nomes do futebol português, passou pela China, Egito e Emirados Árabes Unidos. Mas a sua passagem para técnico principal ficaria marcada pelo insucesso desportivo e por episódios polémicos. Na memória, ficaram as batalhas com Jorge Jesus, dentro e fora do campo, que acabariam na barra dos tribunais. Ao Bola na Rede, Carlos Azenha deu uma entrevista de carreira onde abordou o passado, o presente e o futuro. Sem “papas na língua”. Como é seu timbre.

«Cada vez mais o treinador manda menos. O futebol português é um dos piores exemplos que temos disso»

 

Bola na Rede: Olá, Carlos Azenha. Obrigado por teres aceitado falar connosco. Há muito tempo que não te vemos a liderar uma equipa. Por onde tem andado o Carlos Azenha?

Carlos Azenha: Não tenho treinado porque estou há cinco anos fora do país. Estive em Inglaterra, praticamente três anos, e agora estou no Dubai, há quase dois, desde abril de 2019. Mas continuo com negócios ligados ao futebol e também outros, pessoais.

Bola na Rede: E treinar uma equipa, neste momento, não está nos teus horizontes?

Carlos Azenha: Está, seguramente, mas, infelizmente, a minha situação contratual tem uma cláusula que não permite fazê-lo e que só termina em dezembro deste ano. Por isso, a voltar ao futebol só posso fazê-lo no início de 2022.

Bola na Rede: E como é que alguém que está há cinco anos sem treinar vai depois reintegrar o mercado? Manténs-te atualizado?

Carlos Azenha: São cinco anos, mas não são cinco anos completamente afastado do futebol, continuo também a trabalhar no futebol – apesar dos outros negócios que tenho em simultâneo. Acompanho, essencialmente, todo o futebol a nível mundial. Durante estes anos, tive a oportunidade de ver muitos jogadores, observar muitos jogos, a realidade por dentro de alguns clubes, e hoje tenho uma noção muito mais abrangente do futebol para além do que é ser treinador de campo, mas também percebo a parte da gestão de ativos e como se podem rentabilizá-los. A partir do início do próximo ano vou, naturalmente, tomar a opção se regresso ou não à função de treinador. Por um lado, tenho a paixão do treino e gosto do jogo em si. Por outro, sei que o futebol está numa mutação extremamente grande e, neste momento, já não me identifico com muita coisa. Se começarmos a olhar para a lista de grandes treinadores que estão hoje sem trabalhar, a forma como os dirigentes gerem o futebol, como o futebol é visto, estamos, não só a falar de um negócio – e o futebol sempre foi um negócio –, mas um negócio onde, antes, importava acima de tudo a competência dos seus profissionais: tínhamos o treinador que liderava o processo de equipa, o diretor desportivo tinha uma determinada função, o presidente outra, os empresários começaram a aparecer com uma determinada função mas, hoje, já é outra. Hoje, os jogadores têm de rodar constantemente para se poder movimentar o dinheiro, portanto, o futebol, além de um negócio, passou a ser também um mercado em que a rotação é obrigatória, onde os empresários têm um poder muito grande sobre os clubes, porque a maior parte dos clubes estão dependentes de vendas. O futebol português é um dos piores exemplos que temos disso. Cada vez mais o treinador manda menos. O seu espaço de intervenção é cada vez menor, despede-se o treinador com uma grande facilidade… Hoje, contrata-se sem critérios. O treinador é contratado porque achamos que deve ser aquele, mas é uma decisão que não é baseada num estudo, num trabalho. E devia ser. Até porque quando olhamos para o futebol como uma indústria, uma máquina de fazer dinheiro, quando se o futebol é gerido como uma empresa, então temos de escolher os melhores profissionais. Portanto, é um contra-senso. E depois há ainda outros problemas, como o facto de tudo o que está à volta do futebol – comentadores, jornalistas, uma panóplia de atividade que dependem do futebol –, isto vai chegar uma altura em que esta gente toda vai ter de se sentar à mesa, para se debruçarem sobre o futebol, pois estão constantemente a dar tiros nos próprios pés. É a mesma coisa se os comerciais da Coca-Cola andassem constantemente a falar mal da Coca-Cola. Havia de chegar um dia em que a Coca-Cola já não iria vender.

Bola na Rede: Estamos a falar do ambiente que se vive à volta do futebol. Essa é uma das razões que pode travar o teu regresso como treinador?

Carlos Azenha: Vamos lá analisar as coisas. Olhamos para o futebol português e quantas “chicotadas psicológicas” já houve este ano? Sete ou oito… Repara que temos este paradoxo. Um treinador saiu de um clube e foi para outro. Desse, saiu e depois foi para outro. Quer dizer, em qual dos três é que ele é competente e em qual dos três não é? Nós temos de repensar o futebol todo. Ele não é exequível como o temos neste momento, ponto final, paragrafo. E as pessoas andam a empurrar os problemas para a frente com a barriga. Podemos reestruturar campeonatos, fazer muita coisa, mas o problema está na base, na forma como pensamos a modalidade. E se o futebol é para ser um negócio, vamos pensar em duas coisas muito importantes: primeiro, não vale a pena termos equipas que não reúnem condições para ter adeptos no estádio, nem condições financeiras para cumprirem os seus orçamentos, nem para dar espetáculo ou dar competitividade… Temos de pensar nisto tudo. Vamos ter de reestruturar isto tudo. Tiramos o Benfica, FC Porto e Sporting, direi ainda um Sp. Braga e um V. Guimarães… e quais são as equipas que metem adeptos no estádio?

Bola na Rede: Mas esses são problemas antigos do futebol português, que estão bem identificados. Ainda este ano tivemos os casos do Vitória de Setúbal e do Desp. Aves, que foram despromovidos do futebol profissional precisamente por não reunirem condições para cumprirem os seus compromissos. Que soluções podemos ter para o futebol?

Carlos Azenha: O problema não é Vitória de Setúbal ou o Desp. Aves. Não podemos ver o futebol apenas por uma questão financeira. O problema é estrutural, temos de ver o problema do ponto de vista da competitividade do campeonato. A pergunta que faço é a seguinte: Portugal tem capacidade para ter 36 equipas profissionais? Então, se tem, vamos definir critérios para se ser profissional. Se calhar, pouco importa ter um campeonato com equipas para descer. Eu preferia ter um campeonato com 20 equipas com condições. Veja-se o exemplo da NBA. Não subidas nem descidas de divisão. Isso não existe. Existem equipas competitivas, cada uma tem de cumprir um conjunto de critérios obrigatórios para participar na competição, como o orçamento. E toda a gente tem de jogar para o espetáculo – e isso é jogar sempre para ganhar. Nesse caso, não adiantaria jogar para o pontinho, porque a equipa já saberia que não iria descer. Queria ganhar os jogos todos e isso seria muito mais espetacular e, sobretudo, daria muito mais interesse para quem assiste. Assim, tornaríamos o futebol muito mais equilibrado, porque se uma segunda divisão tivesse como função principal fornecer as equipas da primeira e as equipas da primeira que ficassem no fundo da tabela tivessem prioridade sobre esses jogadores, as equipas que ficariam em último teriam a oportunidade de ter os melhores jogadores da formação. Mas quem diz isto, diz outras coisas. Temos de pensar que o futebol está a evoluir e a sociedade também, por isso, não faz muito sentido continuarmos a pensar no tempo do antigamente. Não há condições para um país como o nosso ter, por exemplo, em Lisboa, Benfica, Sporting, Belenenses, Atlético, Estrela da Amadora… quer dizer, não há condições para termos esta gente toda. Vamos acabar com estes bairrismos e vamos criar critérios para participar nos campeonatos principais. Importante era é que o país tivesse todo representado, com as suas regiões. Por exemplo, em vez de Tondela e Académico de Viseu, se calhar, era melhor haver só uma equipa do distrito de Viseu, mas muito mais forte. Na Madeira a mesma coisa. Se calhar, não faz sentido termos Marítimo, Nacional e U. Madeira.

Bola na Rede: Mas isso seria desconstruir toda a lógica em que está assente o futebol português quase desde a sua fundação…

Carlos Azenha: Não se trata de desconstruir. Olhamos para o jogo e vemos que ele já não tem nada a ver com o que era antigamente. Também nascemos sem computador e sem telemóvel. E o que fazemos agora? Voltamos ao antigamente, voltamos a escrever nos papéis? As pessoas têm uma grande dificuldade em sair da sua zona de conforto e de perceber as tendências evolutivas que a sociedade tem e que a modalidade desportiva, neste caso o futebol, também tem. E se não percebermos essa evolução, não vamos conseguir nunca dar um passo em frente. Veja-se o exemplo da Alemanha. Na Alemanha, temos primeira e segunda divisões com estádios cheios. Em Inglaterra, temos estádios cheios. Nós não. Lembro-me de ir jogar a Leiria, na primeira divisão, e tinha 50 pessoas nas bancadas, 50 bilhetes de convidados. O que é um estádio com 50, 100 ou 200 pessoas? Nós temos estádios que são autênticos “monos”. Fizemos o Euro 2004 e, agora, os estádios estão às “moscas”… Algarve, Leiria, Aveiro e por aí fora. Pergunto: se acabassem as receitas televisivas como é que o futebol sobreviveria? Acabava! Então, temos de parar para pensar, mudar mentalidades, acabar com os bairrismos… Se isso não acontecer, mais cedo ou mais tarde a maior parte dos clubes vai desaparecer. Se isso não acontecer vamos continuar a apelar a árabes, chineses, brasileiros para comprarem os nossos clubes. E onde é que está o bairrismo nessa altura? O futebol inglês, hoje, a maior parte dos clubes, são propriedade de investidores, que olham para o futebol inglês como um negócio, mas, acima de tudo, uma máquina que gera o espectáculo, para que o negócio possa ser rentável. E nós não o fazemos. Nós dividimos para reinar, olhamos para o futebol nacional como quintais. E isto não pode ser visto como quintais, mas como um todo. Temos de tomar as decisões que são benéficas para todos, pois todos nós vivemos do futebol.

Bola na Rede: E como é para um treinador trabalhar em Portugal, desta forma, com consciência dessa dependência financeira que os clubes têm? Como referiste, os jogadores estão sempre a rodar. Os treinadores sabem que, a qualquer momento, podem perder os melhores elementos.

Carlos Azenha: O que é importante, primeiro que tudo, é criar condições para que não impere a anarquia que existe atualmente no que diz respeito aos empresários do futebol. Quando temos empresários que são “donos” de jogadores e têm interesse em rentabilizá-los, o que acontece? Gera-se aqui um conflito de interesses. Se o jogador não joga o empresário diz logo: “Não te preocupes, daqui a pouco esse treinador sai ou pego em ti e vou pôr-te noutro lado para jogares”. Quando começam a subverter aquilo que são as regras… Em nenhuma empresa podemos dar-nos ao luxo de dizer: “– Olha, hoje não trabalho!”. As pessoas têm de se sujeitar. Não podemos é, hoje, dizer uma coisa e, amanhã, outra. É precisa criar normas e critérios que sejam benéficos para todos os agentes ligados ao futebol. E nós temos de perceber – todos os que vivem do futebol – que a primeira coisa que se tem de fazer é tornar o futebol o melhor possível para que se torne o produto mais vendável possível.

Bola na Rede: E há espaços para todo? Noto nas tuas palavras críticas a alguns empresários e à forma como atuam. Do ponto de vista do Carlos Azenha, o empresário é indispensável no futebol atual?

Carlos Azenha: O empresário é importante, porque consegue abrir portas a determinado tipo de jogadores. Mas tem de ter umas regras diferentes, não é? Porque senão, vamos criar um grande fosso entre aqueles que têm um grande poderio financeiro e os que não têm. Os clubes pequenos vão acabar por não ter condições para comprar jogadores. Temos de começar a olhar para o futebol de forma diferente. Não podemos ter os clubes grandes a comprarem 30 ou 40 jogadores e a metê-los a rodar nos outros clubes… isto não tem pés nem cabeça. Desvirtua totalmente a realidade do futebol. E há os casos do Vitória de Setúbal e outros que ainda desvirtuam muito mais. Temos clubes que não pagam e há outros que não podem contratar jogadores porque querem honrar os seus compromissos e, por isso, apenas vão até um determinado limite. Outros estão-se a borrifar para isso e contratam para depois não pagar. E é a mesma coisa com os treinadores. Os treinadores são despedidos e depois têm de chegar a um acordo com o clube que os despediu, senão, já não podem ir para outro lado. Isto não tem lógica nenhuma, quer dizer, isto é uma questão de medo. E depois ainda temos toda uma imprensa – e, infelizmente, muitos colegas meus têm muita dificuldade em assumi-lo por receio, mas eu digo as coisas que acho que devem ser ditas –, temos um conjunto de pessoas que falam sobre futebol… (pausa) Eu vejo nos programas televisivos a facilidade com que os jornalistas perguntam aos treinadores se eles têm condições para continuar a trabalhar. Isso é muito comum. “– Você acha que tem condições para continuar?”. Por exemplo, o que está a acontecer este ano com o Jorge Jesus. Quando se vai buscar um treinador vai-se buscá-lo com base em alguns conceitos e pressupostos. Então, mas ao fim de algum tempo já não presta? Eu como treinador podia ir à televisão e dizer aos pivôs da TVI, da SIC ou da RTP que todos os anos um ou dois deviam ir para a rua… Então? Se concorrência está a ganhar os shares de audiência dois também não têm condições para trabalhar, não é? Porque é que fazem isso aos treinadores de futebol e eu não posso ir fazer isso aos pivôs das TVs? Ou aos apresentadores dos programas da manhã ou da tarde? Eu nunca vi a nenhum deles ser colocada essa hipótese.

Bola na Rede: Mas achas que estas perguntas – que são, de facto, habituais – têm assim tanto impacto? Achas que influenciam quem toma decisões nos clubes?

Carlos Azenha: Eu tive um único dirigente, ao longo da minha carreira, que tinha uma postura diferente e essas coisas pouco lhe aqueciam ou arrefeciam. Foi o Pinto da Costa. E, por vezes, quando mais assobiavam era quando ele renovava com o treinador por mais um ano. Demonstrava, claramente, o que é ter alguém ao seu lado, em quem acredita, em quem confia no seu trabalho. Repara no exemplo do Fernando Santos. O Fernando Santos deve ter sido o treinador da história do FC Porto que menos sucesso teve. No entanto, o presidente ficou com ele três anos porque acreditava no profissional e no homem. E, se não me engano, em três épocas só ganhou um campeonato e duas taças [e ainda duas Supertaças]. É um bom exemplo. Mas, agora, até o FC Porto, mesmo tendo uma estrutura profissional das mais avançadas, reconhecida por toda a gente – e toda a gente que lá passou tem essa noção –, também começa a ficar refém da influência que os empresários têm sobre os jogadores, do negócio que se gera à volta disso tudo, e depois fica tudo refém das receitas. Porque não têm outra alternativa, não se conseguem reinventar as coisas. Os clubes portugueses ainda não perceberam que juntos são mais fortes… Repara no caso dos direitos televisivos. Os direitos televisivos serem negociados em separado é uma estupidez atroz. A força que têm todos juntos, não é a mesma que tem um clube. Isto, normalmente, favorece quem está para além dos clubes, como as grandes operadoras. Essas são as mais favorecidas. Negoceiam em privado com os grandes, fecham com os grandes, e os outros têm que ir a reboque, nem têm expressão. Eu ainda não consigo perceber, por exemplo, como é que uma equipa que é campeã nacional não recebe um prémio monetário. Então? Ser campeão não tem de ser premiado. O indivíduo que ganhou Roland Garros não ganha dinheiro? O clube campeão não tem de receber da Liga ou da Federação? Não tem de se incentivar? Tem de se premiar quem ganha! Em qualquer empresa ganha-se em função dos objetivos que se tem.

SL Benfica | O fim de um ciclo?

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O SL Benfica está atualmente a nove pontos da liderança do campeonato. Falhou a conquista da Taça da Liga e o acesso à fase de grupos da Champions League, restando a Taça de Portugal e a Liga Europa. A época 2020/2021 iniciou-se com o regresso de Jorge Jesus, com contratações sonantes e a promessa de que o SL Benfica iria arrasar.

Confesso que o principal motivo que me levava a defender o regresso de Jorge Jesus ao comando técnico do SL Benfica era a sua personalidade exigente e ambiciosa, que exigia o máximo aos jogadores quer nos treinos, como nos jogos. Com isso, eu acreditava que deixaria de ver uma equipa mansa e amorfa em campo e voltaria a ver uma equipa a jogar com raça, querer e ambição.

Agora, passados seis meses após o regresso de Jorge Jesus, para além dos objetivos já falhados, vimos que estes problemas ainda persistem. A equipa continua a demonstrar uma gritante falta de atitude competitiva, joga sem garra, sem compromisso e mostra um total conformismo com a derrota.

Esta falta de atitude competitiva não se deve a questões técnico-tácticas mas sim a uma questão psicológica. E este défice mental e competitivo pode ter influência na forma de jogar na equipa, porque, afinal de contas, para uma ideia de jogo resultar dentro de campo é preciso que os jogadores acreditem nessa ideia e se sintam confortáveis dentro da mesma. No entanto, esse défice mental e competitivo leva a muita falta de concentração, muitos passes falhados, muitas perdas de bola, muitos duelos e disputas aéreas perdidas, pouca agressividade e pouco compromisso coletivo, sobretudo no processo defensivo.

Após a conquista do tetracampeonato, há quatro anos, que a equipa tem vindo a revelar estes problemas. Desde então, já entraram e saíram vários jogadores, já se mudou de treinador três vezes e os problemas persistem. Sendo assim, quem será o principal responsável pela apatia que a equipa tem demonstrado em campo nos últimos anos?

A derrota no derby fez soar os alarmes na Luz
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A cada mau resultado do SL Benfica, multiplicam-se os posts nas redes sociais a disparar para todos os lados. São os jogadores que não se empenham e que não estão comprometidos com o clube, é o treinador que insiste nos jogadores e na tática errada, e que não sabe tirar proveito dos recursos que tem à disposição.

Na minha opinião, o défice competitivo que a equipa tem mostrado no “pós-Tetra” é o espelho da falta de ambição e de exigência que existe na estrutura do clube. Muita gente até tem vindo a dizer que não é o presidente que treina a equipa, não é o presidente que falha passes e um remate na cara da baliza, não é o presidente que perde a bola numa zona perigosa do terreno de jogo, etc.

Contudo, aquilo que vemos dentro de campo é uma equipa que não se sente motivada nem valorizada, fruto da política mercantilista implementada por uma Direção que começa a esfregar as mãos ao ver o dinheiro que pode fazer com a venda de alguns jogadores.

Para que entendam o cerne da questão, devo dizer que a dinâmica de um clube de futebol é idêntica à de qualquer empresa: as capacidades de liderança, de gestão, e de rentabilização dos recursos humanos irá refletir-se na produtividade. Produtividade essa, que, no caso de uma equipa de futebol, se traduz no rendimento em campo. Se no trabalho uma pessoa tem um patrão incompetente, essa pessoa, quer queira, quer não, acaba por seguir a incompetência dele.

Isto demonstra que o problema do SL Benfica é mais profundo do que aquilo que aparenta dentro de campo. Um problema que irá persistir enquanto rolam cabeças no clube até que se corte o mal pela raiz.

 

Polónia 0-3 Portugal: Boa exibição marca estreia a vencer

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A CRÓNICA: COMPETÊNCIA E EFICÁCIA GARANTEM TRÊS PONTOS

O primeiro encontro em Portugal provou que este novo jogo, agora em solo polaco, seria tudo menos fácil. Não pela valia individual do adversário, mas sobretudo pela valia coletiva e qualidade no seu processo defensivo. Apesar disso, a entrada de Portugal na quadra foi bastante aceitável. A seleção criou várias ocasiões de golo (destaque para um tiro de meia distância de Tiago Brito que só foi travado pelo poste) e obrigou o seu rival a recorrer a várias faltas para travar as investidas portuguesas, tendo logo quatro faltas assinaladas na primeira metade da primeira parte, contra apenas uma portuguesa.

Nos últimos dez minutos, a Polónia chegou à quinta falta e sabia que uma eventual sexta daria um livre de dez metros sem barreira. O perigo maior de um adversário cínico como os polacos é que raramente se aventura em terrenos mais ofensivos, mas quando o faz geralmente consegue criar muito perigo e sobressalto na defesa nacional. Contudo, o guardião Vítor Hugo, hoje chamado para a titularidade no lugar de Edu Sousa, respondeu sempre bem e com total concentração.

O jogo, um pouco à semelhança do anterior confronto em Mafra, estava um pouco “amarrado” e só um lance de génio individual poderia fazer funcionar o marcador. Eis que surge, a cinco minutos do intervalo, o tal rasgo de génio do nosso pivot, Fernando Cardinal, que fez um excelente golo após uma jogada individual superiormente finalizada. Este tento mudou o paradigma do jogo, obrigando a Polónia a assumir as despesas e a subir no terreno, sendo que Jorge Braz teria ainda o trunfo das cinco faltas do adversário.

O último minuto trouxe mais um golo de Portugal, por intermédio de André Coelho, num remate de meia distância que contou com um precioso desvio num defensor polaco, não dando hipóteses ao guarda-redes.

A seleção já tinha feito um desafio e bem avisaram que estavam de “pé quente”

O intervalo chegava assim, com uma vantagem de dois golos para a nossa equipa, num duelo onde a nossa superioridade territorial era inquestionável. A grande melhoria em relação ao duelo em Portugal foi a clarividência na hora de atacar, mais remates e mais ocasiões de real perigo, sendo totalmente justa tendo em conta aquilo que se viu dentro das quatro linhas.

A segunda parte abriu com uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem, mas Fernando Cardinal atirou ao poste na primeiro momento e às malhas laterais na recarga. Excelente entrada, continuando na senda do golo e a tentar resolver o encontro o mais rapidamente possível.

O resultado totalmente diferente neste encontro permitiu a Portugal usar uma estratégia parecida com a da equipa do leste europeu, jogar no erro do rival e entregar a posse de bola à Polónia, algo que não é inteiramente do agrado da equipa da casa.

Os últimos cinco minutos, face à persistência do resultado, ficaram marcados pela estratégia de guarda-redes avançado da Polónia, que teria de arriscar tudo para tentar evitar a derrota. A Polónia estava novamente com cinco faltas, e uma falta disparatada do jogador polaco sobre Ricardinho originou um livre de dez metros, finalizado por Fernando Cardinal.

Com este golo, a estratégia polaca de usar o guarda-redes avançado caiu por terra, dando assim o sinal de vitória entregue aos portugueses. Até ao fim, o encontro decorreu sem mais nada de relevante a apontar. Uma vitória tranquila, ditada pela maior inspiração dos nossos jogadores. Assim sendo, no fim da segunda jornada somamos quatro pontos na Qualificação para o Europeu de Futsal 2022.

 

A FIGURA

Jogo bem conseguido – Hoje foi uma exibição bem melhor, no geral. A estratégia foi a mesma, mas correu bem melhor e portanto toda a equipa está de parabéns. A Polónia não é nenhum colosso, mas é uma equipa muito incómodo e não é fácil quebrar a barreira de leste.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ricardinho – O mago português não jogou mal, porque coletivamente dá muito à equipa, mas não conseguiu nenhum rasgo individual que conseguisse desequilibrar o encontro a nosso favor. Se fosse um comum mortal, nunca teria lugar nesta lista pela negativa, mas ficou a faltar um lance de génio do número dez.

 

ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA

Blazej Korczyski apostou numa tática semelhante ao primeiro jogo, mas desta feita o jogo não correu tão bem, por mérito de Portugal. Quando se viu em desvantagem e a precisar de assumir o encontro, viu-se a dificuldade dos polacos nesse estilo de jogo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Michal Kaluza (6)

Michal Klaus (6)

Tomasz Kriesel (6)

Krszysztof Elsner (6)

Arkadiusz Szczypszynski (5)

SUBS UTILIZADOS

Lucasz Blaszczyk (7)

Sebastian Grubalski (6)

Piotr Lopuch (6)

Michal Marek (6)

Mateusz Madziag (6)

Sebastian Leszczak (6)

Sebastian Wojciechowski (6)

Bartlomiej Piorkowski (6)

Patryk Holy (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Jorge Braz também manteve a estratégia, e agora correu muito melhor. Notou-se mais algum rigor no processo defensivo e maior eficácia no ataque, resultando numa vitória normal e tranquila dos seus comandados.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo (7)

João Matos (7)

Pedro Cary (7)

Ricardinho (6)

Cardinal (8)

SUBS UTILIZADOS

Edu Sousa (7)

André Coelho (7)

Miguel Ângelo (6)

Afonso Jesus (7)

Fábio Cecílio (6)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (6)

Tiago Brito (6)

É o momento de tomar decisões sobre Otávio

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2021 tem sido um ano de pouca sorte para os jogadores do plantel do FC Porto. Entre os casos de covid-19 e as lesões, o clube tende a sofrer, e muito, quando um dos elementos do núcleo forte está indisponível de ir a jogo. Mas existe um elemento que tem sido bastante sacrificado nesta fase da competição, estou a falar do brasileiro Otávio.

O médio tem, nas últimas duas temporadas, apresentando um grande nível exibicional, é impossível negar a importância do ex-Internacional no esquema tático de Sérgio Conceição: fundamental no momento de transição defesa-ataque e na maneira como sai da ala para o centro do campo, permitindo mais uma linha de passe no meio do terreno e assim libertar os médios de marcação.

Passemos agora às más noticias, é esperado que o jogador falhe cerca de quatro jogos, incluindo já o jogo passado frente ao Rio Ave FC, pois no final do jogo contra o Gil Vicente FC para a Taça de Portugal sofreu uma lesão muscular.

Para a massa é impossível negar a importância do jogador – nos jogos onde Otávio não participou existe uma tendência para os dragões perderem pontos ou então sofrem para garantir a vitória – apesar da altura, 1,71 metros, encara o jogo como um gigante, sem medo e com a tal “raça” que tanto agrada nas bancadas. Apesar das prestações o médio está no limbo dentro do clube.

 Com a expiração do contrato, e as condições exorbitantes – para a realidade financeira – que o jogador pede para renovar, pode estar aqui a oportunidade para Sérgio Conceição preparar a sucessão e “encostar” Otávio até renovar. Para a gestão do clube é insustentável continuar a valorizar atletas para sair a custo zero no final da época.

Perante o contexto atual é altura de preparar outros elementos do elenco para assumir as responsabilidades do brasileiro taticamente. Luis Díaz parece ser o principal candidato para assumir essa responsabilidade, normalmente suplente, sempre que entra em campo consegue mexer com a partida, rápido e tecnicamente evoluído é uma autêntica dor de cabeça para os defesas adversário.

Fábio Vieira também tem perfil exercer essa função. Já demonstrou, no início da temporada presente, ser capaz de assumir a responsabilidade enquanto titular. Mas parece ter perdido a confiança do treinador uma vez que vem a acumular jogos sentado no banco de suplentes.

Outro que, ainda não é opção, mas pode vir a ser a longo-prazo é Francisco Conceição, o jovem tem um talento sobrenatural, tem movimentos muito semelhantes aos de Otávio, e, se for como o pai – Sérgio Conceição – vai dar tudo em campo pelo símbolo que carrega ao peito. No entanto fica a questão no ar, será que o brasileiro, tendo em conta a importância que tem no esquema tático, vai continuar a ser aposta regular?

Olheiro BnR | Jalen Suggs, preparado para a NBA

A CAMINHO DO DRAFT DE 2021

O frio do Minnesota não impossibilita o aparecimento de talento. Que o diga Jalen Suggs, um dos nomes mais badalados na classe que espera entrar na NBA durante a próxima temporada. Os ingredientes do estilo de jogo do jogador prometem cozinhar um prato que está pronto a servir para qualquer franchise da liga, mas é preciso marinar até estar no ponto certo.

Na cozinha da Universidade de Gonzaga, o guard está inserido numa das melhores equipas de chefs. Até ao momento, a formação do estado de Washington está com um recorde invencível de 17 vitórias e, claro, zero derrotas na NCAA. Apesar de jogar numa das melhores equipas do campeonato universitário, Suggs não tem problemas em brilhar.

O camisola número 1 dos Zags aufere, até dia 3 de fevereiro, médias de 13.5 pontos (51.4% de eficácia), 5.3 ressaltos e 4.5 assistências. Além das estatísticas mais vistosas, o atleta lidera o plantel de Gonzaga nos roubos de bola (2.3 por jogo) em pouco mais de 26 minutos por partida.

Recuando um pouco no tempo, percebemos que Jalen Suggs está nas luzes da ribalta há bastante tempo. Durante a carreira no High School, no liceu Minnehaha, o jogador venceu variados prémios e estabeleceu-se como um dos maiores talentos americanos. Na lista final da ESPN da classe de 2020, o atleta ficou como o sexto melhor, atrás de nomes como Cade Cunningham e Jalen Green.

É importante referir que, além do basquetebol, o natural de Minnesota também deu cartas no futebol americano. Durante muitos anos, foi possível vislumbrar enumeros vídeos de momentos das duas modalidades nos highlights. Inclusive, Suggs venceu as honras de Mr. Football e Mr. Basketball do seu estado em 2019 e 2020, respetivamente.

O jovem talento recebeu bolsas de universidades para todos os gostos. Desde Michigan State, no futebol americano, até Kansas, no basquetebol. No entanto, fica o sabor amargo para a falta de ofertas dos melhores programas como Duke ou Kentucky, onde Jalen Suggs assumiu querer jogar.

Contudo, era necessário escolher um caminho. Depois de aproveitar ambos os desportos, o basquetebol acabou por captar um enorme talento para as suas fileiras. A Universidade de Gonzaga não tem equipa de futebol americano, por isso, esse sonho teve de cair por terra. É impossível não imaginar o que poderia ter sido a carreira na NFL, mas a aprendizagem com a bola oval traz ao jogador uma grande panóplia de características que o tornam único.

Numa fornada cheia de talento como a que se espera em 2021, Jalen Suggs tem um dos papéis principais da história. É difícil ser a primeira escolha no Draft, mas prepara-se para ficar pelas primeiras posições. De certeza que vai ser um dos nomes mais cobiçados, mas até lá, podemos ver Suggs na NCAA, a brilhar em Spokane.

Este Sporting CP não perde por “dá cá aquele Palhinha”

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Quando o João Palhinha viu aquele amarelo poucos minutos depois de ter entrado no jogo contra o FC Boavista, muitos vaticinavam que o objetivo tinha sido apenas para fragilizar no nosso meio campo quando fôssemos defrontar os nossos rivais da segunda circular.

Eu próprio me mostrava preocupado com a falta que poderia fazer o nosso jogador de meio campo mais forte no momento defensivo, quando fôssemos defrontar um dos nossos rivais diretos. Não, não é o SC Braga, senhor construtor.

No entanto, mais uma vez, esta equipa mostrou que a força é o grupo, que potencia depois a qualidade dos miúdos que vão entrando na equipa sempre que é necessário. Desta vez, foi o Matheus Nunes que nos descansou. Não apenas pelo golo decisivo que marcou, mas principalmente pelo jogo que fez e pela qualidade que tem a comandar a bola.

Eu sabia que o Matheus tinha qualidade, principalmente com a bola nos pés, mas decididamente não trazia a consistência defensiva que traria Palhinha. Ele sozinho não, mas a equipa no seu todo sim. E a equipa deu a estabilidade e confiança que o jovem precisava para mostrar o que vale.

Neste último jogo conseguimos perceber que, como dizia um famoso treinador (um dos melhores do mundo, segundo o próprio) “Se não jogar o Palhinha, joga o Manel”. E é de Maneis que esta equipa foi construída. Porque, desde a eliminação das competições europeias em que tivemos uma razia no plantel à custa da pandemia, que esta equipa mostra ser muito consistente quando precisa de trocar um ou dois elementos da sua equipa base.

Matehus Nunes acenou positivamento ao chamamento para o eterno dérbi, foi o homem do jogo e decidiu o encontro
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, continuo a achar que o plantel é curto, até porque neste mercado de inverno não aumentamos o número de opções, apenas aumentamos, hipoteticamente, a qualidade das mesmas. E digo hipoteticamente porque não sei como se irão adaptar estes novos jogadores à equipa, ao clube e ao treinador.

De qualquer forma, este ano, estes jogadores e este treinador, já demonstraram que não devemos desconfiar da sua competência.

Desconfiamos do Rúben Amorim, que se está a revelar um grande líder de homens, um excelente comunicador e bom tacticamente. Desconfiamos ainda de “Pote”, Nuno Santos, dos calções do Porro e todos se vieram a revelar apostas acertadas. Por isso, vamos acreditar que temos equipa para nos dar uma alegria em maio, ainda que saibamos das “pedras” que nos costumam aparecer no caminho, principalmente quando andamos, como agora, tanto tempo no topo a incomodar.

Para já, baseando-nos no que esta equipa já fez e continua a fazer, e porque não conseguimos prever o futuro (apesar de todos conhecermos as jogadas que se costumam desenrolar. Já tivemos algumas vindas de norte, agora vemos surgir do outro lado da estrada), só podemos estar confiantes porque, se apenas depender da vontade e qualidade destes jogadores, teremos muitas alegrias esta época.

Jogue o Palhinha, jogue o Matheus, jogue o Paulinho (não o roupeiro) ou jogue qualquer Manel, podemos ter a certeza que entrarão com a vontade e comprometimento de lutar pelo Sporting CP. Temos hoje uma verdadeira equipa, vetada a vedetismos e a egos desmesurados. Temos gente que sente o clube, seja qual for a preferência de cor que tenham tido no passado e é disso que temos andado órfãos há anos seguidos.

Não apoio esta direção, mas a verdade é que, eles, ou alguém por eles, conseguiram formar um grupo que nos permite sonhar que efectivamente é possível. Ainda que possa não vir a acontecer. E em 99 por cento dos últimos vinte anos, a esta altura já tínhamos acordado há muito para a realidade. Que continuemos a sonhar até maio, para podermos acordar apenas quando for para ir festejar.

6 maiores candidatos a MVP do Super Bowl LV | NFL

A 55.ª edição do Super Bowl vai realizar-se este domingo, dia 7 de fevereiro. A derradeira final que decide que leva para casa o troféu Vince Lombardi vai contar com os campeões em título, os Kansas City Chiefs, e a primeira equipa na história da NFL a jogar a final no seu próprio estádio, os Tampa Bay Buccaneers.

As duas formações já se encontraram no decorrer desta temporada, na 12ª semana de competição. Nessa partida, os Chiefs começaram melhor e conseguiram obter uma liderança de 17-0, no entanto, os Buccaneers foram reduzindo essa larga desvantagem e ficaram a apenas três pontos de diferença no quarto período. Esse encontro viu a equipa de Kansas City a sair do campo vitoriosa, com o resultado de 27-24.

Com o dia das decisões do Super Bowl LV a aproximar-se, olhamos para os três maiores candidatos de cada formação ao MVP da partida. É de salientar que, em 54 edições, 30 Quarterbacks venceram esse prémio, sendo esses os jogadores com mais possibilidade de o vencer. No entanto, a história da competição já viu nove jogadores defensivos e 15 ofensivos sem serem QBs a ser MVP, o que significa que existe a possibilidade que isso possa também acontecer.

Artigo redigido por Pedro Martins de Oliveira

Foto de capa: Kansas City Chiefs

FC Internazionale Milano 1-2 Juventus FC: Ronaldo bisa e coloca a vecchia signora a um passo da final da taça de Itália

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A CRÓNICA:  A FINAL ALI TÃO PERTO…

O estádio Giuseppe Meazza foi o palco de jogo grande em Itália entre dois colossos do futebol transalpino, FC Internazionale Milano e Juventus FC, num duelo a contar para a primeira mão das meias-finais da taça italiana.

Numa partida que gerou grandes expetativas ainda antes do apito inicial, o desempenho em nada ficou atrás. O encontro não podia ter começado de melhor maneira, com o Inter a abrir o marcador logo nos primeiros dez minutos, pelos pés de Lautaro Martínez, na primeira situação de golo no jogo e que deixou Buffon mal na fotografia.

Após o golo, enquanto que os nerazzurri baixaram as suas linhas, a vecchia signora tentou assumir o jogo, procurando o tento do empate, que acabou por chegar ao minuto 26’, por Cristiano Ronaldo, através da marca de grande penalidade. O internacional português voltou a fazer das suas e, ao minuto 34’, aproceitou uma desatenção completa entre Handanovic e Bastoni, colocando a Juventus na frente do marcador e apontando o segundo na sua conta pessoal.

No segundo tempo, o Inter melhorou, subindo no terreno de jogo e com muito mais posse em relação aos primeiros 45 minutos, tentando criar dificuldades à defensiva da Juventus. Os caseiros mudaram o chip de forma a tentar chegar ao golo da igualdade, algo que esteve muito perto de acontecer, com as várias oportunidades de que dispuseram ao longo da segunda metade do encontro, mas que por azar ou falta de eficácia não conseguiram concretizar. A Juventus desceu as linhas e mostrou-se muito compacta, apesar da quebra de rendimento ofensivo, mas no final dos 90 minutos acabaram mesmo por levar a melhor.

Com este triunfo, a turma de Ronaldo e companhia deu um salto de gigante a caminho da final da taça italiana, obrigando o Inter a puxar dos galões na segunda mão da eliminatória se quiserem manter vivas as suas aspirações na prova, uma missão que passou agora a ser muito mais complicada.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – O internacional português voltou a estar em grande destaque, apontando os dois tentos da Juventus FC na partida, colocando a sua equipa com um pé e meio na final da competição.

 

O FORA DE JOGO

Defensiva do FC Internazionale Milano – A linha defensiva do Inter não se apresentou ao seu melhor nível, tendo culpas diretas em ambos os golos sofridos, primeiro pela grande penalidade cometida de forma desnecessária e depois pelo mau entendimento entre Handanovič e Bastoni, que originou o segundo golo dos visitantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Os nerazzurri apresentaram-se num sistema tático base de 3-5-2. Sem Romelu Lukaku, ausente por castigo, Lautaro Martínez fez parceria com Alexis Sánchez na frente de ataque da formação de Milão. O Inter assumiu uma posição de contenção na partida, principalmente após o golo, permitindo ao adversário o controlo da posse, mostrando-se muito reativo em relação ao jogo da Juventus FC. No segundo tempo, a formação anfitriã cresceu no jogo, superiorizando-se à Juve, e dispôs de várias ocasiões para restabelecer a igualdade no marcador, que acabaram por ser ineficazes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovič (6)

Škriniar (6)

De Vrij (6)

Bastoni (6)

Darmian (6)

Barella (7)

Brozović (7)

Vidal (6)

Young (6)

Martínez (7)

Sánchez (6)

SUBS UTILIZADOS

Perišić (6)

Eriksen (6)

Sensi (-)

Pinamonti (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Os comandados de Andrea Pirlo apresentaram-se num dispositivo tático de 4-4-2. A “velha senhora” esteve muito bem no encontro, aplicando uma grande pressão aos jogadores do FC Internazionale Milano, encurtando espaços, e que em muito complicou a vida ao adversário. Na segunda parte, diminuíram essa pressão, permitindo mais bola ao adversário, mas mostraram-se consistentes defensivamente, o que lhes permitiu preservar a vantagem no encontro e levá-lo de vencido.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Buffon (6)

Cuadrado (7)

Demiral (7)

De Ligt (7)

Sandro (6)

McKennie (7)

Bentancur (6)

Rabiot (6)

Bernardeschi (7)

Kulusevski (6)

Ronaldo (8)

SUBS UTILIZADOS

Danilo (6)

Arthur (6)

Morata (6)

Chiellini (-)

Chiesa (-)