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Marrocos 20-33 Portugal | Depois da tormenta, a conquista da goleada

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A CRÓNICA: NAÇÃO VALENTE E INVICTA NO MUNDIAL

Após uma vitória na ronda inaugural (25-23) frente à Islândia, Portugal mediu forças frente a Marrocos. No pavilhão do distante Cairo, o jogo da segunda jornada da fase de grupos do Mundial de 2021 terminou com uma apaixonante vitória da Seleção Portuguesa de Andebol por 20-33.

A história do início da partida não deve ser para mais tarde recordar. Apesar do favoritismo da seleção nacional, os marroquinos encontraram facilmente os caminhos da baliza adversária. Com a estratégia lusa de jogar num 7×6, a equipa do Norte de África aproveitou alguns erros da defesa portuguesa e dilatou a vantagem nos primeiros minutos.

Embalados pela grande exibição do guarda-redes, Yassine Idrissi, Marrocos surpreendeu ao usar a longa/média distância de remates. Numa primeira parte irreconhecível dos portugueses, foram poucas os destaques. No entanto, Miguel Martins, Pedro Portela e Humberto Gomes foram mantendo a liderança do encontro alcançável.

Nos últimos minutos da primeira parte, Marrocos caiu no rendimento que tinha demonstrado no primeiro quarto de hora. Com isso, Portugal recuperou da desvantagem, depois de ajustar alguns dos erros estratégicos. No final dos primeiros 30 minutos, o placard mostrava um empate a 12 golos, numa primeira parte com muita qualidade das duas equipas.

Ao apito do primeiro timeout da segunda parte, a seleção portuguesa tinha realizado uma sequência de sete golos, para apenas um de Marrocos. No final, foram dez minutos sem marcar para os marroquinos, numa antítese do que tinha sido o início do jogo para os africanos.

No resto do encontro, o domínio escreveu-se na língua portuguesa. Com a batuta de vários protagonistas, a vantagem portuguesa foi-se dilatando sem muito esforço e com muita qualidade à mistura. Quando o árbitro da partida soou o apito para o final do jogo, o resultado final fixou-se no 20-33, favorável a Portugal.

Com esta vitória, a seleção das quinas apura-se, com duas vitórias em dois jogos, para a fase a eliminar do Mundial. Sendo assim, o encontro frente à Argélia, marcado para a próxima segunda-feira, serve para tentar garantir o primeiro lugar do Grupo F.

 

A FIGURA

Humberto Gomes – Aos 43 anos, o guarda-redes da seleção nacional foi um dos fatores da recuperação portuguesa. Boas exibições não faltaram nos Heróis do Mar, mas é inevitável não escolher o “quarentão” da equipa.

O FORA DE JOGO

Primeira parte da Seleção Portuguesa – O melhor e o pior do jogo teve dedo da equipa lusa. A tática de abordar o encontro com o 7×6 nos minutos iniciais não correu como esperado e chegou-se a temer um resultado negativo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Depois do fracasso do 7×6 dos primeiros minutos, onde nem o ataque, nem a defesa funcionaram, os erros foram bem corrigidos. Na segunda parte, a seleção comandada por Paulo Jorge Pereira colocou o pé no acelerador, venceu e fez esquecer a primeira parte aquém do esperado.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (8)

Pedro Portela (8)

Luís Frade (6)

Fábio Magalhães (6)

Miguel Martins (7)

Diogo Branquinho (8)

Daymaro Salina (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Gilberto Duarte (6)

António Areia (5)

Victor Iturriza (7)

Rui Silva (6)

Belone Moreira (7)

André Gomes (7)

Leonel Fernandes (6)

Fábio Magalhães (7)

Diogo Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MARROCOS

Ao contrário de Portugal, Marrocos usou o fator surpresa no início do encontro, com uma grande eficácia da defesa e do ataque. No entanto, a segunda parte medíocre levou o resultado para números de goleada.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Yassine Idrissi (7)

Mehdi Ismaili Alaoui (5)

Rezzouki Reida (6)

Mohamed Amine Bentaleb (7)

Amine Harchaoui (8)

Ryad Lakbi (5)

Nabil Slassi (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Mohammed Ezzine (6)

Hicham Hakimi (5)

Nacym Hamed Fougani (5)

Hassan El Kachradi (5)

Foto de capa: IHF Handball

Podcast BnR T2/EP2: Os 5 jogadores mais emblemáticos de Liverpool FC e Manchester United FC

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No segundo episódio de 2021 fazemos a antevisão do jogo entre o Liverpool FC e o Manchester United, ao escolhermos os 5 jogadores mais emblemáticos da história dos dois clubes! Neste programa contamos com a moderação do Diogo Soares Loureiro e com os comentários do Jorge Faria de Sousa e do Tiago Serrano.

Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

O que é feito dos vice-campeões do mundo de sub-20 em 2011? Parte 1 de 2

Corria o verão de 2011 e a seleção de sub-20 portuguesa era sensação na Colômbia. Depois de passar em primeiro na fase de grupos, à frente de Camarões, Nova Zelândia e Uruguai, Portugal venceu a Guatemala, a Argentina e a França até ao derradeiro jogo. Na final, o prolongamento foi cruel para os lusos, com Óscar a contribuir com um hat-trick que tirou o troféu da mão dos portugueses.

Apesar da derrota por 3-2, criou-se enorme expectativa em torno de uma geração que prometia bastante. Com dez anos passados reparamos agora que não foi bem assim, apesar de alguns estarem a conseguir e terem conseguido carreiras de sucesso. Na primeira parte desta viagem ao tempo, recorda aqui dez nomes que nos fizeram sonhar, um deles despediu-se recentemente dos relvados.

Leixões SC 1-0 GD Chaves: A mota demorou a arrancar, mas chegou à meta

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A CRÓNICA: FORAM MAIS OS CARTÕES DO QUE OS GOLOS

O Leixões SC recebeu o GD Chaves no Estádio do Mar, para o primeiro jogo caseiro de José Mota como treinador principal da equipa de Matosinhos. O início do jogo demonstrou duas equipas a tentaram aproveitar ao máximo as transições ofensivas, mas viu-se um Leixões muito mais pressionante do que os flavienses.

Poucas eram as ocasiões de golo criadas nos primeiros 20 minutos do encontro, pois o jogo acabava a estar dividido entre ambos os meios-campos. A primeira oportunidade flagrante de golo partiu do Leixões, onde Avto rasgou a defesa com um passe para Encada que rematou para as mãos de Paulo Vítor. Na resposta, João Reis ligou o turbo pelo lado esquerdo da linha defensiva dos leixonenses, mas Raphael Guzzo acabou a tirar tinta ao poste da baliza de Beto.

O Chaves ainda tentou a sua sorte, mas Juninho não conseguiu encostar, depois de um belo cruzamento de João Correia. No entanto, o golo que abriu o marcador acabou mesmo por surgir aos 40 minutos. Avto chegou perto da linha lateral, conseguiu cruzar e, no meio da confusão que se instalou na pequena área, Jefferson Encada conseguiu rematar para o fundo das redes do Chaves.

O início da segunda parte começou de forma polémica, sendo que o árbitro António Nobre deixou passar dois lances de passível grande penalidade a favor do GD Chaves. O jogo prosseguiu, com a equipa transmontana por cima do jogo, apesar do resultado.

Contra o rumo do jogo, Paulo Vítor conseguiu salvar os flavienses de sofrer outro golo. Jefferson Encada rasgou a defesa pelo flanco direito e cruzou diretamente para a cabeça de Nenê que não conseguiu finalizar com sucesso.

O jogo continuou a pender para os flavienses. Apesar de não existirem oportunidades de golo, o Chaves prosseguiu com a pressão sob o Leixões, numa procura incessante pelo golo do empate. Mas, mais um vez, a grande oportunidade volta a ser dos leixonenses. Nduwarugira abriu caminho para Avto, que cruzou para Rui Pedro. O avançado português rematou contra o corpo de Paulo Vítor que, outra vez, fez manter o marcador.

E tudo parecia correr mal ao Chaves. Depois de tanta pressão ofensiva sem conseguir concretizar com sucesso, viu-se a jogar com apenas dez jogadores a partir dos 84 minutos. Guedes, que entrou na partida aos 80 minutos, acabou expulso com vermelho direto.

O jogo faltoso do Chaves acabou por se sobrepor à partida. Os últimos minutos foram marcados pelo gosto que o árbitro António Nobre teve em ir ao bolso para mostrar cartões amarelos. Ao longo encontro, foram servidos sete cartões amarelos e um cartão vermelho.

Os minutos de compensação foram de alto sufoco para ambas as equipas. Para a do Leixões para conseguir segurar a vitória, e para a do Chaves para conseguir arrecadar, pelo menos, um ponto. Bolas a tirar tinta aos postes da baliza de Beto e a rasar a trave foram como “nós” na garganta dos flavienses, porque a bola parecia não entrar.

E o resultado assim se manteve. O Leixões acabou mesmo por vencer o Chaves por 1-0, num jogo marcado por cartões e pela estreia de José Mota no banco do Estádio do Mar. José Mota só conhece o sabor da vitória ao comando do Leixões SC.

 

A FIGURA


Jefferson Encada – O extremo guineense de 22 anos do Leixões foi fundamental na construção do jogo ofensivo da equipa matosinhense. Todo o jogo criado, tanto pelas zonas interiores ou exteriores, passou por Jefferson Encada. Foi dele mesmo que as maiores ocasiões de perigo tiveram origem, tal como o golo.

 O FORA DE JOGO


Guedes– Um dos jogadores que fazia parte da solução estratégica de José Carlos Pinto para a recuperação do Chaves no marcador, acabou por ser um dos problemas. Entrou na partida aos 80 minutos, mas acabou expulso apenas quatro minutos depois da sua entrada.

 

 ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota optou por ir a jogo com o 4-3-3 habitual apresentado pelo Leixões. Escusado será dizer que a baliza teve a muralha Beto como guarda-redes. A linha defensiva foi composta pelos laterais Rafael Furlan e Edu Machado, com a zona central a ser ocupada por Pedro Pinto e Brendon.

O meio-campo permaneceu ocupado por Nduwarugira, que é o dono e senhor do setor, a par de Kiki e Bruno Monteiro. Os homens mais avançados no terreno do Leixões os extremos Avto e Jefferson Encada, encarregues de servir Nenê.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (6)

Pedro Pinto (6)

Rafael Furlan (6)

Jefferson Encada (7)

Nenê (6)

Edu Machado (6)

Nduwarugira (7)

Kiki (6)

Avto (7)

Bruno Monteiro (6)

Brendon (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Tiago André (6)

Rui Pedro (6)

Paulo Machado (5)

Lucas Lopes (-)

Rucker (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

 José Carlos Pinto moldou um 4-4-2 tradicional para este encontro com o Leixões. Paulo Vítor foi o guardião de serviço, mantendo a linha defensiva à sua frente composta por Rocha, Nuno Coelho e, nas alas, João Correia e João Reis, a jogar como dois laterais bastante subidos no campo.

O meio-campo ficou a cargo de Raphael Guzzo, Zé Tiago, com apoio de Luís Silva e Wellington. O setor mais avançado foi ocupado por João Teixeira e Juninho.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Paulo Vítor (6)

Raphael Guzzo (7)

Zé Tiago (6)

João Teixeira (6)

Rocha (6)

Juninho (6)

Wellington (6)

João Reis (6)

Luís Silva (6)

Nuno Coelho (6)

João Correia (7)

 SUBS UTILIZADOS

Batxi (7)

Roberto (6)

Niltinho (6)

Jonathan Toro (6)

Guedes (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo, do seu ponto de vista, e perguntou-lhe qual foi a razão por trás das duas substituições já aos 90 minutos?

José Mota: Existiu uma grande concentração por parte dos jogadores. Sabíamos da qualidade do adversário e penso que estivemos precavidos pela forma como este Chaves joga e como se organiza. Tivemos uma equipa com um bloco intermédio muito forte, não deixámos o Chaves jogar entre as linhas. Na primeira parte, tivemos três oportunidades onde podíamos ter feito golo. Viu-se que a terminámos num bom grau de exigência. Na segunda parte, devíamos ter estado mais tranquilos, com mais bola. O adversário foi uma equipa muito mais pressionante, mesmo com as alterações. Deveríamos ter tido qualidade na saída e nas transições. Aí, não estivemos àquele nível que eu sei onde podemos chegar.

GD Chaves

BnR: O que faltou ao Chaves para conseguir arrancar, no mínimo, um ponto do Estádio do Mar?

José Carlos Pinto: O que é que falta no futebol quando não se consegue ganhar? Penso que foram 45 minutos de domínio do Chaves, com uma rotação baixa. No geral, os 90 minutos foram dominados pelo Chaves. São estratégias. Temos bola, temos personalidade, não chegámos ao empate. O futebol é isto.

Rodrigo Pinho | De pinheiro tem pouco

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Rodrigo Pinho é a mais recente contratação do SL Benfica. Os encarnados acertaram a chegada, em julho, do avançado brasileiro que se encontrava em final de contrato com o Marítimo. A equipa de Jorge Jesus deseja até que o jogador chegue já à Luz em janeiro, mas o acordo com a equipa insular não se encontra fácil.

Mas afinal quem é este avançado?

Rodrigo Pinho começou a sua carreira no Madureira do Brasil, de onde seguiu, depois, para o SC Braga. O início de carreira na Europa não foi fácil. O avançado teve dificuldades em impor-se no SC Braga, e nem o (falhado) empréstimo ao CD Nacional serviu para catapultar a carreira de Rodrigo Pinho. No entanto, seria ao serviço de outra equipa insular, o CS Marítimo, que o brasileiro daria nas vistas. 112 jogos e 37 golos depois, conseguiu convencer os responsáveis do SL Benfica a avançar para a sua contratação.

O que pode Rodrigo Pinho trazer à equipa do SL Benfica?

Apesar do seu nome estar ligado à floresta, o avançado de 29 anos está longe de ser um “pinheiro de área”. Rodrigo Pinho é um avançado móvel, capaz de baixar no terreno e tabelar com os colegas. O brasileiro é um ponta de lança com uma leitura do jogo acima da média para a posição, fazendo sempre fluir o jogo pelos seus pés. A noção de timing de quando segurar o esférico ou soltar num colega é quase irrepreensível.

Apesar de ser um jogador possante, do alto do seu 1,85m de altura, Pinho é um avançado rápido e explosivo, capaz de explorar bem o espaço nas costas de linhas defensivas altas ou mesmo fazer movimentos para a ala direita. A sua boa capacidade física permite-lhe ser um jogador muito forte nos duelos, conseguindo vencer boa parte deles. Entrelinhas e em espaço curto é um jogador com alguma qualidade, apesar de não ser um tecnicista puro. Ainda assim realiza 1,6 dribles por jogo.

A capacidade de finalização do reforço do clube da Luz é inegável. Esta época leva já 13 golos marcados em 15 jogos, a melhor época da sua carreira. Tendo em conta que realiza apenas 2,2, remates por jogo, fica evidente a qualidade do brasileiro em frente à baliza.

Estas qualidades, sobretudo o que acrescenta no jogo associativo, podem trazer muitos pontos positivos ao SL Benfica. Jorge Jesus não tem à sua disposição nenhum avançado com estas características, sendo Darwin um avançado explosivo e Seferovic mais próximo daquilo que consideramos uma referência de área.

Apesar da já avançada idade, Rodrigo Pinho pode ser um bom reforço. O ainda jogador do CS Marítimo acrescenta qualidade e, sobretudo, características diferentes às opções do treinador. O único ponto negativo da chegada de Rodrigo Pinho é a, mais do que certa, diminuição nos minutos de Gonçalo Ramos.

NBA | A frivolidade dos triplo-duplos

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Uma das maiores conquistas individuais dentro do jogo do basquetebol é conseguir executar um triplo-duplo. Isto, principalmente quando ele surge de forma natural e singelo. Ora, para quem é leigo no vocabulário do “basquetebolês”, um triplo-duplo é o acumulado por um jogador, durante a partida, de pelo menos dois dígitos em três das cinco categorias estatísticas (pontos, assistências, ressaltos, bloqueios de lançamento ou roubos de bola).

Ora, fazer um triplo-duplo não está ao alcance de todos, porém, paradoxalmente, considero cada vez mais ser algo nos primórdios da banalização. Com isto, ressalvo que não estou de todo a desvalorizar a execução de triplos-duplos por parte dos atletas. A premissa é outra, ao passo que vejo como se tem desenvolvido os marcos históricos associados aos triplos-duplos nos últimos anos. Aliás, parece que todos os meses nos encontramos perante “um novo recorde” associado a este feito individual, seja do jogador mais jovem a fazê-lo ou o primeiro jogador a fazê-lo com 40/50/60 pontos.

Parece que estamos diariamente a ser “engolidos” pelos triplos-duplos. É relativamente a isto que me refiro, ou seja, já é algo no quotidiano da NBA que não parece radiar ninguém, mas antes elucidar de como “mais um bateu o recorde de x”. Para sublinhar isto, temos atualmente Jokic, Russell Westbrook (o “rei” dos triplos duplos), James Harden e LeBron James (todos no ativo) no top 10 da história da NBA com mais triplos duplos de sempre. Estamos na era dos triplos e dos triplos-duplos é caso para se dizer.

Ora, as motivações do artigo vêm exatamente para destacar o feito de LaMelo Ball, que se tornou o mais jovem de sempre a executar um triplo-duplo, com apenas 19 anos e 140 dias (algo que numa época «normal» teria sido batido numa idade ainda mais prematura). Mas ao invés de solenizar um feito de um jogador geracional que vai andar a carreira toda a «cheirar» triplos duplos, decidi, por outro lado selecionar diacronicamente nos últimos anos, os 3(!) jogadores que bateram este recorde conquistado por Ball, de forma quase consecutiva.

Foto de capa: NBA

Rally Dakar | Epopeia Saudita chega ao fim

O Rally Dakar chegou ao fim. Foram 12 dias de competição, 12 dias de superação, tanto para máquinas e pilotos. Depois de apresentadas as diferenças desta edição (CLIQUE AQUI), marcada também pela pandemia da COVID-19, todos os que terminaram para nós são vencedores. Tal como os que deram a vida pela competição serão sempre heróis.

Depois de se começar em Jeddah, o Dakar fez o círculo e terminou hoje em Jeddah. Nas motos, a Honda voltou a fazer história: depois de vencer a edição de 2020, na edição deste ano Kevin Benevides e Ricky Brabec deram o 1-2 à equipa do português Ruben Faria, que é diretor desportivo. Este 1-2 para a Honda era algo que não acontecia para o construtor japonês desde 1987, sendo a primeira vitória para Benevides, na sua quinta participação.

Nos carros, como frisamos no artigo no dia de descanso, as “raposas velhas” continuavam a dominar. A luta foi feita a dois, entre Stéphane Peterhansel e Nasser Al-Attiyah. No final, o Buggy do francês foi o melhor, que conquistou assim a vitória 14 no Dakar. Juntando às seis vitórias nas motos, Peterhansel tem agora oito vitórias nos carros. São participações ininterruptas desde 1988, participando assim em cinco décadas diferentes. Para a XRaid, é um pódio muito saboroso, com Carlos Sainz a juntar-se na terceira posição, depois de vários problemas de navegação na primeira semana.

Destaque também para a BRX, que estreou o seu carro com Sébastien Loeb e Nani Roma. Loeb não terminou, mas Roma levou o carro da Prodrive até à quinta posição, a melhor classificação de um estreante 4X4.

Nos Quads, a meio da semana Manuel Andujar já era líder e no final tornou-se vencedor do Rally Dakar. O piloto argentino foi 29.º na estreia em 2018. No ano seguinte, terminou entre os cinco primeiros e hoje foi ao lugar mais alto do pódio. É a sétima vitória de um piloto do país das pampas nesta categoria.

Nos SSV, cinco líderes diferentes ao longo destes 12 dias de competições. No fim, Francisco ‘Chaleco’ Lopez recuperou dos problemas durante o Dakar, e terminou na frente, juntamente com Juan Pablo Vinagre. Depois de ter tentado a sorte nas duas rodas, o piloto do Chile junta a vitória em 2019 com mais uma vitória em 2021, nos SSV, claro.

Nos camiões, domínio Kamaz. Desde 1996 que o fabricante russo tem 18 vitórias e em 2021 a armada Kamaz voltou a dominar. A tripla do Kamaz 507 composta por Dmitry Sotnikov, Ruslan Akhmadev e Ilgiz Akhmetzianov levaram ficou no lugar mais alto do pódio. O Kamaz #501 de  Anton Shibalov, Dmitri Mikitin e Ivan Tatarinov e o Kamaz #509 de Airat Mardeev, Dmitriy Svistunov e Akhmet Galiautdinov completou o pódio, num 1-2-3 Kamaz, algo que não acontecia desde 2015.

Foto de Capa: Dakar Rally

Artigo redigido por David Pacheco e Helena Escaleira

A falta de público beneficiou a turma leonina? | Sporting CP

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O primeiro lugar ocupado pelo Sporting CP quando já estamos em janeiro é, no mínimo, surpreendente. Nem os mais otimistas esperariam um desempenho tão bom por parte da turma de Alvalade, principalmente pelas más indicações deixadas na temporada passada. No entanto, há um fator importante nesta surpresa: o público. Ou mais propriamente, a falta dele.

Os adeptos, como é sabido, são um elemento fundamental para um espetáculo desportivo: incentivam, motivam e dão vida aos jogos. Em março do ano passado, tudo parou, voltando entre maio e junho, mas com “novidade”: desta vez não teríamos adeptos nas bancadas. Foi, de certo, complicada a adaptação, tanto para os jogadores como para nós espectadores.

Para o Sporting Clube de Portugal, talvez até tenha sido um alívio. Como é sabido, o clube vive um período conturbado desde 2018. Aquando da destituição de Bruno de Carvalho, abriu-se um precedente e o clube ficou dividido em duas “fações”, se é isso que lhes podemos chamar.

Os apoiantes do ex-presidente leonino e os que de forma alguma o apoiavam, sendo simpatizantes de dirigentes da linhagem de Frederico Varandas, José Eduardo Bettencourt ou Godinho Lopes. No meio, estão imensos sportinguistas que só querem ver o seu clube ganhar em todas as modalidades, independentemente de quem lá está e de quem enverga a camisola.

O Sporting CP assume a dianteira do campeonato, mesmo com a ausência de adeptos nos estádios
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O ambiente no estádio José Alvalade XXI tanto podia ser de união como simplesmente insustentável. A contestação ao atual presidente Frederico Varandas sempre foi muito grande por parte dos sócios e adeptos. Muitos não queriam um regresso ao passado, mas sim continuar num registo semelhante ao de Bruno de Carvalho, mas mais moderado, que tinha como seu principal expoente o ex-guarda-redes de futsal e ícone do Sporting CP, João Benedito.

É certo que nem sempre a equipa ajudou, pelo que os assobios dos adeptos eram justos e perfeitamente compreensivas. Ainda assim, muitas vezes era notória a insatisfação das claques com a atual direção do Sporting CP, com quem nunca nutriram grande simpatia. As más decisões no planeamento da equipa de futebol e das restantes modalidades, a constante perseguição às claques e a comunicação terrível eram alguns dos motivos que causavam a ira dos associados.

Mesmo quando as coisas corriam bem dentro de campo, o ambiente era pesado e os jogadores sentiam-no. Até ao despoletar da pandemia, Alvalade era uma “casa estranha” para o Sporting CP, registando-se os piores números em termos de assistências da história do José Alvalade XXI.

Com a pandemia, a atual direção leonina veio ganhar mais um balão de oxigénio. A contratação de Rúben Amorim em março deu que falar, principalmente pelos valores do negócio. A espiral negativa parecia não ter fim, mas a falta de público acabou por relaxar os jogadores do Sporting CP que, com menos pressão, puderam concentrar-se puramente em jogar futebol. Depois de dois meses sem jogar, regressaram frescos e não se verificaria qualquer contestação visível.

Ao longo da presente temporada, tem sido feita uma analogia entre os resultados desportivos e ausência de adeptos leoninos nos estádios
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não sou daqueles que defende que o Sporting CP jogue melhor sem público, mas é verdade que a falta de adeptos nas bancadas potenciou o lançamento de jogadores jovens como Eduardo Quaresma, Nuno Mendes ou Tiago Tomás. Sem grande pressão a nível presencial, e muito embora com milhões a assistir, as prestações foram manifestamente positivas e hoje os dois últimos são peças fundamentais na equipa principal dos Leões. 

Ainda assim, creio que caso a pandemia terminasse subitamente, e pudéssemos retornar aos estádios, que o ambiente seria mais sereno. Muito embora a atual direção continue a ter grandes divergências com as claques e uma popularidade baixíssima com os sócios, a realidade é que o futebol está em primeiro lugar – algo que acaba por atenuar certas decisões no mínimo bizarras, amadoras e incompreensíveis por parte de Frederico Varandas, Rogério Alves, Francisco Zenha, Hugo Viana e companhia – pelo menos para quem anda menos atento. 

Mais tarde ou mais cedo, a pandemia do COVID-19 ficará controlada, pelo que, felizmente, voltaremos todos a poder frequentar os estádios. É pouco provável que seja nesta temporada, o que acaba por ser uma ironia do destino. Já pensaram o que seria o Sporting CP conquistar o seu primeiro campeonato nacional em 19 anos e ter o estádio completamente vazio?  

Por enquanto, é a realidade que temos. Muitos dos jogadores do Sporting CP nunca puderam atuar em frente aos adeptos e estou certo que o querem o quanto antes, não só porque se querem mostrar, mas porque o rendimento acaba por ser superior. Porém, enquanto não for possível, apoiaremos desde as nossas casas. E estou certo que todos sentem a energia positiva! 

FC Porto 1-1 SL Benfica: Confinam-se dois pontos para cada lado

A CRÓNICA: XADREZ EM CAMPO SEM XEQUE-MATE

Primeiro clássico de 2021 e, apesar da baixa temperatura sentida no Dragão, o jogo prometia ser escaldante. FC Porto e SL Benfica chegaram a este encontro da 14.ª jornada empatados com 31 pontos, a cinco do Sporting CP, que acabara de empatar em casa frente ao Rio Ave FC.

O FC Porto entrou pressionante, a sobrecarregar o lado da bola, mas o SL Benfica, muito devido à colocação de Weigl no meio dos centrais na hora de construir, conseguiu contrariar essa pressão e depois tentou explorar a profundidade e largura dos dragões.

Foi assim que surgiu o primeiro golo do jogo, aos 16′. Com a colocação de três centrais, Marega falhou a pressão em Vertonghen, que abriu em Nuno Tavares. O lateral encarnado cruzou para Seferovic que, com um toque subtil, deixou para a entrada de Grimaldo. O espanhol, frente a Marchesín, não perdoou e adiantou as águias no marcador.

A equipa de Sérgio Conceição via-se a perder em casa e sentia a obrigação de correr atrás do resultado, pelo que, nem dez minutos depois, o FC Porto chegou ao golo da igualdade. Bola parada batida à maneira curta, com Sérgio Oliveira a aproveitar a distração de Gilberto para colocar por cima da defesa em Corona. O mexicano assistiu Taremi que rematou e, com a ajuda de Marega, a bola acabou no fundo das redes de Vlachodimos. Tudo igual no Dragão à meia hora de jogo, no que vinha sendo um jogo de nervos entre as duas equipas.

Antes do intervalo, houve ainda oportunidade para as duas equipas se adiantarem no marcador. Primeiro o Benfica, através de Darwin, com Pizzi a cruzar atrasado na linha de fundo e o urugaio a enviar o esférico ao poste direito da baliza azul e branco. Escassos minutos depois, respondeu o FC Porto por Luis Díaz. O colombiano partiu para cima da defesa benfiquista, tabelou com Corona, tirou Otamendi do caminho e rematou em jeito, com a bola a sair muito perto do poste direito da baliza encarnada. Tudo igual após 45′ de sacrifício e grande pressão no Dragão, onde o FC Porto entrou melhor, mas o SL Benfica terminou por cima.

As equipas voltaram para o segundo tempo e a primeira oportunidade de perigo deu-se aos 61′, por intermédio de Rafa. O extremo recebeu sozinho depois de um cruzamento de Seferovic e atirou para defesa de Marchesín. Neste jogo de parada e resposta, o FC Porto também criou perigo por Marega. Aos 69′, o maliano cabeceou após cruzamento de Sérgio Oliveira para boa defesa de Vlachodimos.

Aos 72′, o jogo iria mudar. Taremi entrou duro sobre Otamendi e recebeu ordem de expulsão de Luís Godinho. Os portistas ficavam com menos um, num jogo em que 11×11 já estava muito equilibrado.

Ao contrário do que seria expectável após a expulsão, foram os dragões que tiveram a primeira oportunidade de golo. Díaz cabeceou ao segundo poste e Marega, no primeiro, não conseguiu encostar para as redes de Vlachodimos.

A partir desse momento, os encarnados balancearam-se para o ataque, aproveitando a superioridade numérica, mas o FC Porto manteve a sua baliza segura. Tudo igual no final da partida, tudo igual na tabela classificativa. Início de jornada atípico, em que os três grandes perderam pontos.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Grimaldo – O lateral, hoje extremo encarnado, marcou o golo que adiantou o Benfica no marcador e foi o protagonista dos maiores desequilíbrios pelo lado direito da defesa portista. Destaque ainda para Weigl, que foi determinante no processo ofensivo dos encarnados.

O FORA DE JOGO

Tudo igual após 45' de sacrifício e grande pressão no Dragão, onde o FC Porto entrou melhor, mas o SL Benfica terminou por cima.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – O extremo colombiano não esteve nos seus dias e tentou aparecer, quer por dentro, quer mais chegado à linha, mas quase sempre sem criar perigo. No lance em que teve a oportunidade de marcar, não conseguiu faturar.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se no 4-4-2 habitual, com os extremos  a assumirem posições mais interiores, dando espaço aos laterais para se projetarem e criarem vantagem numérica no ataque. Devido à marcação individual de Nuno Tavares, Corona procurou ser mais “vagabundo” em campo, não se fixando apenas no lado direito da ofensiva portista.

A nível defensivo, os azuis e brancos procuraram pressionar e sobrecarregar o lado da bola, mas a primeira linha vinha sendo ultrapassada pela posição de Weigl, entre os centrais, que dava superioridade numérica ao Benfica na saída.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Mbemba (5)

Pepe (6)

Zaidu (5)

Nanú (5)

Uribe (6)

Tecatito (7)

Luis Díaz (6)

Sérgio Oliveira (6)

Marega (6)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Leite (-)
João Mário (-)
Evanilson (-)
Grujic (-)

ANÁLISE TÁTICA –SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se em 4-4-2, com Nuno Tavares e Grimaldo a partilharem o corredor esquerdo. No aspeto ofensivo, os encarnados colocaram Weigl entre os centrais para anular a primeira linha de pressão do FC Porto e porcuraram explorar a largura e profundidade do conjunto de Conceição. Os extremos, tal como no FC Porto, apareceram mais por dentro, dando espaço aos laterais para subirem no terreno e ocuparem as faixas.

No que à defesa diz respeito, Nuno Tavares e Grimaldo tinham bem designados quais seriam os seus oponentes diretos, fazendo, respetivamente, marcações individuais a Corona e Nanú.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)
Gilberto (6)
Vertonghen (6)
Otamendi (6)
Grimaldo (7)
Nuno Tavares (6)
Weigl (7)
Pizzi (6)
Rafa (7)
Darwin (6)
Seferovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (-)
Everton (-)
Waldschmidt (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Bola na Rede: Sérgio, a colocação do Weigl entre os centrais na primeira parte fez com que houvesse superioridade numérica adversária na saída de bola do Benfica, sendo ultrapassada a sua primeira linha de pressão. Apesar de ter alterado isso ao intervalo, porque depois o Corona já pressionou mais alto, foi essa a falha que custou mais caro ao FC Porto hoje?

Sérgio Conceição: Nestes jogos, há determinadas situações que trabalhamos e basta uma má ocupação de espaços para a equipa sair e acaba por matar cinco jogadores que temos no meio-campo ofensivo. Percebi que houve um ou outro jogador mais abaixo em relação ao que tinha de estar. Uma vez ou outra pelo corredor direito e pelo esquerdo saíram de forma mais fácil que o que eu quero. São situações que se corrigem e que se trabalham.

SL Benfica

Bola na Rede: A colocação de Weigl entre os centrais, criando superioridade numérica na saída de bola, foi o seu maior trunfo no jogo de hoje?

Jorge Jesus: Não concordo. O Weigl tem um posicionamento cada vez melhor para o que queremos, mas acho que o segredo de anularmos o FC Porto não passou por aí. Sabemos a estratégia que montamos, trabalhamos par isso durante a semana. Sabemos que o FC Porto tem um corredor muito forte e a estratégia passou mais por aí.

 

Foto de capa: SL Benfica

Sporting CP 1-1 Rio Ave FC: Faltaram peças neste puzzle, Rúben

A CRÓNICA: A MESMA TÁTICA MAS DESTA VEZ O PUZZLE DO SPORTING NÃO ENCAIXOU 

Este jogo não foi de agarrar ninguém ao televisor desde início. A verdade é essa. Os minutos iniciais foram muito equilibrados entre os dois conjuntos, é verdade. Mas, ainda assim, estava a faltar magia neste fim de tarde em Alvalade. Faltou emoção e sobretudo criatividade para bem do espetáculo dentro das quatro linhas.

Ainda que o Sporting estivesse a ter mais posse, o Rio Ave aproveitava bem e de forma inteligente sempre que tinha a bola. O jogo estava a ser bastante disputado no corredor central, num estilo de jogo em que os vilacondenses se mostraram muito competentes a nível posicional. Um bloco compacto, mas que ao longo da primeira parte se mostrou cada vez mais recuado. O Rio Ave começou a dar mais posse aos leões e isso traduziu-se em alguns lances na baliza de Kieszek. Aos 23′, Pedro Porro bateu um livre de algum perigo, mas valeu, ao guarda redes, Coentrão que aliviou ao segundo poste. Já perto da meia hora de jogo, Pedro Gonçalves protagonizou uma jogada de pura telepatia com João Mário, um lance em que Tiago Tomás por pouco não conseguiu encostar na baliza adversária.

O menino não o conseguiu, mas Pote ensinou como se faz poucos minutos antes do regresso aos balneários. Depois de cruzamento de Plata, Pedro Gonçalves aparece ao primeiro poste e encosta rasteiro para o fundo das redes de Kieszek aos 42 minutos de jogo. O Sporting conseguiu finalmente entrar no espaço entre linhas, algo que não estava a conseguir fazer de forma eficaz durante grande parte da primeira parte.

A segunda parte começou a dar indícios de não ser muito diferente do primeiro tempo. O Sporting continuou a ter muito pouco espaço no corredor central e investiu, por isso, nas malhas laterais. Já o Rio Ave conseguiu controlar mais a bola e, aos 57 minutos, Carlos Mané tentou servir Gabrielzinho depois de um grande lance de Gelson Dala. Valeu ao Sporting Adán a defender o lance. Mas o guardião não conseguiu salvar sempre. Aos 61′, o ascendente do Rio Ave materializa-se mesmo em golos. Um tento que “cheira a Sporting”. Isto porque quem marca é Gelson Dala e onde também estão envolvidos também Geraldes e Carlos Mané. Um golo que, por sua vez, veio confirmar a tendência que vinha a verificar desde o regresso dos balneários: o Rio Ave estava a ser a melhor equipa no segundo tempo.

Nos minutos finais da segunda parte, os leões tentaram inverter o resultado, mas a juventude da equipa de Rúben Amorim veio ao de cima neste encontro. Houve ainda tempo para uma boa oportunidade de golo. Aos 85 minutos, Aderllan Santos faz o corte no momento em que Tiago Tomás tenta fazer o 2-1. O defesa foi crucial para manter o resultado tal como estava. Um resultado justo, perante aquilo que se passou durante os 90 minutos. Sporting melhor na primeira parte e um Rio Ave a surpreender num início de segunda parte muito bem conseguido.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Carlos Mané – Não é uma figura consensual certamente. Confesso que, a meu ver, não houve nenhum jogador que se destacasse de forma para lá de evidente. Carlos Mané foi importante para o ascendente do Rio Ave. Desequilibrou e também é ele que está envolvido na jogada do golo. Destaque ainda para a exibição de Palhinha que, aliás, como já bem nos tem habituado na Liga, foi uma prestação bastante sólida.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Entrada do Sporting CP na segunda parte – Até o próprio técnico dos leões o admitiu. O Sporting não apareceu dos balneários no início do segundo. Faltou garra, faltou convicção e atrevo-me até a dizer que houve até algum encosto relativamente ao resultado pelo facto de o Sporting estar a vencer por aquela altura.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se neste final de tarde com quatro alterações face ao último jogo da Primeira Liga. Isto porque Neto, Nuno Mendes e Sporar estão indisponíveis por terem testado positivo à Covid-19. Quanto a novidades, entra Eduardo Quaresma, Gonzalo Plata, Tiago Tomás e Borja que substitui Feddal que hoje está suspenso por acumulação de amarelos no campeonato.

O conjunto de Rúben Amorim não surpreendeu quanto a táticas e apostou, mais uma vez, num 3-4-3. A mesma tática, mas sem dúvida que as novas caras que entraram neste onze fizeram com que se notasse falta de rotinas entre alguns jogadores. Houve muitos passes falhados e a verdade é que a falta de entrosamento acabou por se evidenciar em alguns momentos deste duelo. O golo de Gelson Dala, por exemplo, surge de mais um erro na saída de bola que desta vez acaba por sair caro ao conjunto de Alvalade. Houve ainda uma clara incapacidade do Sporting superiorizar-se no corredor central. Em alternativa, os leões estavam a tentar investir nas alas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Coates (7)

Palhinha (8)

Nuno Santos (6)

João Mário (6)

Tiago Tomás (5)

Gonzalo Plata (4)

Pedro Porro (4)

Borja (5)

Pedro Gonçalves (6)

Eduardo Quaresma (5)

SUBS UTILIZADOS

Tabata (5)

Jovane Cabral (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou hoje duas novidades: Fábio Coentrão e Guga Rodrigues foram as novidades na equipa de Pedro Cunha, que vieram cobrir aos ausências de Meshino e Pelé.

Os de Vila do Conde entraram em campo num 4-4-2 que se moldava a uma linha de cinco defesas no momento em que estavam em ação defensiva. O conjunto de Pedro Cunha mostrou-se num bloco muito compacto e cada vez mais recuado ao longo dos minutos de jogo. Na frente, foi possível ver um ataque do Rio Ave muito móvel.

Até ao golo de Gelson Dala, havia uma clara sensação de que o Rio Ave não estava a apostar na profundidade. Verdade seja dita, a “arma” mais utilizada pelas equipas frente aos grandes do futebol português. Uma tendência que, ainda assim, acabou por se esmorecer um pouco.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Borevkovic (6)

Gelson Dala (6)

Tarantini (5)

Francisco Geraldes (6)

Guga (5)

Fábio Coentrão (4)

Carlos Mané (7)

Pedro Amaral (5)

Ivo Pinto (5)

Aderllan Santos (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabrielzinho (6)

Ryotaro Meshino (5)

 Namora (-)

André Pereira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Depois de o apertar do calendário e dos jogos mais exigentes a nível físico, não começa a ser evidente a falta de opções no plantel e, inclusive, a falta de uma referência na frente de ataque?

Rúben Amorim: Não, porque eu não vejo isso assim. Nós corremos, tivemos capacidade de chegar à frente. O rigor não tem que ver com a parte física. Tem mais que ver com a parte mental. O jogo hoje correu mal não por problemas físicos mas sim mentais. Temos três dias para recuperar. A diferença é que não há muito tempo para treinar. É o de sempre. Mas nós temos de estar preparados para isso. Nós temos de recuperar bem, preparar bem o jogo dentro das condições que temos e vamos já reagir no próximo.

Rio Ave FC

BnR: Acabou de dizer que vai a todos os terrenos para vencer. O Sporting expôs-se muito nos minutos finais, onde só Coates e Palhinha eram os jogadores de cariz mais defensivo. Pergunto-lhe se chegou a pensar sequer na vitória.

Pedro Cunha: Pensámos. Estávamos desgastados. Mas, ainda assim, estávamos a ser melhores entre linhas e estávamos a ganhar as costas dos dois médios do Sporting também. Portanto, pensámos em ganhar. Nós temos sempre essa ilusão sobre sair daqui uma equipa que seja competente em todos os jogos. Agora se vamos ganhar ou não, não se sabe.