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Bayer 04 Leverkusen 2-1 BVB Dortmund: Imparável Diaby ajuda a alcançar o segundo lugar no campeonato

ESPETÁCULO ELETRIZANTE DO INÍCIO AO FIM

No encontro correspondente à 17.ª jornada do principal escalão do futebol alemão, o Bayer 04 Leverkusen venceu o BVB Dortmund por duas bolas a uma, numa fantástica partida de futebol. Ambas as equipas entraram em campo em igualdade pontual, somando 29 pontos, mas no fim, superiorizou-se a equipa da casa. O Bayer 04 Leverkusen ocupa a segunda posição do campeonato “à condição”, enquanto o BVB Dortmund mantém o quarto posto.

O jogo começou de forma intensa, com ambas as formações a procurarem o golo incessantemente nos primeiros minutos da paritda. Aos 14’ minutos, Bailey aproveitou o “buraco” existente na defensiva do BVB Dortmund, e desmarcou Diaby com um grande passe em profundidade. O extremo francês não perdoou em frente à baliza adversária, e colocou o marcador em uma bola a zero.

Apesar do crescimento do BVB Dortmund no decorrer da primeira parte, as melhores ocasiões pertenceram à equipa da casa. Nos minutos finais do primeiro tempo, os “farmacêuticos” foram gerindo resultado, mas sem reduzir a qualidade no último terço do terreno. Burki foi o jogador do BVB Dortmund que mais se destacou, devido a travar sucessivamente a avalanche ofensiva do Bayer 04 Leverkusen.

O segundo tempo foi intenso tal como o primeiro, e o BVB Dortmund conseguiu equilibrar a partida. O Bayer 04 Leverkusen, mesmo a vencer, não deixou de procurar ampliar a vantagem no marcador. No decorrer dos segundos 45’ minutos, o jogo ficou “partido”, permitindo uma sucessão de contra-ataques para ambas as formações. Ao minuto 67’, a pressão da equipa forasteira foi bem sucedida, e o BVB Dortmund empatou a partida. Julian Brandt, que pertenceu aos quadros do Bayer 04 Leverkusen, disparou colocado à entrada da pequena área, colocando o marcador em 1-1.

Numa fase de superioridade da formação forasteira, o Bayer Leverkusen voltou para a frente do marcador contra a corrente do jogo, por intermédio de Florian Wirtz. Um rápido contra ataque conduzido por Diaby, que assistiu o seu companheiro de equipa. Wirtz, isolado, disparou para o fundo das redes adversárias, à passagem do minuto 80’. O resultado manteve-se inalterado até ao final do encontro.

A FIGURA


Moussa Diaby- A partir principalmente do corredor direito do ataque do Bayer 04 Leverkusen, realizou uma belíssima partida. O extremo francês foi imparável, serpenteando por inúmeras ocasiões os defesas adversários, e criando verdadeiras jogadas de perigo. Defensivamente, cumpriu a tarefa de uma forma bastante positiva, apoiando o lateral direito Lars Bender.

Diaby foi decisivo no marcador, apontando o primeiro golo da partida, e fornecendo o passe para Wirtz fazer o segundo do Bayer 04 Leverkusen. Sem dúvida, uma exibição brilhante do camisola “19” dos “farmacêuticos”.

O FORA DE JOGO


Setor ofensivo do BVB Dortmund- Analisando as peças do ataque da equipa visitante, esperava-se muito mais dos quatro elementos mais adiantados no terreno. Sem tirar mérito ao quarteto defensivo do Bayer 04 Leverkusen, que desempenhou um papel importantíssimo nesta vitória, Haaland e companhia estiveram longe do seu melhor.

Com um ataque tão móvel, era necessário aproveitar os espaços deixados no setor defensivo da equipa da casa. Em toda a partida, o BVB Dortmund apenas realizou três remates à baliza, contrastando com os 13 do Bayer 04 Leverkusen. Era necessário muito mais no setor ofensivo para conquistar os três pontos.

ANÁLISE TÁTICA: BAYER 04 LEVERKUSEN

O técnico Peter Bosz, que já orientou o BVB Dortmund, esquematizou o seu “onze” num 4-3-3 no processo ofensivo, enquanto que alinhava em 4-1-4-1 quando estava sem bola. À frente da linha defensiva posicionou-se Aránguiz, como médio mais recuado. Um pouco mais avançados no terreno estavam Amiri e Wirtz, com funções mais criativas e construtivas.

No trio de ataque alinharam Bailey pela esquerda, Diaby pela direita, e Alario como principal referência ofensiva. Destaque para a importância dos dois extremos do Bayer 04 Leverkusen, a ajudar os laterais no processo defensivo, e a partir rapidamente para o contra-ataque quando a sua equipa tinha a posse de bola, provocando uma verdadeira dor de cabeça aos defesas adversários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukás Hrádecký (7)

Lars Bender (5)

Jonathan Tah (7)

Edmond Tapsoba (7)

Wendell (6)

Charles Aránguiz (6)

Florian Wirtz (8)

Nadiem Amiri (7)

Moussa Diaby (9)

Lucas Alario (5)

Leon Bailey (7)

SUBS UTILIZADOS

Daley Sinkgraven (6)

Patrik Schik (5)

Karem Demirbay (5)

ANÁLISE TÁTICA: BVB DORTMUND

A formação de Edin Terzic organizou-se num esquema tático de 4-2-3-1, com muito rigor nas linhas defensivas, contrastando com a dinâmica dos quatro homens do ataque. A linha de quatro defesas estava bem delineada, e à sua frente, no centro do terreno, estavam os dois elementos que formavam o duplo pivot, Delaney e Bellingham.

Na frente de ataque estavam quatro jogadores móveis, que iam alternando de posição, consoante o portador da bola. Originalmente, Sancho partia do corredor direito, enquanto Brandt ocupava a ala contrária. O capitão Reus, o maestro das jogadas atacantes, jogou na posição “10”, nas costas de Haaland.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (8)

Thomas Meunier (5)

Manuel Akanji (6)

Mats Hummels (6)

Raphael Guerreiro (6)

Thomas Delaney (6)

Jude Bellingham (7)

Jadon Sancho (6)

Marco Reus (6)

Julian Brandt (7)

Erling Haaland (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Giovanni Reyna (5)

Youssoufa Moukoko (-)

Steffen Tigges (-)

Toronto Raptors | Uma equipa com saudades de casa

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Há uns anos nunca pensava que ia ver os Toronto Raptors a jogar na condição de “visitado” fora do Canadá, mas é o que está a acontecer. Para mim, neste momento, a equipa chama-se Tampa Bay Raptors.

Para além de ter saudades de ver vários fãs nos pavilhões, também tenho de ver os Raptors no Scotiabank Arena. Se jogassem lá na atual época é óbvio que não iam ter fãs, mas haveria aquela “pressão” de estar a jogar no Canadá – é a única franchise de NBA do país.

Agora, os Raptors vão jogar a época toda fora do Canadá. E, sinceramente, até ao momento, estão a ter uma época muito aquém das expetativas. Para uma equipa que foi campeã há duas épocas e que quase foi às finais da conferência Este, cinco vitórias em treze jogos é número muito baixo.

Os Raptors neste momento têm dois problemas: o principal jogador, Pascal Siakam, não é suficiente para ser a estrela da equipa e os postes não são suficientes.

Na última época, Siakam até que fez uma boa época… até chegar à bolha. O jogador do Camarões surpreendeu todos os fãs da NBA na época 2018-19. Por alguma razão foi considerado o MIP – Most Improved Player. Porém, depois de uma boa época com o Kawhi Leonard, Siakam não tem sido suficiente para liderar os Raptors.

O outro problema dos Raptors é a posição poste. A franchise passou de Mark Gasol e Serge Ibaka, ambos nas equipas de Los Angeles, para Aron Baynes e Alex Len. Para quem não conhece nenhum destes quatro jogadores: Mark Gasol e Ibaka são jogadores com vasta experiência na NBA; Baynes era suplente nos Phoenix Suns e Alex Len jogou algumas vezes no Atlanta Hawks e no Sacramento Kings na época transata.

Mas há um ponto positivo da atual época: o crescimento de Chris Boucher. Neste momento, Boucher está com 16.1 pontos por jogo, 7 ressaltos por jogo, 2.5 bloqueios por jogo e uma eficácia de lançamento de 60.3%. Boucher subiu o seu jogo e tem ajudado imensamente a equipa de Nick Nurse.

Espero ver os Raptors novamente no seu pavilhão na próxima época. O principal objetivo é, sem dúvida, chegar aos playoffs.

Foto de capa: Toronto Raptors

As 5 contratações mais sonantes do mercado | Ciclismo

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A temporada de ciclismo referente ao ano civil de 2021 está prestes a começar. Apesar do otimismo de que teremos um ano mais estável para a modalidade, a situação pandémica a nível mundial faz-nos mergulhar na incerteza quanto à realização de várias provas e de outros percalços passíveis de se originarem a qualquer momento, sobretudo no seio das organizações competitivas do World Tour.

Sobre ciclismo, sobre um desporto que se tem mantido de pé apesar de imensos contratempos, o Bola na Rede trabalha agora na antevisão para a época de 2021, elaborando, desta vez, uma lista das cinco contratações mais marcantes – por diversos motivos – da janela de transferências atual e que se podem revelar fundamentais para levar a sua nova equipa à glória.

Ranking sem ordem específica

Foto de capa: La Vuelta

5 dados estatísticos rumo à final | Sporting CP x FC Porto

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A Taça da Liga volta à ribalta já no mês de janeiro com as meias finais da prova. Totalmente adaptada ás novas condicionantes a que a pandemia obriga, está em causa a passagem à final da competição. Desta vez, o FC Porto tem pela frente o Sporting CP, que nas competições internas tem sido um autêntico rouba pontos e posições para os pupilos de Sérgio Conceição.

Uma partida que já conta com alguns “escândalos”, mesmo antes do jogo começar com o FC Porto a ameaçar não ir a jogo, devido aos casos da nova COVID-19. Mas, este é um jogo diferente, com a pressão de ser apenas a uma mão o grau de competitividade aumenta e as equipa não querem perder o lugar o na final.

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Sérgio Conceição deve fazer entrar o FC Porto no jogo com um 4-3-3 com Diogo Costa na baliza; Nanu, Diogo Leite, Pepe, Zaidu; Baró, Uribe, Grujic; João Mario, Corona, Marega.

Já Rúben Amorim pode fazer jogar num 4-4-2 com Maximiliano na baliza; Porro, Quaresma, Coates, Borja; Pedro Gonçalves, Palhinha, João Mário, Tabata; Tiago Tomás, Pedro Marques.

Destacaremos, então, cinco dados estatísticos sobre a partida.

Os 7 jogadores que juntos formariam o protótipo do jogador perfeito

O futebol atual está repleto de grandes estrelas, mas não existe o protótipo de jogador perfeito. Este é, na minha opinião, o jogador ideal, juntando as melhores características de alguns dos maiores craques da atualidade futebolística.

Neste artigo em busca de um jogador perfeito com base nos melhores jogadores da atualidade, foi dividido por sete características que juntas fazem um jogador muito completo.

Destaque para a presença de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que são considerados dois dos melhores jogadores de sempre. Dos sete jogadores referidos, apenas estes dois não atuam em Inglaterra atualmente.

Os sinais do mercado de janeiro (ou a falta deles) | Sporting CP

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O Sporting CP está eliminado – já – de dois dos objetivos, estamos “apenas” na luta pelo campeonato. (Taça da liga não conta para salvar a época, ainda que, a ganhá-la, festejarei como festejo todas as vitórias do nosso clube) Assim sendo, falhando o título, passaremos mais uma época à semelhança de tantas outras (exceptuando a melhor época dos últimos 10 anos, segundo o nosso presidente).

A equipa vem descendo de produção pelas poucas opções que o plantel apresenta, mas tenho a sensação que a actual direção as ache suficiente para disputar o campeonato até ao fim e ganhá-lo. Ou isso, ou também já desistiu de vencer esse último objectivo. Porque este é o mais difícil de conquistar.

Não entenderam ainda que, sem risco e investimento, não vem o lucro? Qualquer empresa que não corra o risco, não invista, ainda que tenha de o fazer com valores que perspectiva vir a ganhar, nunca vai conseguir crescer. Deve projetar novos limites para continuar a crescer. Se se contentar com o que tem, nunca poderá ambicionar manter-se no topo.

Só estaremos mais perto de ganhar se não tivermos medo de perder, mas o Sporting CP parece já ter desistido de crescer. Parece considerar não valer a pena o risco de investir no reforço desta equipa.

Quase parece resignado à ideia do “vamos ver se assim chega”… porque “para já estamos em primeiro”. É este pensamento limitado que poderá vir a fazer com que daqui a pouco tempo já andemos a dizer que “com uma equipa tão jovem era quase impossível”.

Ainda estamos a tempo de mudar isso. E percebe-se que mesmo “apenas” para o campeonato, este plantel é curto.

Percebe-se isso quando o Sporting CP tem de jogar com Borja a central e Plata a lateral. Ou quando, para poder tentar ganhar um jogo, temos apenas Jovane que nem é um avançando centro, ou Coates a ponta de lança.

Gonzalo Plata veio rotulado de craque, mas ainda não demonstrou merecer o epíteto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para já, continuamos com os mesmos com que começamos a época. Veremos se a direção aposta mesmo nesta equipa e mostra querer ganhar. Porque, para motivar uma equipa, não é querendo passar a ideia que confia nos que estão e chega. Tem de se passar uma ideia de ambição, tentando melhorar sempre o que já existe. E se temos uma boa equipa base, temos sempre de tentar melhorá-la. Aí sim, os próprios jogadores podem ver sinais de que a direção está empenhada neles e em querer ganhar.

Para já, estamos a meio do mês de transferências e não se vislumbra nenhuma movimentação. E num clube que em novembro já se costuma falar em 20 reforços, começa a ser estranho não se falar de ninguém, ou quase.

Ou esta direção está a trabalhar muito bem, ou efectivamente a equipa está mesmo abandonada à sua sorte. No fundo é como mandar soldados para a guerra com balas contadas. A certa altura ficamos sem munições.

Muitos falam que se terminarmos janeiro em primeiros somos campeões, mas se não se reforçar a equipa, acredito que a maior dificuldade estará mesmo entre março e maio. Até porque onde perdemos mais pontos não foi contra adversários diretos. Foi contra FC Famalicão e Rio Ave FC. Para além de termos sido eliminados da taça por uma equipa de meio da tabela.

Os dias esgotam-se e Frederico Varandas ainda não consumou nenhum negócio para as hostes leoninas
Fonte: Sporting CP

Por isso não, não será janeiro o principal indicador do nosso futuro nesta época desportiva. Ou até pode ser, se significar um reforço em quantidade e qualidade do plantel.

Espero estar enganado e que no fim de janeiro tenhamos as armas que precisamos para lutar efectivamente e de forma realista pelo campeonato, o único objetivo que ainda temos esta época. Senão, quererá apenas dizer que para esta direção o terceiro chega… e mesmo assim, estão a arriscar.

Espero estar enganado. E com certeza esta direção e este plantel vão mostrar-me que o que estou aqui a escrever está tudo errado.

Tribuna VIP: Ninguém queria a Taça

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Pouco depois da aprovação e criação da Taça da Liga em 2007, houve quem defendesse que se tratava apenas de sobrecarga a nível de calendário; recentemente surgiram críticas quanto à manutenção da competição esta época devido aos impactos da covid-19. De Braga para Leiria, eis mais uma final four da Taça da Liga.

Estive presente nas últimas três edições da competição realizadas na cidade de Braga e, sem dúvida, é uma semana diferente. Ou era. Vivia-se a harmonia entre adeptos e clubes (em especial quando a equipa da “casa” marcava presença na final four), as ruas enchiam-se de curiosos e os próprios cidadãos respiravam futebol através da fanzone criada para o efeito. Figuras da modalidade, jogadores, treinadores, convidados, jornalistas… Todos contribuíam para a festa durante sete dias. Agora, num período em que muitos sofrem nas alas hospitalares para segurarem um país em declínio físico e emocional, agarramo-nos àquilo que se vai passar dentro de campo como símbolo de esperança para o que aí vem.

Torna-se, no entanto, curioso olhar para trás e perceber que a taça que outrora ninguém queria pode funcionar como escape e trazer algum tipo de alegria a quem acompanha de perto e de longe o futebol nacional. Aliás, ao longo dos anos, o receio quanto à condição física dos jogadores deu parcialmente lugar à ideia de conquista de mais um título, quando mais não seja para o aumento da confiança da equipa considerada campeã de inverno. E, verdade seja dita, nesta edição voltam a existir jogos de cartaz nas meias-finais: FC Porto e Sporting protagonizam mais um clássico e o detentor do título, SC Braga, tem duelo marcado com o Benfica.

“Venha o diabo e escolha”. Foi assim que Carlos Carvalhal abordou o tema da Taça da Liga, ainda antes de saber que o Benfica seria o adversário a eliminar. O discurso de respeito do treinador do SC Braga tem sido uma constante ao longo da temporada mas, diga-se, é o próprio clube minhoto que também acaba por meter respeito. Esta equipa começou por ser vista como outsider mas, a pouco e pouco, tem vindo a intrometer-se nos objetivos dos crónicos candidatos ao título. Tanto que cabe ao SC Braga defender o troféu naquela que é 14.ª edição da prova.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar do desaire na última ronda da Liga, a qualidade e a consequente campanha dos arsenalistas nas diversas frentes tem aberto caminho para resultados positivos. Pautado por um meio-campo bem organizado e pela propensão ofensiva de Ricardo Esgaio e Galeno nas alas, o estilo de jogo do SC Braga potencia um bom espetáculo e jogos dos quais se pode esperar golos. Que o diga o próprio Benfica, que, no campeonato, sofreu nas mãos da equipa orientada por Carlos Carvalhal ao perder por 3-2 na Luz. Desde esse encontro algumas coisas mudaram, e o próprio embate recente das águias com o FC Porto deixa um bom presságio quanto àquele que poderá ser o desafio entre minhotos e lisboetas.

A época encarnada tem sido de oscilações e Jorge Jesus já admitiu que a equipa ainda não atingiu o ponto de rebuçado, mas o clássico adoçou a ideia de que este Benfica tem muitas pernas para andar. Com um plano estrutural diferente do habitual, o clube da Luz apresentou-se mais sereno e com uma atitude distinta. Nomes como o de Weigl saltaram à vista e podem ter significado um crescendo relativo àquele que é o entendimento das ideias que o treinador pretende aplicar no plantel.

Mas, antes deste grande duelo, é dia de mais um clássico. O Sporting iniciou a época com a corda toda só que as últimas exibições dão conta de uma quebra de rendimento e fulgor ofensivo que podem nascer, essencialmente, daquela que é a quebra de algumas individualidades. Rúben Amorim já o havia dito em conferência de imprensa: numa equipa tão jovem e que vai sofrer com as dores de crescimento, um dia menos bom de jogadores como Pedro Gonçalves ou Nuno Santos pode originar um dia menos bom da equipa. Além deste factor, o técnico tem de lidar com problemas acrescidos devido aos jogadores infetados pela covid-19 e que não podem viajar até Leiria.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Essa é, inclusive, uma problemática igualmente presente no norte do país. Sérgio Conceição também está privado de peças importantes devido ao novo coronavírus (como é o caso de Sérgio Oliveira, Otávio e Luis Díaz) mas deixou a garantia de que a equipa vai à luta e no lote de disponíveis conta com o perfume de Corona para encher parte do campo. Aliás, o campeão nacional tem sido o mais regular, tanto a nível de resultados como a nível exibicional, e o tema do peso nas pernas parece não entrar na equação, apesar de os azuis e brancos somarem mais cinco jogos do que o Sporting.

Sem desprimor para qualquer emblema, estes são aqueles duelos que todos querem ver. Que todos os jogadores querem jogar e que todos os treinadores querem vivenciar, independentemente do momento atravessado pelas equipas. É um momento de afirmação que não é decisivo mas que pode ser demonstrativo da força física e mental dos principais intervenientes para aquilo que falta da temporada. Uma temporada exigente e dura, em especial por todas as condicionantes que envolvem aqueles que continuam a dar-nos o tal escape.

Para já, o futebol mantém-se, e até há quem possa não gostar da modalidade… Mas são momentos como este que puxam pelas emoções, que impedem que sentimentos tão importantes não caiam no esquecimento e que nos recordam que continuamos vivos.

Artigo de opinião de Rita Latas,
jornalista Sport TV


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Saltos de Esqui, Zakopane | Os triunfos não sorriram à casa

A Taça do Mundo de Saltos de Esqui, rumou neste fim de semana, a um dos palcos mais icónicos de toda a temporada. Um recinto que não fosse a situação pandémica que o mundo vive, estaria certamente repleto de fervorosos espectadores, que lotariam as bancadas do Wielka Krokiewa, com cerca de 50.000 lugares.

Como já percebeu o “circo” fez escala em terras polacas, mais em concreto em Zakopane. Numa estrutura com o seu K-point situado nos 125m e com um recorde de 147m, marca obtida por Yukiya Sato do Japão, a 25 de janeiro de 2020.

Tudo começou na sexta feira, numa qualificação arrecadada pelo nipónico recordista do trampolim (HS 142) que assim assegurou a conquista do prémio  de 3.000 francos suíços  relativo a este feito.

Contudo o destaque desta ronda qualificativa foi o facto de Piotr Zyla, que atuava em casa, ter visto as medidas do seu fato reprovadas, o que originou a desqualificação do atleta de 33 anos.

Já a valer, o sábado, esteve reservado para uma prova por equipas, cada uma formada por quatro elementos. Recorde-se que na única compita do género realizada na presente temporada, também em solo polaco, mas em Wisla no Malinka Adam Malysz, o troféu havia ficado em posse do conjunto austríaco.

Após o início da prova 15, começou a nevar de forma intensa dificultando, conjuntamente com as agrestes condições de vento, a tarefa dos saltadores. Diga-se que para os menos familiarizados, as competições por equipas/quartetos desenrolam-se a quatro mangas, com as oito nações mais pontuadas no términus das mesmas, a terem direito a competir numa ronda final, de acordo com os mesmos moldes. Isto quer dizer que os atletas pertencentes às nações que consigam acesso à ronda final, acabam por fazer dois saltos.

Posto isto e concluída a ronda inaugural, quem liderava era a formação caseira, quarteto composto por: Kamil Stoch, David Kubacki, Andrzej Stekala e Pawel Wasek.  A segunda posição ia sendo pertença da turma austríaca, que atuava desfalcada do seu “abono de família”, refiro-me ao detentor da Taça do Mundo, o “baixinho” Stefan Kraft, rendido por Gregor Schlierzauer.

A fechar os lugares de pódio íamos tendo a equipa norueguesa, composta por: Marius Lindvik, Robert Johanson, Halvor Egner Granerud e Johann Andre Forfang.

Note-se que a grande surpresa da ronda inicial ia sendo, o facto da “Mannschaft” estar somente na sexta posição. Finlândia e Suíça ficaram com os restantes lugares de apuramento, com a Itália a ser a nação eliminada. O melhor salto do quarteto foi protagonizado por Alex Insam, uns escaços 120m.

No extremo oposto, quem havia voado mais longe, era o austríaco Michael Hayboeck, que lograra realizar 142m. Por estes momentos bem se podia dizer que a competição estava a ser um passeio no parque para a equipa anfitriã.

Numa ronda final, em que os saltos foram realizados a “conta gotas”, muito devido ao vento que cada vez ia soprando com maior intensidade e frequência (8m/s) a atrapalhar a fluidez da prova. À chegada da terceira manga da ronda derradeira, tudo se desmoronou para a turma da polónia, visto que após a fraca marca do jovem Andrzej Stekala, apenas 113m, viram a vitória escapar-lhes entre os esquis! Com a Áustria a não se fazer rogada e mesmo sem Kraft, a obter o segundo triunfo da temporada em outras tantas provas da especialidade.

Como tal os polacos ficaram com a prata e a noruega foi bronze.

No domingo teve finalmente lugar a competição individual, com 50 atletas, para preencherem 30 vagas, na ronda final.

Ao cabo dos primeiros cinquenta registos, estava em perspetiva uma ronda final em que o equilíbrio seria nota dominante, isto porque o “Top Ten”, estava separado por uns ínfimos 8,5 pontos. A liderança, essa ia estando entregue ao esloveno Anze Lanisek, seguido de Marius Lindvik e Robert Johanson. Merecedores de destaque pela negativa, os maus registos de Granerud, com o líder da Taça do Mundo a cumprir o décimo registo, Marcos Eisenbichler relegado para a 11.ª posição e Stoch a ficar apenas com a 14.ª marca. De destacar ainda que de fora da ronda final, haviam ficado nomes como: Peter Prevc da Eslovénia ou o norueguês Johann Andre Forfang.

Com o portão 18 a ser o escolhido para acolher as últimas 30 marcas, um acima do utilizado na ronda inicial, assistiu-se então a uma súbita melhoria, ainda que inflacionada pelas condições , das marcas realizadas.

No final a vitória acabou por ficar na posse de Marius Lindvik, que assim somou a terceira subida ao degrau mais alto do pódio, numa ainda curta, mas auspiciosa carreira. Anze Lanisek , apesar de um grande esforço em obter a primeira vitória de sempre, acabou com a prata. O bronze ficou para o “bigode viking” Robert Johansson, Daniel Huber da Áustria e Andrzej Stekala, ocuparam respetivamente os outros postos do “Top Five”.

Nas contas da Taça do Mundo, fruto dos maus desempenhos de Granerud, que não fez melhor do que um 23.º posto e de Kamil Stoch que se quedou pelo lugar número 11, teve em Marcus Eisenbichler o grande beneficiado do dia ao se posicionar no oitavo lugar.

Agora Granerud soma 956 pontos, face aos 716 contabilizados por Eisenbichler, com Stoch mais longe, averbando 646.

No próximo fim de semana teremos os Saltos de Esqui em Lati, na Finlândia as etapas 17 e 18 da “Champions League” de saltos de esqui. Com a qualificação para a prova individual a acontecer na sexta feira, o sábado ficará destinado para uma disputa por equipas. O domingo, será o dia para se assistir à prova individual.

O BNR fará, como sempre um resumo dos principais momentos da jornada finlandesa de Saltos de Esqui.

Foto de Capa: FIS-Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

O ponto mais forte da formação leonina | Sporting CP

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Aproxima-se mais um grande clássico do futebol nacional. Embora não seja a contar para o campeonato, Sporting CP e FC Porto disputam um lugar na final da Taça da Liga, competição com algumas boas memórias para os leões e péssimas recordações para os comandados de Sérgio Conceição.

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A verdade é que na edição do ano passado, nenhum destes dois clubes venceu a competição. Para o Sporting CP ficam as recordações de anos anteriores. Para o FC Porto nem isso. Este artigo destina-se ao ponto mais forte da equipa de Rúben Amorim e que serve de aviso para os azuis e brancos.

Na minha opinião, entre muitos pontos que se sobressaiam no Sporting CP, eu escolheria sem dúvida as apostas rentáveis e certeiras em jogadores que tem um desempenho acima da média.

Dito desta forma até pode ser difícil de compreender, mas passo a explicar da melhor maneira. A transição da época transata para a atual prometia não ser nada fácil para o Sporting CP. Era uma equipa com uma ressaca do quarto lugar que podia levar à saída da Europa (e acabou por levar), com uma grande contestação nos ombros (levando a que fosse vista por quase todos como um outsider deste campeonato), e que começava a ter alguns problemas financeiros decorrentes também do fracasso desportivo do ano passado.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O ponto forte que escolhi acaba por se interligar com algumas debilidades financeiras do Sporting CP para conseguir contratar grandes nomes para a equipa.

A verdade é que, mesmo com algumas condicionantes para mergulhar de cabeça no mercado de transferências, o clube conseguiu contratar e apostar em nomes que outras equipas não se lembraram e que muito provavelmente se arrependem de não ter olhado com mais atenção.

O segredo foi sempre a aquisição de percentagens de passe ou empréstimos de alguns bons jogadores que na realidade são excelentes jogadores. Por outro lado, apostas em jogadores da casa que ainda eram desconhecidos do panorama nacional, mas que atualmente são apontados a alguns gigantes do futebol europeu. Este é muito provavelmente o maior mérito do Sporting CP nesta época e de Rúben Amorim que deu palco a jogadores que brilham cada vez mais de leão ao peito.

Este ponto forte que escolhi para o Sporting CP pode ser justificado com alguns casos específicos. O primeiro que vos falo é Pedro Gonçalves, mais conhecido por Pote. É verdade que já se sabia que era um jogador diferenciado, mas daí a já ser apelidado como “novo Bruno Fernandes” não era algo expectável. Trata-se de um elemento fulcral para o desenvolvimento do futebol ofensivo de Rúben Amorim e marca de todas as maneiras e feitios, o que é reflexo de um jogador que aparece em todo o lado. Foi contratado ao FC Famalicão por 6,5 M em troca de 50% do passe. Um mero exemplo do que referi acima. São só 12 golos na Liga até ao momento.

O Sporting CP não teve grandes gastos por um jogador que quase ninguém conhecia e que é o melhor lateral direito da Liga Portuguesa.
Pedro Gonçalves é o melhor marcador do Sporting CP nesta temporada até ao momento
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Outro exemplo é Pedro Porro, que veio por empréstimo do Manchester City FC. O Sporting CP não teve grandes gastos por um jogador que quase ninguém conhecia e que é o melhor lateral direito da Liga Portuguesa.

António Adán é apenas mais um caso. O guarda-redes espanhol veio a custo zero do Club Atlético de Madrid e é uma das principais figuras da equipa esta época. Tem salvo o Sporting CP muitas vezes, sendo mais um indiscutível que poucos conheciam.

Para concluir, lanço para a mesa nomes como Nuno Santos, Tabata, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Os primeiros dois representam mais duas aquisições de baixo custo que prometem explodir a qualquer momento. Já os últimos dois nomes encaixam no ponto forte deste Sporting CP, a aposta acertada em jovens da formação que já são apontados a outros grandes palcos.

Fica assim este dado lançado que serve como aviso para o FC Porto. As apostas rentáveis e certeiras da equipa verde e branca são sem dúvida uma ameaça. O clássico está à porta e só um pode seguir em frente na conquista da Taça da Liga 2020/2021.

«Eu era mais forte e mais conhecido do que o Eto’o nos Camarões» – Entrevista BnR com Meyong

Albert Meyong Zé ou “Zezé”, como Jorge Jesus lhe gostava de chamar, veio cedo para Portugal. O Vitória FC, o Braga e o Belenenses foram os emblemas que o avançado representou no nosso país. Foi no Bonfim que o ex-jogador camaronês encontrou a sua verdadeira casa. Com a mesma velocidade com que os seus olhos são inundados por um brilho contagiante quando lembra os seus tempos de Vitória FC, a sua expressão é assaltada pela desilusão quando fala da intempérie que o clube sadino atravessa. À memória vieram-lhe os momentos de sucesso no Braga, o “Caso Meyong”, que o atrapalhou no Belenenses, e ainda as internacionalizações pela sua seleção, onde jogou ao lado de Samuel Eto’o. Todo esse tempo, golos e Meyong andaram de mãos dadas por todo o lado.

– Entranhado no destino com o nome de Meyong –

  «Nos Camarões vivemos o futebol de uma maneira diferente»

 

Bola na Rede: O que é que fazes atualmente?

Meyong: Agora, não faço grande coisa. Estou a aproveitar para estar com a família. Tenho uma menina que tem cinco meses. É a terceira. Nunca tive tempo de ficar com as duas primeiras, porque andava sempre para cima e para baixo e nunca estive presente. Estou a aproveitar não estar a fazer nada neste momento para estar com ela e vê-la crescer. De vez em quando, vou treinar com a malta do Comércio e Indústria, com os veteranos, para não ficar parado. Estou à espera para fazer o curso de treinador, mas nunca mais começa.

Bola na Rede: Recuando até ao início, contigo e com os teus 24 irmãos dava para fazer um jogo de futebol e ainda ficarem alguns no banco.

Meyong: Nós temos muita diferença de idade. Tenho irmãos com quem não cresci, porque eles já eram maiores de idade. O meu pai teve três mulheres, cada uma com idades diferentes. Irmãos da mesma idade éramos uns cinco ou seis.

Bola na Rede: O teu pai era professor e tu tinhas acesso à escola, o que não era para todos. Nasceres nesse ambiente estruturado ajudou-te a singrares no futebol?

Meyong: A escola é muito importante. É bom ir à escola e saber ler e escrever. Claro que o caminho que eu tinha traçado era terminar a escola e trabalhar. Era isso que o meu pai queria. Foi o que a maioria dos meus irmãos conseguiram. Desde pequeno, eu sempre quis jogar à bola. Tinha algum jeito e sempre foi o meu sonho. Quando tive a oportunidade de ser profissional, agarrei‑a.

Bola na Rede: Estudaste até que idade?

Meyong: Até aos 17 anos, até sair dos Camarões.

Bola na Rede: Nos Camarões não dava para seres profissional.

Meyong: O campeonato dos Camarões não é profissional, mas eu tinha algum jeito.

Bola na Rede: O que significa o futebol nos Camarões?

Meyong: O futebol nos Camarões é muito importante, é o desporto-rei. A maioria das crianças sonha em jogar futebol e ser profissional. A seleção nacional é muito importante para toda a população. Nos Camarões vivemos o futebol de uma maneira diferente. Não há condições, mas vê, por exemplo, a quantidade de pessoas que vai ao estádio ver jogos. Estamos a falar de estádios sem relva, sem nada. É uma sensação muito forte. Quando eu representava a seleção, o estádio estava sempre cheio. O pessoal nem tinha onde se sentar, mas entrava. O que é que leva essa gente a arriscar a vida deles? É a paixão.

Bola na Rede: Onde é que estavas quando a seleção dos Camarões chegou aos quartos de final no Mundial de 1990 em Itália?

Meyong: Estava nos Camarões. Era criança, mas vi o jogo.

Bola na Rede: Como é que cais em Itália aos 18 anos?

Meyong: Jogava com a seleção dos miúdos lá nos Camarões. Tinha um empresário, o Thomas N’Kono, que foi guarda-redes do Espanyol, e ele era treinador dos guarda-redes lá na seleção. Viu-me jogar e disse que me ia levar. Tinha acabado de perder o meu pai há um ano. As coisas não estavam muito bem na família. Quem trabalhava era o meu pai, ele é que pagava tudo, a escola e a comida, a minha mãe nunca trabalhou. Não era fácil. Expliquei à minha mãe que era uma coisa que eu queria e que dava para ganhar a vida. A minha mãe deixou-me ir. Tenho a certeza que, se estivesse o meu pai, eu não ia. Eu ainda era pequeno, saí com 17 anos e fui fazer 18 lá em Itália.

Bola na Rede: Não tiveste medo de ir em busca do desconhecido?

Meyong: Por acaso, tinha muito medo. Quando saía dos Camarões era quando ia fazer jogos com a seleção, mas nunca tinha saído de casa nem de longe da minha família. Tinha muito medo mesmo, mas a minha vontade de jogar futebol era muito maior. Quando estava lá [em Itália], passava muito mal. Não é fácil, é preciso ter muita vontade para conseguir.

Bola na Rede: Mas acabou por correr tudo bem.

Meyong: Sim. Aguentei e consegui o que eu queria. A partir daí começou tudo.