Início Site Página 10304

Belenenses SAD 0-2 FC Paços de Ferreira: Castores sobem para quinto!

A CRÓNICA: NUMA NOITE FRIA NO JAMOR, BASTARAM DOIS MOMENTOS DE “CALOR” PARA DESBLOQUEAR O JOGO

Belenenses SAD e Paços de Ferreira enfrentaram-se no Estádio do Jamor numa partida a contar para a 13º jornada da Liga. Duas equipas que vinham de resultados diferentes, com os castores a procurarem a segunda vitória consecutiva, enquanto que o Belenenses queria regressar aos triunfos depois de um empate a zero em Barcelos.

O encontro começou e os visitantes assumiram o controlo. Os azuis do Jamor ainda assustaram com o primeiro remate, mas foi mesmo o Paços que inaugurou o marcador à passagem do minuto 11. Luther Singh colocou a bola na área onde apareceu Hélder Ferreira que foi parado em falta por Tomás Ribeiro. O árbitro João Pinheiro apontou para a marca de grande penalidade, onde Bruno Costa foi mais forte fez o 0-1.

O Belenenses SAD procurou o empate, mas foi o Paços que esteve mais perto de dilatar a vantagem por intermédio de Douglas Tanque mas Kritciuk defendeu para canto.

Com a vantagem no marcador, os “castores” começaram a recuar, e a equipa da casa começou a colecionar oportunidades de golo que o guardião Jordi Martins ia defendendo com segurança.

Aos 38 minutos, Maracás marcou o segundo golo do Paços, depois de passe de Hélder Ferreira, mas havia posição irregular do extremo visitante e o golo foi anulado por fora-de-jogo.

No segundo tempo a toada manteve-se, com o Paços de Ferreira a recuar no campo e a dar a iniciativa do jogo ao Belenenses, que se ia aproximando da baliza defendida por Jordi Martins. O guardião dos “castores” ia sendo uma das figuras do jogo, ao colecionar várias defesas difíceis que mantinham a sua baliza inviolada.

Aos 54 minutos, Bruno Costa esteve muito perto de bisar, com um livre ainda longe da baliza, mas que passou a centímetros da trave. Foi uma das poucas oportunidades de golo da equipa da Cidade do Móvel na segunda parte, que abdicava da bola e se contentava em defender.

No entanto, a estratégia mudou à passagem do minuto 75, altura em que o Paços começou a recuperar a posse de bola e a disputar o jogo. Os comandados de Pepa foram equilibrando a partida e aproximando-se da baliza de Kritciuk.

Com o crescimento do seu adversário, o Belenenses deixou de conseguir importunar com tanta frequência o guarda-redes Jordi Martins, e o jogo começou a disputar-se mais a meio campo. O técnico visitante lançou João Amaral e Diaby no jogo, o que provou ser determinante.

Depois de 92 minutos, João Amaral marcou um canto do lado direito do ataque. A defesa aliviou, mas o esférico sobrou novamente para Amaral. O extremo cruzou para a cabeça de Diaby, que cabeceou a contar e fez o segundo golo do jogo, fechando assim o marcador e carimbando a vitória do Paços.

As 5 contratações para Tiago Pinto fazer na AS Roma

0

Com a chegada do português à AS Roma, e não obstante o surpreendente terceiro lugar que a equipa da capital ocupa na presente data, o desafio passa por criar uma estabilidade desportiva que não tem sido apanágio do emblema de Francesco Totti.

A herança é pesada, já que Monchi é considerado um dos dirigentes mais experientes e objetivos da atualidade, tendo implementado um modelo de negócio que embora tenha rendido milhões de Euros à equipa Romana, nem sempre foi acompanhada de sucesso desportivo.

Com um plantel jovem, um treinador de qualidade e um plano desportivo e de mercado bem estruturado, a dupla Tiago Pinto – Paulo Fonseca vai tentar conduzir a AS Roma a tempos dourados que tanto tardam em surgir.

Seguem as 5 contratações “realistas” do ponto de vista de mercado, que podem ajudar a fortalecer o plantel da AS Roma.

«Não tive a estrutura ideal para o meu crescimento no SL Benfica» -Entrevista BnR com Ricardo Esteves

Professor Neca entrevista À BnR

Fez toda a formação no SL Benfica e 53 jogos pelas camadas jovens da Seleção Portuguesa. Foi treinado por alguns dos treinadores mais conhecidos do futebol português, mas o seu espírito explorador e sem medo do desconhecido não lhe permitiu permanecer em Portugal. Jogou em vários campeonatos, em diferentes continentes e apanhou algumas surpresas pelo meio, não tendo dúvidas que isso contribuiu para a sua aprendizagem e crescimento como jogador e como pessoa. Pelo caminho, concretizou muitos dos seus sonhos e revela-nos tudo nesta entrevista.

«Devemos fazer as coisas com divertimento, só assim conseguimos aproveitar ao máximo aquilo que estamos a viver»

Bola na Rede: Fizeste a tua formação no SL Benfica, num clube reputado pela qualidade dos jogadores que forma, como é que foi todo esse processo?

Ricardo Esteves: Fazer a formação toda no Benfica é de facto algo que me orgulha porque, para além de ser formado como jogador no Benfica, aqueles treinadores todos que estavam naquela altura, e penso que neste momento também é o mesmo caminho que têm, para além de formarem jogadores, formavam homens. Porque na vida não é só o desporto, mas sim também como podemos viver no nosso dia-a-dia e acho que acima de tudo, aquilo que tive depois de tantos anos, porque foram 15 anos ligados ao Benfica (comecei no Benfica com seis anos, saí com 21), mas aquilo que tiro acima de tudo, para alem da aprendizagem que tive como jogador, e se calhar tive os melhores treinadores de formação, foi sobretudo também na qualidade humana, aquilo que nos ensinaram para sermos melhor como jogadores e como homens sobretudo. E acho que isso é de louvar porque, como disse há pouco, não é só o desporto que importa, mas também a pessoa que se torna.

Bola na Rede: Antes de falar do teu percurso como profissional, ainda fizeste 53 jogos pelas camadas jovens de Portugal e venceste inclusive o Campeonato da Europa de seleções sub-16, ao lado de jogadores como Simão Sabrosa, Petit e Hugo Leal; que recordações tens desta competição e dos jogadores com quem jogaste?

Ricardo Esteves: Eu tive o prazer de fazer parte de uma geração de jogadores que tiveram grande sucesso na carreira, nomeadamente como o Hugo Leal, o Simão Sabrosa, foram de facto jogadores com quem tive o prazer de jogar com eles no Benfica. Por exemplo, joguei com o Hugo Leal na formação, com o Simão Sabrosa na equipa principal do Benfica, como outros como o Caneira, que também jogou comigo nas seleções e no Benfica, na equipa principal. Mas sobretudo foi uma seleção de grandes jogadores que fizeram carreira muitos boas, e tínhamos uma grande seleção. Fomos campeões da Europa sub-16, fomos vice-campeões da Europa sub-18, tivemos um Campeonato do Mundo onde as coisas não nos correram bem, mas tínhamos uma grande seleção. Acima de tudo, para além da competição em si, de jogarmos em clubes diferentes, éramos uma Seleção unida e de grandes amigos, que até hoje essa amizade perdura.

Bola na Rede: Em 1998/99 és emprestado pelo Benfica ao Clube Oriental de Lisboa, que na altura estava na II Divisão B, e és treinado por José Peseiro. Que memórias tens deste teu primeiro campeonato a nível sénior e de trabalhares com um treinador tão conhecido como o José Peseiro?

Ricardo Esteves: O José Peseiro nessa altura também estava no início da carreira, estava a dar os primeiros passos como treinador. Para mim foi importante porque eu vinha de uma realidade totalmente diferente, vinha do Benfica, era a transição de júnior para sénior, e encontrei uma realidade totalmente diferente. Vinha de um clube grande, onde tínhamos todas as condições de treino, para uma realidade totalmente diferente, para um clube muito humilde, embora com um excelente treinador, que era o José Peseiro e depois vemos a carreira que ele tem feito, mas foi importante para o meu crescimento. Eu vinha a jogar em competições com jogadores da minha idade e fui pela primeira vez jogar com jogadores muito mais velhos que eu, numa competição muito mais dura e obviamente, para um jovem, é sempre bom jogar nestas competições para o seu crescimento, para ficar com outra atitude em campo, com mais maturidade, e para mim, com a idade que fui, era importante dar este passo para poder crescer.

Bola na Rede: Na época seguinte começas no Benfica B, mas na segunda metade época és emprestado ao Vitória de Setúbal e fazes a tua estreia aí na Liga Portuguesa; como é que encaraste esse momento, foi o concretizar de um sonho de infância?

Ricardo Esteves: Sim, foi. Eu estive no Oriental com 18 anos, depois passei para a equipa B do Benfica porque eu fui para o Oriental emprestado no intuito de crescer como jogador. Depois regressei ao Benfica para a equipa B, onde já jogámos numa competição de seniores e depois, por ter jogado nas seleções e por ter estado num Torneio de Toulon pela Seleção, tive o convite para ir para o Vitória de Setúbal, onde o treinador era o Rui Águas, que estava interessado em que eu fosse emprestado ao Vitória de Setúbal. Para mim foi gratificante e foi uma hora de felicidade porque era o concretizar de um sonho, apesar da minha estreia não ter sido no Benfica como sénior na I Liga, o meu sonho, de alguma forma, foi concretizado. Jogar a I Liga com 19 anos onde fiz todos os jogos no Vitória de Setúbal desde a altura em que fui emprestado até sair, onde tive algum protagonismo naquela equipa, onde tinham grandes jogadores como Chiquinho Conde, como Hélio, como o Mamede, como Marco Tábuas, nomes que fizeram carreira no futebol internacional e nacional. Era gratificante estar numa equipa de jogadores conhecidos, e para um jovem, jogar na I Liga com 19 anos era de facto um sonho concretizado. Agradeço muito com míster Rui Águas que, apesar da minha idade, de ser um jovem, apostou, sem qualquer receio, nas minhas qualidades, e apostou muito em mim na equipa e a jogar sempre.

Bola na Rede: Após uma breve passagem pelo FC Alverca e pelo Benfica B, fazes finalmente a tua estreia pela equipa principal do Benfica. Após a formação no clube, e diferentes experiências a nível sénior noutros clubes, como descreves aquele momento em que fazes a estreia pelo Benfica?

Ricardo Esteves: Aí foi o concretizar do sonho que sempre tive. Eu sempre tive o sonho, desde de pequeno, de vestir a camisola do Benfica na equipa principal e quando o fiz foi de facto uma alegria imensa porque foi o concretizar de todos os anos que trabalhei para aquele momento. Não foi a melhor altura para entrar no Benfica, para um jovem entrar num clube grande que estava a ter muitas dificuldades financeiras, dificuldades internas, de estrutura, muitos treinadores a entrar e a sair, muitos jogadores a entrar e a sair, a instabilidade que havia naquele clube naquele momento, não era a melhor altura para eu entrar no Benfica. Mas havendo a oportunidade de poder jogar no clube que me formou, onde eu estive ligado durante 15 anos, eu não poderia deixar de apanhar aquela oportunidade. Não só na vida, mas no futebol sobretudo, o comboio só passa uma vez, e o comboio passou de porta aberta e eu tinha que entrar porque de facto era a minha oportunidade.

Fonte: Blog Conversas Redondas

Bola na Rede: O treinador que te concedeu essa estreia foi Toni, uma lenda do Benfica, recordas-te daquilo que ele te disse quando te anunciou que ias jogar?

Ricardo Esteves: Para já, dar a oportunidade de jogar a qualquer jovem numa equipa principal e nomeadamente no Benfica, uma equipa grande, sabemos que acredita em nós e aquilo que ele disse era para me divertir em campo. Obviamente, sabendo a responsabilidade que é jogar num clube grande, mas acima de tudo, para fazer aquilo que sabia e para me divertir em campo porque, para além da concentração, para além da atitude que se tem de ter em campo, devemos fazer as coisas com divertimento, só assim conseguimos aproveitar ao máximo aquilo que estamos a viver.

O 11 do século XXI do Vitória SC

O século XXI dos conquistadores foi tudo menos tranquilo. A somar algumas boas épocas em Portugal e até algumas idas às competições europeias, o Vitória SC passou ainda no início do século pela segunda divisão portuguesa. Um clube com uma paixão ímpar e com uma massa associativa reconhecida por todos. Este século, os vitorianos já venceram uma Taça de Portugal e começam-se a intrometer com algum lanço na disputa por mais troféus.

Com alguns jogadores que marcaram também o principal escalão do futebol português, o Vitória SC tem somado bons jogadores nos planteis época após época. Neste 11 encontramos alguns jogadores que marcaram o Estádio D. Afonso Henriques e outros que talvez já nem te lembres. Escolhi um 3-5-2 para este XI.

Lusitano FCV 2-0 SC Espinho: Viseenses deixam último lugar

A CRÓNICA: EQUIPA COESA A MARCAR CEDO É DIFÍCIL DE PARAR

Duas equipas na zona de despromoção da série D do campeonato de Portugal defrontaram-se com dois técnicos ainda a ambientarem-se às equipas. Do lado do Lusitano FCV, Paulo Meneses cumpria o segundo jogo, primeiro em casa, enquanto do lado do SC Espinho, Bruno China estreava-se no banco.

O jogo começou muito disputado a meio campo, com ligeiro ascendente para o Lusitano. Aos sete minutos, a equipa da casa inaugurava mesmo o marcador, na sequência de um livre à esquerda marcado para dentro da área por Hélder Rodrigues com Raphael a saltar mais alto que os outros e a cabecear para dentro da baliza.

A perder, o Espinho esteve mais tempo a atacar, mas sem criar grandes oportunidades de perigo. Destaque apenas para o remate de Betinho à entrada da área por cima da baliza de Ruca e para o cabeceamento do avançado diretamente para as mãos do guarda redes. O Lusitano defendeu de forma compacta e deixou pouco espaço para os visitantes atacarem.

Na segunda parte, o Espinho entrou com um novo esquema tático, para tentar chegar ao empate. Os visitantes estiveram perto de marcar, num lance confuso, na sequência de um livre. A bola foi despejada para a grande área, com aparentemente um dos defesas do Lusitano, na tentativa de afastar a bola, a acertar na trave da baliza de Ruca.

Os minutos passavam e mesmo com as alterações táticas, o Espinho não conseguia criar oportunidades. Já o Lusitano tentava explorar o contra-ataque e foi através de uma transição rápida que chegaria ao 2-0. Braz correu com a bola do lado direito desde a linha do meio campo até à grande área e assistiu Anael que livre de marcação deu mais conforto à vantagem.

O Espinho intensificou a pressão sobre a defensiva da equipa da casa, mas só se expunha mais aos contra-ataques dos adversários com a defesa, por vezes a falhar na marcação.

Primeira vitória do Lusitano  no campeonato com base na boa organização defensiva e deixa assim de ser o lanterna vermelho e aproxima-se do Sporting de Espinho.

 

A FIGURA

CAMPEONATO DE PORTUGAL – ÉPOCA 2020/2021
“Raphael Almeida renova por uma temporada”

O Lusitano Futebol Clube informa…

Publicado por Lusitano Futebol Clube em Terça-feira, 16 de junho de 2020

 

Raphael A.– Não é um jogador com grande qualidade de toque de bola, mas é eficaz. Contribuiu para a defesa compacta do Lusitano, com vários alívios importantes a afastar a bola das imediações da grande área. Fez ainda o primeiro da partida de cabeça ao subir mais alto que os defesas do Lusitano.

 

O FORA DE JOGO

Futebol > Diogo Valente é reforço

Diogo Valente (ex-UD Oliveirense) vinculou-se ao SC Espinho 💪⚽️

#scespinho #raçavareira

Publicado por Sporting Clube de Espinho em Sexta-feira, 5 de julho de 2019

 

Diogo Valente – O experiente jogador não mostrou as suas qualidades, na partida de hoje. O antigo atleta do FC Porto, Boavista e Leixões praticamente não teve bola e quando a teve, ou não a conseguia segurar ou falhava nos passes para os colegas. Acabou por sair a meio da segunda parte, na revolução do ataque da equipa de Aveiro.

 

 ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Paulo Meneses apostou num 4-3-3 dinâmico no ataque. Braz, Hélder Rodrigues e Anael eram os elementos mais ofensivos sem uma posição bem definida, com Luís Almeida a ser o mais adiantado no meio campo. Por vezes, Luís Almeida trocava com um dos elementos da frente para se juntar à frente do ataque. Mauro e Adilson eram os elementos do meio campo mais recuados, a ajudar os centrais a varrer a bola zona central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (7)

Gonçalo Lixa (7)

Calico (7)

Raphael Almeida (8)

Leal (7)

 Adilson (7)

Mauro (8)

 Luís Almeida (6)

Anael (8)

 Hélder Rodrigues (6)

Diogo Braz (7)

SUBS UTILIZADOS

 Miguel Sena (6)

Leo Dias (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC ESPINHO

Com Bruno China a estrear-se no banco do Sporting de Espinho, foi o 4-4-2 o esquema tático escolhido para a primeira parte. Betinho como referência mais fixa e Miguel Rodrigues a percorrer ambos os flancos eram a dupla mais adiantada. Na segunda parte em desvantagem, o técnico alterou para o 4-3-3, com Miguel Rodrigues a recuar para a ala esquerdo do meio campo e Betinho a ser substituído, tentando dar maior mobilidade ao ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kadú (6)

Paço (6)

Né (5)

Jota (5)

Gonçalo Cardoso (6)

João Ricardo (6)

Dani (6)

Nakedi (5)

Diogo Valente (5)

Miguel Pereira (6)

Betinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Carlitos (6)

Eduardo Baldé (-)

 Duarte Duarte (-)

Ivo Lucas (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano Vildemoinhos FC

BnR: A chave da vitória esteve na defesa?

Paulo Meneses: Também e não só. A defesa começa no ponta de lança até ao guarda redes. Não podemos pensar que a defesa soluciona tudo e que o ponta de lança só marca golos. Acho que foi um trabalho em equipa. Isto é como um organismo vivi: o onze, os suplentes, os que ficam de fora, mais o staff e a direção. Se todos remarem no mesmo objetivo e trabalharem, fica mais fácil. É isso que tem acontecido. A direção tem feito tudo para nos dar todas as condições e fiz ver aos jogadores para darem mais em campo, para sairmos do último lugar que já saímos. Todos trabalham para defender e para atacar. A defesa esteve exímia mas foi fruto de trabalho coletivo.

BnR: Foi o seu segundo jogo ao comando do Lusitano. A equipa está mais próxima às ideias do treinador?

Paulo Meneses: Acho que tem de se dar uma palavra à equipa técnica anterior. As minhas palavras desde o primeiro dia em que entrei aqui foram que há coisas muito boas da equipa técnica anterior. Não vamos que está tudo mal por estarmos em último lugar. Também tem o seu mérito. Em 15 dias, também não conseguímos fazer muita coisa, precisávamos de uma pré-época. Por isso, é justo dar uma palavra ao Gustavo [treinador adjunto] e ao mister Rogério [anterior técnico]. Quando cheguei disse, temos coisas boas que precisamos de manter, mas temos coisas menos que precisávamos de melhorar. As ideias do treinador que entra são diferentes das que aquele que sai. É normal. Mas desde que entrei aqui, a equipa tem ido de menos a mais. E sim, está mais próxima daquilo que a equipa técnica pretende. Estamos no bom caminho e convertemos em pontos que é o mais importante.

BnR: Já chegaram dois reforços. Ainda vão acontecer mais mexidas no plantel até ao final de janeiro?

Paulo Meneses: Houve dois reforços que não foram utilizados este jogo. Um por questões que são alheiras à direção, que fez tudo por tudo para o inscrever. O outro [Jack, lateral ex-Maritimo B] integrou os convocados para ajudar a nossa equipa, numa posição que consideramos importante para reforçar e equilibrar. Agora estamos a analisar primeiro o que temos cá dentro. Em 15 dias, não dá para conhecer toda a gente dentro da nossa filosofia e das nossas ideias de jogo. Se for possível, vamos buscar alguém. Se não, estamos bem assim. Em conjunto com o diretor desportivo e com a direção, estamos a remar no mesmo sentido e a falar a mesma linguagem que é o mais importante.

SC Espinho

BnR: Foi apresentado há dois dias como novo treinador. Houve já ideias de Bruno China, neste jogo?

Bruno China: Fizemos uma primeira parte interessante, onde se notaram algumas coisas que trabalhámos. Agora, como é óbvio, temos de melhorar noutros aspetos. Sofrer um golo cedo nunca ajuda, ainda para mais numa equipa que vem de uma série de resultados menos bons. Entrámos bem, a primeira ocasião até é nossa, com o Nakedi escorrega quando ia a chutar e reagímos bem ao golo.

BnR: Como encontrou a moral do plantel?

Bruno China: Infelizmente estamos numa situação na tabela bastante complicada. É normal que não haja a mesma confiança quando se vem de uma série de vitórias. Mas isso é trabalho e para se adquirir essa confiança, é preciso ganhar o mais rápido possível.

BnR: Na primeira parte o Espinho apostou numa referência fixa no ataque, Betinho, enquanto que na segunda, as unidades ofensivas eram móveis. Como vamos ver o Sporting de Espinho a atacar, nas próximas jornadas?

Bruno China: O Betinho deu o seu contributo da melhor forma possível. Achámos que devíamos mudar para o Carlitos e ele entrou bastante bem, veio acrescentar o que nós queríamos. A dinâmica do jogo e quem trabalha bem a semana é que vai indicar quem são os jogadores que vão estar lá dentro. Quem não trabalhar, de certeza que não vai estar.

BnR: Estão previstos reforços no plantel?

Bruno China: É uma situação que ainda vamos abordar. Ainda estamos a fazer uma avaliação e, depois juntamente com a direção vamos abordar e tomar as melhores decisões.

NFL | Trevor Lawrence ou Justin Fields, quem será a primeira escolha?

0

O estado da Geórgia viu nascer os dois grande nomes da próxima geração da NFL. Trevor Lawrence, jogador mais cotado desde a escola secundária e Justin Fields, o número dois, lutam novamente pela primeira escolha no Draft de 2021. Apesar de a cerimónia apenas se realizar a 29 de abril, esta “rivalidade” já deu muito que falar e merece destaque.

Lawrence foi sempre visto como o melhor. No high school, em 54 jogos realizados, perdeu apenas dois. Durante esses quatro anos, colecionou o mesmo número de campeonatos do estado da Geórgia e dois campeonatos nacionais. The Sunshine, como é conhecido, escrevia por linhas retas o futuro como a futura primeira pick no Draft a que se propusesse.

A segui-lo de perto esteve sempre Justin Fields. O “eterno número dois” seria, provavelmente, o grande jogador da classe de 2018 se não existisse um jogador tão famoso como Lawrence. No entanto, ao longo dos anos, foi demonstrando a sua qualidade na sombra dos holofotes e deu o “grito” no campeonato universitário deste ano, onde chegou à final com a universidade de Ohio State, eliminando Clemson, do “rival”, Trevor Lawrence.

Quem será a escolha dos Jacksonville Jaguars em abril? Podem existir dúvidas, mas existe a certeza que será um dos dois talentosos quarterbacks. Muitos especialistas da NFL confiam que esta dupla pode ser semelhante à luta entre Tom Brady e Peyton Manning.

Foto de Capa: NFL Draft

Podcast BnR T2/EP1: Os 5 candidatos a jogador do ano em 2021

0

Regressamos ao nosso podcast com o primeiro episódio de 2021! No programa desta semana fazemos a antevisão do que será este novo ano. Por isso mesmo, procuramos escolher os cinco candidatos a melhor jogador do ano.

Neste programa contamos com a moderação do Pedro Pinto Diniz e com os comentários de Afonso Santos, Jorge Faria de Sousa e Luís Pinto Coelho.

Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Os bons filhos a casa tornam

0

De cartas fora do baralho a possíveis “reforços” no mercado de inverno, o SL Benfica equaciona o regresso de Gedson Fernandes e Florentino Luís à Luz. Os jovens internacionais sub-21 por Portugal têm sido pouco utilizados nas respetivas equipas e podem estar de volta a casa.

Gedson conta só com um jogo oficial, a 29 de setembro de 2020, quando o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho eliminou o Chelsea FC na Taça da Liga inglesa. De resto, José Mourinho tem elogiado o profissionalismo que o médio tem demonstrado: «Estes seis meses foram muito maus para nós e para ele. Além disso, e isto é incrível, desde que chegou que não falhou um minuto de treino, o que reduz ainda mais os níveis de motivação, mas tem sido um muito bom profissional. Tenho a certeza de que melhores dias virão para ele, connosco ou noutro lugar.»

O técnico já sabe da vontade dos encarnados em fazer Gedson voltar a casa, sendo que não se opõe a esse cenário. Está, assim, completamente colocada de parte a hipótese de o conjunto londrino vir a ativar a cláusula de opção de compra, no valor de 50 milhões de euros, já que o jogador deverá regressar a Portugal nas próximas semanas.

De resto, o regresso de Gedson é interessante na ótica dos encarnados, visto que é um jogador cujas características são ímpares. A confirmar-se o seu regresso, Gedson será o único “8” de raíz no plantel e, se for bem trabalhado, pode vir a tornar-se numa peça importante para a segunda metade da época.

Gedson é um jogador intenso na pressão e a sua capacidade de trabalho sem bola é muito superior à de Adel Taarabt. O seu ingresso no onze equilibraria a equipa no aspeto defensivo.

Equilíbrio defensivo que poderá, também, ser reforçado se Florentino também voltar a casa. O português, que só jogou pelos monegascos em seis ocasiões, seria a adição perfeita ao plantel encarnado.

O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, tornando-o num exemplar perfeito de um número 6 moderno.

O upgrade do genuíno leão Pedro Porro | Sporting CP

0

Poucos são já os que se recordam das críticas que o internacional sub-21 espanhol Pedro Porro recebeu quando chegou ao reino do Leão. Acredito que existe já um certo ritual em criticar tudo o que chega a Alvalade, apesar de que se o jogador fosse para outro clube qualquer já seria uma excelente opção e que os dirigentes leoninos raramente acertam nas contratações.

O lateral direito espanhol tem dado – e muito – que falar. Está cedido pela equipa inglesa do Manchester City por duas épocas; o Sporting CP salvaguardou-se, sendo que o jogador só voltará ao plantel dos Citizens caso o clube de Alvalade não exerça a sua opção de compra.

Qual é o valor dessa cláusula? Oito milhões e meio. Tendo em conta a performance do jogador, a idade do mesmo e o valor que o Manchester City desembolsou em 2019 (12 milhões de euros) é uma clausula perfeitamente acessível e barata para o Sporting CP, que pode aqui ter um jogador jovem para o futuro, mas, sobretudo para o presente, com um rendimento desportivo brutal.

Acredito que as táticas, as estruturas ou as estratégias para cada jogo devem girar e basear-se nos melhores jogadores de cada equipa e Rúben Amorim não foge à regra, mas para isso é preciso também ter os elementos certos – como é o caso. É sabido a importância que os laterais têm quer no processo ofensivo, quer no processo defensivo neste Leão.

Pedro Porro é, para muitos sportinguistas, a melhor contratação de 2020/2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Porro é um jovem com uma excelente capacidade física e técnica, com grande preponderância ofensiva e que beneficia também do esquema de três centrais para as coberturas às suas investidas à área adversária, ainda que consiga estancar possíveis transições adversárias com pressão numa zona mais alta do terreno.

Com uma boa capacidade de drible e de um para um, torna-se venenoso quando ganha espaço e consegue os seus cruzamentos com uma qualidade acima da média. É capaz de se associar em ataque posicional e na variação do centro de jogo, mas também no que a equipa de Rúben Amorim mais gosta de fazer com os ataques rápidos: em transição e com o lateral a garantir a largura e amplitude que a equipa necessita.

Pedro Porro beneficia também de atributos mentais que o fazem subir de patamar sobretudo pela concentração e capacidade de decisão que demonstra, mas também no compromisso que tem – bem visível no jogo diante do SC Braga – ao festejar um corte como se de um golo se tratasse.

Mais do que juventude ou experiência importa a qualidade do jogador e Pedro Porro – também com experiência de Selecção (espanhola), é certo – veio retirar as dúvidas que pairavam com as contratações de Ristovski, Rosier e ainda Rafael Camacho. Um jogador que irá certamente continuar a encantar em Alvalade e que merece um estádio cheio.

FC Porto 70-50 Imortal LUZiGÁS: Eficácia saltou do banco

A CRÓNICA: MCGREW (FC PORTO) E ROBB (IMORTAL LUZIGÁS) TROUXERAM LUZ A UM JOGO DE ESCASSA PONTUAÇÃO

O último jogo da jornada 13 colocou frente a frente uma das melhores ofensivas do campeonato (Imortal LUZIGÁS), diante uma das melhores defesas (FC Porto), num jogo onde o “banco” azul e branco prevaleceu.

A primeira parte encetou um Imortal desinibido e «sem pedir licença» no momento de lançar ao cesto ou de atacar o 1vs1. Aliás, de sublinhar a qualidade individual do cinco inicial algarvio que prometeu fazer frente a qualquer jogador do FC Porto. Ora, assim que o jogo tomou o lado da equipa de Luís Modesto, Moncho López pediu um timeout e fez bom uso do mesmo. Após essa paragem no jogo, a equipa azul e branca superiorizou-se em todos os momentos da partida. Quer a nível defensivo, quer a nível ofensivo, o FC Porto demonstrou estar coletivamente mais competente e bem alinhado nas pretensões do treinador. Numa primeira parte de baixa pontuação, a assertividade na tomada de decisão por intermédio de Jalen Riley e Brad Tinsley, conseguiu alavancar uma vantagem de 11 pontos perante um Imortal LUZIGÁS excessivamente dependente das ações individuais para criar problemas à defesa compacta do FC Porto. A ida para os balneários assinalava um marcador favorável de 38-27 para a equipa da casa.

O início da segunda parte manteve a toada dos primeiros 20 minutos. Ambas as equipas ponderadas, cerebrais e com uma agressividade extra nas ações defensivas, que resultou num desfecho de terceiro quarto parco em pontos e em lances de espetacularidade. Tal período, simultaneamente coincidiu com um Imortal mais esclarecido e paciente na procura do miss match, não obstante a assertividade no tiro exterior (11%) se tenha traduzido na manutenção da vantagem portista na casa das dezenas.

O último quarto ainda principiou com os forasteiros vorazes e desafiadores, contudo, a organização defensiva e a permanência de Tanner McGrew nos momentos decisivos não permitiu ao Imortal escapar do Dragão Arena com uma vitória.

Ainda assim, com este desfecho, ambas as equipas permanecem na posição onde partiram antes do jogo, sendo o FC Porto o atual segundo do campeonato e o Imortal LUZIGÁS o quarto.

A FIGURA

Tanner McGrew (FC Porto) – O internacional norte americano, todavia tenha começado no banco, apareceu quando mais interessava, demonstrando-se excelso na hora de lançar ao cesto. O atleta denota-se que ainda está à procura da melhor forma física, mas a sua capacidade de atirar ao cesto mantém-se imaculada, concretizando 60% dos lançamentos de campo que executou.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPB

Falta de profundidade no Imortal LUZIGÁS – Excepto Dominic Robb, o restante banco da equipa algarvia apenas concretizou 8 pontos(!), sublinhando a diferença de profundidade e talento dos respetivos plantéis. Para além da baixa taxa de acerto, o esforço dos homens que saltavam do banco em nada alarmaram a organização defensiva azul e branca.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa comandada por Moncho López alinhou um cinco inicial com um misto de dimensão física e de requinte técnico. Ora, em zonas interiores operou com os dois jogadores do costume (Miguel Queiroz e Eric Anderson Jr), sendo que fora da linha dos três pontos utilizou Riley e Tinsley como principais executantes. Com um grande trabalho sem bola e procura incessante pelo melhor lançamento, os dragões almejavam o cesto depois de obrigar o oponente a um trabalho defensivo árduo. Defensivamente, o FC Porto mantém o registo de melhor defesa do campeonato, e o jogo de hoje sublinha bem este facto. Agressividade, concentração e constante comunicação entre os cinco, permitiu reduzir o Imortal a uns meros 50 pontos.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Riley Jalen (7)

Bradley Tinsley (7)

Miguel Queiroz (7)

Larry Gordon (5)

Eric Anderson Jr (6)

 

SUBS UTILIZADOS

João Torrie (6)

Voytso (5)

Pedro Pinto (7)

Francisco Amarante (6)

Diogo Runge (-)

Tanner Mcgrew (9)

João Soares (5)

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL LUZiGÁS

A equipa liderada por Luís Modesto alinhou com um cinco inicial forte e virtuoso nas duas vertentes do campo. Ty Toney foi o portador da bola, contudo foi através das mãos de DJ Fenner que resultaram mais ações de pick and roll, para desbloquear a defensiva portista. Em zonas interiores, a «turma» algarvia até fez uma boa réplica, contudo pecaram muito na luta das tabelas, ao passo que o FC Porto arrecadou mais ressaltos ofensivos (20), que o Imortal LUZIGÁS defensivos (19).

Para concluir, a rejeição da transição ofensiva por parte dos dragões colocaram alguns constrangimentos que Luís Modesto não está habituado, por conseguinte desenhando-se uma derrota tática para a equipa do Imortal LUZIGÁS.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ty Toney (4)

DJ Fenner (6)

António Monteiro (5)

Tanner Omlid (6)

Tyere Marshall (6)

SUBS UTILIZADOS

Manuel Magalhães (-)

Hugo Sotta (5)

Nuno Morais (5)

Rui Quintino (5)

João Neves (-)

Dominic Robb (8)

Miguel Toreia (6)

Foto de Capa: FPB