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Hugues Fabrice Zango, o engenheiro que ultrapassou o professor

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Uma vez mais, os Saltos, e o Triplo em particular, dão a receita para o que se quer do ano atlético. Em 2020, a pista coberta ficou marcada pelos recordes mundiais do sueco Mondo Duplantis na Vara e pelo recorde mundial indoor da venezuelana Yulimar Rojas no Triplo Salto. Este ano, é no masculino que o Triplo Salto tem já um novo recordista mundial em pista coberta e ele vem de um país nada tradicional nestas andanças!

Quando o código que designa a nacionalidade no grafismo televisivo nos mostra “BUR”, não há quem não pense duas vezes. Burundi? Burkina Faso? Com a chegada de Hugues Fabrice Zango, já poucos motivos existirão para essas letrinhas não serem automaticamente associadas com o Burkina Faso. O tal Zango que, em Doha, por quatro (!) centímetros, “roubou” a medalha de Bronze a Pedro Pablo Pichardo voltou a fazer das suas e assume-se já como um dos grandes favoritos à conquista de qualquer medalha nos Jogos de Tóquio (caso estes aconteçam este ano…).

Se no Qatar – e já lá vão mais de 14 meses – o atleta bateu o recorde africano, com os seus 17.66 metros; em 2020, em pista coberta, já tinha batido um novo recorde pessoal, ao saltar 17.77 metros. No entanto, agora, em Aubiére, entrou num patamar completamente diferente ao ultrapassar a mítica barreira dos 18 metros, chegando aos 18 metros e 7 centímetros.

Mas atenção a tudo o que isto significa!
  • Nunca um atleta havia ultrapassado os 18 metros em pista coberta.
  • O recorde aumenta 15 centímetros (!) face à anterior melhor marca de sempre em pista coberta. A marca pertencia ao francês Teddy Tamgho, desde 2011.
  • Zango entra no restrito clube dos 18 metros. O clube é restrito a 7 e ele sobe a sexto de sempre, os outros apenas o fizeram ao ar livre.

Veja-se a lista com as melhores marcas dos sete atletas que fazem parte do restrito clube:

O recorde de Jonathan Edwards nunca pareceu tão em perigo de cair. Da lista dos sete atletas que mais saltaram na história, quatro deles estão no ativo e um dado curioso estatístico abaixo no que diz respeito à idade dos atletas:

Idade com que Jonathan Edward chegou aos 18.29 metros » 29 anos

Idade dos atletas do “clube dos 18” no ativo:

O ESTUDANTE QUE JÁ “BATEU” O SEU TREINADOR

Há varias curiosidades sobre o novo recordista mundial de pista coberta que merecem destaque, mas talvez uma das invulgares é o facto de ter batido um recorde mundial que pertencia ao seu atual técnico, o francês Teddy Tamgho. Tamgho era uma das maiores promessas do Triplo. Foi campeão mundial em Moscovo (2013), já depois de ter sido campeão mundial em pista coberta em Doha (2010), dois anos depois de um título mundial junior, em Bydgoszcz, onde chegara já aos 17.33 metros, acabado de fazer 19 anos. Infelizmente, sucessivas lesões graves colocaram-no fora de combate bem cedo, tendo ainda procurado restabelecer-se com Ivan Pedroso, com pouco sucesso. Agora que Tamgho começou a sua carreira como treinador, viu já um dos seu pupilos retirar-lhe o seu recorde, facto que apenas o deverá encher de orguho.

Durante o seu percurso, Zango não descurou, no entanto, o seu futuro e outras áreas da sua vida. Enquanto treina e vive perto de Lille, continua os seus estudos em Engenharia Eletrotécnica, mas isso não parece atrasar os seus sonhos atléticos. Antes pelo contrário. Depois do enorme salto do fim de semana passado, já deixou claro que os objetivos mudaram: “antes queria ir aos Jogos para alcançar uma medalha…mas agora quero vou lá para conquistar o Ouro”!

Foto de Capa: World Athletics

O que é feito dos vice-campeões do mundo de sub-20 em 2011? Parte 2 de 2

Depois dos primeiros dez nomes lançados no artigo anterior, falta saber por onde anda a restante comitiva lusa que participou no Mundial Sub-20 em 2011. Nesta segunda parte encontramos jogadores que acabaram por triunfar, além de atletas que passaram pela sombra de uma carreira. Encontramos também um campeão europeu e um vencedor da Liga das Nações.

Neste artigo ficamos também a conhecer o que é feito dos marcadores portugueses da final, que tiveram carreiras bastantes distintas. No fim, no rescaldo dos dois artigos, qual foi para ti a maior surpresa e a maior desilusão?

Vitória SC 3-1 CD Nacional: Chuva de golos com direito a trivela!

A CRÓNICA: A CAMBALHOTA NO MARCADOR

O jogo que outrora seria adiado devido a surtos de covid-19 em ambas as equipas afetadas, mas é numa quinta-feira chuvosa que o Vitória SC e o CD Nacional finalmente medem forças relativas à 12º jornada no Estádio Dom Afonso Henriques.

Um quarto de hora de partida, marca Gorre com um remate forte para a tentativa de defesa completamente miserável de Bruno Varela.

O Vitória SC está a ser condenado das suas próprias atitudes em campo, no entanto, não desiste do combate e reúne forças para estrear a baliza de Daniel Guimarães. Ricardo Quaresma prende a bola aos seus pés e finta a defesa da formação madeirense, conseguindo levantar a bola e o mestre das trivelas ainda mostra como se faz, entrando de modo mágico nas suas redes da equipa adversária. O marcador tinha chegado ao empate na primeira parte. Um golo que deixa a desejar os adeptos nas bancadas para as celebrações fogosas do tão conhecidos vimaranenses.

Ambas as equipas não desistiram e os perigos continuaram a chegar na noite chuvosa em Guimarães. Aos 26’ da primeira parte, Camacho consegue passar por toda a frente vitoriana tentando alcançar o segundo golo da equipa do CD Nacional, mas Bruno Varela impede o sonho do médio português.

Ainda na primeira parte, Pedrão vê uma nova oportunidade quando a bola é batida do lance assinalado e tenta cabecear para golo, mas a bola sai ao lado da baliza da formação da casa.

O árbitro Gonçalo Correia dá por terminada a primeira parte do Estádio do Rei.

A segunda parte inicia com a partida empatada, mas as equipas vêm decididas em mudar o marcador a todo o custo. O Vitória SC é quem mais vê as oportunidades surgirem e começa a aproveitar o espaço cedido pelo meio-campo da formação visitante. Aos 50’ sucede-se a cambalhota no marcador, Oscar Estupinan está de volta, desejoso de deixar a sua marca na partida, assim o alcança mal vê uma pequena oportunidade aproveitando-a e colocando pela primeira vez a formação vitoriana em vantagem no marcador.

A intensidade de jogo não perdoa e os golos igualmente, Marcus Edwards aproveita o espaço e é de forma magnífica que aos 61’ a bola segue num arco traiçoeiro que deixa os restantes elementos perplexos com a forma como o inglês deixa a bola a morrer nos fundos das redes de Daniel Guimarães.

A partida segue ainda com alguns perigos do CD Nacional para tentar alcançar o segundo golo, mas Bruno Varela não permite a entrada de golos de forma alguma. O Vitória SC consegue desta forma a primeira vitória no ano de 2021, no entanto, o jogo ainda em atraso não permite efetuar as contas para as cinco primeiras classificações da tabela classificativa na Primeira Liga Portuguesa.

 

A FIGURA

 

Bruno Varela – Apesar do erro cometido no primeiro golo, o guarda-redes da formação vitoriana foi alvo de inúmeras tentativas que ansiavam um pequeno erro por parte do jogador português, mas Bruno Varela não deixou de nenhuma maneira que isso condicionasse a equipa de forma alguma. Com defesas extraordinárias, a baliza tornou-se menor quando comparada com a qualidade das intervenções do jovem português.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do CD Nacional – Condicionaram de forma inexplicável a formação madeirense. Prejudicados por erros individuais, que facilitaram a entrada do Vitória SC em espaços abertos que foram cruciais para os dois golos sofridos na segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O técnico português João Henriques continua a optar pelas mesmas escolhas no onze inicial. Desta vez, surpreende com a presença do jogador colombiano, Estupiñán, enquanto avançado na formação vitoriana, contando no lado esquerdo com a presença de Edwards e no lado direito com Ricardo Quarema a assegurar a frente da equipa do rei.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (9)

Jorginho F. (6)

Mumin (5)

Sacko (5)

Mensah (4)

Pepelu (6)

André André (5)

André Almeida (5)

Edwards (6)

Quaresma (8)

Estupiñán (7)

SUBS UTILIZADOS

Rochinha (5)

Ouatarra (5)

Miguel Luís (6)

Bruno Duarte (-)

Wakaso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Relativamente à equipa das ilhas, o técnico Luís Freire já opta por fazer algumas mudanças comparativamente ao último jogo da equipa madeirense frente ao Moreirense FC. O guarda redes volta a ser Daniel Guimarães, depois de dois jogos afastado da equipa. Francisco Freitas dá lugar a Kalindi, enquanto que Micael dá o seu lugar a Camacho no meio-campo da formação. Na frente de ataque, Riascos permanece no onze inicial, formando dupla de avançados com o ex-Vitória SC, Francisco Ramos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guimarães (4)

Kal (5)

Pedrão (6)

Azouni (5)

Camacho (6)

Gorré (8)

João Vigário (4)

Kalindi (5)

Borges (5)

Francisco Ramos (4)

Riascos (6)

SUBS UTILIZADOS

Witi (4)

RocheKoziello (5)

Freitas (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

BnR: O CD Nacional esteve na frente do marcador durante alguns minutos na primeira parte, o que acha que faltou ao conjunto hoje frente ao Vitória SC para alcançar um resultado melhor?

Luís Freire: O CD Nacional criou as melhores oportunidades, esteve várias vezes perto de fazer o 3-2 na segunda parte. Tivemos muitas oportunidades, talvez até fomos superiores nesse patamar, mas foi um azar que a equipa teve. O que faltou foi a bola entrar, mas iremos continuar a trabalhar e a progredir nesse caminho.

Vitória SC

BnR: Wakaso volta a jogar depois da lesão complicada que foi alvo nos últimos meses, considera o médio uma peça fundamental neste modelo de jogo atual do Vitória SC?

João Henriques: Estando nos convocados passa sempre a ser sempre uma opção. Não precisa de justificar nada para ninguém, porque todos os conhecemos e sabemos daquilo que é capaz. É claro que é uma peça importante na equipa e iremos fazer os possíveis para agora ganhar nível competitivo e iremos continuar a insistir para melhor depois desta lesão. Mas sim, Wakaso é uma peça importante neste momento.

 

Leixões SC 2-0 UD Vilafranquense: Avto e mais dez e mais uma vitória

A CRÓNICA: VENCEU O PRAGMATISMO OFENSIVO LEIXONENSE

Voltou-se ao Estádio do Mar para ver o Leixões defrontar o Vilafranquense, num jogo correspondente à 12ª jornada da Segunda Liga. A poucas horas do encontro, a equipa de Matosinhos viu-se desfalcada tanto no banco como na baliza, dado os testes positivos relativos à COVID-19 de Beto e José Mota.
Marcado pela entrada dos jogadores do Leixões em campo a homenagear os profissionais de saúde, utilizando batas brancas, o jogo previa-se equilibrado, dada a necessidade das duas equipas em somar pontos e a recente boa forma da equipa matosinhense.

O Leixões mostrou-se a equipa mais pressionante a nível ofensivo durante os primeiros minutos do encontro, apesar de algumas aparições do Vilafranquense na área adversária. O golo que inaugurou o marcador apareceu ao minuto 30, depois de Avto rasgar completamente a defesa da equipa de Vila Franca, conseguir sair mais forte de um duelo dentro da área e assistir para o golo de Nenê, que só encostou para dentro da baliza de Tiago Martins.
O jogo prosseguiu para intervalo e, na retoma, parece que inverteu. O Vilafranquense pareceu começar a tomar as rédeas atacantes e sendo bastante pressionantes na chegada à área do Leixões, no entanto João Tralhão não pareceu satisfeito.

O jogo começou a complicar para os forasteiros, com a expulsão de André Dias aos 61 minutos. Quatro minutos depois, o Vilafranquense continuou a mostrar o quão inconformado estava com o resultado, através de Varela que rematou até perto do poste direito da baliza de Stefanovic, mas não conseguiu concretizar com sucesso.
O Vilafranquense parecia estar condenado a não vencer. Avto conseguiu ganhar um ressalto de bola “sem querer” no meio-campo, passou a Nenê, a quem bastou assistir para Kiki para que este finalizasse. Aos 73 minutos, o Leixões via-se a vencer por 2-0.

A equipa visitante não mostrou cabeça fria após as mudanças no marcador, e as decisões tomadas sem pensar acabaram por quebrar o ritmo da equipa à medida que os minutos passavam. Apesar de marcarem mais vezes a sua presença na área adversária, não conseguiam ter a capacidade de decisão necessária para construir um resultado diferente do apresentado.
O jogo terminou mesmo com mais uma vitória do Leixões, por 2-0, sendo esta a terceira vitória consecutiva da equipa.

 

A FIGURA

ℹ️ AVTO É JOGADOR DO LEIXÕES

O Leixões SC – Futebol, SAD chegou a acordo com Avtandil Ebralidze, conhecido no universo…

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Avto – É notória a influência de Avto nas transições ofensivas do Leixões. No encontro frente ao Vilafranquense, foi ele mesmo quem acabou por proporcionar os dois golos que a equipa fez no encontro, já para não falar que toda a construção ofensiva da equipa passa por ele.

 

O FORA DE JOGO

André Dias – O extremo do Vilafranquense apareceu pela negativa no jogo e acabou mesmo por desaparecer, depois de ser expulso por duplo amarelo. Depois de estar a influenciar a construção ofensiva da equipa, André Dias acabou a ser expulso e a causar problemas à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A poucas horas do normal, o Leixões defrontou-se com duas baixas de peso. O técnico José Mota e o guarda-redes Beto testaram positivo à COVID-19 e os planos que a equipa tinha para o jogo viram-se “estragados”. No entanto, o treinador adjunto Paulo Sousa assumiu o comando da equipa (com um anjinho no ombro a dizer-lhe como proceder).
Stefanovic assumiu os postes da baliza do Leixões e a defesa ficou composta por Pedro Pinto e Brendon na zona central e os laterais Tiago André e Edu Machado. O meio-campo voltou a ser assumido por aquele que é dos jogadores mais influentes na construção de jogo ofensivo do Leixões, Nduwarugira, a par de Jefferson Encada e Bruno Monteiro.
Os homens do setor mais avançado foram Avto e Kiki, sempre no apoio a Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (6)
Tiago André (6)
Pedro Pinto (6)
Jefferson Encada (5)
Nenê (7)
Edu Machado (6)
Nduwarugira (6)
Kiki (6)
Avto (7)
Bruno Monteiro (5)
Brendon (6)

SUBS UTILIZADOS

Machado (6)
Lucas Lopes (6)
Rui Pedro (6)
Sapara (-)

ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE

João Tralhão optou por um 4-4-2 bastante tradicional. Com Tiago Martins na baliza e Sparagna com Timbó na zona central da defesa, Marco Grilo e Vítor Bruno foram os laterais escolhidos pelo treinador.
O meio-campo foi ocupado pelo capitão Diogo Izata e Jefferson. Varela e André Dias foram os extremos de serviço no apoio aos avançados André Claro e Kady.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Martins (6)
Sparagna (6)
Diogo Izata (6)
Varela (7)
Jefferson (5)
Marco Grilo (6)
André Claro (5)
Kady (6)
André Dias (4)
Timbó (5)
Vítor Bruno (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo e pergunto-lhe como estão os níveis motivacionais da equipa dada esta reviravolta de resultados.

Paulo Sousa: Queria dedicar esta vitória a José Mota, ao Beto e aos adeptos do Leixões. Não tivemos aquela pressão que costumamos ter, não fomos muito tranquilos com bola e deveríamos ter sido. Vínhamos de duas vitorias que deviam motivar os jogadores. Queríamos uma forma de jogar mais clara, que o jogo tivesse sido mais favorável e que a equipa tivesse uma prestação muito melhor. A confiança devia ser outra.

UD Vilafranquense

BnR: A certa altura no jogo, ouviu-se que o treinador pedia mais agressividade à equipa. Acha que foi mesmo essa falta de agressividade que permitiu a que o Leixões acabasse por triunfar?
João Tralhão: Vimos uma equipa personalizada da nossa parte que teve muitas ocasiões de golo. Vimos um Leixões bem mais passivo, à espera do erro, e desse erro fez dois golos. Obviamente faltou agressividade, mas tivemos de fazer uma gestão. A equipa foi brava e inteligente, mas é melhor não passar muito disto, porque se não vou dizer algo que não quero.

Marko Grujic | Muita expetativa, pouco resultado final

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O médio sérvio chegou ao Dragão no final do mercado de transferências para preencher uma grande lacuna no meio-campo portista – a saída de Danilo Pereira. Esperava-se muito de Grujic, vinha de empréstimo do Liverpool FC, apesar de nunca ter chegado à equipa principal dos reds, e de duas épocas muito aceitáveis ao serviço do Hertha de Berlim.

Eu próprio escrevi, aquando da sua chegada, que seria um substituto à altura de Danilo Pereira, mas a verdade é que não tem mostrado nem perto do que se esperava. Não foi titular desde o início, como é normal com uma nova contratação, e nunca conseguiu destronar a dupla Sérgio Oliveira–Uribe. Teve as suas primeiras oportunidades nos jogos da Taça e da Liga dos Campeões, mas claramente que não estava com o ritmo de jogo desejado.

Grujic mostrou-se muitas vezes displicente com a bola nos pés, com muitos passes fáceis errados, e demasiado agressivo sem bola. Esperava-se também uma forte chegada à área e um remate de fora de área perigoso, mas a verdade é que não temos visto nada do género por parte do sérvio.

Esperava-se um jogador que fosse capaz de aliar um bom jogo físico a uma forte componente técnica, mas não tem sido esse o caso. Nota-se que se consegue impor ao usar o seu corpo, mas nem sempre fá-lo bem, e tem mostrado bastantes falhas na receção e no passe. E, em geral, não tem parecido muito interessado em melhorar. E qualquer jogador que pareça não estar empenhado a 100% no jogo vai ter muitas dificuldades com Sérgio Conceição.

 Sem exibições que impressionassem, e com a dupla de meio-campo titular a conseguir ganhar bastante consistência e continuidade, Grujic vai ter que elevar muito o seu nível para conseguir entrar no onze inicial. E seria sem dúvida alguma muito importante para o FC Porto ter um terceiro médio que fosse realmente capaz de criar competição a Sérgio e Uribe.

Mas, infelizmente, Grujic tem sido mais um caso de um jogador que vem emprestado para o Dragão, e que não parece ter grande interesse em destacar-se realmente. Esperava-se muito tanto do sérvio como de Sarr e Felipe Anderson, e nenhum dos jogadores tem conseguido mostrar tudo aquilo que prometiam.

Jogadores que terão certamente um salário muito alto têm que render mais em termos futebolísticos, já que não o poderão render em termos financeiros. Mas o que temos visto tem sido estes jogadores a tirarem oportunidades aos mais jovens do plantel, que certamente não terão problemas em mostrar que querem jogar pelo clube. Sarr estava, até uma certa altura, a jogar mais que Diogo Leite, que já provou ser melhor que o francês, o lugar de Felipe Anderson no plantel podia facilmente ter sido logo preenchido com João Mário, e mesmo Romário podia estar a ter mais minutos de jogo se não fosse a presença de Grujic.

É importante que o plantel seja largo e que a competição pelos lugares seja alta, mas pede-se também mais rigor no mercado de transferência, especialmente quando se trata de jogadores emprestados sem opção de compra. A justificação será certamente a de que a situação financeira do clube não terá permitido a compra de jogadores a título definitivo, mas será que os salários que o FC Porto está a pagar a estes três jogadores não podiam ter sido investidos de outra forma?

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 destaques da Primeira Liga quando entramos em 2021

Entrámos em 2021 e, apesar da atual conjuntura de Covid-19 e de alguns clubes terem casos confirmados, poucos jogos vão sendo adiados, o que faz que ao final de 14 jornadas cumpridas, apenas Vitória SC, CD Nacional e SC Farense (os dois últimos vão defrontar o primeiro) tenham uma partida entre si por disputar. Posto isto, quase a terminar a primeira volta e agora que estamos num ano novo, proponho-me a fazer uma análise àqueles que são para mim os três principais destaques da nossa liga à beira-mar plantada. Ficam algumas estatísticas para a posteridade, que nos ajudam a perceber um pouco o que se passa ao nível do principal troféu do futebol português:

  • Sete chicotadas psicológicas (com treinadores a trocarem de clube dentro da Primeira Liga Portuguesa e com o Moreirense FC a já ter trocado duas vezes de técnico)
  • O Sporting CP é a melhor defesa do campeonato (nove golos sofridos), o que ajuda a explicar o primeiro lugar: “Os ataques ganham jogos, mas as defesas ganham campeonatos”. Pode ser um bom indício para que acabe o jejum.
  • O FC Porto tem o melhor ataque (36 golos marcados), algo que é notável face à renovação que foi levada a cabo nesta zona do terreno à entrada para esta temporada.
  • O Belenenses SAD é o pior ataque da Primeira Liga Portuguesa (seis golos marcados). Mas Petit já nos vem habituando que não precisa de marcar muitos golos para cumprir os objetivos a que se propõe.
  • O FC Famalicão é a pior defesa (25 golos sofridos). Algo que não me surpreende, visto que esta terá sido – eventualmente – a equipa que mais alterações teve de fazer em relação à extraordinária época de 2019/20.

Os planos das equipas WorldTour para 2021

O início de temporada está aí à porta, com a maioria das equipas em estágio, sobretudo em Espanha, e a preparar as provas que se avizinham. Algumas formações e ciclistas já divulgaram os seus planos para 2021.

A primeira fase do ano é crucial na organização das equipas, e é uma altura em que o calendário dos corredores começa a ser divulgado. A Jumbo-Visma, por exemplo, se tudo correr bem, deverá voltar a apostar em força no Tour de França. Depois de Primoz Roglic ter estado perto da vitória na classificação geral, a equipa holandesa vai tentar chegar à conquista da prova. Roglic será acompanhado por Steven Kruisjwijk, Tom Dumoulin, Sepp Kuss e Wout Van Aert, um superbloco!

A Astana Pro Team divulgou, na apresentação oficial da equipa, algum do planeamento para 2021. O dinamarquês Jakob Fuglsang, Alexey Lutsenko e Ion Izaguirre irão alinhar à partida na Volta a França. O dinamarquês Fuglsang estará de olho nas clássicas das Ardenas e nas provas de uma semana, assim como Izaguirre. Lutsenko irá fazer grande parte do calendário de clássicas do pavé e depois ajudar nas Ardenas. Aleksandr Vlasov irá liderar a equipa no Giro de Itália, mas antes passará pelo Tour de la Provence, Volta ao Algarve, Paris-Nice e Tour of the Alps.

A UAE Team Emirates tem estado a estagiar nos Emirados Árabes Unidos, sede da equipa e também já vazou alguma informação sobre o calendário dos corredores. Esta temporada, Fernando Gaviria irá à Volta a Itália para lutar pelos sprints, enquanto que Davide Formolo e Brandon Mcnulty irão tentar intrometer-se na geral. Tadej Pogacar, Alexander Kristoff e Marc Hirschi serão as cartas da equipa no Tour, na tentativa de revalidar o título do esloveno. Com Pogacar, David de la Cruz e Matteo Trentin a serem as principais cartas para a Vuelta. Rui Costa irá alinhar e liderar, sobretudo, em provas de uma semana, incluindo na Volta ao Algarve, “tudo indica que estarei na Volta à Comunidade Valenciana. Depois, segue-se a Volta ao Algarve, e depois Paris-Nice. Sobre grandes Voltas, o Giro posso deixar de lado, não estarei presente. O Tour ainda é uma incógnita e a Vuelta também não sei ao certo. A estratégia da equipa passa por apostar em mim nas corridas de uma semana, até mesmo nas clássicas de um dia”, referiu Rui Costa. O gaiense Ivo Oliveira tem no calendário a sua participação na Volta ao Algarve, nas clássicas belgas, Tirreno Adriático, Tour da Romandia, Critérium du Dauphiné e Tour de França, para ajudar Kristoff nos sprints, e no terreno plano, na ajuda ao seu líder Pogacar. Rui Oliveira deverá estar presente no Giro e no bloco das clássicas da equipa.

A Deceuninck-QuickStep vai tentar ser a equipa mais vitoriosa, como tem sido nos últimos anos. Remco Evenepoel e Fabio Jakobsen já treinam, mas ainda condicionados, devido às mazelas obtidas nas quedas, no Giro da Lombardia e no Tour da Polónia, respetivamente. Evenepoel irá apontar ao Giro de Itália, prova que era para ter feito este ano, não fosse o azar, sendo bem substituído pelo português João Almeida, que acabou por fazer um brilharete. Julian Alaphilippe será a carta para a Volta a França. João Almeida deverá ter o seu “spotlight” na Vuelta. “O foco agora é a Vuelta. O que fiz no Giro do ano passado foi muito bom, mas já ficou para trás. Correu muito bem, sim, mas agora ainda há mais pressão e exigência e eu sou o primeiro a exigir mais de mim próprio”, referiu o ciclista caldense na conferência de imprensa. O sprinter irlandês Sam Bennett veio a público dizer que vai focar-se em provas de um dia, e depois na camisola verde do Tour.

A AG2R Citroen Team deverá dar mais oportunidades ao luxemburguês Bob Jungels, para liderar a equipa em provas de uma semana, Paris-Nice, Volta a Catalunha, Critérium du Dauphiné, e nas clássicas (Ardenas). Provavelmente será um dos corredores que irá ao Tour. Uma equipa talhada para as clássicas, de momento, e que tem grandes esperanças de resultados em nomes como Greg Van Avermaet, Oliver Naesen, Benoît Cosnefroy, Nans Peters e Marc Sarreau. Uma das figuras, Cosnefroy, ainda se encontra a recuperar de uma lesão no joelho.

No planeamento de calendário da equipa francesa Groupama-FDJ, a grande novidade é a exclusão do nome de Thibaut Pinot para o Tour, uma prova muito querida para o corredor, mas na qual tem sempre vacilado. Pinot irá ao Giro, enquanto que Arnaud Démare será o líder da equipa no Tour, com um comboio a rigor para liderá-lo. Curiosamente, o principal escudeiro de Pinot na montanha, David Gaudu, irá estar presente no Tour. “Não sei se ele alguma vez irá ganhar o Giro de Itália, não sei se vai ganhar o Tour de França um dia, mas tenho a certeza de que vai dar tudo para que aconteça”, disse Marc Madiot (manager) sobre Pinot. “Contanto que ele tenha um número nas costas, ele irá dar tudo o que puder para isso, acrescentou Madiot. O sprinter francês Démare conquistou a camisola dos pontos na Volta a Itália deste ano, e com toda a certeza, irá tentar vencer a camisola verde no Tour.

SC Braga 2-1 SL Benfica: Minhotos aproveitam debilidades e garantem final

A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS CUSTAM PRESENÇA NA FINAL

Foi um jogo muito bem disputado em Leiria entre SC Braga e SL Benfica. A segunda vitória consecutiva de Carvalhal sobre Jesus assentou no talento de Ricardo Horta, assistente que serviu duas bandejas para Abel Ruiz e Tormena construírem o resultado que permitiu vencer um SL Benfica remendado, ainda que com equipa mais do que suficiente para disputar a vitória. Jorge Jesus viu-se confrontado com oito ausências, seis na defesa, inovou na abordagem tática e tentou o encaixe ao sistema híbrido habitual dos arsenalistas. Já se viram exibições piores, mas continua a ser muito pouco para o prometido para esta temporada, que se começa a tornar difícil e… longa.

As equipas acumularam oportunidades suficientes para construir resultado ainda mais dilatado e de acordo com o bom espetáculo a que se assistiu. Realidade impedida por duas boas exibições dos guarda-redes. Helton Leite e Matheus tiveram os seus momentos para a fotografia e foram nota positiva em noite onde os criativos tiveram espaço para explorar – de um lado Galeno e Horta sempre em alta rotação, do outro um Darwin sempre muito interventivo e a dupla Pizzi – Taarabt a pautar ritmos no centro.

Os encarnados entraram pressionantes, empurrando o SC Braga contra a sua própria área e a obrigando a despachar na frente. Porém, os minhotos habituaram-se rapidamente ao papel e notava-se a postura confortável de esperar pelo momento certo para sair. As transições rápidas causaram alguns calafrios à defensiva contrária, mas a boa gestão da posse de bola justificava o ligeiro ascendente encarnado.

O golo nasceu de uma dessas venenosas situações, já na ressaca de lance muito perigoso. Na insistência Ricardo Horta meteu-a em arco para a zona de penalty, não exigindo muito ao espanhol Abel Ruiz para emendar.

O Benfica reagiu bem à desvantagem, Cervi começou a progredir mais com bola e Darwin não teve medo de assumir. Era pelo lado esquerdo que o Benfica ia construindo a maioria das suas oportunidades, e foi o uruguaio que sofreu o penalty em cima do intervalo: que Pizzi, à sua maneira, concluiu com sobriedade.

A segunda metade inicia-se com um lance de fino recorte técnico do inevitável Darwin, assistindo para Pizzi, que obrigou Matheus a grande estirada. Era o aviso dos encarnados e de Jesus, que não resultou porque o Braga é uma equipa adulta, já habituada a estes contextos adversos e ao nível máximo de exigência. Uma série de faltas cirúrgicas e de situações disciplinares travaram o ímpeto benfiquista e arrefeceram os ânimos, a circunstância ideal para rematar com o segundo golo, aos 58’.

Horta descobre Tormena perdido nas costas de Todibo e dá-lhe o golo, que à cabeçada se fez – e cabeçadas foi o que o Benfica andou a restante meia hora a fazer, em tentativas múltiplas de desmontar o castelo arsenalista.

As circunstâncias que a equipa do Benfica vive, devido à pandemia, não permitiram outro tipo de desenvoltura exibicional. As inseguranças defensivas voltaram aos mínimos históricos de 2020, apesar da tentativa inovadora de Jesus, e a equipa nunca conseguiu verdadeiramente soltar a criatividade no último terço, vivendo dos talentos individuais das suas principais figuras.

🎥 Resumo #SCBSLB

— SL Benfica (@SLBenfica) January 20, 2021

O SC Braga estudou bem a lição, introduziu Fransérgio na luta do meio-campo e esperou pelos momentos certos para contra-atacar e aproveitar as naturais falhas de comunicação adversárias. Dos cinco objetivos iniciais, já foram três – Champions, Supertaça e Taça da Liga – e os próximos tempos não serão nada fáceis para a equipa, que se viu envolvida noutra frente de batalha muito mais importante, com o COVID.

A FIGURA

SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Horta – Poderia ser Weigl, mas o craque português esteve sempre em evidência e foi do seu pé direito que saíram os dois passes açucarados para golo, tornando-o na figura da noite e consolidando o seu estatuto de principal fantasista do conjunto arsenalista. Entre linhas, organizando ou insistindo no último passe, foi sempre um dos mais perigosos. Talento imenso.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Todibo – As boas indicações da Reboleira não tiveram continuidade. Sem ritmo, seria sempre difícil fazer melhor num jogo deste nível. O segundo golo do SC Braga é concretizado nas suas costas, após desatenção. Nunca conseguiu proporcionar a segurança defensiva necessária para libertar Weigl, sendo o elemento mais em foco pela negativa. Ferro, que o substituiu após queixas físicas, não fez melhor.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O esquema habitual de Carvalhal, o 3-4-3 com Galeno e Esgaio nos corredores. Dependendo dos momentos e dinâmicas, Sequeira assumia a lateral esquerda e transformava a equipa em 4-2-3-1, libertando Galeno e Fransérgio para zonas mais próximas da baliza. Musrati e Castro tiveram noite difícil, com a presença constante de Rafa, Pizzi e Taarabt nas suas proximidades.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Esgaio (5)

Tormena (6)

David Carmo (5)

Sequeira (5)

Al Musrati (5)

Castro (5)

Galeno (6)

Ricardo Horta (8)

Fransérgio (6)

Abel Ruiz (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

João Novais (5)

Paulinho (5)

Lucas Piazón (-)

Iuri Medeiros (-)

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Novidade, a introdução do 3-4-3 e a colocação de Julian Weigl como central do meio – tomando conta de Abel Ruiz, enquanto Todibo e Jardel assumiam também eles a marcação individual. Encaixe perfeito na zona central de forma a controlar melhor a largura de que João Ferreira e Cervi eram responsáveis. Esse desenho tático soltou Darwin e Rafa para zonas interiores, próximos Seferovic.

ONZE INICIAL  E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Todibo (4)

Weigl (7)

Jardel (5)

João Ferreira (6)

Pizzi (7)

Taarabt (5)

Cervi (5)

Rafa (6)

Darwin (6)

Seferovic (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Ferro (3)

Everton (5)

Pedrinho (-)

Chiquinho (-)

Gonçalo Ramos (-)

Portugal 28-29 Noruega: O empate ali tão perto

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A CRÓNICA: A CENTÍMETROS DA HISTÓRIA

Um ano depois, Portugal e Noruega voltaram a encontrar-se no Main Round de uma grande competição de Nações, com Portugal a tentar vingar-se da derrota do Campeonato Europeu de 2020. Um empate ou uma vitória nesta partida colocaria Portugal muito próximo da próxima fase do Mundial, mas a Noruega ainda é uma das melhores seleções do mundo e uma das candidatas à vitória.

A Noruega entrou a vencer na partida, mas Portugal foi encontrando o caminho da baliza norueguesa através da ponta esquerda. Apesar do começo equilibrado, ambos os defesas centrais de Portugal, Iturriza e Alexis Borges, sofreram exclusões logo nos minutos iniciais da partida, muito pela procura da Noruega pelo pivot. O equilíbrio marcou a primeira metade da primeira parte, mas a equipa nórdica chegou aos 15 minutos com um golo de vantagem (6-7).

Pouco depois, conseguiu a primeira vantagem de dois golos, mas a equipa de Paulo Pereira não perdeu a cabeça e chegou ao empate a oito golos pouco depois. Por volta dos 18 minutos, o treinador português pediu o primeiro time-out e relembrou à equipa a urgência em controlar a transição ofensiva da seleção norueguesa que estava a causar imensas dificuldades a Portugal. No entanto, os comandados de Christian Berge ainda conseguiram construir uma vantagem de três golos.

De realçar a persistência de Portugal, que conseguiu voltar a recordar da desvantagem e a empatar a 13 golos a quatro minutos do final, onde, durante esse tempo, Iturriza falhou um remate que colocaria Portugal na frente do marcador e no ataque a seguir foi excluído novamente, permitindo que a Noruega terminasse a primeira parte na frente do marcador (14-16).

O final da primeira parte parece ter desmotivado os “Heróis do Mar”, que entraram mal na segunda parte e a Noruega aproveitou para construir uma vantagem que chegou a ser de quatro golos. Pouco mais de cinco minutos depois do recomeço da partida, Paulo Pereira pediu mais uma paragem do jogo para tentar mudar o destino da partida e a meio da segunda parte Portugal já só perdia por dois golos.

Essa paragem também serviu para colocar em prática o “famoso” 7×6, que já foi decisivo em tantos momentos. Hoje foi mais um desses momentos, já que Portugal a dez minutos da partida perdia apenas pela desvantagem mínima. Tal como no final da primeira parte, a seleção não aproveitou as oportunidades que teve para empatar a partida, mas na baliza de Portugal estava um veterano que manteve o sonho vivo.

Humberto Gomes, de 43 anos, entrou no jogo e mudou a partida com um número impressionante de defesas, parando o ataque norueguês. Portugal ainda chegou à frente do marcador aos 54 minutos, mas logo nos momentos seguintes Iturriza foi expulso e a Noruega conseguiu passar para a frente do marcar um pouco depois, com a expulsão do outro pivot, Daymaro Salina.

Após vários momentos em desvantagem e em que parecia muito difícil Portugal voltar a surgir na luta pela vitória, a seleção chegou ao último minuto com a hipótese de conquistar o empate. Durante o ataque não conseguiu encontrar o espaço necessário para finalizar de forma segura e no derradeiro segundo o central Rui Silva rematou da primeira linha numa última tentativa que esbateu… no poste e a Noruega festejou a vitória 28-29.

Portugal ficou a um golo de um empate que o poderia ter colocado numa posição muito favorável para conseguir uma qualificação histórica para os Quartos de Final. Neste momento a França tem seis pontos, Noruega e Portugal partilham o mesmo lugar com quatro pontos, mas a Noruega tem vantagem no confronto direto.

No entanto, ainda não é motivo para deixar de acreditar. Se Portugal vencer a Suíça e a França, algo que, com a qualidade que foi apresentada hoje em campo é possível, estará presente nos quartos de final do Mundial. A Noruega e a França ainda vão defrontar também a Islândia, segunda classificada do grupo de Portugal. O sonho continua bem vivo.

 

A FIGURA

Christian O’Sullivan – O central norueguês parece sempre tomar as decisões certas e hoje foi mais um jogo de grande nível. Três golos, quatro assistências e o grande dinamizador da organização ofensiva juntamente com Sandor Sagosen.

O FORA DE JOGO

Alfredo Quintana – Apenas cinco defesas em trinta remates, estando a um nível mais baixo do que nos tem habituado. Esperemos que o guardião do FC Porto volte ao nível que nos habituou porque a Seleção precisa dele ao seu melhor nível.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Em termos defensivos, um dos grandes problemas da seleção foi o controlo do jogo com o pivot e a zona central da organização ofensiva norueguesa. Este problema surgiu principalmente na primeira parte, mas no final da partida essa performance melhorou bastante e voltou a entrar na partida. Outro problema constante durante a partida, foi o controlo da transição ofensiva da Noruega que causou sempre grandes problemas durante toda a partida.

Nota para a grande entrada de Humberto Gomes, que coincidiu com a reentrada na luta pela partida de Portugal. Em termos ofensivos, Belone não esteve no melhor nível na organização ofensiva, tal como Cavalcanti. Miguel Martins entrou mais uma vez muito bem na partida, mas quatro jogos depois coloca-se a questão a Paulo Pereira porque é que Gilberto Duarte ainda não tem um papel mais preponderante na organização ofensiva. Finalmente, mais uma vez o 7×6 foi sempre muito bem trabalhado e foi decisivo quando foi colocado em prática.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (5)

Diogo Branquinho (5)

André Gomes (5)

Rui Silva (5)

Belone Moreira (5)

Pedro Portela (7)

Victor Iturriza (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (6)

António Areia (5)

Alexandre Cavalcanti (5)

Gilberto Duarte (8)

Miguel Martins (7)

Fábio Magalhães (9)

Leonel Fernandes (5)

Daymaro Salina (8)

Alexis Borges (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Uma grande equipa que está em crescendo desde a derrota na jornada inicial frente à França. Liderados em termos ofensivos por Sagonsen causaram sempre grandes dificuldades na defesa portuguesa, principalmente através de transições ofensivas, tendo apenas sido parados por Humberto Gomes. Defensivamente, foi uma equipa muito sólida, contribuindo também as boas intervenções de Bergerud em momentos decisivos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Torbjorn Bergerud (6)

Harald Reinkind (8)

Sanger Sagosen (6)

Magnus Jondal (9)

Christian O’Sullivan (10)

Petter Overby (6)

Kristian Bjornsen (10)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bjarte Myrhol (6)

Henrik Jakobsen (-)

Robin Tonnesen (6)

Sogard Johannessen (5)

Foto de capa: Egypt 2021

Sporting CP | Leões à conquista da terceira Taça da Liga!

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Na passada terça-feira, o Sporting Clube de Portugal venceu o FC Porto, por 2-1, com dois golos de Jovane Cabral, em jogo a contar para a meia-final da Taça da Liga. Com esta vitória no clássico os leões, liderados por Rúben Amorim, caribaram a passagem à final da competição pela quinta vez. Na final, o objetivo será apenas um: conquistar a 3.ª Taça da Liga para o palmarés leonino!

Recordaremos as duas finais da Taça da Liga que o Sporting Clube de Portugal venceu.